Dois filmes que me ensinaram sobre moda

Há alguns dias, a do Hey Cute! (beijos, amiga linda!) publicou um post muito legal sobre tudo o que precisamos aprender com o filme O Diabo Veste Prada, que é um dos meus preferidos. Revi o filme no final de semana, além de alguns outros que, curiosamente, também são mais ligados à moda, e separei dois que, eu acredito, me mostraram muito sobre esse mercado que eu gosto tanto.

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O documentário The September Issue é praticamente indispensável para quem pensa em trabalhar com jornalismo de moda. Isso porque, na minha humilde opinião, acaba com vários clichês a respeito da área, além de reforçar alguns outros que nós já conhecemos muito bem. O filme segue a produção da edição de setembro, a mais importante do ano para as revistas de moda – por conta do grande número de anunciantes -, da Vogue norte-americana, comandada por Anna Wintour. Ela é uma das mulheres mais poderosas do ramo e apesar de, sim, ter seus momentos de glamour, com festas badaladíssimas, primeiras filas de desfiles e encontros com estilistas, ela trabalha muito para fazer a revista sair do jeitinho que ela quer. Verdade, ela é conhecida como a mulher de gelo do ramo, mas vamos combinar que ela não chegaria a lugar nenhum se não tivesse um certo padrão de exigência? E ela não é a única que trabalha muito, viu? Entre editoriais que precisam ser refeitos porque não ficaram bons, até fotos que contaram com uma produção mega complicada e são tiradas da revista na última hora, além do estresse do fechamento de uma publicação tão importante, é impressionante ver como esse pessoal trabalha – muito mesmo! – para que você receba a revista lindinha em casa. Na hora de ler, parece que foi muito fácil, mas o número de profissionais, viagens, reuniões e discussões que aconteceram até ela ser impressa é mil vezes maior do que a gente imagina. Realmente, o glamour é muito menor do que se pensa, e a quantidade de trabalho mil vezes maior.

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Sim, eu sei, As Patricinhas de Beverly Hills não é exatamente um filme sobre moda ou uma revista de moda, porém foi um dos meus primeiros contatos mais conscientes com essa área e me mostrou como a imagem é importante. Verdade, as personagens do filme se preocupam com a aparência para manter o lugar como populares no colégio, mas isso, gente, é uma coisa que se leva para a vida: cuidar da aparência é importantíssimo, porque, querendo ou não, é o seu cartão de visitas mais visível. Isso não quer dizer que você tem que ser uma pessoa louca com moda, que usa todas as últimas tendências e todos os produtos de beleza do mundo, mas, sim, que é importante você pensar no estilo que mais combina com você e com a profissão que você quer seguir.
Outra coisa que o filme me mostrou é que você pode ter quantas roupas quiser no armário, de quaisquer estampas ou cores, mas um bom e velho vestidinho básico, monocromático, nunca falha. É o caso do Calvin Klein que Cher usa e que é famosos até hoje e também do pretinho básico de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (outro filme maravilhoso!).

Esses dois filmes também fazem parte da minha lista de preferidos e que, de verdade, revejo de tempos em tempos não só porque gosto, mas também porque é muito fácil esquecer o que uma vez eles me ensinaram (afinal, é tanta informação o tempo inteiro que não tem como guardar tudo para sempre). Para quem quer trabalhar em uma revista de moda (como eu!) entender um pouco melhor o seu funcionamento é muito legal, até porque, a maior parte da minha experiência é com web.
E, verdade, me identifico bem com o estilo da Cher de As Patricinhas. Não a parte dos conjuntinhos xadrez (pelo menos, não mais e não tanto assim), mas adoro uma peça mais basiquinha e clássica. Aliás, tô percebendo cada vez mais que sou bem normcore nesse aspecto.

Tem alguns filmes que vocês se identificam como esses dois?

Descobrindo o melhor tipo de viagem para você

Uma coisa que eu descobri com o Manias de Moça (meu antigo blog) é que eu gosto muito de falar sobre viagens. Talvez isso seja, justamente, porque eu AMO viajar e não consigo pensar em uma maneira de adquirir conhecimento maior do que quando você visita um lugar novo. Seja no interior do próprio estado, do outro lado do país ou mundo afora.

viagemFoto: Google Images

Viagem é o único gasto que te deixa mais rico, diz a cultura popular, e eu acredito muito nisso. Tanto que, eu mesma, gosto de trabalhar para poder viajar depois. E não são viagens curtas, não! Eu gosto muito de vivenciar o lugar, conhecer o máximo possível sobre ele, aprender sobre a vida local. Por isso, acredito que as viagens de longo prazo são as que mais combinam comigo, gosto de vivenciar ao máximo um lugar novo.

Isso não quer dizer que eu vou abrir mão de viagens mais curtas, seja para a praia em um final de semana ou para passar uma semana em Belo Horizonte, terrinha deliciosa que eu amo tanto. Mas eu, particularmente, gosto de uma viagem de imersão, entender bem como aquele lugar tão diferente do meu funciona, entendem? Ainda mais se for um país diferente.

Eu imagino o mundo das viagens divido em três categorias principais:

Viagens de longo prazo: mochilões e intercâmbios, por exemplo, quando você passa bastante tempo em outro lugar ou conhecendo outros lugares, seja pulando de cidade em cidade, seja vivendo em alguma cidade por bastante tempo.

Viagens recreativas: aquelas que você faz de férias, uma semana visitando um lugar novo, relaxando e aproveitando o momento longe da loucura do dia a dia.

Viagens de compras: aquelas cujo intuito é – obviamente – fazer compras (como normalmente os brasileiros fazem para Miami, nos Estados Unidos).

Essa escolha de tipo de viagem, claro, pode mudar ao longo da vida, assim como tudo, praticamente, e vai muito do gosto de cada um e do que cada pessoa busca com uma viagem. Para mim, independente do objetivo final – seja estudar, visitar, descansar ou comprar – uma viagem só tem a acrescentar. Tenho para mim que é a melhor forma de autoconhecimento do mundo e que todo mundo – todo mundo – deveria, pelo uma vez na vez fazer uma viagem maior, de um mês por exemplo, para sentir na pele como é sair totalmente da zona de conforto e aprender a se virar em outro lugar.

Com qual tipo de viagem vocês combinam mais? Já tô coçando para ir para algum outro lugar do mundo de novo!

Diário #03

Tenho pensado muito sobre confiança ultimamente. Vi ontem um post muito bacana no Fashionismo explicando que a Kim Kardashian, apesar de ser quem é e de ninguém saber exatamente (ainda!) o que ela faz da vida, é um exemplo de confiança.

Isso é verdade. Falem mal, mas falem dela, e sempre – sempre – tem alguém falando de Kim Kardashian. Ela usa vestidos que podem ser considerados justos demais, outros que não ‘valorizam o seu corpo‘ (o que quer que isso signifique), pode engordar demais durante a gravidez e ter um quadril bem mais largo que a cinturinha de pilão. Eu me identifico com a Kim, me vejo representada ali, naquele biotipo e nos erros e acertos da moda.

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E, mesmo com tudo isso, Kim mantém a pose, o nariz para cima e a confiança intacta. Verdade, às vezes ela pode chorar, mostrar sinais de fraqueza, de dúvida sobre si mesma. Mas até aí… Quem nunca passou por isso?

O que eu posso dizer, com toda certeza do mundo é que são pouquíssimas as pessoas que estiveram do outro lado da moeda, que sentiram uma confiança tão inabalável como ela sente, diariamente. Eu sou uma dessas.

Dizem que a confiança é a característica mais importante que uma pessoa precisa ter. Sabe, aquela coisa de amor-próprio mesmo? Eu acredito que nunca me senti verdadeiramente confiante. Uma pessoa segura de si, que saiba exatamente o que quer e que tem a força de vontade necessária para ir atrás disso. Eu sempre me senti… Pequena.

Com o tempo, claro, as coisas mudam um pouco e você aprende mais sobre como é importante, de verdade, amar a si mesma e, principalmente, acreditar na própria capacidade.  Confesso que é um dos aprendizados mais difíceis pelo qual tenho passado. Mas é necessário.

É também um exercício diário. Se Kim Kardashian faz isso ou não, eu não sei, mas aprendi um mantra que tem me ajudado a pouco a pouco, deixar de duvidar da minha competência e, consequentemente, ajudar com a minha confiança: ‘eu tenho o poder de mover o mundo ao meu redor‘.

Enquanto não chego lá (onde quer que seja), caminho seguindo exemplos como o da Kim, que posa completamente nua para a capa de uma revista e – quase literalmente – quebra a internet.

Diário #02

Eu nunca na vida usava batom. Nunca. Nunca mesmo. Eu passei por uma fase bastante revoltada (e por revoltada entenda pseudo-punk, cheia de raiva inexistente e música alta), em que eu fazia absolutamente o contrário do que minha mãe pedia. Ela implorava que eu colocasse saltos, eu usava tênis All Star; ela gritava que eu tinha que usar vestidos aquele dia, eu colocava minha saia xadrez e a minha camiseta do Blink. E eu era assim. Ainda sou um pouco, para ser sincera.

Mas batom sempre foi o tipo de coisa que eu nunca usava, mesmo quando essa fase começou a passar. A verdade é que a ideia que eu tinha de um batom era que ele chamava muito a atenção. E eu não queria isso. Chamar a atenção, eu, menina, parecia um grito por problemas, e isso era algo que eu não queria de jeito nenhum na vida. Logo se vê muitos outros problemas aí, mas isso é assunto para um outro post.

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Eu e o meu batom queridinho, da Maybelline, linha Intense, cor 34

E, então, eu lembro muito bem, do primeiro dia que decidi usar um batom vermelho. Eu estava no trabalho e sairia com algumas amigas depois do expediente e uma delas me emprestou um, para experimentar mesmo, explicando que eu precisava de uma corzinha porque estava inteira de preto.

A cara das pessoas me olhando, surpresas, eu nunca vou esquecer. Desde então, peguei amor pelo tal batom vermelho e uso mais do que qualquer oura coisa. Percebi que, assim como as saias, tem um lado bem poderoso. triste? Joga um batonzão vermelho que anima um pouquinho. O dia está difícil? Coloca um batom colorido nessa boca e sai batendo cabelo, ninguém aguentará o peso do forninho. Está se sentindo feia, apagada? Coloca um batom que ajuda.

Pode parecer besteira, mas funciona. Sabe aquela ideia de que você é invisível, que ninguém vê você andando na rua, no ônibus, no táxi? Um batom vermelho resolve esse problema em um instante. E isso pode ser uma coisa boa. Perceber que as pessoas estão notando você. Pode ser importantíssimo para construir a sua confiança. Tudo bem, pode ser que ninguém esteja realmente olhando para você. O importante é a sensação, o que vem de dentro. Para você se perceber como pessoa, como mulher, presente, ali, naquele momento, e a noção de que você pode fazer absolutamente qualquer coisa. É maravilhoso, e talvez um pouco assustador. Mas a verdade é que muda. De verdade.

 Agora, o batom vermelho está na minha bolsa todos os dias da semana, todos os meses do ano. Quando eu preciso de um up, ele está lá; e quando eu estou me sentindo e quero me sentir mais ainda, ele está lá também. E, mesmo quando eu estou me achando linda, sem maquiagem e com roupa de ficar em casa, ele também está ali, me dando apoio moral, afinal, ele é só um acessório e não a razão da minha completa da minha confiança.

Vocês gostam de usar batom vermelho? Têm alguma experiência marcante com um?

Vídeos de formatura que me inspiram

Eu sei o que vocês estão pensando: vídeos de formatura? Jura? Mas eu explico: aqui no Brasil essa tradição não é tão forte, mas nos Estados Unidos as Universidades elegem uma pessoa, inspiradora de alguma forma, para fazer um discurso na cerimônia de colação de grau. E tem alguns que são realmente muito bons e que me tocaram demais. Alguns que eu até mesmo guardei em uma pastinha especial para quando precisasse de um pouco mais de inspiração, um impulso extra para fazer o que eu queria. Tipo aquelas palavras de sabedoria para um dia chuvoso. Por isso, queria dividir esse meu segredo de inspiração, os meus cinco discursos preferidos, para que vocês também possam usá-los quando aquela dorzinha no peito aumentar.

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Essa mulher maravilhosa (da qual eu sou muito, muito, fã) fez um discurso lindo na Universidade de Harvard, em 2008, que fala sobre os benefícios do fracasso. Acredite ou não, eles existem e podem, sim, ajudar a construir o que seremos no futuro. Se você está no fundo do poço, só pode ir para cima, não é mesmo? Ela falou palavras realmente muito bonitas e cheias de referências para os amantes de Harry Potter.

Frase preferida: “É impossível viver sem falhar em alguma coisa, a não ser que você viva com tanto cuidado que é como se não tivesse vivido  – nesse caso, você falhou por default

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Esse é bem famoso. E, apesar de tudo o que já falaram sobre o Steve Jobs, é impossível não ver certa verdade nas palavras que ele diz nesse discurso. É um daqueles que eu revejo de tempos em tempos para me lembrar de que a vida é, realmente, curta demais para ser gasta com coisas que nós não amamos.

Frase preferida: “Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira de evitar a armadilha de que você tem algo a perder“.

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John Green é um dos meus autores preferidos ultimamente, e eu fiquei verdadeiramente emocionada com algumas das coisas que ele disse nesse discurso, principalmente, sobre como temos que nos inspirar nas pessoas da nossa própria vida e como é normal nós sermos um ninguém de vez em quando, um desconhecido, nos sentirmos um pouco perdidos.

Frase preferida: “Você vai ser um ninguém por algum tempo. Você vai fazer essa jornada da força para fraqueza, e, mesmo não sendo uma viagem fácil, ela será heroica“.

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Como não colocar a Ellen nessa lista? Ela é uma das minhas personalidades preferidas e eu adoro que ela mistura o humor nas palavras e mostra o lado bom de uma história bastante triste. A Ellen, que é gay, explica como esse detalhe da sua vida, essa parte de quem ela é, deu fim ao seu sonho, mas, mesmo assim, ela decidiu não mudar quem ela era para agradar Hollywood. Não valia a pena. E ainda não vale.

Frase preferida: “Siga a sua paixão e seja verdadeiro consigo mesmo. Nunca siga o caminho de outra pessoa, a não ser que você esteja perdido numa floresta e você vê um caminho, aí siga-o, por favor“.

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O meu preferido de todos, com certeza. Neil Gaiman, para quem não conhece, é o gênio por trás de Sandman, e o que ele fala no discurso, desde que eu o vi pela primeira vez, ficou comigo. O ponto principal do discurso dele é a importância de não perder de vista os nossos objetivos (‘a montanha‘, como ele diz). E, mais do que isso, usar os momentos ruins como impulso para ‘fazer boa arte‘. Tenho vontade de chorar toda vez que vejo, podem acreditar.

Frase preferida: “Eu espero que você cometa erros. Se você estiver cometendo erros, significa que você está fazendo alguma coisa. E os erros podem ser úteis“.

O que vocês acharam? Tem bastante tempo de vídeo aí, e é uma pena que eles não tenham versões com legendas (infelizmente mesmo!), mas vale a pena tentar tirar o melhor de cada um, mesmo com as barreiras linguísticas, e aprender um pouquinho com a história dessas pessoas para tirarmos da cabeça a ideia de que a vida tem que ser perfeita a todo momento e que cometer erros e falhas significa o fim do mundo. Não é bem assim. Espero que esses discursos inspirem vocês também!