5 livros maravilhosos para ler em 2018

livros para ler em 2018

já pode falar o quanto eu tô animada com o infinistante, o clubinho de leitura que eu, a Mel e a Lominha criamos, e voltar a ter uma rotina de leitura digna de ser citada neste blog? pode, né? tá liberado.

desde o ano passando, tentando voltar pra esse lugar de ler com certa frequência, eu andei juntando alguns livros que gostaria de tirar da estante (metaforicamente falando) e começar a ler de verdade. até por isso, fiquei super contente quando as meninas sugeriram que um dos posts do projeto detalhes desse mês fosse falar sobre livros que queremos ler este ano (ou que já lemos e achamos que vale a sugestão).

no meu caso, achei que seria legal mostrar quais livros estão na minha estante metafórica e que eu pretendo ler em 2018, entre um livro e outro do infinistante. e, sim, eu sei que a maioria é em inglês, mas são livros que não foram lançados em português por aqui ou, se foram, estão muito mais caros que a versão original (acontece, né?).

1.tartarugas até lá embaixo, john green

esse já está sendo o meu primeiro livro do ano. amo tanto o John Green! A Culpa é das Estrelas é um dos meus livros favoritos e eu sempre adorei o jeito como o ele escreve. fiquei muito empolgada quando ele lançou esse livro, porque todas as críticas diziam que é o melhor que ele já escreveu. até agora, estou gostando bastante (mas confesso que tem sido difícil olhar pra forma como a Aza vê o mundo e a vida).

2.the little book of skincare, charlotte cho

comecei a ler esse livrinho incrível sobre cuidados com a pele estilo coreano no ano passado, por indicação da Lominha, mas larguei na metade porque a correria foi grande e tenho uma questão de esquecer que os livros estão no Kindle. quero retomar a leitura e terminar de uma vez. aliás, tem uma dica que ela dá que eu já adotei: lavar o rosto duas vezes! a primeira com um sabonete à base de óleo, e a segunda com um à base de água. que diferença que faz, viu? ♥

livros para ler em 2018

3.things are what you make of them, adam j. kurtz

vi esse livro tantas vezes no Instagram que comecei a ficar muito curiosa para ler. eu sou apaixonada por livros sobre criatividade (vide a minha obsessão com Roube Como um Artista e qualquer coisa que o Austin Kleon faz), e sempre admirei o trabalho do adam, mesmo não acompanhando tão de perto.

4.the little book of hygge, meik wikking

será que eu já comentei alguma vez por aqui que adora essa ~tendência~ hygge? além de achar a decoração incrível, eu fiquei muito curiosa pra entender mais sobre essa cultura dinamarquesa, de sempre buscar o aconchego pra lidar com os invernos tão rígidos. e também quero ver se me inspiro pra mudar a decoração do meu quarto!

5. o poder do agora, eckhart tolle

tô pra ler esse há um tempão, mas nunca encontrei o tempo ou a força de vontade para comprar (o que mudou enquanto eu vos escrevo, porque ele tá R$ 19 na Amazon). mas é um livro que tem muito a ver com o que eu estudo na Coexiste, fala sobre presença, sobre buscar o amor que você é para compartilhar com o mundo a sua essência… enfim, tudo o que eu tento colocar em prática diariamente aqui, né?

6.everybody writes, ann hadley

olha ela querendo ler sobre como escrever melhor… comprei esse livro pro Kindle no ano passado, depois que a Bruna Vieira comentou sobre lá no Stories dela, e fiquei muito interessada. acho que nunca é demais a gente entender como escrever melhor para comunicar exatamente o que a gente quer, né? (e talvez evoluir pra algo maior tipo um livro – #prontofalei e saí correndo).

lá no Goodreads eu fiz uma meta de ler 12 livros esse ano, acho que já ter 6 pré-estabelecidos é bem ok, né? mais os do clube do livro… acho que consigo bater facinho essa meta. torçam por mim!

tem algum livro que você quer muito ler esse ano? qual?

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projeto detalhes novo

 

metas para realizar em 2018 (ou: por que ter sonhos?)

sonhos para realizar em 2018

o tema do detalhes dessa semana não foi fácil. sonhos para realizar em 2018. como assim? que tipo de sonhos? o que é sonhar? honestamente falando, não sei se posso dizer que ainda quero ter sonhos nesse mundo. sim, eu sei como isso pode parecer estranho para quem vê de fora – uma visão meio acomodada da vida -, mas é que eu não vejo mais graça em sonhar, sabe?

teve um tempo da minha vida que eu passava o dia inteiro sonhando acordada, fazendo listas e mais listas de coisas que eu queria realizar e mais um monte de outras que eu queria fazer. cheguei até a escrever uma lista do tipo ‘30 antes dos 30‘, que não só falhei em cumprir, como também abandonei por completo.

‘puxa, Maki, você tá dizendo que sonhar é ruim?‘ depende. que tipo de sonho? se for pra ficar imaginando um milhão de coisas e uma vida diferente, não, obrigada. prefiro manter os pés no chão e pensar de forma mais objetiva sobre o que é necessário. talvez, por isso mesmo, eu prefira não ter sonhos para realizar em 2018.

o que me fez pensar que eu também não consigo dizer exatamente o que eu quero fazer esse ano, porque eu não sei o que é necessário. ixi, que confuso! como eu posso definir o que fazer, se não sei o que me vai ser pedido nesses 12 meses?

ainda assim… talvez eu consiga colocar em palavras algumas coisas que vou correr atrás de cumprir esse ano. se são sonhos ou não, eu não sei, mas pelo menos são guias que me vão me ajudar à chegar na meta e serão ferramentas pra minha meta, que eu prometi não mudar mais.

1.colocar mais carinho no blog

eu sei que já tem muito carinho por aqui. você me fala isso todos os dias, e o meu coração fica todo se engraçando quando eu recebo um elogio seu. mas, sabe, eu tenho percebido que dá pra ir além do que eu tô indo e colocar mais da minha meta (aquela de cuidar, de amar, de entregar pra vocês uma visão verdadeira da vida) no que eu faço por aqui. dá pra dar aquele passinho extra, sabe? eu me dedico muito ao blog, mas tem aquele passo de acreditar que o que eu faço é importante, e que tá meio em falta. dá pra fazer, eu consigo e eu sei que você precisa disso também, né?

2.voltar a estudar

pode ser ukulele (que eu abandonei, tadinho). pode ser o coreano, que eu tanto sinto vontade de aprender. pode ser o francês, que eu perdi a prática. pode ser a como escrever melhor ou até alguma coisa relacionada a produção de conteúdo pra internet. mas eu quero me capacitar mais e entender melhor o que as pessoas precisam e como eu posso usar tudo o que eu tenho como ferramenta pra meta, sabe? ah, e eu sei que o infinistante, o clube do livro que eu criei com a Mel e a Lominha, vai me ajudar muito com isso. ler também é estudar, é entender o mundo, e isso é muito legal.

sonhos para realizar em 2018

3.servir

vale colocar uma coisa tão abstrata assim como um sonho a ser realizado? mas, sei lá. sabe essa coisa que eu falei de entender o que vai ser preciso, pra daí fazer? então. eu quero colocar na prática o servir. eu quero entender como eu posso ser útil, como eu posso ajudar e o que é preciso pra alcançar a minha meta. mas eu só consigo isso, se eu praticar tudo o que eu já comentei aqui: eu preciso me colocar disponível pra saber o que você aí do outro lado tá precisando ler, entende? ou o que a minha chefe precisa pra ficar bem. servir. servir servir servir. acho que isso é o que eu mais quero esse ano.

eu falei aqui num outro posto que o meu maior desejo pra 2018 é encher o mundo de amor. isso continua valendo. e eu me comprometo também a usar cada uma dessas metas com esse propósito, que é único, sabe? não sei, posso estar filosofando demais em cima de uma coisa tão simples, mas eu fico pensando que talvez o melhor a fazer não seja planejar tanto as coisas, mas só seguir o fluxo, segundo o nosso propósito. fixa o foco lá e vai olhando pra tudo que aparece com carinho, tentando entender se entra ou não no que a gente estabeleceu como A Coisa Mais Importante™, tomando as decisões a partir daí.

parece complexo, mas só porque a gente tem essa mania de complicar as coisas. na verdade é muito fácil. é, acho que esses 3 pontos são o suficiente pra me ajudarem esse ano como um guia pro que eu sei que vai deixar o meu coraçãozinho em paz.

me conta, o que você quer pra 2018? 

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projeto detalhes novo

lembranças do primeiro dia do ano

primeiro dia do ano

começo de ano tem um negócio, né? tem uma vibe, uma expectativa. tem uns anos que eu não sinto aquele frio na barriga quando chega 31 de dezembro, mas preciso entrar naquela coisa clichezôna de filme de fim de ano ruim que a gente ama e dizer que 2018 já começou muito incrível e cheio de coisas deliciosas.

eu passei o ano novo como os dois últimos: numa festa da Coexiste. a gente sempre faz um esquema de cada um leva um prato e uma bebida, todo mundo se junta, as músicas são sempre incríveis, a gente volta pra casa já de manhãzinha com o coração quentinho, as pernas doendo e a barriga cheia. dessa vez não foi diferente, sabe?

primeiro dia do ano

primeiro dia do ano

primeiro dia do ano

a decoração tava tão linda que eu chorei de emoção (sério). tinham lousas pra gente deixar recadinhos (chorei de novo quando li cada um). tinha muuuuuita comida (inclusive um bolo de banana que eu fiz e ficou mara – já falei que amo bolo de banana?). tocou muita música deliciosa, tinham tapetes fofinhos e almofadas gostosinhas pra gente deitar no chão. eu passei metade do tempo dançando, outra metade cantando e outra metade tendo conversas maravilhosas.

primeiro dia do ano
tô muito apaixonada por essa foto ♥

primeiro dia do ano

primeiro dia do ano

meu primeiro dia do ano também teve poucas horas de sono, mas muitas abraçadas com as pessoas que eu gosto. teve aula na Coe. teve tapioca de caponata de berinjela. teve sorvete. teve sonequinha da tarde. teve o primeiro filme do ano (Como Treinar Seu Dragão 2, um dos favoritos). teve muito sorriso. teve a certeza de que eu tô no caminho certo.

primeiro dia do ano
Luma fofinha (que dormiu em casa depois da festa)

primeiro dia do ano

primeiro dia do ano

primeiro dia do ano

primeiro dia do ano

o que você fez no primeiro dia do ano?

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projeto detalhes novo

o ano novo mais louco de todos (ou: quando eu acreditei em magia)

eu sempre fui do tipo que esperava a meia-noite do dia 31 de dezembro com uma certa expectativa. era um recomeço, uma nova chance, uma folha em branco. mais uma oportunidade pra eu fazer diferente, pra tentar de novo, pra dessa vez fazer dar certo. às vezes funcionava. outras não.

mas acho que de todos os Anos Novos que eu já tive, o mais louco com certeza foi o de 2014. esse ano eu comecei em um aeroporto. sozinha. num país que eu não conhecia.

nessa época eu estava morando na França, em uma viagem que eu já contei pra vocês que foi cheia de contradições. eu amei e odiei ao mesmo tempo. eu queria ficar por lá e voltar pra casa. eu queria chorar o mesmo tanto que queria sorrir. perto da virada do ano, as coisas já não estavam lá aquelas maravilhas e eu decidi pegar o voo pra Londres, pra passar o Reveillón com duas amigas, no próprio dia 31 – era mais barato e o transporte na cidade daria conta de me levar até onde eu precisava ir à tempo.

as circunstâncias não foram tão amigáveis assim, e enquanto eu acertava a minha viagem, as minhas amigas decidiram aproveitar a virada vendo os fogos de artifício e numa festa que custava metade do orçamento que eu tinha pros 5 dias que ficaria lá. a gente tentou ver alternativas. eu pegaria um táxi até a balada (e gastaria meu dinheiro todo pra semana). eu iria até o prédio onde a gente tava hospedada e esperaria na portaria até elas voltarem. eu tentaria encontrar com elas no meio da galera durante os fogos. tudo porque, supostamente, não tinha transporte rápido o suficiente para me levar de Heathrow até o centro da cidade antes delas começarem as comemorações.

ainda hoje eu sinto o coração revirar lembrando de receber essa notícia e perceber que, no fim das contas, eu teria que me virar nos 30 e descobrir sozinha o que fazer. eu passei a noite em claro chorando. liguei pra minha mãe (que não atendeu), passei a madrugada falando com um amigo que muito carinhosamente fez o que pode pra me mostrar alternativas. eu senti raiva. muita raiva. eu quis desistir de tudo e voltar pro Brasil.

até que eu decidi… que não ia perder a chance de conhecer Londres só porque as pessoas pareciam não fazer questão da minha companhia (e aí a gente ouve os violinos da vitimização tocando ao fundo, uma sinfonia que me acompanhava 24 horas por dia naquela época). as opções então eram: ou passar o Ano Novo no aeroporto ou no frio de Londres. acho que você já imagina o que eu escolhi, né?

optei pelo aeroporto. fiz as malas. fiz as pazes comigo mesma. sequei as lágrimas e engoli o medo. cheguei com 20 minutos de antecedência porque o piloto também tava com pressa. perguntei. dava pra chegar no centro em uma hora, às 20h. falaram pra eu ‘decidir o que era melhor pra mim‘ (e eu nunca odiei tanto uma frase em toda a minha vida). decidi. ‘vou ficar aqui, encontro vocês às 06h na estação‘.

subi para o lounge e encontrei ali tantas outras pessoas que também esperavam. por voos. pelo transporte. por começar o ano do outro lado do mundo. sentei. abri meu livro e esperei.

meia-noite chegou e eu olhei ao redor esperando algum anuncio, uma música, um mínimo reconhecimento de que alguém sabia a importância daquele momento também. ali do outro lado tinha uma moça fazendo a mesma coisa que eu, com uma garrafinha de Chandon na mão, comprada no mercadinho do terminal, e duas mini-taças. ela me olha com expectativa. eu vou até lá e a gente brinda.

acredite se quiser, essa foi uma das viradas de ano mais incríveis que eu já tive. eu conheci uma britânica que ia trabalhar como professora de inglês no Oriente Médio, mas antes ia passar uns dias com o ex-namorado no México. uma australiana que estava indo para a França encontrar as amigas. um grego que até hoje não descobri pra onde tava indo, mas tava lá fazendo volume na nossa festinha improvisada com Chandon de loja de conveniência e salgadinhos baratos.

a gente falou um monte de besteira e atrapalhou as outras pessoas que queriam algumas horas de sono antes do próximo voo. a gente fez piadas idiotas e brincou que os funcionários tavam armando uma festa clandestina nos bastidores do aeroportou ou num avião estacionado.

mas acho que o principal foi que a gente se fez companhia e topou ficar junto quanto todo mundo se sentia meio sozinho e longe de casa.

a minha memória pode mentir (já aconteceu), mas o que eu lembro de ter deixado o coração quentinho foi isso. a gente acha que tá sozinho mundo, que ninguém tá disposto a olhar duas vezes pra gente, mas talvez a gente mesma não esteja assim tão disposta olhar a em volta e ver que tem, sim, alguém ali do lado esperando pra fazer um brinde de Ano Novo e torcendo pra você engajar numa conversa divertida até a hora de embarcar ou de pegar o trem pra cidade.

e isso, minha amiga, é magia. isso é mágica. a gente sair da nossa cabeça e se abrir pra ter uma experiência boa independente das circunstâncias. confesso que a minha visita à Londres ainda me deixa meio de estômago virado e eu não lembro da cidade com toda a alegria do mundo. mas aquelas horas que eu passei no aeroporto foram preciosas. porque eu não me senti sozinha. eu me dispus a conhecer pessoas novas, a confiar em alguém o suficiente pra chorar e dizer que tava com saudade de casa enquanto a gente comia salgadinho de sal marinho – e ouvir conforto em línguas diferentes, e fazer o mesmo pelos outros.

hoje, eu fico pensando por onde andam essas pessoas e se elas também lembram desse Ano Novo com tanta gratidão quanto eu. no dia seguinte, eu já tava triste de novo, já tava com raiva de novo, mas por algumas poucas horas, entre 31 de dezembro 2013 e 1º de janeiro de 2014, eu me permiti viver outra coisa e criar uma bolha de empatia e good vibes bem no meio do saguão do aeroporto.

se isso não é mágica, pelo menos eu gosto de acreditar que foi um primeiro momento em que eu percebi, de verdade, que já não estava bem, mas que a alegria da qual eu sentia tanta falta ainda estava ali, esperando pra vir à tona. um ano depois disso, eu chorei mais um tanto no meio do caminho, mas aquelas pessoas e aqueles momentos me acompanharam em cada dia de 2014, até a hora que eu decidi que precisava mudar, tirar a tristeza de campo e fazer diferente do que eu tava acostumada todos os dias e não só por algumas horas na virada do ano.

todo o meu amor pra moça do Chandon, pro grego perdido e pra australiana comediante que me fizeram companhia no chão frio de um aeroporto, que, apesar de tudo, me deixou com o coração alegre e me mostrou um fiapo de esperança que eu agarrei com todas as forças.

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chegadas e partidas e um filme para ver no Natal

simplesmente amor

o mais incrível do projeto detalhes desse mês é que eu precisei me desafiar muito para encontrar coisas que eu curto nessa época do ano. foi um pouco estranho perceber que eu não tenho exatamente uma tradição natalina (a não ser comer rabanadas. eu amo rabanadas). mas tem uma coisa que eu gosto muito e que sempre faço, independente da época do ano: rever filmes natalinos. 

acho que o preferido é, e sempre será, Simplesmente Amor. é aquele filme que eu assisto sempre que passa na TV, já sei o discurso de abertura do Hugh Grant de cor e eu amo – amo amo amo amo amo – a ligação que eles fazem entre o amor e os aeroportos.

na verdade, eu tenho um carinho especial por aeroportos (e você vai entender melhor porque na semana que vem), mas é que tem uma vibe, sabe? uma coisa de reencontros. de expectativa. tanto pra conhecer um lugar novo quanto pra encontrar alguém que você não vê tem um tempo. eu observo as pessoas nos portões de desembarque e me dá um quentinho no coração pensar que daqui a pouco vai passar alguém por aquela porta automática que vai fazer outro alguém pular de alegria ou abrir um sorrisão.

eu amo aeroportos.

e amo que esse filme faz uso disso para falar sobre o amor, sabe? eu adoro as histórias que se entrelaçam (mas a do Sam continua sendo a melhor de todas), a cena do Hugh Grant dançando na casa do primeiro ministro (esse cara sou eu) e até o Colin Firth falando um português super enrolado se declarando pra Aurelia (tão fofinho os dois tentando se entender, gente).

simplesmente amor

aliás, apesar de curtir tanto a história do primeiro ministro com a secretária, o meu personagem preferido é o Sam. a conversa dele com o Daniel naquele banco, falando sobre a total agonia de estar apaixonado não poderia deixar de ser mais sincera e verdadeira. a gente meio que esquece o que significa amar alguém, às vezes, e que não existe idade pra isso acontecer, né?

pra mim, esse filme é tipo um carinho. um aconchego. uma lembrança que o amor está em todas as coisas, o tempo inteiro, e que de vez em quando a gente se engana sobre as pessoas e o que elas pensam. acho que a história da Juliet com o Mark é a maior prova disso, né? ela tinha certeza que ele não gostava dela… e ele lá, tão apaixonado quanto o Sam.

é um lembrete também da gente ser mais gentil, sabe? e grato pelo o que a gente tem. não dá pra ver um filme desses e não pensar em tudo que a nossa vida tem de legal, tudo que ela tem de incrível. é fácil deixar isso de lado, né?

enfim, pensando agora, acho que sou uma dessas pessoas que amam filmes de Natal, que gosta das historinhas água com açúcar, do beijo à meia noite, da reconciliação na hora da ceia, da troca de olhares quando as pessoas tão comemorando a chegada do ano novo… tem uma coisa de querer ficar junto, um carinho, que a gente meio que deixa de lado nos outros dias do ano.

sei lá. pegou pra mim agora essa coisa da gente se reencontrar. é o portão de desembarque outra vez, sabe? é fazer questão da presença de alguém na nossa vida, é ir lá esperar por ela com uma plaquinha de ‘bem-vinda de volta!‘ e os braços abertos. é não afastar quem a gente ama só porque a situação parece difícil. é querer demonstrar o quanto a gente gosta de alguém sem medo. é falar o que tá no coração e buscar aquela sensação gostosinha de que tá tudo bem.

me conta: qual o seu filme preferido de Natal?

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