os perfis que eu amo acompanhar no Instagram

perfis instagram

o Instagram pode ter todos os problemas do mundo (e a gente já conversou um pouco sobre isso nesse post aqui, né?), mas também tem muita coisa legal, muita gente bacana que a gente pode seguir e acompanhar de perto. criando esse post, eu percebi que nunca parei para pensar exatamente em quem eu amo seguir por ali – é tanta gente incrível que às vezes a gente fica meio confusa, né?

eu gosto de ter um feed cheio de coisas inspiradoras e de good vibes, e de treinar aquele olhar diferente, de tentar entender o que cada pessoa pensa quando coloca uma foto numa rede social como o Insta. e dá pra fazer isso sim, e não usar isso como desculpa pra gente ficar se comparando com os outros, mas pra conhecer as outras pessoas e ficar com o coração quentinho, ajudando a criar esse ciclo de carinho, sabe?

então, separei algumas continhas que eu sinto que tem esse papel, e que me inspiram diariamente. olha só:

@mourajo

pode enaltecer a Jo? eu conheci o blog dela desde que ela começou o desafio de ficar um ano sem Zara e usava a página como uma forma de expor o que ela tava sentindo com essa mudança de estilo de vida e aqueles looks incríveis com tudo o que ela já tinha no armário. amo o insta dela porque ela é hiper sincera no que faz, tem um estilo maravilhoso e que é muito uma fonte de inspiração e não tem medo de se mostrar, sabe? ele coloca ali os looks diferentões que usa, expõe os cabelos brancos, mostra o dia que tá tomando água de coco numa praia paradisíaca e quando tá sem maquiagem e com aquela cara de sono pós-fim de semana. amo demais ♥

@melinwonderland

ai, gente. a mel ♥. só tenho amores por ela, sério. é um dos feeds que mais me inspira e eu adoro tudo o que ela posta ali. tem muito carinho envolvido no que ela faz, entende? dá pra sentir em cada clique. e eu acho incrível o quanto ela se dedica às fotos que ela faz. a mel pode não se definir assim, mas ela é uma artista. fora que é fofíssima e eu amo assistir aos stories que ela faz também.

@boho_berry

amantes dos bujos, uni-vos. quem é ~do ramo~ com certeza conhece a Kara. ela é referência quando o assunto é bullet journal e o bujo dela é uma verdadeira obra de arte. tem dias que eu fico pensando o tanto de tempo que ela leva pra montar um dia que seja naquele caderninho, porque é cada desenho lindo que ela faz!

@gbbrbs

A pessoa não pode ver uma parede bonita. 💕 // 📷 @mateusdsss #guiadaxugar

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a gabi é uma amiga do coração e eu adoro o feed dela. acho tão sincero… tem coisas que ela curte, coisas que ela tá fazendo, coisas que inspiram ela e um monte de outros conteúdos bacanas (fora os looks maravilhosos que ela monta ♥). sou fãzoca mesmo.

@karinebrrt

a Karine é uma fotógrafa muito talentosa e o Instagram dela é cheio de carinho. dá pra perceber em cada foto como ela melhora com o tempo, como ela ama um olhar sincero das pessoas e como ela tem um apreço por cada imagem que faz. sou maluca com as fotos dela e a considero uma das pessoas mais talentosas que eu conheço, #realoficial.

@lulooca

pode ter ilustradora também? pode, sim! adoro as ilustras da lulooca porque são fofíssimas, mega coloridas e tudo com uma carinha de aconchego que eu acho maravilhosa. fora que ela também é a louca do kpop e vive fazendo stories com algumas músicas que eu amo e grupos que acompanho também (a gente até já conversou sobre isso por mensagem lá!).

@rechcamila

Camila é outra pessoa com um feed me faz babar. cada foto é linda, é tudo cheio dela, cheio de personalidade, com looks incríveis que eu uso como referência muitas vezes. fora que ela é divertidíssima e faz uns Stories que eu racho de rir!

@blogdomath

pensa num feed dos sonhos. esse é o Insta do Math. menina, que homem talentoso! ele trabalha com decoração e design e cada foto que ele posta é uma obra de arte. fora que eu sou completamente apaixonada com o cachorrinho dele, o Sushi. coisa mais delícia, gente.

 

tem muita gente bacana que eu sigo, mas essas são algumas das que eu acompanho de pertinho, que eu amo curtir e comentar, com quem eu interajo por lá. são pessoas que tão sempre fazendo de tudo pra criar um conteúdo impecável e que tenha muita entrega, muito de si.

quem você ama acompanhar no Instagram?

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os 3 lugares que eu mais amo em são paulo

eu já falei o quanto amo são paulo por aqui? acho que não, né? mas eu amo demais essa cidade, gente, sem brincadeira. eu nasci e cresci aqui e nada do que você disser vai me fazer mudar de ideia – essa cidade é maravilhosa. como todo lugar do mundo, têm as suas questões, mas eu gosto de acreditar que sempre tive um olhar mais carinhoso com as ruas paulistanas.

eu acho que tem muita coisa incrível por aqui e pretendo (em algum ponto do futuro), fazer um post sobre os meus cantinhos preferidos pra comer, mas, por enquanto, achei melhor pagar a língua e finalmente fazer o texto com os lugares que eu mais amo nessa cidade. confesso que, na hora de sentar para escrever, me surpreendi ao pensar que são poucos, mas que cada um tem um motivo para estar nessa minha lista (e em todos os vídeos de #resumaki, hehe).

1.liberdade

lugares de são paulo liberdade

o tanto que eu amo esse bairro, gente. tô num ponto que vou pra lá um fim de semana sim, outro também. eu tenho um carinho e uma apreciação muito grande pela cultura oriental, e amo visitar os restaurantes típicos e as lojas tradicionais por lá. desde pequena, é um dos lugares que eu mais curto em são paulo, e um bairro que eu visito muito há eras. fosse pra comprar mangás, fosse pra dar uma volta na Ikezaki, eu sempre achava uma desculpa pra ir pra lá.

é o melhor lugar pra comer, sim, senhor, e eu piro nos restaurantes de lámen e de comida coreana. gosto de chegar cedo porque lota demais e os melhores restaurantes sempre ficam com filas imensas se você deixar pra comer mais tarde (tipo, umas 13h). fora que é bom lembrar: muitos dos estabelecimentos por lá abrem meio-dia e fecham entre 14h30 e 15h, pra abrir depois só às 18h,pro jantar.

2.av.paulista

lugares de são paulo av. paulista

eu morei boa parte da minha vida a algumas quadras da paulista. essa avenida sempre foi o meu refúgio, era normal eu sair andando por ali nos dias que não me sentia bem. eu sentava no Starbucks da Campinas com a Santos e passava horas lendo enquanto tomava um chá preto tall e depois ia de ponta à ponta da avenida só observando as pessoas. amo o Conjunto Nacional e a Livraria Cultura (um dos meus lugares preferidos DA VIDA!), as escadarias da Casper e, principalmente, a diversidade: se tem um lugar onde você vai ver de tudo um pouco, esse lugar com certeza é a avenida Paulista.

de domingo então… eu fico maravilhada com o caos criativo que aquele lugar vira. é banda de axé de um lado, roda de samba do outro, uma banda de metal num canto e um grupo de forró na esquina. tem de tudo, mas, principalmente, tem um montão de gente tentando se conectar com alguma coisa verdadeira e procurando motivos pra continuar em frente, sabe? acho que isso sempre foi o que mais me chamou a atenção.

3.as ruas do alto da lapa

lugares de são paulo alto da lapa

quando eu saí da casa da minha mãe, mudei da Paulista pro Alto da Lapa. se você nasce e cresce num mesmo lugar, parece que não existe vida fora dali e foi um treino me abrir pra descobrir um lugar novo. hoje eu sou completamente apaixonada pelas ruas desse bairro, pela calma, pelo verde, pelo gostosinho de andar por aqui todos os dias e descobrir cantinhos gostosos todo fim de semana. eu achava que não conseguiria viver longe do caos da paulista, mas sou mil vezes a tranquilidade daqui hoje em dia. é tão gostosinho, sabe? a gente começa a descobrir a beleza em cada detalhe, e – hey – pode não ter um Starbucks a duas quadras de casa, mas tem uns cafés de bairro que são a coisa mais fofa do mundo e um monte de gente que eu amo morando bem pertinho (ou seja: tenho companhia na distância de uma mensagem de Whatsapp ♥).

é óbvio que são paulo tem muitos outros lugares legais que fogem desses três tão ~genéricos~ (o centro!, a Pinacoteca!, a Estação da Luz!, a Catedral da Sé!), mas esses são pontos que me trazem um quentinho no coração e que eu sempre tenho um prazer genuíno de visitar. dificilmente você vai me ver chateada de ter que ir na Liberdade pela milésima vez no mês ou de passar a tarde andando na Paulista. aliás é fácil você me encontrar em qualquer um desses lugares (faça o favor de me dar um abraço se me vir por aí, hein?), porque eu tô sempre em um dos três ♥

qual o lugar favorito da sua cidade? me conta nos comentários!

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15 coisas que eu gosto de fazer quando me sinto meio estranha

falando sobre dias tristes, eu ainda tenho aqueles momentos que acordo me sentindo toda errada. isso sempre me coloca de frente com uma decisão importante: eu vou continuar me sentindo assim ou vou mudar de ideia e ter um dia bom? às vezes, eu ainda insisto em falar mal de mim mesma e escolho ficar esquisita. mas agora já é mais comum eu optar por ficar bem e feliz, ter um dia gostoso, em que eu compartilho coisas gostosas com as pessoas e que trabalho de coração aberto.

eu já percebi que, nos dias que a gente não acorda bem, é muito fácil ficar assim meio perdida, sem saber o que fazer, sempre esperando que a coisa toda se resolva sozinha. essa é uma escolha muito do coração, sabe? não é que fazer alguma coisa vai melhorar o que você sente, é escolher melhorar que vai tornar essa atividade gostosinha, um incentivo pra manter essa decisão pelo resto do dia. e, se tem uma coisa que eu aprendi, é que sair da nossa caixinha, desse nosso isolamento, é sempre o primeiro passo pra isso, entende?

dito isso, o que eu costumo fazer quando tô em sentindo meio estranha? alguma dessas coisas, ó:

  1. ligo pra alguém que pode me ajudar
  2. eu peço por um abraço
  3. eu converso com alguém próximo sobre o que eu tô sentindo
  4. saio de casa e vou trabalhar em algum outro lugar, com mais gente
  5. revejo um filme que me deixa com uma sensação gostosinha (já viram A Vida Secreta de Walter Mitty?)
  6. ouço uma playlist com músicas animadas (a minha preferida do momento é essa aqui, de kpop)
  7. cozinho alguma coisa gostosa pra alguém que eu amo (ou pra mim mesma)
  8. tomo um café (e faço aquela pausa pra rever o que eu tô sentindo)
  9. passo um tempo no sol
  10. tomo um sorvete!
  11. releio passagens do meu livro preferido (Anna e o Beijo Francês, te amo ♥)
  12. toco um pouco de ukulele
  13. observo o movimento da rua da janela
  14. escrevo no meu bullet journal
  15. me dou tempo pra decidir

não tem uma receita pra gente ficar bem, sabe? é olhar pro nosso coração e buscar aquele lugarzinho de paz. de carinho com a gente mesma, em que a gente fica com a mente tranquila e consegue focar de novo no que é importante. com certeza, parar de dar atenção pra esses pensamentos tristes e meio estranhos é a melhor coisa a fazer pra não dar corda nessa coisa esquisita que fica seguindo a gente o dia inteiro. ah, e lembrar que a gente nunca tá sozinha ajuda também, né?

me conta o que você faz pra sair de um dia esquisito?

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maki, e os seus dias tristes?

outro dia, me senti sozinha. acordei chorando sem motivo e me peguei desamparada. na minha cabeça, eu só pensava em me machucar. tropeça aqui. bate ali. ai, se essa faca escapasse um milímetro que fosse… eu pensei na morte, e a minha garganta fechou. eu estava sufocando.

para quem vive numa redoma de amor e carinho, um momento de tristeza que seja parece um tsunami. a gente acha que vem sem avisar, de repente. mas os sinais estavam todos lá. a água começou a recuar. os pássaros voaram na outra direção. o mar ficou estranhamente calmo. para um olhar atento, estava tudo perfeitamente mapeado. pros desavisados, a violência da água parece um golpe de má sorte. eu tava no lugar errado, na hora errada, só isso.

o céu azul ficou cinza. e eu só consegui olhar pra dentro da minha própria cabeça, procurando uma saída. sem sucesso, tudo ali me levava pro mesmo lugar. pro desconforto, pra solidão. eu me senti perdida de novo e um dia pareceu uma eternidade. quando a gente não tá bem, nada caminha do jeito que deveria e a gente fica brigando sem sair do lugar. parece areia movediça.

eu não conseguia me concentrar no que tinha pra fazer, escrever virou um sacrifício. parecia sem sentido colocar palavras no papel, fazer reuniões, medir audiências, conversar com pessoas. tudo o que eu queria era ficar encolhida na cama. no aconchego das minhas cobertas. não foi uma surpresa perceber que nem todos os cobertores felpudos do mundo conseguiam aquecer o meu corpo gelado. cadê a motivação que tava aqui? sumiu, junto com uma enxurrada de pensamentos horríveis sobre mim mesma. um tsunami de tristeza, uma condenação eterna e suas punições mais que necessárias. eu errei, falhei, pequei. e agora é pra valer. não tem mais volta desse fundo de poço.

mas aí… veio um abraço, e eu comecei a me lembrar de como é bom viver no aconchego, quando a gente sabe exatamente quem a gente é e o que veio fazer no meio de tanta gente confusa. a mente desanuvia, as pesadas nuvens que cobriam o sol começam a se dissipar e a sumir aos pouquinhos, já sem um motivo para chover.

num abraço, vem também um beijo. e a coisa toda fica ainda mais leve. eu sou lembrada, com um gesto de carinho, do quanto eu sou inocente e que os meus pecados não passam de imaginações e devaneios da minha mente atormentada. tá tudo bem comigo, nada aconteceu e tudo segue exatamente como sempre foi. eu nunca fui capaz de mudar o que o amor criou, afinal.

junto do beijo, vem as palavras gentis. palavras essas que reforçam o que já foi mostrado em gestos e que me fazem pensar, novamente, no quanto eu sou amada. só o amor cura o coração que dói, que bate descompassado e cheio de medo de um futuro que nunca aconteceu e de um passado que a gente faz questão de remoer na cabeça todos os dias.

mas, Maki, você não tem dias tristes, então? o que seria um dia triste, se não um erro de visão? aliás, o que é ser triste? o que é sentir tristeza? se é o tipo de coisa que me deixa longe de mim, então: não, obrigada, troco todos os dias tristes do mundo por aqueles regados a xícaras de chá quentinhas e mãos entrelaçadas. eu desisto de dias tristes, porque sei que eles não fazem parte de mim.

se eu acordar esquecida, que eu me lembre do caminho de volta e que leve junto comigo os meus parceiros de jornada, sempre tão felizes em me ajudar a colocar a mente de volta no céu.

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aprendendo a tratar uma coisa que eu odiava com carinho

o meu cabelo… ah, você já sabe que o meu cabelo é uma ~questão~. acho que é impossível encontrar um ser humano que seja que não tenha um problema com alguma parte do corpo que ache errada, inadequada, estranha, feia. pra mim, sempre foi o cabelo.

já comentei um pouco sobre a minha relação com ele por aqui. lembro claramente, quando era mais nova, de ser chamada de ‘carequinha‘ por uma amiga e como isso me marcou. como eu penso nisso todos os dias, nesse barulho mental que me deixa maluca dia sim, dia também. como é sempre a primeira coisa que eu olho quando me vejo no espelho. a primeira coisa que eu reparo nas outras pessoas. como sempre sonhei que eu tinha um cabelão maravilhoso a lá Ariana Grande que eu bateria ~na cara das inimigas~ e que seria a coisa mais incrível do mundo porque teria cinco cores, como na música do McFly. blá blá blá, essa história já tá velha e cansativa.

corta a cena pra 2017 e me vi fazendo uma escolha. eu nunca mais, n u n c a  m a i s, me permitiria ficar mal por causa do meu cabelo. é démodé. é coisa antiga. essa reclamação já não faz parte de mim . é só uma forma de eu me distrair das coisas que importam de verdade, uma forma de eu ficar comprovando pra mim mesma e pros outros que eu sou diferente e que, olha só, que coisa, a gente nunca vai ser igual porque o meu cabelo, ahhhh, o meu cabelo… não. para. corta. rebobina. começa de novo.

entre quedas, mais quedas (não de cabelo, que fique claro) e alguns tabefes na minha própria cara muito bem dados com discursos de ‘ISSO NÃO VALE A PENA‘ e ‘O SEU CABELO NÃO TE DEFINE‘ gritados na frente do espelho, eu tomei uma segunda decisão. talvez seja a hora de olhar pro meu cabelo com tanto carinho quanto pra minha alimentação. talvez. só talvez. ainda não. calma. agora acho que vai. tá. vamos lá.

cuidar de uma coisa dessas era muito mais do que apenas falar: ‘miga, vai num médico, toma o remédio X, passa o produto Y, vai funcionar‘. não. isso era muito pouco. era subestimar o tamanho do meu apego com me sentir mal com o meu cabelo.

sim, é isso mesmo. é um apego. pior que carrapato.

parece insano (e é mesmo) falar que eu tinha um apego em me sentir mal, mas eu tinha. eu passei tanto tempo (vai saber quantas vidas, né?) aprendendo a falar mal de mim, a me colocar pra baixo, a comprovar por a+b que eu não presto mesmo e olha como eu sou horrível e rejeitável, nem cabelo eu tenho.

a gente acostuma com essas coisas. a encontrar motivos pra se sentir mal pra confirmar que não é legal ou bonita ou qualquer outra coisa que seja. o meu maior apego sempre foi o meu cabelo. chegava num ponto que só falar sobre o assunto me dava vontade de vomitar. mas, ainda assim, eu achava um jeito de comentar. de puxar o assunto. de fazer as pessoas comentarem sobre como o meu cabelo tava crescendo. eu olhava e tinha certeza absoluta que eles tavam me encarando por causa disso.

no fim das contas, o crush não me notava por causa do meu cabelo. AH, ENTÃO É ISSO? pronto, achei o motivo. maldito cabelo! e o loop seguia. tudo era sempre sobre mim e o meu cabelo.

me dá um nó no estômago só de escrever essas frases todas.

se eu disser que superei completamente isso, é mentira. mas a promessa foi feita e tem sido cumprida. eu me recuso a ficar mal pelo meu cabelo. me recuso porque isso muda o meu foco. me tira do lugar de cuidado pra me colocar numa posição de mendiga, que fica pedindo a cada três segundos que as pessoas me aceitem apesar desse pequeno defeito. eu esqueço de você, quando fico olhando tanto pra mim.

depois de tantos anos grudada nessa nhaca (por falta de uma palavra melhor), eu decidi que era hora de começar a me desprender. fui no médico. comecei um tratamento. fui num segundo médico, pedi uma segunda opinião. vou começar um novo tratamento na semana que vem. e vou prestar atenção pra que, nesse processo todo, eu lembre de cuidar das pessoas que encontrar no caminho, ao invés de ficar tão preocupada com o meu cabelo.

porque a verdade, minha gente, é que o meu cabelo não é nada comparado a sensação de cuidar de alguém, e de distribuir esse carinho por aí. quem lembra de cabelo, de pele, de pernas e pés quando abraça alguém querido, quando reencontra uma amiga de anos ou quando escreve um post de coração num blog? quem tem tempo pra ficar pensando nisso, quando tem tanta gente precisando que eu me olhe com carinho pra aprender a se olhar também?

a alimentação parece fácil de cuidar, comparado com algo que eu sempre usei tanto pra me sentir mal e no qual me agarrei como se fosse o motivo da minha existência. não é. nunca foi. nunca vai ser. distribuir carinho é a minha função no mundo, lembrar as pessoas da vida que elas já têm é o que eu preciso fazer. é pequeno demais reduzir a minha passagem por aqui ao número de fios que eu tenho na cabeça. é desmerecer a minha importância, é me deixar com 10 centímetros de altura quando a altura é algo que não consegue medir a minha essência.

então, a gente cuida. e se não sabe cuidar, aprende. penteia com carinho. vai onde a resposta tá pra cuidar do que precisa ser cuidado. segue o tratamento à risca (e não tenta inventar moda ou fazer o que você ‘acha melhor‘). treina olhar pro que é e não pras mentiras que você conta sobre você. e cuida. cuida, cuida, cuida, cuida. uma hora você nem vai perceber mais que agora mexe no cabelo com uma delicadeza que nem os melhores ilustradores conseguiriam captar em imagem. e cada fiozinho que você tem na cabeça te ajudam a contar uma história, uma verdade sobre quem você é e sobre quem as pessoas são. no fim, a sua beleza se torna compartilhável.

eu prefiro uma beleza compartilhável a ficar me admirando no espelho, achando que tô bonita com o meu cabelo de Ariana, mas certa de que tá todo mundo encarando a minha barriguinha flácida.

em tempo: eu consigo prever algumas questões a respeito desse assunto (sempre acontece, afinal). então, deixa nos comentários o que você gostaria de saber sobre isso que eu vou juntar tudo num post, tá bom? ♥

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