Quero um cabelo curtinho. E agora?

Eu sei, essa pergunta pode parecer estranha. Se você quer cortar o cabelo curtinho (o que, nesse calor insano, é uma boa ideia), é só ir no salão e cortar, certo? Não é bem assim.

Lembro que quando eu cortei o meu cabelo no comprimento que ele está hoje (se você não sabe como é, é só olhar na fotinho da barra lateral ou visitar o Instagram do Desancorando!), foi uma decisão bem radical. Digo isso porque eu estava com vários problemas capilares, principalmente uma queda desenfreada que estava acabando  – literalmente – com todo pouco cabelo que eu tinha.

Então, peguei uma foto de Michelle Williams como cabelo joãozinho e cheguei no salão toda afobada, cansada do meu cabelo horrível. Falei pro cabeleireiro ‘corta assim!‘, apontado para a foto, bem animada, quando ele me respondeu ‘NEM PENSAR MENINA!‘. Fiquei em choque.

cabelo-curtinho-1Michelle Williams, musa do cabelo joãozinho, no Oscar 2011. Foto: Google Images

Aí, ele me explicou que, na verdade, o meu cabelo não comportava um corte daqueles porque eu, justamente, estava com pouquíssimo cabelo e ele não teria o volume necessário para ficar legal. Desanimei na hora, mas ele disse que, ainda assim, cortar bastante poderia ajudar não só com o tratamento que eu tinha acabado de começar, como também a minha autoestima.

Ele tirou bem um palmo e meio de cabelo e fiquei com um corte chanel. Depois disso, voltei lá e fiz um outro corte, ainda mais curto na parte de trás e com pontas na frente, e mantenho esse visual até hoje.

Pensando nisso tudo, se você tem muita vontade de mudar o cabelo radicalmente, é bom ter em mente alguns pontos importantes:

1. Tenha muitas referências: pesquise! Quanto mais você pesquisar, mais noção você vai ter do resultado final e de como ele pode ficar ao longo do tempo. Na hora de ir ao salão, leve o máximo de fotos possível, assim você também consegue bater com o cabeleireiro o que fica mais legal para você.

2. Faça o corte em etapas: se você é muito apegada ao seu cabelo compridão, uma ideia interessante é ir cortando em etapas, tipo a Miley Cyrus! Ela tinha o cabelo gigante, depois cortou na altura do ombro e, em seguida, na altura do queixo até, enfim, chegar no corte joãozinho. Assim você vai se acostumando com os cabelos mais curtos aos poucos e não assusta tanto com o look final.

cabelo-curtinho-2Evolução da espécie: o case Miley Cyrus! Fotos: Google Images

3. Tenha paciência: o cabelo curto é muito prático sim, mas parece perder o corte mais rápido do que quando o cabelo está comprido, afinal, você repara muito mais quando os fios estão fora do lugar. Então, entenda que a manutenção com maior frequência é necessária (eu, por exemplo vou no salão a cada dois meses, sem falta!) e adapte a sua rotina de produtos para que os fios fiquem do jeitinho que você quer, mesmo com esse crescimento mais notável. Ah, e se quiser deixar crescer… Mais paciência ainda, porque parece levar a vida inteira!

4. Escolha um profissional de confiança: vamos chegar num salão novo e desconhecido e nos jogarmos nos cortes pixie? Não, , Brasil? Na hora de fazer um corte radical como esse, o melhor é escolher um profissional que você conheça, que conheça o seu cabelo e com quem você tenha uma certa intimidade para debater ideias.

5. Seja clara: e já que estamos falando de debater ideias, seja sempre muito, muito, clara sobre o que você quer. Nada de dar liberdade total para o cabeleireiro e depois chorar as pitangas porque você não gostou do corte. Para isso, volte ao item 1 desta listinha!

Confesso que cortar o cabelo no comprimento que ele está hoje foi uma das melhores coisas que eu fiz, apesar de, atualmente, pensar em deixar ele crescer um pouco de novo. Até comentei sobre isso lá na fanpage do blog!

Já pensaram em adotar um corte desses? Eu super incentivo sempre! Adoro mudanças radicais!

Três filmes de romance para ver

Sem querer parecer clichê, mas já sendo, filmes de romance são os meus preferidos. Eu sou doida com esse gênero porque sou bem coração mole e gosto de suspirar no cinema, apesar de apreciar algumas explosões vez ou outra.

Eu tenho diversas listas de filmes preferidos (assim como os livros!), mas percebi que a predominância é por filmes românticos. Sim, sou uma romântica incurável, me processem! Dessas minhas listas, tem três filmes que, eu já percebi, eu revejo de tempos em tempos simplesmente porque os amo de paixão!

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SR. DARCY PEDE PRA CASAR COMIGO! Vocês vão ter que me perdoar, mas Orgulho e Preconceito é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos, porque é lindo de viver. Claro que eu também li a obra de Jane Austen e ela está bem alta na minha lista, mas eu não resisto à carinha de sofrimento que o Matthew Macfadyen/Sr. Darcy faz toda vez que a Keira Knightley/Lizzie Bennet dá um toco. E, vamos combinar, a história desses dois é linda, e a Lizzie é uma das personagens mais maravilhosas que eu já vi no cinema e na literatura! Só amor!

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Descobri esse filme meio sem querer, porque a impressão que eu tive é que ele nunca estreou no Brasil. Questão de Tempo conta a história de Tim (Domhall Gleeson), um jovem que descobre que tem o poder de viajar no tempo, para o passado, para rever acontecimentos da própria vida. O objetivo dele no momento é conseguir uma namorada, que aparece em Mary, interpretada pela incrível Rachel McAdams. Esse filme foi uma surpresa maravilhosa, já que eu tinha certeza que não ia gostar depois que vi A Mulher do Viajante do Tempo, também com a Rachel, e que achei bem fraco. Mas chorei tanto com a lindeza e delicadeza desse filme, que de tempos em tempos eu revejo simplesmente para lembrar da mensagem maravilhosa que ele traz. Vale a pena ver!

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Tudo bem que Moulin Rouge está mais para uma tragédia, um belo de um drama, do que para um filme de romance, mas eu sou encantada com essa história. A busca do amor pelo Christian, papel do Ewan McGregor, é algo com o qual eu me identifico muito, e o amor proibido dele com a Satine (Nicole Kidman – uma das mulheres mais divas do planeta!) é muito lindo. É bem triste, também, mas tem seus momentos de alegria que, com certeza, valem por muita coisa. Fora que os arranjos musicais são maravilhosos e o filme em si é muito lindo de se ver. Ele é dirigido pelo Baz Luhrmann, meu diretor preferido!

Vocês gostam desse gênero? Têm alguma indicação de filmes românticos? Eu estou sempre aberta a novas experiências cinematográficas! Aliás, mal posso esperar para ver Simplesmente Acontece, o filme inspirado no livro que eu falei aqui no blog, e que tem Lily Collins no papel principal!

Quem quer tudo acaba sem nada

Outro dia estava conversando com uma amiga sobre os rumos da vida. Como 2014 foi um ano complicado e difícil para mim e como eu quero fazer 2015 um ano diferente. Sim, porque eu tenho que querer mudar, as coisas não mudam sozinhas.

Adoro aquela releitura do ditado que diz: ‘Coisas boas acontecem para quem trabalha muito!‘ (ao invés de ‘coisas boas acontecem para aqueles que esperam‘ – all good things come to those who wait). E, aqui, não é um trabalho as in carreira, mas sim trabalho no sentido de correr atrás daquilo que você deseja.

Comentei também por aqui sobre a tal da felicidade e como eu estou repensando inúmeros conceitos porque passei muito tempo perdida, sem saber para onde ir. É bem isso: eu queria tudo e acabei sem nada. Eu queria um emprego novo, eu queria me realizar profissionalmente, queria um amor para chamar de meu, queria reformar o quarto, queria isso, aquilo, aquilo outro… E o ano acabou igual começou (figurativamente falando, já que meu 2014 começou em fevereiro, depois que eu voltei da França). Eu fiquei correndo feito louca e acabei morrendo na praia, porque não só é impossível querer tudo ao mesmo tempo e conseguir alguma coisa, como eu também não estava na melhor fase para querer coisa alguma.

Foi um ciclo vicioso, uma coisa puxou a outra e lá fui eu para o fundo do poço.

E aí minha amiga estava comentando como eu precisava ter calma – e talvez essa seja a minha palavra do ano – porque eu estou com a vontade de mudança tão grande dentro de mim, agora que estou melhorando, que a chance de cair no ciclo de novo é grande. Uma coisa de cada vez, ela me disse, porque eu não posso ter tudo ao mesmo tempo.

keep-calm

Ao passo que algumas coisas têm que acontecer naturalmente  – não dá para ficar martelando um ‘não quero ser mais triste‘ na cabeça e esperar que o sentimento vá embora da noite para o dia – outras precisam sim de um certo esforço, mas tem que ser, acima de tudo, um esforço igualmente natural e não forçado.

Eu sou uma pessoa que cobra demais de si mesma, o tempo todo, por tudo, e é difícil aprender a relaxar e colocar um pé na frente do outro na hora de andar. Por isso me embanano inteira. Se eu não consigo fazer alguma coisa que me dispus a fazer (por exemplo, gravar vídeos para o blog todo sábado), eu passo o resto do mês me matrizando por causa disso e uso isso contra mim, para provar que eu nunca faço nada certo. (olha a loucura!)

Claro que, se eu quero manter o canal do Youtube (se inscreve lá!) bem alimentado, eu preciso de uma rotina de gravação/edição/postagem, mas isso tem que ser feito por amor, porque eu quero, porque eu estou no clima e não porque ‘eu-tenho-que-fazer-se-não-o-mundo-acaba‘.

Agora que estou em um momento muito reflexivo, em que tenho pensado e repensado sobre a minha vida, o que quero com ela, eu consigo chegar a uma conclusão: eu preciso evoluir um dia de cada vez. Hoje eu faço isso, amanhã eu faço aquilo e se hoje eu esqueci ou não deu tempo, tudo bem, o planeta não vai implodir porque eu não coloquei dinheiro na poupança esse mês. Mês que vem eu tento de novo. E assim caminha a humanidade…

Quem quer tudo acaba sem nada porque não tem um foco e eu, de verdade, não tinha um foco. Agora acredito que tenho. Posso não saber exatamente o que eu quero ainda, isso é uma questão de aprendizado, mas sei que se continuar no desespero de mudar tudo de uma hora para outra eu vou acabar 2015 da mesma maneira que terminei 2014. E isso é algo que eu não quero mesmo.

Na Web #04

Mais uma semana que se foi e eu continuo com a certeza de que 2015 é o ano que mal conheço, mas já considero pakas.

Como foi a semana de vocês? A minha foi até que bem tranquila. Estou bem feliz porque consegui, mais uma vez, seguir o padrão de organização que eu criei para esse ano e isso é uma verdadeira vitória! Se continuar assim, não tem 2015 que me segure! Fora isso, a semana também teve vários momentos deliciosos que me dão ainda mais motivo para ser muito grata por tudo aquilo que eu tenho (apesar de alguns outros momentos básicos de crise de ansiedade!)

na-webFoto: Savvy Seller

Mas, sem mais, vamos aos links dessa semana!

1. Sobre aprender a dizer o que você pensa

2. Unpopular

3. Quem você é fora do trabalho?

4. Filmes para assistir em 2015

5. Kick those excuses to the curb (link em inglês)

Uma boa semana para todo mundo!

Playlist: Músicas para se sentir bem

Desde que o ano começou eu tô com a sensação de as coisas vão ser diferentes. Claro que quem tem que mudar sou eu, os anos continuam iguais – com os mesmos 365 dias, o mesmo ciclo lunar, as mesmas estações -, mas sinto que no dia 1º de janeiro deste ano, uma folha virou e eu comecei um novo capítulo. Adeus, velha Maki – olá, Maki do futuro!

feel-good

Por isso, desde então eu percebi que até mesmo o meu gosto musical, que sempre foi muito de acordo com o meu humor, tem passado essa vibe de ‘vamos nos sentir bem para conseguir tudo aquilo que a gente sonha‘. Estou muito viciada no CD do McBusted (fruto da minha banda preferida de todos os tempos, o McFly) que é muito animado e pra cima, bem nesse clima que dá vontade de dançar aloka por aí.

Para acompanhar esse ritmo, pensei em uma nova playlist com essas músicas que dão aquele up no humor e na confiança (porque eu acredito que música pode influenciar nisso também!). Tem algumas que estão em loop no meu iPod ultimamente, apesar de estar ouvindo o álbum do McBusted por quase duas semanas direto… Mas, vamos lá!

O que vocês acharam? Ah, e me recusei a colocar Happy, do Pharell Williams, porque não aguento mais essa música! Rsrsrs