4 considerações sobre o Kindle

Em novembro eu cai na armadilha da Black Friday e me rendi ao Kindle. Há um tempo vinha pensando em adotar um e-reader, mas ficava com um pé atrás por me considerar muito ~old school~ pra isso.

Quem me acompanha pelo Instagram viu que eu já comecei a usar o meu, e decidi pelo seguinte: vou alternar um livro físico com um no Kindle e ver o que eu acho dessa nova tecnologia. Como resultado, já fiz algumas considerações bacanas que queria dividir aqui com vocês.

4 considerações sobre o Kindle

1.Ficou mais fácil de ler

Realmente, o Kindle facilita – e muito – a leitura. Acho que cheguei a comentar no post sobre leituras recentes que eu estava com dificuldade de terminar um livro e que estava lendo beeeem vagarosamente. Pois bem, não sei se foi a escolha dos livros que eu peguei para estrear o meu Kindle, ou se foi realmente a facilidade tecnológica, mas eu devorei em dois dias o primeiro e-book que comprei. Ele salva exatamente onde você parou de ler, é só ligar e desligar pra voltar da onde você estava, o Kindle é muito leve, então dá pra levar pra qualquer lugar e a tela é, realmente, confortável.

2.Falando na tela…

… Essa era uma das minhas principais ‘birras’ com qualquer e-reader. Ficar de olho numa tela o tempo todo. Tinha receio de que isso poderia cansar a vista, me incomodar, piorar a minha miopia (alô, ilusões!). Mas nada disso. Nada como julgar uma coisa antes de conhecê-la, não é mesmo? A tela é bem confortável, não cansa a vista e parece um papel mesmo. O meu Kindle é o basicão (ou seja não é o que dá para adaptar a claridade da tela) e parece que eu tô lendo um livro normal, só que tem touch pra mudar de página. Quer dizer, eu tava birrenta à toa.

3.Eu sinto falta do papel

Eu tenho a memória de um peixinho dourado, então costumo ir e voltar no livro várias vezes pra lembrar de algum detalhe que eu possa ter deixado passar, ou pra rever o que rolou no último capítulo ou algo assim. No Kindle isso fica um pouco difícil, porque ir e voltar significa que você tem que clicar mil vezes no touch e depois tentar encontrar onde você tava e eu fico confusa. Isso ou ainda não sei mexer direito nessa budega. Mas, sim, eu sinto falta de voltar as páginas e pegar no papel mesmo.

4.Eu ainda amo livros físicos

Sim, o Kindle é uma baita facilidade e tem me ajudado a recuperar a minha sede de leitura (você nem percebe as páginas passando por conta do tamanho da tela), mas eu ainda quero comprar livros físicos pelo gostinho de sentir o papel na mão e encher a prateleira. Porém, eu acho que vou fazer compras um pouco mais conscientes, do tipo, comprar um livro que eu curti muito e que eu quero ter também na versão física.

Para quem gosta muito ler é um bom investimento, porque não ocupa espaço e torna o hábito mais rotineiro mesmo. Pra ligar e desligar é um dois e não ocupa espaço algum na bolsa. Vale a dica: pensa num livro que você tem preguiça de ler por conta do peso. É válido pra colocar no Kindle. Ou aquele livro que você quer ler, mas não quer comprar porque acha que não vale a pena o gasto de prateleira. A regra também se aplica.

Você gosta de e-readers e e-books? Me diz o que você acha nos comentários!

Leituras Recentes: outubro/novembro

Tem tempo que eu não comento por aqui sobre o que eu tenho lido, né? Pois bem, confesso que ando um pouco travada nas leituras, trabalhar em casa tem dessas – antes eu lia muito no ônibus!

De qualquer maneira, eu tenho avançado aos poucos na minha pilha de livros e algumas das minhas leituras recentes foram bem interessantes. Agora, estou tentando colocar a minha leitura do dia à noite, antes de dormir. Assim eu aproveito e largo o celular um pouco na hora de deitar (alô, tentação).

Leituras Recentes: outubro/novembro

1.Leave Your Mark, Aliza Licht: fiquei interessada não só porque a capa é bem bonita, mas também porque a Alê Garattoni, minha maior musa, comprou e eu fui meio Maria-vai-com-as-outras. Para quem está bem no começo de carreira, tem umas dicas MUITO legais, mas que também vale para qualquer pessoa que, por exemplo, queira mudar de carreira ou dar um up na vida profissional. Tem alguns momentos tough love bem necessários. Para mim, o mais interessante foi a parte que fala sobre mídias sociais, com dicas bem bacanas e muito a se pensar sobre o assunto. A linguagem da Aliza é bem divertida e leve, e ela fala muito sobre a própria experiência profissional para expor o que ela pode/quer para quem lê.

2.Eu, você e a garota que vai morrer, Jesse Andrews: decidi comprar esse livro depois que vi o trailer do filme (sim, tem um filme – que eu só vi depois, claro). Foi uma leitura do dia bem interessante, porque a linguagem é muito coloquial. Bem coisa de menino mesmo, que, aliás, é quem narra a história toda. E logo de cara dá para ver que ele tem sérios problemas de autoestima e que não sabe muito bem o que está fazendo da vida. Mas tudo bem. Não foi um dos livros mais legais, com certeza, mas foi interessante justamente por conta do formato e dessa linguagem diferentona.

3.Recalculando a rota, Alana Trauczynski: gosto muito de leituras sobre mudanças de vida, reencontros, mudanças de carreira e o mais, como vocês bem sabem. E eu estava atrás do livro da Alana há um tempão, desde que descobri que ele existia. Trombei sem querer com ele numa livraria escondida no shopping Frei Caneca e comecei a ler na hora. Confesso que não curti muito, porque achei que ela falaria mais sobre o processo de auto-descobrimento ao invés de tudo o que rolou nas viagens delas. Não que isso não seja interessante, mas senti que os momentos de insight foram um pouco abafados pelos causos que ela conta.

4.Mentirosos, E. Lockhart: Uma amiga me recomendou (e emprestou!) esse livro falando que o final era mega bombástico. E, realmente, ele é mesmo! Mas eu já meio que entendi o que tinha acontecido na metade da história. Consigo pegar essas coisas muito bem. Mas a história da Candance é interessante, a forma como ela conta a história, e rola uma curiosidade genuína para saber o que aconteceu no tal ‘verão dos quinze’ que ninguém quer contar. Fiquei bem intrigada, ainda mais porque, ao que parece, a vida que ela e os primos/amigos têm na ilha que eles visitam todo verão é quase um sonho, porque o que acontece lá normalmente não sai de lá. Vale ler e tirar as suas próprias conclusões.

Agora pretendo ler Essencial mais uma vez, tem tempo que eu li e estava querendo relembrar alguns conceitos, e Todos os meus amigos são super-heróis, do Andrew Kaufman, que eu tô animadíssima para começar!

O que você está lendo agora? Já leu algum desses livros que falei?

Releituras que amo fazer

Eu já comentei algumas vezes o quanto eu amo ler, e ultimamente, eu tenho focado as minhas leituras em obras um pouco mais informativas – como livros de empreendimentos, sobre blogs e redes sociais, etc.

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Ler esse tipo de material é incrível, claro, mas às vezes cansa. E para dar um respiro entre um livro e outro (e evitar ir até a livraria mais próxima e gastar uma pequena fortuna com uma pilha nova de livros), eu ando relendo alguns dos que tenho em casa. Dentre os meus queridinhos, tem três que eu curto MUITO reler:

1.Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins
Meu livro preferido de todos os tempos! O tanto que eu curto esse livro não tá escrito. Fora isso, ele é bem levinho e fácil de ler, vai numa tacada só e it’s so fluffy i’m gonna die! Amo a história da Anna e me identifico demais com algumas das inseguranças dela (#quemnunca). Acho a escrita da Stephanie super envolvente e divertida, cheio de referências bacanas. Amo/sou e ponto.

2.Harry Potter e as Relíquias da Morte, J.K. Rowling
Sou pottermaníaca assumida, mas de todos os livros da série, o último é o meu preferido. Fico sempre entre ele e o primeiro, mas uma passagem que eu amo muito nesse livro é a que mostra o Harry e o Dumbledore na estação 9 ¾ (uso o nome em inglês mesmo! Hahaha). Nada ganha daquela cena pra mim. Fora que uma das minhas citações preferidas de todo o universo é bem desse momento.

3.Jogador Nº1, Earnest Cline
Com certeza, um dos livros mais surpreendentes que eu já li. Ele é repleto de referências aos anos 1980 e o mundo dos games (amo!), então, já viu. Pra uma geek como eu é um prato cheio. Fora que eu já quis jogar esse livro contra a parede de tão surpresa que eu fiquei. Morri de raiva por meia hora antes de querer saber o que acontece no final e ser vencida pela curiosidade! Mas é muito bom e eu AMO a história.

Esses são os meus três go-to livros que eu sempre pego para reler de tempos em tempos. Aliás, tá na hora de eu ler Anna de novo. Tem um tempo já. Eu adoro fazer isso, principalmente com os livros da minha prateleira de preferidos, porque como eu leio muito e rápido, acabo esquecendo detalhes da história que eu amei ou descubro outras ainda mais legais.

Tem algum livro que você ame reler? Me conta!

5 frases de livros que vão inspirar você

Até um tempo atrás, eu era dessas que lia um livro por semana, às vezes até dois. Hoje em dia isso mudou um pouco, como eu já comentei por aqui, mas não significa que eu deixei o meu amor pela leitura para trás. Tanto que tem algumas frases de livros que eu levo pra vida, de tão queridas que são.

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Quando eu gosto muito de uma história, leio de novo e de novo até cansar. Aí dou um tempo e leio mais uma vez e sempre sinto uma ligação muito forte com os personagens e algumas situações pelas quais eles passam. Não seria diferente com passagens importantes do livro, né?

Separei algumas das minhas frases de livros preferidas e que servem de inspiração para todo mundo, olha só:

1.Só ri de cicatrizes quem nunca sentiu na pele uma ferida – Romeu e Julieta, Shakespeare
O tanto que eu amo essa peça de Shakespeare não tá escrito! Muita gente vê Romeu e Julieta como uma história triste, uma tragédia mesmo, mas eu acho que ela é linda demais. De verdade. Essa frase é uma das que mais me marcou na peça inteira: é muito fácil a gente falar de alguém, sendo que a gente não tem ideia do que aquela pessoa passou. Sabe? Rir de uma cicatriz quando você nunca se machucou a ponto de ficar com uma também. É muito poderoso isso.

2.Eu desejo o que é melhor para mim – Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins
Anna e o Beijo Francês é o meu livro preferido de todos os tempos e essa frase é muito bacana porque: praticamente tira todos os quereres da frente. A personagem, no momento em que pensa isso, estava se decidindo se pedia ou não pra ficar com o mocinho enquanto fazia o seu desejo no Point Zéro, em Paris, mas ao invés disso, pede por aquilo que é melhor pra ela e não por uma coisa qualquer. O tanto que isso tem a ver com o meu momento atual é doido demais!

3.Não tenha pena dos mortos, Harry. Tenha pena dos vivos, e acima de tudo, daqueles que vivem sem amor – Harry Potter e as Relíquias da Morte, J.K. Rowling
Dumbledore: amor eterno, amor verdadeiro. A minha vontade é de tatuar essa frase. De verdade. (e isso porque eu já tenho uma tattoo de Harry Potter) Mas a ideia que ela passa é muito verdadeira. Porque ficamos com pena daqueles que morreram? O que é morrer? Morrer consegue ser pior do que viver sem amor? Não na minha concepção. Nada é pior do que uma vida sem amor.

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4.O mundo não é uma fábrica de realização de desejos – A Culpa é das Estrelas, John Green
Ah, John Green. Você me conquistou com esse livro, viu. Ô, coisa linda. E ele tem razão ao fazer a Hazel dizer isso. O mundo não é uma fábrica de realização de desejos. Esperar do mundo tudo aquilo que você quer é não só inútil, como também uma perda de tempo. Existe um lugar que está fora do mundo e onde você encontra tudo aquilo que precisa. O lado de fora nunca vai dar nada da maneira que você quer.

5.As pessoas ao seu redor são você – Charlotte Street, Danny Wallace
Algumas pessoas nunca entenderam porque eu gosto tanto desse livro, mas acho que essa frase aí resume bem. Outra que se encaixa demais no momento em que eu estou agora. A gente acha que é sozinho no mundo, que não tem ninguém, mas as pessoas ao nosso redor são a gente. Entende? Elas são parte de nós e nós somos parte delas. E é por isso que agora eu entendo que todo mundo é importante. Por isso.

Basicamente, aí estão os meus livros preferidos! A literatura é uma coisa maravilhosa, né? Tem horas que consegue explicar direitinho tudo aquilo que a gente sente e pensa. E é por isso que eu amo tanto.

Você tem um livro preferido? Me conta a frase dele que mais te marcou!

2 livros que vão mudar sua visão de mundo

Há algum tempo eu comentei que os meus hábitos de leitura mudaram bastante, muito mais na questão gênero do que qualquer outra coisa. E esses novos gostos literários se mantém, tanto que a maioria dos livros que eu compro atualmente são de empreendedorismo/histórias inspiradoras.

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De todos os que eu li até agora, dois foram os que mais me marcaram: #GIRLBOSS, da Sophia Amoruso, e Essencialismo, do Greg McKeown, e que realmente me mostram uma formas diferentes – e que eu considero muito válidas – de encarar as coisas.

#GIRLBOSS
Para quem não conhece, a Sophia Amoruso é a CEO da Nasty Gal, uma loja online que começou como uma lojinha de peças vintage no eBay. Criei uma admiração enorme por ela e pela história dela, que ela conta no livro.

A Sophia é tipo uma amiga super sincera que fala pra você parar de mimimi e fazer o que você quer fazer, ir atrás do que você sonha e como tirar proveito de tudo o que você vê no caminho. É um livro empoderador? É sim. É um livro feminista? Há controvérsias, como a própria Sophia comenta.

Mas é um livro cheio de dicas muito inspiradoras, que falam tanto sobre como você pode encontrar o seu próprio estilo, até começar aquele negócio que você sempre quis, passando por cartas de apresentação e como se comportar numa entrevista de emprego. Eu já li uma duas vezes e sei que vou ler sempre que precisar de uma dose extra de inspiração. Até as melhores formas de lidar com dinheiro e dívidas ela fala!

Ah, esse livro eu li em inglês, mas ele já foi traduzido para o português pela editora Seoman.

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Essencialismo
Pensa num livro que você total julgou pela capa. Foi a experiência que tive com Essencialismo, do Greg McKeown. Não dava muita coisa para o livro, mas curti a capa e a premissa de aprender a viver uma vida essencialista, isto é, que só prioriza o que é essencial, me chamou muito a atenção.

De uma forma bastante fácil de ler, o Greg explica como uma pessoa essencialista pensa, especialmente no ambiente de trabalho, de forma a ser mais produtiva e priorizar a qualidade ao invés da quantidade.

Sabe quando você se sente tão sobrecarregado que nem sabe por onde começar a trabalhar? Então, é bem isso que ele aborda, e ainda expande essa noção para diferentes áreas da vida. É uma forma de pensar mesmo, e mexeu demais comigo, porque eu li esse livro bem quando comecei a pensar sobre o armário cápsula e adotá-lo na minha rotina. Ou seja, só acrescentou!

Tem algum livro nesse estilo que você gosta? Me conta nos comentários? Eu tô sempre atrás de novidades!