pros dias que você quiser desistir da internet

desistir da internet

eu comecei esse mesmo post umas cinco vezes antes de chegar nessa edição final. para ser sincera, eu não sei muito bem o que a gente pode fazer quando tem aquele nervosinho de querer desistir da internet, especialmente porque eu percebi que essa sensação sumiu da minha vida há um bom tempo.

lendo o post que a Lominha fez sobre a mudança editorial dela (em que também fala sobre como você pode se re-motivar a blogar), eu me peguei pensando que é bem fácil mesmo as pessoas perderem a motivação quando tudo o que elas veem quando entram no Facebook são notícias ruins e haters comprando briga por qualquer coisinha. deletar todos os aplicativos do celular, colocar as contas on hold e passar um tempo longe disso tudo parece mesmo a melhor opção.

nessas horas, rola aquela vontadinha de voltar a viver nos tempos de Elizabeth Bennet, quando a gente usava uma vela pra ler um livro à noite e escrevia cartas que levariam meses para chegar no destinatário, cresce exponencialmente. é, a vontade de receber uma cartinha escrita à mão segue viva (confesso que ainda acredito nesses pequenos gestos de romantismo e gentileza), mas me pego pensando de novo e de novo que não quero nunca mais viver num mundo sem a internet.

eu me lembro também daquele post que escrevi sobre o Instagram e como a gente precisa de um propósito até pra brincar na internet. se não, a coisa fica meio sem sentido mesmo e o ódio parece sempre reinar num lugar que a gente acreditava que poderia ser feliz, sabe?

é óbvio que a gente pode deixar aquilo que faz mal ir embora. dar unfollow em quem não merece os nossos 140 caracteres, bloquear aquela pessoa que vive soltando discurso de ódio online, colocar as contas todas no modo privado. isso é irrelevante, levando em consideração a tal da big picture.

mas a internet é o que nos conecta, o que nos deixa mais pertinho, como se a gente tivesse compartilhando uma xícara de chá numa nuvem de 0s e 1s, atravessando o mundo inteiro sem nem sair do lugar. eu vejo tanta negatividade quanto você, tantas notícias horríveis, comentários maldosos e provas de que a humanidade não tem salvação.

mas eu prefiro acreditar, sabe? prefiro acreditar que a coisa toda tem jeito e usar essa rede maravilhosa pra me colocar mais perto de você. pra gente conversar mais e se sentir mais junto e lembrar que a gente merece viver coisas boas.

então, o que fazer quando a gente se sentir desmotivada com a internet? a gente lembra da meta, lembra que usa a internet como ferramenta pra compartilhar o que a gente é e pra fazer a pessoa do outro lado da telinha se sentir bem.

se você precisar de mais uma ajudinha, pode tentar isso aqui ó:

1.filtrar as contas que você gosta e te fazem sentir bem;
2.passar um tempinho longe, tudo bem respirar fundo por um tempo pra lembrar da meta;
3.repensar o seu foco e o que você quer fazer com o seu blog e suas redes sociais;
4.mudar os filtros, as estéticas, as legendas, as fotos;
5.pensar duas vezes antes de escrever alguma coisa pra não alimentar mais raivinha online.

pra gente criar uma rede de positividade a gente tem que trabalhar ser positiva também, entende? e a internet é só a internet – ela tem o significado que a gente dá pra ela. melhor colocar um sentido bom do que um ruim, né?

o que você faz quando tá quase desistindo da internet?

projeto detalhes: distribuindo carinho pela internet

 

projeto detalhes

vira e mexe a gente tem esses momentos que para e diz ‘meu Deus do céu, o que que tá acontecendo?‘, só que no bom sentindo. do tipo que você não consegue saber como é possível passar por alguma coisa tão incrível. pra mim, um desses momentos aconteceu no último sábado, quando eu fiquei mais de duas horas conversando com a Lominha, do Sernaiotto.com, sobre bullet journal, internet, blogs e motivação.

eu admiro a Loma e o trabalho que ela faz tem muitos anos (já nem lembro quantos), e já comentei por aqui o quanto ela é uma inspiração pra mimnos últimos tempos, eu posso dizer que nos tornamos amigas, e a minha gratidão por isso é do tamanho do universo inteiro. foi um aqueles momentos ‘falei com uma pessoa que eu admiro e ela não saiu correndo de mim‘, eu percebi que ela é igual a mim, e a troca que a gente teve, de inspiração, de motivação, de carinho, foi muito incrível.

essa conversa toda tinha um motivo. fiz o meu primeiro post para o projeto Day by Day e ela não só achou incrível, como disse que estava super interessada em participar de blogagens coletivas – e até perguntou se eu conhecia algum outro. não conheço, mas comentei com ela sobre como a gente poderia criar um, se ela quisesse. e não é que a danada topou a ideia?

foi assim que surgiu o projeto detalhes, uma blogagem coletiva mensal que vai mostrar um poucos dos detalhes que a gente tanto ama. vão ser quatro posts por mês, um pra cada semana, mostrando um pouquinho mais da minha vida em São Paulo e da vida da Lominha lá em Incheon, na Coreia. no começo, esse projeto vai ser nosso, eu e ela e ela e eu, mas a ideia é que a gente consiga estender isso pra quem quiser participar no futuro. a gente que ver se vai conseguir se comprometer com isso direitinho pra manter o objetivo do projeto vivo.

 

projeto detalhes

mas qual é o objetivo desse projeto, Maki?‘ calma, pequeno gafanhoto, eu já vou explicar. é assim, tanto eu quanto a Lominha temos esse desejo de compartilhar uma coisa que a gente tem no coração com as pessoas. ela até contou num post do blog dela essa semana como queria falar mais sobre a vida que ela tá vivendo – fazer meio que uma mudança de linha editorial – e eu tenho muito essa vontade de mostrar mais do que eu vivo pra vocês, fazer mais fotos que vocês gostam, espalhar coisas gostosas que eu vejo e vivo por aí (o resumaki surgiu por causa disso!). então, a gente decidiu unir o útil ao agradável e usar essa oportunidade pra, juntas, criar esse ciclo de compartilhamento e colocar mais amor na internet. todo mundo sabe que o mundo precisa mais disso, né?

o projeto começa a valer já em outubro, e a gente já pensou em três temas + um post fixo que vai mostrar todo mês algum detalhe maravilhoso das nossas vidas no momento. e aí a gente começa a formar essa rede de relacionamento, entre nós duas e com você que tá aí do outro lado da telinha.

então, espera um pouquinho, tá? logo mais a gente já compartilha um monte de coisa incrível, se incentivando e inspirando a fazer coisas maravilhosas (e juntas!) pra você.

o que você gostaria de ver por aqui? deixa a sua sugestão nos comentários!

coisas incríveis que o BEDA me ensinou

o que o beda me ensinou

não é a primeira vez que eu faço o BEDA e também não sei se vai ser a última (nunca diga nunca, não é isso que falam por aí?), mas eu sempre acho que essa é uma experiência incrível, mesmo com a correira, mesmo com a quantidade insana de conteúdo que eu vejo, mesmo com os dias e dias de risos nervosos.

a Isa também fez um post desses logo depois que o BEDA acabou, na semana passada, e deu a visão dela dessa coisa toda – e eu sempre acho incrível como a gente pode usar o conteúdo dos amigos como base e como uma forma de aprender visões diferentes sobre um mesmo assunto. por mais que eu compartilhe de muitos dos pontos que ela colocou no post dela, também senti vontade de falar dos meus aqui:

1.a minha blogosfera tá viva

a maior alegria foi perceber como – ao contrário do que insistem em dizer – ainda tem muita gente legal criando conteúdo pra blogs. pode ser esporadicamente, pode ser só no mês do BEDA, mas os blogs não vão a lugar nenhum, e tem espaço pra todo mundo. eu já repeti isso tantas vezes por aqui que tá até ficando meio chato (ou não), mas a blogosfera segue viva, segue linda e cheia de gente que tem coisas incríveis pra dizer e compartilhar com todo mundo, sabe?

2.se organizar direitinho…

agosto foi tipo um chute na minha cara sobre a importância de ser minimamente organizada. não só com coisas do blog, mas com tudo. fazer um projeto como o BEDA exige um mínimo de organização e por mais que eu tenha cumprido a minha meta pessoal de 27 posts no mês, eu sei que poderia ter sido mais tranquilo e bem menos estressante se eu tivesse me organizado melhor. sabe aquela coisa de você ter dias sem sacrifício? então. tem como. mas eu preciso saber priorizar e fazer as coisas com mais calma. eu espero conseguir cumprir essa meta em setembro (torçam por mim – sério). ♥

3.brainstorm é o melhor amigo do blogueiro

eu acho que se não tivesse tirado uma tarde para pensar em todos os posts que gostaria de escrever em agosto, o BEDA não teria saído. eu sempre acreditei que pensar com antecedência nos temas tirava a espontaneidade da coisa toda, mas não – é um facilitador. se eu não tivesse feito isso, tenho certeza que não teria consigo fazer conteúdos legais e posts que me deixaram com um quetinho no coração, sabe? sob pressão a gente até consegue umas ideias bacanas, mas o processo todo fica mais sofrível e não tem necessidade disso. criar um banco de ideias pode ser, sim, uma boa ideia e eu fiquei apaixonada por ela.

4.apenas escreva, amiga

tinham dias que eu sabia que estava cansada e achava mil motivos pra procrastinar. parecia que o texto não ia sair de jeito nenhum. mas aí eu lembrava de uma dica que ali em algum lugar alguma vez (será que dá pra ser mais vaga?) que dizia que, na dúvida, só comece a escrever. e aí a coisa fluía, sabe? a gente tem uma mania de ficar supervalorizando o bloqueio criativo e subestima o poder de começar a digitar qualquer coisa. quando você vê, o texto saiu, você tirou da cabeça o que incomodava e agora só precisa fazer os ajustes pra ficar do jeitinho que você imaginou. feito é melhor que perfeito, já diria (mais) uma sabedoria popular.

5.a gente sempre se subestima demais…

de verdade verdeira. chegou no fim de agosto e eu pensei: ‘nossa, não acredito que terminei esse projeto‘. mas, como assim? é claro que eu terminei. é claro que eu sou capaz. é claro que ficou lindo. a gente se subestima muito e nunca acredita na própria capacidade. a gente encontra motivos pra se boicotar e pra falar mal de si mesma e pra provar que a gente não consegue. e aí quando consegue fica surpresa. stop subestimar a própria capacidade tour 2017.

6… mas também sabe se apoiar muito

se tem uma coisa legal nesse mundo de blogs é a capacidade das pessoas se apoiarem. eu recebi tanto comentário fofo, vi tantas indicações incríveis… se a gente se subestima, então as amigas da internet, quem lê a gente todos os dias, quem curte o que a gente escreve, faz questão de mostrar (nem que seja só um pouquinho) e ajuda a gente a acreditar um pouco mais no nosso próprio trabalho, sabe? incentivam e motivam e fazem a gente acreditar que tem muita coisa legal pra entregar por aí. só amor por você que tá do outro lado da telinha! ♥

não me canso de dizer como agosto foi um mês maravilhoso e como eu não poderia estar mais feliz de ter criado esse blog e poder compartilhar com você um pouquinho de quem eu sou, de quem você é e de como a nossa vida pode ser incrível. espero que em cada post isso tenha ficado claro – e que venha o BEDA 2018 (abençoa, senhor!).

o que você gostaria de ver no blog esse mês? me conta aí nos comentários!

blog day: 8 amizades maravilhosas que eu fiz através de blogs

pode considerar o blog day tipo uma extensão daquele post de encorajamento que eu fiz umas semanas atrás? pode sim, senhor. eu fiquei quebrando a cabeça sobre como falaria sobre esse dia de uma forma diferente e que combinasse como que eu venho sentido.

já falei aqui sobre alguns dos meus blogs preferidos e também sobre aqueles que me ajudam muito a escrever, e hoje eu não queria só indicar blogs. queria falar um pouco sobre o que a blogosfera me proporcionou desde que eu comecei essa brincadeira, quando tudo isso aqui era mato. eu conheci tanta gente incrível, fiz tantas amizades maravilhosas que acho que esse é o melhor jeito de mostrar o quanto essas pessoas marcaram essa minha jornada (ai, que brega) na internet e na vida.

nem preciso dizer que aqui não tem ordem de preferência, nem de melhor e pior, só de pessoas incríveis que tem um lugar no meu coração.

1.ka lopes

a Ka é uma das minhas melhores amigas e uma das pessoas mais fabulosas que eu já conheci. tenho muito sorte de ter ela sempre tão próxima de mim, mesmo ela esquecendo dia sim dia também de responder as mensagens que eu mando no FB.

2.celle coelho

o coelho mais maravilhoso que você respeita. a Celle sempre me lembra de como a gente pode olhar pras coisas de um jeito mais divertido e leve, como dá pra ser séria sem ser careta, sabe? fora que somos gêmeas e estamos com roupas iguais 99% do tempo.

3.duds saldanha

a Duds… ah, gente. eu só quero dar um abraço bem apertado na Duds e dizer o quanto ela é maravilhosa e incrível e o quanto eu a amo. de coração.

4.babee pedrosa

a maior incentivadora de todos os tempos. a Bee é uma das pessoas mais criativas que eu já conheci e fico de cara com o quanto ela é maravilhosa. ela me lembra sempre da importância de acreditar em mim mesma e nas pessoas que eu amo e eu sou muito grata por isso. ♥

5.ana clara

quanto mais você me aguenta babando ovo pra Clarinha? é uma das minhas amigas mais próximas hoje em dia e alguém por quem eu tenho MUITO carinho. só ela pra surtar com os doramas da vida comigo e chorar que os bias todos tão indo pro exército, além de me salvar nos dias que eu tenho vontade de colocar fogo no meu armário.

6.gabs casarim

vale gente que eu conheci por Twitter/ Youtube? eu vou dizer que sim, pois o blog day é meu e faço dele o que eu quiser. no caso, a Gabs é aquela pessoa incrível que eu só queria dar um abraço e dizer que tá tudo bem (tá mesmo, miga) e que sempre surta comigo por causa de kpop. brigada pelos gifs do Jong Suk e pelos momentos adivinhação tentando descobrir qual vai ser o próximo grupo a vir pro Brasil (MonstaX, eu acredito em você!) ♥

7.paloma sernaiotto

a Lominha era tipo aquela pessoa que eu acompanhava e pensava ‘noooooossa, ela é tão legal, nunca vai ser amiga de alguém como eu‘. hoje eu sei que a gente é mega parça e, além de ser fofíssima, a Lominha me ensina muito sobre um monte de coisas, principalmente sobre perseverança e não ter medo de tentar coisas novas.

8.karine britto

eu já falei que a K é uma das pessoas mais talentosas que eu já vi, né? pois é. foi uma das primeiras amizades de blogs que eu levei pra vida real depois da Ka e alguém por quem tenho muito carinho. a gente, inclusive, criou o Chá de Flor juntas e eu agradeço todos os dias por esse clube do livro, que tá me ajudando a retomar o hábito de ler sempre.

é claro que tem muitas outras pessoas, algumas que eu conheci recentemente (tipo a Cíntia fofinha! oi, Cíntia!), algumas pelas quais tenho muito carinho (ei, Nina!) e outras que acompanho há um tempão, mas ainda não conheci ao vivo. mas acho que esse ano eu queria relembrar e até enaltecer as amizades que os blogs me trouxeram e que hoje são uma parte muito presente na minha vida. são pessoas com quem eu falo sempre, que já conheci em carne e osso ou com quem compartilho um monte do que eu tenho aprendido por aí. é sempre legal a gente colocar essas coisas em perspectiva e lembrar um pouquinho de tudo o que esse mundão online já proporcionou pra gente, né?

você já fez muitas amizades por causa dos blogs?

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o maravilhoso poder do encorajamento

encorajamento

outro dia eu tava conversando com as meninas do trabalho sobre como é importante a gente valorizar o trampo dos outros. eu já percebi que o mundo inteiro funciona numa grande falha de comunicação – ninguém entende ninguém, ninguém escuta ninguém, e todo mundo acha que precisa se garantir de alguma forma -, e mesmo dentro de uma empresa que trabalha com comunicação, a gente tem uma grande dificuldade em ouvir, falar e encorajar uns aos outros.

ultimamente eu tenho percebido na internet esse movimento das pessoas se apoiarem mais (eu até usei o Twitter pra isso, lembra?) e acho que nunca quis tanto levantar uma bandeira. esqueça os movimentos sociais, a briga pela política, o que quer que seja: eu sinto que antes de qualquer coisa, a gente precisa aprender que o mundo não é uma grande competição e que a linha de chegada que a gente imagina todos os dias não existe.

é tão comum, sabe? a gente se comparar com a pessoa do lado, achar sempre que a grama do vizinho é mais verde que a nossa – e, de fato, com a internet fica fácil a gente acreditar que é isso mesmo, que tá todo mundo vivendo uma vida perfeita e maravilhosa (alô, farsa do Instagram!) e só a gente sofre. a gente acha que todo mundo tem tudo e a gente não tem nada. mesmo quando a gente tem tudo, consegue encontrar alguma coisa que tá faltando e que o outro parece ter. se não é dinheiro, é amor. se não é amor, é dinheiro. se não é nenhum desses dois, é fama. se não é fama, é beleza. e assim por diante, num eterno correr atrás da sobrevivência.

a pergunta que me apareceu na cabeça desde então é: o que é sucesso, afinal de contas? é ser melhor que os outros? é ter tudo o que você sempre sonhou? muito dinheiro no banco? uma casa própria? uma carreira estável? tudo isso parece tão pequeno comparado ao que eu quero pra mim… a resposta que eu cheguei, no fim das contas, foi muito simples: eu quero que as pessoas sejam felizes. isso é ser bem-sucedida. felicidade. não só minha, mas de todos.

poxa, mas isso é meio utópico, né? como é que todo mundo vai ser feliz ao mesmo tempo?‘. calma, pequeno gafanhoto. loucura é a gente achar que ter dias tristes é normal. todo mundo vai ser feliz, porque todo mundo merece ser feliz. se eu não consigo ajudar com a felicidade do mundo inteiro inteiro, que eu comece com as pessoas que me cercam. e qual a melhor forma de fazer isso do que encorajando essas pessoas a serem quem elas são?

eu lembro de uma época em que 90% dos pensamentos que passavam na minha cabeça eram de comparação. eu sou menos bonita que fulana, menos legal que ciclana, menos popular que beltrana. o tempo inteiro eu pensava em como as pessoas eram melhores do que eu, mais capazes do que eu, mais importantes do que eu. eu me sentia pequena, inútil. me sentia tão insignificante.

abrir esse blog foi um pedido de ajuda e um desabafo ao mesmo tempo. eu tava cansada de me comprar tanto e só queria me conectar com alguém. queria que alguém lesse o que eu escrevesse e pensasse ‘meu Deus, eu também me sinto assim! vamos nos ajudar a sair dessa‘. e aí o propósito do blog mudou, porque eu descobri a saída. e busco por ela todos os dias, é a minha meta. quando isso ficou claro na minha mente, você aí do outro lado percebeu e a gente começou a se ajudar – e aí você passou a me encorajar todos os dias a continuar com esse trabalho. é como eu comentei uma vez: eu deixei de fazer o blog por mim, pra fazer por você e pra você. só isso me motiva a escrever posts de sábado à noite, a fazer jornada tripla e pensar com tanto carinho em cada foto que eu posto no Instagram.

e isso me deixa tão inspirada, sabe? tão inspirada e tão grande. eu fico gigante. o seu encorajamento me deixa gigante. me lembra de mim. e isso só me mostrou como o meu encorajamento pode fazer a mesma coisa por outras pessoas. e sabe aquela dificuldade que eu comentei certa vez, de falar o quanto as pessoas são legais e o quanto eu curto o trabalho delas? sumiu.

sumiu porque eu entendi o quanto ficar buscando por elogios o tempo inteiro é cansativo – e mesmo que eles venham, você não sente que são verdadeiros ou que são pra você. mas quando é um encorajamento real, quando você se conecta com alguém que fez uma coisa incrível e você fala e comenta e ajuda a divulgar… nossa senhora, você cresce junto com essa pessoa e aí vocês duas ficam do tamanho do mundo inteiro. e aí a gente vai se ajudando, se dando as mãos e, meu Deus, onde é que a gente vai chegar com tudo isso, né?

não dá um comichão? num dá vontade de sair por aí mandando mensagens pras pessoas que você admira, chamando elas pra tomar um café pra entender como elas pensam, quem elas são de verdade? num dá vontade de pegar cada um daqueles links incríveis que você salvou numa pasta na sua barra de favoritos e sair divulgando por aí?

ai, essa nossa mania de achar que só pode divulgar o próprio trabalho porque o resto é competição é tão antigo, né? eu já pensei assim. e o nome disso é medo. medo de conseguir provar de alguma forma que eu era tão horrível quanto eu sempre imaginei e que seria excluída da sociedade por causa de toda essa minha falta de duroneza, como diria minha amiga Shonda.

suck it up, miga. o mundo não gira ao seu redor. você é incrível. a amiga do lado também. a que vive no outro canto do mundo também. e estamos todos atrás da mesma coisa: ser feliz. então, por que a gente não se ajuda, né?

por isso, só pra lembrar, algunas regrinhas de ouro pra encorajar as pessoas que você ama:

  1. faça críticas construtivas (e sempre com carinho)
  2. comente se você acha que tem algo legal a dizer (#sdv não encoraja ninguém)
  3. compartilhe um link maravilhoso (joga no Twitter, no Facebook)
  4. manda uma mensagem pro autor (taí um medo que eu superei esse ano)

no meio disso tudo, acho que o aprendizado mais preciso que eu tive – e que é super relacionado com isso – é não peça amor, entregue. eu me comparava e buscava elogios porque não me sentia amada. hoje sei o quanto eu recebo de amor o tempo inteiro e sei que preciso devolver isso pro mundo pra ele lembrar do amor também. encorajar as pessoas é só um dos jeitos em que eu percebi que isso é possível. ♥

em tempo, fica aqui o link do post incrível da miga Nicas, que falou sobre esse assunto maravilhosamente bem também.

me conta: como você encorajaria alguém que admira?

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