Na Web #15

Desde que o ano começou, tenho tido semanas maravilhosas. Elas têm passado rápido, verdade, mas foi uma mais especial do que a outra. Mas essa última, com certeza, foi uma das melhores até agora. Não aconteceu nada demais, os dias se seguiram como de costume, mas o fato é que, pela primeira em muito, muito, tempo, eu senti uma coisa maravilhosa: amor.

Quero contar a experiência com mais detalhes em um post, mas precisava comentar aqui o quanto foi maravilhoso perceber que existe esse sentimento dentro de mim e que eu tenho só que acreditar para que ele apareça. Foi incrível e estou em êxtase até agora!

Como foi a semana de vocês? Espero que tenha sido tudo bem!

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Vamos aos links desta semana:

1. Tudo muda; as semanas de moda também!

2. Monday Words: Dare Greatly (*link em inglês)

3. 10 Lições de vida que eu aprendi com as Spice Girls

4. Como assim você não é MAGRA?

5. Nadando com estilo

O que acharam? Uma ótima semana para todos!

Eu não tenho ideias

Outro dia fui pensar sobre um assunto e… E nada. A verdade é que sou uma pessoa desprovida de ideias. Sabe como é? Você senta na roda de amigos, no bar mais próximo, e percebe que não tem nada a dizer sobre o assunto do momento.

Eu não sou uma pessoa criativa. Quer dizer, existem pessoas que tem ideias mirabolantes, maravilhosas, que mudam o mundo… Já eu não. Tenho pouquíssimas ideias e, quando elas aparecem, são aqueles pensamentos repetitivos e engraçadinhos que, na verdade, servem apenas para divertir o grupo em meio à uma sessão de brainstorming.

ideias

Falando em brainstorming… Mal sei o que é isso. Me dê uma folha em branco e veja a fumaça sair pelas orelhas, uma reação imediata à pressão que é inventar qualquer coisa que ocupe aquela tela em branco. Aliás, nem me fale em telas, porque se pensar ideias aleatórias já é difícil, imagine criar uma verdadeira obra de arte.

Eu não tenho ideias. Sou uma pessoa que não tem ‘esse tipo de criatividade‘ porque, sabe como é, nem todos podem ser gênios criativos. Minha cabeça é como um céu nublado, nuvens amorfas voando de um lado para o outro, sem rumo, sem nunca dissolver em grossas gotas de chuva nem dissipar com a presença do vento forte.

Minha cabeça é vazia de ideias porque minha mente nunca teve muito tempo parar digerir direito aquilo que come. Convenhamos que a velocidade e a voracidade do mundo atual pouco espaço deixa para a boa digestão de inspirações.

Diz Austin Kleon que “você é a soma de suas influências“, mas, realmente o que é uma influência? Seriam os livros que eu engulo sem pensar muito bem onde começam e quando terminam? Os seres criativos – de verdade – que eu acompanho através de 140 caracteres? As manchetes que eu casualmente leio, sem grande profundidade, enquanto corro em direção ao ponto de ônibus todos os dias pela manhã?

Sou desprovida de ideias porque, provavelmente, nunca parei para cheirar as rosas e observar a perfeição de suas pétalas, ou para sentir o gosto daquele macarrão com presunto de parma que eu comi naquele restaurante naquele lugar que eu nem lembro mais onde é. Daquele dia lembro só do sol de inverno aquecendo com paciência o meu corpo enquanto em comia talvez o prato mais bem feito que já vi na vida.

Sou tão sem ideias que até escrever este post foi um parto. Senti, no fundo da minha mente, surgir uma luz morna, fraquinha, que entre um piscar e outro dizia ‘olha pra mim, eu sou uma ideia!‘. E eu relutei a olhar, a princípio, até que me dei conta que talvez perdesse mais uma oportunidade incrível e corri feito uma alucinada atrás da luz, que insistia em fugir de mim. Gritava ‘Ideia, volta aqui, eu preciso de você!‘, mas ela me fez sofrer até que, enfim, conseguisse segurá-la forte com as duas mãos e passá-la para este papel metafórico.

Queria ter mais ideias sobre mim, sobre você, sobre o país e sobre o mundo. Queria transformar uma folha em branco em uma mandala de mil cores daquelas que você quer enquadrar de tão bonita. Queria fazer retratos em carvão em uma praça qualquer e queria ter o tipo de criatividade que faz as pessoas falarem ‘Puxa, queria ter ideias assim!‘.

Queria ter mais ideias, mas na falta delas, coloco pensamentos aleatórios no mundo, esperando que algum deles grite que sim!, eu fui criativa, ou que, simplesmente, desanuvie esse céu multicolorido e traga de volta o olhar tecnicólor da criança que eu deixei para trás.

Porque este ano eu comemorei a Páscoa

Eu já fui bastante religiosa. Minha família é católica, eu fui batizada e ia à missa com os meus pais e o meu irmão todos os domingos. Depois de um tempo, essa ligação com o catolicismo sumiu, porque eu comecei a questionar muitas coisas, e aprendi que algumas das minhas crenças eram diferentes daquelas que a Igreja pregava. Hoje, digo que sou muito mais budista do que católica, mas isso é assunto para outro post.

A Páscoa terminou ontem, mas posso dizer, com convicção, que este ano eu a celebrei. Não se enganem, eu não reencontrei a minha veia católica, não fui à Igreja, nem nada disso (não que tenha algo errado com isso! Cada um tem a sua crença e a celebra de acordo). Mas, para mim, esse ano o rito de passagem, de morte e ressurreição, de libertação, fez muito mais sentido. Não porque aconteceu com alguém há mais de dois mil anos, mas porque aconteceu comigo.

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Pode parecer um exagero, mas ano passado, eu percebi que estava morta. Por dentro, era como se fosse isso mesmo. Eu já não sentia mais nada, não queria sentir mais nada, não queria fazer nada. Eu sobrevivia, dia após dia, sem nunca estar presente em nada do que eu fazia. Hoje eu percebo de onde tudo isso vem, mas, naquele momento, era como se eu nem mesmo estivesse viva, apesar do meu coração continuar batendo e eu inspirar e expirar a cada segundo.

Com a virada do ano, fiz uma promessa de que 2015 seria diferente, de que eu sairia daquele ponto baixo para nunca mais voltar e hoje estou mais forte do que jamais fui, reaprendendo a viver. Eu, de verdade, renasci. A meu ver (e que fique claro que essa é a minha opinião pessoal), fé alguma me tiraria daquele ponto se eu não pudesse acreditar, de coração, que eu sairia dali. Se em algum cantinho do meu corpo eu ainda achasse que ele fundo do poço era o meu lugar, que eu merecia aquilo e tudo o que vinha junto, toda a dor, todo o sofrimento. Não, gente, eu não mereço viver sofrendo, ninguém merece.

Então, sim, este ano eu celebrei a Páscoa. No domingo, eu olhei ao redor e me senti feliz por estar viva, por poder sentar com a minha mãe e a minha cachorrinha na padaria, tomar um suco e não sentir culpa por respirar, por ocupar o espaço no mundo de alguém que é ‘mais merecedor’. Todos nós somos igualmente merecedores de um lugar ao sol. Acho que eu, finalmente, estou encontrando o meu.

Com isso, eu digo: feliz Páscoa para todo mundo. Que vocês também renasçam, se encontrem, se transformem, se libertem e percebam, todos os dias, como é bom estar por aqui.

Na Web #14

Abril, seu lindo, você chegou! Apesar de ter comentado que março passou super rápido, pra mim a última semana do mês durou uns 40 anos! Mas enfim, começou um novo mês e… Tudo continua mais ou menos na mesma, como é de se esperar. Ahahahahaha!

Como foi a semana de vocês? Essa semana teve feriado e eu dormi PRA BURRO! Confesso que estava sonhando com esses dias de folga porque tenho trabalhado demais e descansado de menos, então ter um dia a mais pra ficar em casa (mesmo que trabalhando um pouco ainda) foi muito bom. Vocês aproveitaram bem o descanso?

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Vamos ao links da semana!

1. São vidas, todas elas

2. Fall Out Boy e suas letras positivas (sim!)

3. A magia de estar em um desfile de moda é a mesma?

4. Autoestima: como eu descobri a minha

5. Todo mundo é um pouco stalker

Curtiram? Têm alguma dica de link legal pra passar? Mandem aí nos comentários!:)
E uma boa semana (e boa Páscoa!) pra todo mundo!

Três músicas que são o meu vício do momento

Acho que todo mundo passa por isso, mas de tempos em tempos eu fico com algumas músicas na cabeça, que eu ouço repetidamente até que enjoo. E aí eu redescubro essas músicas e o ciclo se repete.

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Ultimamente eu tenho escutado menos música do que no passado, acho que por conta de tudo o que eu estou passando, mas algumas têm aparecido com muita frequência sempre que eu coloco o fone de ouvido. São elas:

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Eu amo The Vamps. De verdade, adoro as músicas do grupo britânico e essa, particularmente, é uma das minhas preferidas do álbum Meet The Vamps. Primeiro, porque tem aquela vibe de música romântica, com um violãozinho e uma melodia mais tranquila. E, segundo, porque a letra fala muito com o que eu ando sentindo ultimamente. Meus versos favoritos são:

Cause I can see that the candle you hold inside / Has a cloud around it. / How can a heart like yours be that high and dry / When it burns the brightest” (“Porque eu posso ver que a vela que você tem dentro de si / Está encoberta por uma nuvem / Como um coração como o seu pode estar tão desamparado / Quando brilha tão intensamente“)

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Já até coloquei McBusted em uma das playlists que fiz para o blog, e essa, de longe, é para mim a música mais legal do primeiro álbum deles. É uma música tão para cima que é impossível  não ouvir e sair dançando por aí feito doida no meio da rua (o que eu faço, claro).

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A música foi feita para o filme 50 Tons de Cinza (que eu não vi nem tenho interesse em ver), mas descobri sem querer pelas minhas andanças no Youtube e fiquei completamente apaixonada. Não sei porque a música me dá vontade de dançar um pas de deux daqueles bem cheios de energia e paixão! Eo refrão (Love Me Like You Do Lo-Lo-Love Me Like You Do) fica o dia inteiro na cabeça!

Vocês curtem alguma dessas? Têm alguma música bacana para indicar?