diário #93 – eu mereço

eu mereço maki de mingo

Foto: Luísa Chequer Fotografia

a gente tem uma mania maluca de achar que felicidade demais é um problema. não pode sorrir demais porque é estranho, não pode estar sempre bem porque ‘a vida não é assim‘, não pode ficar de boas quando o mundo tá caindo porque a gente tem que se desesperar todo mundo junto ao invés de focar numa solução.

eu tava pensando esses dias sobre como é fácil a gente sentir medo quando as coisas estão bem, porque parece que a felicidade é curta demais e tem hora pra acabar. a gente precisa passar por esse ciclo de altos e baixos, caso contrário não é a vida – ela fica sem graça, sem sentido, precisa ter um pouco de emoção.

eu me peguei com medo. medo que tudo não passasse de um sonho, que eu acordaria um dia no mesmo ponto em que estava dois anos atrás: triste, sem esperança, me sentindo presa no alto de uma torre sem chance de saída. e tudo isso que eu estaria vivendo seria apenas uma criação do meu imaginário, uma alucinação boa, um sonho feliz.

o meu primeiro impulso é correr pra proteger tudo. segurar nas bordas do barquinho salva-vidas pra ele não virar  – e, se virar, que pelo menos me leve junto. é o medo da perda, da solidão, de comprovar que estamos mesmo todos fadados a viver um ciclo monótono de nascer e morrer permeado por alguns momentos de alegria e outros de tristeza.

eu quis chorar também. chorar porque jamais imaginei que poderia ser tão feliz como estou sendo agora. chorar de pavor, com receio de que tudo possa desmoronar de uma hora para a outra, sem justificativa, e eu me vendo de mãos vazias, no meio de uma avenida mais vazia ainda, os joelhos no asfalto, tomando chuva e perguntando ‘o que foi que eu fiz de errado‘.

felizmente, a vida não é um drama hollywoodiano, muito menos uma sucessão de momentos alegres e tristes, porque a alegria de verdade não tem opostos. pelo contrário ela é, hoje e sempre, alegre. felizmente, também, eu sei que tenho um backup dos mais completos, um suporte inteiro me lembrando diariamente de duas palavras que eu vivo esquecendo de novo e de novo: eu mereço.

eu mereço ser feliz. eu mereço viver dias felizes. eu mereço coisas bonitas, e momentos de completa abundância e comidinhas gostosas. mereço também dormir de conchinha, receber abraços carinhosos logo cedo, tomar uma xícara de chá num quartinho espaçoso numa noite chuvosa. mereço roupas confortáveis e passeios de um dia inteiro andando pelos meus lugares preferidos de São Paulo.

mereço viver a verdade sobre a vida e sentir o amor todo os dias. em cada toque, em cada palavra, em cada gesto e cada palavra escrita. mereço também cumprir a minha função no mundo, porque só ela vai me levar pra esse lugar plenamente alegre.

eu mereço. mereço entender que tá tudo bem comigo e com todos e que a gente tá junta nessa caminhada de volta pra casa. enquanto a gente não chega lá, a gente treina essa lembrança, de que merece. por mais absurdo que pareça a gente fazer um treino pra lembrar o tempo inteiro que merece ser feliz.

ainda entre altos e baixos, eu aceito. eu me lembro. eu me sinto feliz e completa. amada. eu choro sem motivos (mas sempre de alegria) e eu passo momentos repletos de amor. e cada um desses momentos, vem o reforço carinhoso, as palavras felizes que ficam repetindo nessa minha cabecinha cheia de caraminholas:

eu mereço.

diário #92 – obrigada por ficar

eu fui salva

me peguei observando a felicidade de soslaio e me perguntei mentalmente como é que eu vim parar no meio dessa bagunça alegre. seria mentira dizer que eu não sei o caminho que fiz até aqui, e uma falácia ainda maior ousar falar que eu não gosto disso.

qualquer olhada ao redor me faz chorar copiosamente. logo eu, a Maria Chorona da infância. vamos dizer que não era difícil me fazer cair aos prantos. não que precise muito para isso acontecer hoje também. mas é um choro diferente. se antes era sofrido, dolorido, triste, hoje só choro se for de alegria.

eu tinha uma certeza muito grande no meu coração de que a vida não valia a pena ser vivida. de que desistir de tudo era a solução para os meus problemas e de que morrer era a única saída pro que eu sentia. eu via o mundo tal qual uma fotografia antiga: em tons de preto e branco ou com um filtro sépia que de hipster não tinha nada. a vida não tinha cor. não tinha carinho. não tinha vida.

lembro de um dia olhar pela janela do carro, enquanto minha mãe me levava pra faculdade, e dizer pra mim mesma ‘eu tô só existindo‘. o próprio meme ambulante. mas a pergunta não tinha nada de engraçada. não tinha nada de irônica ou de retórica. tinha uma carga de tristeza que nem eu conseguia carregar mais. tinha uma dúvida de uma vida inteira, dentro de tão poucas palavras.

olhando para as últimas semanas que tive, me peguei sorrindo à toa, querendo ficar junto das pessoa que eu amo, buscando desculpas para ficar perto daqueles que já estão perto (não que desculpas sejam necessárias pra isso, que fique bem claro). e não preciso ir muito longe para perceber que a Maki de alguns anos, que se perguntava o que estava fazendo com a própria vida, sumiu. ela, de fato, morreu. aqui jaz a Maki do Passado™, que um dia acreditou que a morte era a solução e que a vida não tinha sentido.

eu renasci. eu revivi. eu encontrei o amor. e encontrando o amor percebi que precisaria me despir daquela pessoa que eu achava que era pra viver a vida que é minha por direito. a que é feliz, a que é alegre e que é plena, abundante e completa. a que não reconhece a falta, a que não vê o ódio, a que a ama a todos igualmente.

sim, aquela Maki morreu. mas isso não é triste e de perda não tem nada. pelo contrário, eu celebro o seu fim cada dia mais. porque o momento que ela decidiu partir foi o mesmo em que eu decidi ficar. eu me dei uma segunda chance. eu optei pela porta número dois, eu me deixei guiar pelos mágicos que diziam palavras bonitas sobre o amor e que pareciam não sofrer com dias tristes. mal sabia eu que de mágicos eles não tinham nada.

de corpo vivido, sou mais velha do que antes, porém mil anos mais nova. visto o que me deixa com um quentinho no coração. como comidas gostosas. recebo abraços carinhosos. ganhei parceiros de jornada e tenho por todos os lados anjos que me guiam pelo caminho certeiro em direção a meta final: voltar pra casa e enfim descansar o meu coração onde ele surgiu. onde só existe luz e calor e carinho e paz, virando a direita na rua da gratidão, duas quadras depois do perdão.

nossa, a gente é muito feliz, né?‘ hoje digo essas palavras com um coração que ocupa o mundo inteiro e mais um pouco. olho nos olhos e me sinto contente, recebo um beijo e me vejo plena. vejo as pessoas dançando numa pista de dança improvisada e montada com todo o carinho do mundo e tenho vontade de cantar as mais belas músicas já escritas, recitar todos os sonetos de Shakespeare e encarnar a Julieta no seu balcão: ‘aquilo a que chamamos de rosa, com qualquer outro nome teria o mesmo e doce perfume…’

hoje eu existo. eu vivo. eu amo. eu aprendi a ver, e aprendendo a ver reaprendi sobre quem eu sou. eu me lembrei. eu sinto. eu sei. tão claro quanto as vozes que ouço na cozinha, os meus colegas de quarto conversando sobre um filme que assistiram mais cedo. tão alto quanto os latidos do cachorro na esquina. eu sei. o que eu sou não muda. o que eu sou ama. o que eu sou é feliz. portanto, eu sou feliz.

e com esse coração leve, eu só sinto gratidão pela Maki de antigamente, a que desapareceu. porque ela decidiu ficar. e escolheu sair de cena pra eu voltar a ser eu mesma, pra eu poder amar de novo. pra eu olhar pra um dia como esse e ter a plena e feliz certeza da veracidade dessas três palavras que rondam a minha mente diariamente, e que exprimem, tão simplesmente, tudo o que me aconteceu:

eu. fui. salva.

diário #91 – sobre ser forte e ter força

eu sempre tive uma certeza maluca de que era uma pessoa fraca. por mais que eu me exercitasse, que fizesse academia e anos de balé, a ideia de que eu era frágil dificilmente saía da minha cabeça. e não era só uma fraqueza física, mas emocional também.

sabe quando você se faz de difícil, tenta mostrar que é uma pessoa forte, mas qualquer levantada de voz já te deixa com o olho cheio d’água? pois é. eu era assim. qualquer coisinha me fazia chorar, qualquer peso extra me deixava com os braços tremendo, qualquer sustinho e eu saia correndo pra me esconder embaixo da cama. eu nunca serviria pra ser protagonista de filme de terror e com certeza seria uma das primeiras a morrer num apocalipse zumbi.

é, ‘forte’ nunca foi uma palavra que eu usaria pra me descrever. ‘frágil’, ‘sensível’, ‘sentimental’… essas são mais de acordo com quem eu era. na verdade, não deixam de ser eufemismos que eu inventei para a palavra ‘fraca’. fraca de coração, de corpo e de espírito. o tipo de pessoa que não dura muito tempo no mundo, que não aguenta os monstros que vê fora da janela e que passa os seus dias trancadas no quarto, com medo da vida que passa lá fora.

outro dia, eu estava no banho depois do treino e levei um susto comigo mesma. eu procurei na minha cabeça onde tava aquela ideia de pessoa fraca e me surpreendi quando não a encontrei em canto nenhum. não tava mais lá. sumiu. eu poderia dizer que tem tudo a ver com os treinos pesados que eu faço três vezes na semana, e os músculos que eu ganhei não me deixam mentir. meu corpo nunca foi tão forte.

poderia dizer também que foi a minha nova alimentação, que dá pro meu corpo o que ele precisa pra funcionar bem e que me deixa cheia de energia – e isso é verdade também, mas seria reduzir toda essa recém-encontrada força a coisas que são minúsculas comparadas ao amor que eu sinto diariamente pela vida.

não, a minha força não tem nada a ver com o meu corpo, com o que eu como ou com o quanto eu treino. mas também não tem absolutamente nada a ver com a tal da resiliência, essa capacidade humana de se adaptar e resistir. nada disso. não é superação. não é o aprendizado com as dificuldades que me deixaram com a casca mais grossa e coração mais escuro. pelo contrário, foi a desistência.

em algum momento dessa jornada, eu desisti. desisti de me defender, de atacar, de achar que o mundo tá contra mim e que eu sou só mais um pontinho entre 7 bilhões. é fácil se sentir fraca e insignificante quando você pensa na suposta grandiosidade do mundo, com todas as suas responsabilidades e dificuldades.

mas eu desisti. desisti de achar que o mundo é responsável pela minha alegria e que eu sou a maior vítima que o planeta já viu. vítima das pessoas, das circunstâncias e da minha própria fraqueza. como se eu andasse descontrolada por aí todos os dias, sem saber pra onde ia ou o que fazia. e era mais ou menos essa a sensação mesmo.

desistir me mostrou a força que eu sempre tive, mas que deixava entuchada num canto escuro da minha mente, contando pra mim mesma que a força não existia e que a minha fraqueza era real. mas era só um engano da visão que maltratava o meu coração. desisti de dizer que eu era fraca e me vi forte. e, como num passe de mágica, o meu corpo começou a mostrar o quão forte eu sou de verdade. eu sou grande, eu sou gigante, eu cresço cada vez que me permito desistir um pouco mais das mentiras que contei sobre mim.

eu caminho, agora, com pernas fortes e o corpo ereto, não mais me escondendo do mundo, mas pronta pra desbravar cada um dos seus quatro cantos, gritando a plenos pulmões para quem quiser ouvir que desistir do que a gente pensa sobre a gente é o segredo da felicidade. porque é mesmo. e aqui está o meu sorriso forte para provar.

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diário #90 – a nossa vida é uma declaração de amor

encosta a sua testa na minha e sente a minha respiração fazer carinho na sua boca. a nossa vida é uma eterna declaração de amor, que não sai do hoje, não vê o passado e jamais imagina o futuro. entrelaça os seus dedos nos meus e sente o calor das minhas mãos nas suas, e percebe que ele é igual. assim, tão perto, a gente não consegue mais dizer onde eu termino e você começa, e todas as linhas e formas perdem o sentido, os contornos se dissolvem, e as imagens que os nossos olhos projetam deixam de existir.
mas eu e você… ahhh, a gente existe. existe em uma redoma de carinho que não tem começo nem fim, que engloba tudo e nada ao mesmo tempo, que vê só o que precisa ser visto e desconhece as lágrimas humanas. não sabe o que é sofrer, não entende a dor e não vê sentido na guerra. a nossa vida é uma declaração de amor porque a cada segundo dessa coisa doida chamada tempo faz o que pode com as ferramentas que têm para lembrar do quanto somos felizes. olha só, que loucura, a gente se esqueceu da felicidade.
se esqueceu e passa os dias dias tateando no escuro, confundindo formas supostamente concretas com monstros imaginários, buscando alegria onde sempre encontraremos tristeza, esperando que o mundo resolva o nó que nós mesmos demos no peito. silenciamos o coração na chance minúscula de que o cérebro saiba o caminho, apenas para perceber que ele é tão perdido quanto os nossos passos desconexos.
eu me vejo nos seus olhos, porque mesmo com íris tão diferentes e únicas, eu reconheço a minha vida na sua e isso faz o meu coração cantar músicas que eu nem imaginava que ele saberia. o seu abraço é seguro não porque me mantém no lugar, protegida daquilo que o mundo teme, mas porque me lembra que a segurança vem de outro lugar, de um lugar feliz, da nossa casa. de onde a gente veio e de onde nunca saiu. o nosso amor é a lembrança de que estamos e estivemos sempre em casa.
seus lábios são melodia e a sua voz representa as batidas do meu coração. às vezes, um simples verso faz o corpo pegar fogo, porque cada acorde é uma lembrança viva da vida que percorre as minhas veias, que movimenta os meus pulmões, que faz as bochechares corarem e que dá som às risadas. vida. cada dia mais viva, cada dia mais linda, cada dia mais eu. e você. e nós todos.
às vezes, as palavras não são necessárias. por Deus, tem horas que elas nem mesmo conseguem traduzir o silêncio da mente e o transbordar do coração. é impossível, impensável, ilógico. é irreal. as palavras falham porque o seu toque e o seu olhar e o seu sorriso e o seu carinho me levam de volta pro céu, de onde eu vim e de onde nunca saí.
a nossa vida é uma declaração de amor. em que cada gesto representa a verdade da vida. você me ensina e eu aprendo. e eu ensino e outro aprende. e a gente forma uma corrente, em que as mãos dadas se tornam mais fortes do que as facas, as armas, as doenças. a ganância. o medo. se tornam mais fortes que a morte, porque declarações de amor são eternas. são orações que passam de geração em geração, até as que gerações não existam mais e tudo o que a gente se lembra é do calor. do carinho. da vida. e do amor.

diário #89 – os 12 reais mais bonitinhos que eu já vi

tava conversando com a Duds, a Celle e a Babee outro dia sobre essa coisa de transformar blog / canal de Youtube em um trabalho ‘de verdade‘. eu sempre achei muito maluco como isso acontece e, confesso, até meio mágico. aproveitei a deixa para ver a minha página de afiliados da Amazon: tenho o perfil para usar os links quando falar de algum livro ou produto que ache legal aqui no blog e ganhar uns trocadinhos. não esperava nada quando abri o meu perfil.

o susto veio quando eu vi o saldo: R$ 12,13. cinco produtos vendidos. soltei um berro (real). COMO ASSIM eu fiz 12 reais num site de afiliados? o motivo era o post sobre o livro da Shonda Rhimes (essa maravilhosa), e tudo ficou bem real para mim. eu escrevi uma coisa sobre um livro que amei, as pessoas gostaram e quiserem comprar o livro também. e clicaram no link que eu coloquei lá. e compraram alguma coisa (que eu espero que seja o livro da Shonda, porque você merece essa maravilhosidade na sua vida). CINCO LIVROS. 12 REAIS. eu ganhei 12 reais. graças à você que me lê. você confiou em mim o suficiente pra clicar num link que eu coloquei no blog. e comprar um negócio que eu falei que era legal. isso não é a coisa mais incrível que você já leu na vida?

fui automaticamente transportada para o dia que escrevi sobre o texto da Sarah Cooper e quando eu percebi que não me levo a sério o suficiente. eu fiquei bem incrédula no quanto as pessoas (CINCO PESSOAS!) confiam em mim e no que eu escrevo, e no quanto isso é legal e, hey!, como isso pode se tornar uma coisa divertida que me ajuda a pagar umas contas de vez em quando.

eu criei um negócio da minha cabeça, escrevi com o meu coração e vocês gostaram. e isso teve uma resposta, teve uma reação, teve um retorno. dessa vez foi no formato de 12 reais. muitas vezes, vem na forma de um e-mail carinhoso ou de uma mensagem no Instagram (e ambos eu vivo esquecendo de responder, tsc tsc). a gratidão aparece de jeitos que a nunca consegue imaginar.

isso me mostrou também outra coisa: é muito poderoso essa coisa de escrever pra internet. a gente acha que ninguém lê a gente, que os blogs estão ‘morrendo’ e que ninguém se importa. mas as pessoas prestam atenção, e se elas confiam em você, elas vão seguir o caminho que você indicar.

no fim, acho que tudo isso diz respeito à confiança mesmo. é muito maluco pensar que você pode nunca ter me visto na vida, mas confia no que eu falo. ao mesmo tempo eu digo com toda certeza do mundo: pode confiar, porque eu sei muito bem pra onde estou indo. e, se você quiser, pode vir junto. às vezes, a nossa caminhada dura um post só. às vezes é só do tamanho de um tuíte, outra de um livro que você comprou porque eu indiquei. mas eu percebi que o meu caminho não muda, eu vou sempre andar em direção a um lugar que deixe a gente com o coração quentinho e em paz.

essa virou a minha régua. aqui eu tô mais perto ou mais distante do coração quentinho? distante, então vamos voltar e tentar de novo. e agora? tô mais perto, yes! e agora? ixi, tô em dúvida, vou tentar aqui e se não der eu volto. ou sigo em frente. é tipo um jogo de ‘quente ou frio‘. no fim, eu tô fazendo exatamente o que o Neil Gaiman (esse maravilhoso) falou no discurso mais incrível que eu já ouvi na vida.

Algo que funcionou para mim foi imaginar que o lugar aonde eu gostaria de chegar […] era uma montanha. […] E eu sabia que, contanto que continuasse caminhando na direção da montanha, ficaria bem. Quando eu não tinha certeza nenhuma do que fazer, parava e ponderava se aquele caminho me aproximaria ou me afastaria da montanha. – Neil Gaiman

então vamos juntos, sabe? vamos em busca desse lugar feliz. pode ser que um dia você me dê 12 reais por um texto meu. pode ser que me mande um e-mail que me faça chorar (acontece mais vezes do que gostaria de admitir), pode ser que a gente se abrace depois de se trombar na rua sem querer. pode ser que o blog vire meu trabalho e passe a pagar todas as minhas contas. pode ser que ele continue um hobby. pode ser muitas coisas. mas a única certeza que eu tenho é que você pode confiar em mim. eu sei pra onde tô indo. e, começando a me levar mais a sério, eu sei que posso te levar junto comigo também.