rabanadas, o cheiro do Natal e a rainha do #bujo

sabe quando você pensa em Natal e vem na cabeça aquele cheirinho de canela e pinheiro e você sente que tá tudo certo com o mundo e os dias são felizes e só falta o recesso chegar pra você passar os seus dias envolta em livros, sentada na frente da árvore de Natal com um prato de rabanada e um copo de leite?

não que eu faça isso todos os anos, porque quem leu a newsletter dessa semana (clica aqui pra fazer a sua inscrição!) sabe que eu e o Natal não somos tão amigos assim. mas tem uma coisa que eu amo nessa época do ano, que se resume a: poder comer rabanada todos os dias, sem ser julgada como a louca da canela pelas outras pessoas.

a ideia do post de hoje do detalhes era compartilhar uma receita que a gente ama dessa época do ano, e eu juro que me planejei pra fazer as minhas próprias rabanadas, tirar fotos lindas do processo e virar musa do Pinterest, mas até a rainha do bullet journal se atrapalha às vezes, confunde os dias e erra a data do post.

então, eu vou fazer o que eu faço de melhor: um textão sobre as rabanadas (que eu comprei na padaria hoje de manhã e estavam maravilhosas, diga-se de passagem).

escrevendo esse post do banco de trás do Cabify, eu me perguntei mais de uma vez porque eu amo tanto rabanadas. mas assim como o meu problema com o Natal, não tem nada a ver com elas, mas com o que eu sinto quando como uma.

eu sempre amei doces e era maluca por pão. junte as duas coisas e você tem uma Maki muito feliz e levemente agitada por causa do açúcar no sangue. mas tinha um coisa alegre em comer rabanadas. era um momento que minha mãe cozinhava sem reclamar, na manhã de Natal, só porque eu gostava desse doce, e ela ainda me deixava jogar a canela por cima.

rabanadas de Natal

 

ai a gente sentava na mesa com aquele pratão, que ela fazia pra família inteira, mas que só a gente comia porque meu irmão não gostava e meu pai “não fazia questão” (como assim, né?).

rabanada, pra mim, tem gostinho de inverno. tem cheiro de carinho. me lembra uma época em que eu não ocupava tanto a minha cabeça com coisas que não valiam a pena.

é, eu gosto de rabanadas.

ao mesmo tempo, hoje eu sei que a rabana era só uma desculpa. eu posso me sentir bem com ou sem ela e, honestamente, minha ingestão de rabanadas diminuiu muito no último ano (sim, eu comia o ano inteiro).

o carinho que eu sentia comendo uma rabanada hoje faz parte do meu dia a dia, basta eu me lembrar que ele está lá. se eu esquecer, é fácil mesmo eu achar que o segredo está num pratão de rabanadas que eu vou comer até cansar e depois me arrepender porque foi demais.

e acho que o mais legal nem é mais ter um prato só pra mim, mas dividir um pouquinho com as pessoas que eu gosto e a gente se lambuzar de açúcar e canela juntos. quem sabe até cozinhar todo mundo no mesmo lugar, se apertando entre a mesa da cozinha e a bancada da pia, tentando encontrar um canto livre no fogão pra colocar mais uma frigideira. eu tenho a impressão que isso vai deixar o processo todo mais gostoso. e você?

pra quem quiser tentar, segue uma receitinha bem gostosa, que é a que eu costumo fazer:

você vai precisar de:

  • 2 baguetes (ou o pão que você mais gostar pra fazer isso)
  • 1 litro de leite
  • 2 latas de leite condensado
  • 3 ovos grandes
  • açúcar (a gosto)
  • canela (a gosto)
  • manteiga (para a frigideira)
  • 1 frigideira

como é que faz, hein?

  1. mistura o leite com o leite condensado
  2. quebra os ovos num prato fundo e bate um pouquinho, pra ficar homogêneo
  3. mergulha uma fatia de pão nessa mistura do leite (tem que ser rapidinho, pro pão não ficar encharcado)
  4. faz a mesma coisa com o ovo
  5. coloca na frigideira com manteiga (pra não grudar) até ficar douradinho dos dois lados
  6. coloca num pratinho com papel toalha pra tirar o excesso de tudo
  7. passa pro recipiente final, com uma mistura de açúcar e canela
  8. pronto! já pode comer ♥

eu não faço rabanada com óleo (imersão, sabe? quando você joga a comida na panela e deixa fritar), porque eu acho que dá muito trabalho e não foi o jeito que a minha mãe me ensinou hahaha. mas fica gostoso igual, ok?

rabanadas de Natal

qual a receita de Natal que você mais gosta?

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sobre o melhor presente que eu já recebi

melhor presente detalhes

Foto: Luisa Chequer Fotografia

no meio da semana, eu, Lominha e Mel decidimos os temas do detalhes desse mês. automaticamente, entrei num estado de tela azul do Windows: ‘meu Deus do céu, não tenho ideia do que falar no primeiro tema de dezembro‘.

sim, como você deve ter adivinhado pelo título, o tema é um presente que a gente ganhou e que marcou a nossa vida, de alguma forma. e fiquei bem surpresa ao perceber que… nada. eu não lembrava de nada. de nenhum presente que tivesse me marcado o suficiente para virar um post.

não me entenda mal, não é que eu seja ingrata pelas coisas que ganhei em aniversários e Natais passados. é só que… nada parecia tão importante assim ao ponto de render um post inteiro, sabe? e aí eu precisei parar um segundo e pensar. pensar. pensar. pensar. pensar de novo. eu não dormi. eu tomei café. eu andei de um lado para o outro no quarto olhando tudo o que eu tinha. eu sentei na cama em uma pose contemplativa e tentei esperar a inspiração vir. e aí, quando eu já tinha desistido e tomava a minha xícara de chá resignada, sem saber muito bem sobre o que escrever, me veio o momento EUREKA! pelo qual eu tanto esperava:

o meu maior presente foi a relembrança da vida.

eu sei. é clichê. é meio brega, também. tá liberado me zoar sobre isso, se quiser. de colocar trechos desse post com uma imagem bonita do pôr do sol e jogar no grupo da família no Whatsapp. pouts, pode fazer isso sim. mas é verdade, sabe? é verdade.

eu lembro de uma época (que hoje me parece beeeeeeeeeeeeeeeeem distante), em que viver era horrível. eu não queria levantar da cama. eu pensava em me machucar o tempo inteiro. eu não queria acordar, trabalhar, comer. eu queria definhar. eu queria, sim, morrer. acho que o mais dolorido de tudo é que eu tinha desistido do amor também, e eu tinha certeza que ele não passava de folclore. eu chorava sem motivo e eu tinha certeza que tinha desaprendido a sorrir.

mas aí… mas aí eu fui lembrada, sabe? que existe uma coisa diferente, um outro jeito de viver, uma outra maneira de olhar o mundo, e parece que o meu filme voltou a ser colorido. e ele não era mais só o meu filme, era uma produção gigantesca que envolvia uma galera que estava atrás da mesma coisa que eu: um propósito verdadeiro pra viver. um motivo pra levantar da cama de manhã e passar um dia sem pensar em machucar esse corpinho.

tem presente melhor do que esse? que a vida merece ser vivida? que eu tenho um motivo pra querer acordar todos os dias? a partir daí, as coisas pra mim passaram a ser… só coisas, sabe? não menos ou mais importantes, mas ferramentas que me levam de volta pra esse lugar de lembrança. é tudo um tipo de carinho. e eu comecei a aceitar receber esse carinho, porque é uma expressão do que as pessoas são e do que eu sou também. a gente é tudo um grande novelo de carinho e cafunés e cookies recém-saídos do forno e xícaras de chá quentinhas no meio de uma tarde de inverno com o dueto da Beyoncé com o Ed Sheeran tocado em loop ao fundo.

e a gente esquece mesmo, entende? a gente se perde no meio desse mundão todo. das notícias ruins na TV. dos tuítes passivo-agressivos sobre chefes. naquela reclamação sobre o clima que parece inocente, mas tem toda uma carga de ‘a vida é um saco‘. o meu maior presente foi me lembrar da vida.

e é engraçado, porque é e não é um presente ao mesmo tempo. porque ela tava lá o tempo todo! eu só tava muito distraída pra ver. daí um dia eu decidi ver um pouquinho, uma frestinha na porta que foi aumentando, aumentando e aumentando até que eu me vi no meio dessa sala toda iluminada e cheia de flores coloridas, rindo à toa de uma borboleta que pousou no meu nariz. eu achava que a vida não tinha mais jeito. daí me falaram que tinha sim, boba, é só olhar pro lado de cá e BAM. lembrei.

hoje, se eu ganho um presente, ele não é ‘especial‘. ele é carinho. tanto quanto os cafunés que eu ganho de vez em quando. tanto quanto tomar um café da manhã gostoso com alguém que eu amo. tanto quanto um abraço apertado depois de alguns dias sem encontrar alguém, sabe? é tudo demonstração de carinho.

então, sim. eu vou bancar a breguice de filme da Sessão da Tarde. eu vou dizer que a vida é o meu maior presente, porque é pela lembrança dela que eu agradeço todos os dias quando acordo e acho que me esqueci de novo. quando eu sinto que tô caindo e OPA PERA TÁ TUDO BEM A VIDA TÁ AQUI. ufa, foi quase.

daí eu mando áudios meio chorosa pras amigas tentando lembrar elas disso. e eu me sinto útil. me sinto completa. feliz. eu coloco um pouquinho disso nos meus textos também. e quando eu dou bom dia pro porteiro do meu prédio. e eu treino distribuir essa lembrança por todos os lugares que eu vou e com todas as pessoas que eu encontro. tentando levar cada uma delas pra esse momento eureka também. esse é um presente que todo mundo merece, sabe? inclusive, já falei um tantão sobre isso aqui.

é. vou bancar a frase motivacional de que o maior presente que a gente tem é a vida. porque é. no fundo, é tudo o que eu quero. se eu ganho uma caneca bonita no meio do caminho, um livro, um sapato, um abraço ou um beijo. é tudo carinho. tudo mais uma lembrança disso. tudo motivo de alegria. tudo, tudo, tudo.

sei lá. não consegui pensar numa coisa legal que eu ganhei (foram tantas!), mas consegui pensar na vida de novo e isso me deixou contente. acho que presente tem dessas, né? a gente olha, sorri, lembra de uma coisa legal e segue em frente. daí olha de novo, lembra de novo e assim vai. até que não precisa de lembrança mais porque tá ali, sabe? o presente tá ali.

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if this is love, then love is easy

love is easy mcfly

o ano era 2006 e a Maki do cursinho tinha acabado de descobrir uma banda britânica maravilhosa chamada McFly. as músicas tocavam em loop no CD gravado naquele computador antigo e eram alternadas apenas com algumas outras canções que insistiam que ela jamais sairia da fase emo.

eu já deveria suspeitar que as coisas não estavam bem naquela época. um dia, eu coloquei um dos meus CDs mais depressivos pra tocar e sentei no chão do banheiro. o volume tava alto, eu mal conseguia ouvir meus próprios pensamentos e as minhas mãos tremiam muitos: o meu desejo era sumir do planeta. eis que, de repente, começa a tocar I’ll Be Ok. uma música do McFly que fala sobre ficar tudo bem nos momentos mais sombrios. ali, eu tive certeza que não era a minha hora e, principalmente, que eu não tinha motivos pra me machucar, e me agarrei naquela música com todas as forças pra sair daquela posição.

desde então, eu passei a acompanhar essa banda sempre. todos os dias eu ouvia um álbum. eu decorei os clipes. eu sabia todas as letras. e eu acompanhei cada um dos membros nos momentos mais importantes da vida. quando o Tom casou e deu aquele discurso lindo. quando o Harry pediu a namorada em casamento também. quando o Dougie foi pra rehab. quando o Danny participou de um reality de ópera. e no meio de tudo isso veio uma música que, pra mim, é a essência do McFly: Love is Easy. a estrela principal desse post.

não consigo colocar em palavras o tanto que eu amo essa música e o que ela significa pra mim. quando ouvi pela primeira vez, ela me fez tão feliz que passei a semana seguinte cantando em loop pela casa. talvez, porque foi uma música feita pensando nos fãs. talvez porque ela fala a verdade e o amor é mesmo fácil.

mas é o tipo de música que me faz sentir bem. por algum motivo, eu sempre volto pra ela, de tempos em tempos, e passo algum tempo vendo como cada um deles tava feliz nesse clipe. eles se divertiram de verdade, sabe? lembrando da história de cada um e da banda, e oferecendo um presente pras pessoas que acompanham eles há tanto tempo. eu me senti representada. me senti junto deles. fiquei até me perguntando de onde veio a ideia de usar uma frase de A Felicidade Não se Compra, um filme de 1946, no meio da música.

talvez, eu ame tanto Love Is Easy porque é uma das poucas que eu já ouvi que fala de amor de uma forma tão feliz. tão alegre. tão sincera, sabe? no meio dos ‘do ro do ro ro do‘ eles dizem que o amor completa. que ele é fácil. eles me ensinam o quanto se amam, entre si mesmos, e o quanto amam as pessoas que estiveram sempre junto deles, mesmo que não fisicamente.

tô iludida esperando sexto álbum? (que aparentemente eles já gravaram, mas não lançam nunca?) tô, sim. mas tanto faz, sabe? tanto faz, porque eles me deram uma baita lição do que é o amor, quando eu ainda não tinha noção do que ele era de verdade. quando ainda tava perdida nas minhas ideias sobre mim e o que eu achava do mundo.

eu sempre fiquei impressionada com a capacidade do McFly de falar de assuntos sérios de uma forma otimista, dando uma saída, sabe? mostrando um caminho, um sentimento, uma solução. as músicas deles sempre tiveram uma cara de solução pra mim. que alguma coisa tinha sido resolvida, que eles encontraram a resposta pro que estavam cantando, que até a solidão tinha jeito. então, sim, eu gosto muito de McFly e eu gosto mais ainda dessa música, que pra mim tem essa carinha aí: de coisa feita com o coração.

e mal sabia eu que, tantos anos depois, eu aprenderia a viver exatamente como a música diz. a minha grama é verde. eu fiz o céu ficar azul. eu escuto as flores conversando. e eu até vejo tudo como se fosse a primeira vez. e é tão, tão, feliz. é alegre. e me dá vontade de sair por aí tocando um ukulele e cantando do do ro do ro ro do.

A simple equation
With no complications
To leave you confused
If this is love, love, love
Hmm it’s the easiest thing to do

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o que eu e Anna Oliphant temos em comum

anna e o beijo francês

se você me perguntar, eu não vou saber dizer quando foi que Anna e o Beijo Francês apareceu na minha vida a primeira vez. teve uma época, há alguns anos, que eu criei um hábito de passar horas andando pelas livrarias da Av. Paulista (a Livraria Cultura do Conjunto Nacional sempre foi uma preferida) e levar de volta para casa um livro novo.

tudo o que lembro é que li esse livro da Stephanie Perkins em menos de três dias, porque ele conquistou o meu coração completamente. acho que ninguém nunca entendeu exatamente porque Anna e o Beijo Francês foi tão marcante para mim – afinal, é um livro young adult água com açúcar, um romance que deixa o coração quentinho e nada mais -, mas na fase em que eu estava, ele conversou muito comigo.

eu me vi na Anna muitas vezes. a menina que não sabia muito como fazer amizades, que se apaixona pelo cara com um sotaque bonitinho e nutre um amor platônico que só acontece na cabeça dela por muito mais tempo do que deveria ser permitido por lei. eu achava, como ela, que era injustiçada e vítima de coisas que eu mesma causei. eu chorava muito e guardava ressentimentos e fazia coisas que não queria tanto assim pra provar um ponto.

enfim, Anna e eu éramos muito parecidas.

ela também tinha uma necessidade de pertencimento que eu sempre busquei. chegando em Paris, ela se sentiu perdida, meio sem saber o que fazer e querendo voltar pra casa. eu sempre tive esse desejo de voltar pra casa também (mesmo sem saber o que ‘casa‘ significava) e queria só me sentir aceita pelas pessoas ao meu redor. era uma necessidade de saber que tá tudo bem, sabe?

anna e o beijo francês

quando eu morei na França, passei um fim de semana em Paris com duas amigas e tinha uma única condição: eu precisava ir até Catedral de Notre-Dame tirar uma foto no Point Zéro, o local de onde saem todas as principais estradas da França, e fazer um pedido como o da Anna: ‘que se dane. deixe os fatos decidirem. eu desejo o que é melhor para mim‘. direto ao ponto. ainda bem, meu desejo se realizou e hoje eu vivo aprendendo todos os dias a escolher o que é melhor para mim – porque também é o melhor para todos.

naquele momento, em cima daquela estrela no meio da calçada do pátio da catedral, cercada de turistas que tentavam entender o que eu estava fazendo (e, obviamente, fizeram a mesma coisa depois de mim), eu me senti conectada com essa personagem e a sua realidade, que apesar de já estar bem longe da minha (eu já não era mais aluna colegial quando li esse livro a primeira vez), representava tudo o que eu sentia.

eu me senti feliz, sabe? de poder colocar os pézinhos na estrela e fazer o meu pedido de buscar o que é melhor pra mim pro universo. verdade seja dita, assim como a Anna, eu estava cansada de pensar no que eu queria e não queria e de tentar descobrir sozinha qual caminho eu deveria seguir. melhor deixar o universo decidir e esperar que eu esteja atenta o suficiente pra ver o sinal néon que ele coloca na minha frente toda vez que eu erro a rota.

anna e o beijo francês
eu e minhas botinhas surradas no Point Zéro, em 2014

hoje eu sei que não foi o universo que decidiu coisa alguma, mas eu que escolhi melhorar. já comentei que tava no meio do meu processo depressivo quando fiz essa viagem e que lembro de boa parte dela com o coração pesado – a dor que eu sentia era tamanha que passar um mês inteiro só na minha casa em Nice, mal saindo para as aulas, parecia totalmente aceitável.

mas, naquele momento, quando eu lembrei da Anna de pé ali, no seu primeiro passeio pela Cidade Luz, e o St. Clair dando às boas vindas pra ela em Paris, eu me senti confortada e esperançosa. talvez as coisas não estejam bem mesmo, mas, pelo menos, a Anna me ensinou que quando a gente se abre pra entender os outros, a gente percebe coisas que nunca viu antes e isso deixa a gente em paz. foi o que aconteceu com ela e comigo também.

ainda hoje eu reservo um tempo no ano pra reler esse livro – e toda vez é uma leitura diferente. cada novo virar de página eu descubro um detalhe da escrita da Stephanie que torna a história tão envolvente. cada vez que eu vejo a Anna se abrindo pra essa experiência de viver num país novo, eu me lembro dos desafios que eu mesma enfrentei e como mudei de lá para cá. não tem nada a ver com amadurecimento e tudo a ver com abertura: pra olhar pra fora da minha cabeça e entender que o mundo não gira a minha volta e que as pessoas precisam de mim tanto quanto eu preciso delas. e nisso a gente se ajuda e se fortalece, sabe?

e, nisso, a gente entende de verdade o que significa soltar um ‘eu desejo o que é melhor pra mim‘ pro universo. por que ele tá ouvindo, viu? e se o pedido for sincero, a resposta vem.

anna e o beijo francês

se você quiser dividir um pouquinho desse amor pela Anna (e por Paris!) comigo, pode comprar Anna e o Beijo Francês clicando aqui.

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detalhe: as flores do caminho

flores

eu gosto de morar onde moro porque tem um monte de verde. aqui perto de casa tem várias pracinhas e casas com jardins e eu fico encantada toda vez que saio na rua e vejo as florzinhas coloridas. ainda mais porque é primavera e essa época do ano tem um tanto de frô bonitinha, né?

daí que quando eu vou pra Coexiste ou comer na padaria, eu passo por uma casa que tem uma arvorezinha com essas flores branquinhas. não sei porque eu acho essas flores tão bonitinhas, mas elas são muito fofas! eu faço esse caminho todos os dias, e todos os dias eu me sinto dando um sorrisinho quando passo por ela e vejo as florzinhas.

flores

flores

eu trabalho de casa, né, e tem dias que faço questão de ir a pé até a Coe só porque é um momento que eu obrigatoriamente fico longe do computador e ainda mexo um pouco o corpinho. eu treino três vezes na semana, mas não custa nada movimentar um pouco mais as perninhas, né?

fazer esse caminho me deixa feliz – mesmo quando chove -, porque eu lembro que existe vida fora dessa caixinha cheia de teclas, eu escuto uma música gostosinha (200% de chance de ser kpop!) e tiro um momento pra respirar fundo antes de voltar pro trabalho. e é uma delícia ver essa árvore toda floridinha!

flores

flores

flores

eu gosto do formato dessa florzinha (apesar não saber o nome – alguém conhece?), das hastes verdinhas com pontinhas rosadinhas e o formato das pétalas, meio curvadas de dentro pra fora. é amorzinho, você não acha?

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