Kendall Jenner e o futuro da moda

A revista Glamour deste mês trouxe uma pessoa um tanto quanto polêmica na capa (Thássia Naves!), mas tem uma matéria muito bacana sobre internet e, mais especificamente, sobre a tal compra de seguidores para Instagram, Facebook e afins, além de uma reflexão sobre a importância da relevância e do engajamento online e, claro, valores de publi-editoriais (que podem ser tema para um outro post!).

kendall-jenner-1Tanto que, na carta escrita pela Mônica Salgado (diretora da redação da revista!) sobre a edição, ela explica, por exemplo, que Kendall Jenner pode não ser a mais bela das modelos, mas ela, com certeza, é a mais relevante para o momento. Já cheguei a comentar sobre a admiração que tenho por Kim Kardashian aqui no blog, e com a irmã mais nova da socialite não é muito diferente.

Kendall pode vir de uma família super exposta no mundo, afinal, ela tem a vida inteira passada na televisão mais próxima com os realities da família, mas ela teve que começar na moda como qualquer outra pessoa. E mais! Por ser justamente quem é, ela sofreu preconceito na hora das seleções para os trabalhos, porque sua família é até considerada meio bagaceira. Ela chegou a contar que deixou de usar o sobrenome para tentar se desligar do clã Kardashian e conseguir os trabalhos por mérito próprio.

Isso, somado ao fato de que ela pediu distância dos familiares nos primeiros desfiles que participou, lhe rendeu uma acensão meteórica no mundo fashion. Ainda mais quando é colocado na equação a relevância online que essa menina tem. Como a própria Glamour colocou na carta editorial do mês, Kendall tem mais de 18 milhões de seguidores no Instagram, enquanto nossa querida Gisele Bündchen está nos três milhões e meio.

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Kendall para a revista Interview e na passarela da Givenchy no ano passado

Quando eu paro para pensar em moda, eu vejo que a internet é cada vez mais relevante nesse meio. Revistas e blogs têm seu espaço (tem pra todo mundo, sempre, como já disse a querida Carla Lemos, do Modices), mas as gerações mais novas, com certeza, passam mais tempo online do que lendo revista. Kendall é um verdadeiro exemplo disso. A menina é uma influência tão grande, tem tanto engajamento na rede, que é impossível ela não ser vista como uma verdadeira potência no cenário fashion. Não é toa que até mesmo a Vogue, que até então tinha certa aversão às Kardashian, colocou a Kendall no recheio mais de uma vez, e a irmã, Kim, na capa. Ou seja, é o que tem espaço online mostrando seu potencial offline.

Eu, honestamente, adoro a Kendall. Não só acho a menina linda de viver, como uma modelo de muito potencial (ela já fez umas campanhas incríveis!), tem um estilo super bacana e é divertidíssima nas redes sociais. Admiro mesmo e a considero uma das modelos mais importantes da atualidade, ao lado de nomes como Cara Delevingne (que é outra que manda muito bem no Insta, com mais de nove milhões de seguidores!).

Vocês curtem a Kendall? Já vi a irmã de Kim, Kourtney e Khloé em várias passarelas e sempre acompanho os editorais e campanhas que ela estrela e gosto demais do resultado! Parece mesmo levar o trabalho super a sério e tem feito de tudo para fazer o nome se destacar lá fora! O que vocês acham?

Na web #06

Fevereiro chegou! Gente, às vezes eu tenho a sensação que janeiro é igual agosto: um mês que dura um ano inteiro! Mas agora passou e, olha, confesso que fiquei beeeeem feliz com o meu janeiro. Um dos melhores meses que tive em muito tempo. Claro que tem muito daquilo que eu já comentei, de que 2015, para mim, começou como um ano melhor, principalmente porque eu quero que ele seja um ano diferente e – dur! – melhor. Que o resto do ano seja assim também!

Como foi a semana de vocês? Eu me enrolei bem com as postagens do blog, como vocês devem ter visto. Não queria que isso tivesse acontecido, mas prometi que em fevereiro não pularia nenhum post que pensei para o Desancorando, começando por este Na Web!

na-webFoto: Savvy Seller

Então, vamos aos links de hoje!

1. Ideias bem lindas para fazer na sua parede de lousa

2. A dança entre a mudança e a resistência

3. Compramos o sonho

4. Nenhuma mulher deve ser julgada pelo seu corpo, nenhum corpo precisa ou deve ser justificado

5. Mixtape: as melhores power ballads de todos os tempos

Curtiram?

Diário #09 – O look da fulana não é melhor que o seu

O bacana (e às vezes o chato também) de estar em uma fase muito reflexiva é que todo e qualquer assunto vira motivo para – isso mesmo – reflexão. Sou apaixonada por moda, como já comentei por aqui, mas acho que, recentemente, descobri uma paixão muito maior pelo estilo pessoal do que pela moda em si.

Explico: qual a diferença entre uma menina que usa roupas de marcas caríssimas e tem milhões de seguidores nas redes sociais, e da outra que usa combinações super estilosas com peças da Riachuelo e Renner e tem apenas amigos no Instagram? Provavelmente uma delas é considerada ‘bem vestida‘ e a outra não.

look

A verdade, porém, é que o look de ninguém é melhor do que o de outra pessoa. Eu ainda estou em busca do meu estilo pessoal. Não fui uma das sortudas que já nasceu com aquela confiança de saber exatamente o que quer ter no guarda-roupa. E tudo bem, gente, isso é normal. Eu estou me descobrindo ainda. A amiguinha do lado pode estar no mesmo momento que eu e isso é muito bacana.

Não significa que a insta-celeb tenha o estilo certo e o meu seja errado. Muito pelo contrário. O legal de estilo é isso, não tem certo ou errado, cada um usa o que quer, o que combina e reflete a sua personalidade, quem você realmente é. Julgamentos, aqui, não são nem nunca serão válidos.

Marca não quer dizer estilo. Já vi muita gente riquíssima e que tem um mal gosto absurdo, assim como vi pessoas humildes com um estilo de dar inveja. Dinheiro não traz felicidade nem bom gosto, já diz a sabedoria popular.

Acredito cada vez mais que o querer pode ser o filtro que embaça a visão de todo mundo nesse sentido. Querer uma roupa cara dá a entender que ela é melhor do que a roupa mais baratinha que o seu orçamento comporta. Nada disso, gente. Verdade, qualidade é melhor do que quantidade, antes uma peça boa do que trinta de tecidos questionáveis, mas cada um se veste como pode, com o que tem. Isso não quer dizer que o look da amiga do lado é melhor do que o seu.

E o dress code também se encaixa aqui. A adaptação ao meio tem que vir de cada um. Advogada não usa vestido de balada para a corte, assim a madrinha de casamento (ou ninguém, nesse caso) usa calça jeans no dia da cerimônia. No entanto, seja o seu terninho Renner ou Dolce & Gabbana, essa adaptação é a mesma.

O que cada um escolhe usar depende de uma série de fatores que vão muito além da imagem do Instagram e da conta bancária da mocinha do lado de lá. A grama do vizinho sempre parece mais verde e essa é uma armadilha que o nosso ego utiliza – e muito! – para nos auto-sabotar. A gente se compara com a pessoa do lado e não percebe o que tem no próprio prato.

As tais it-girls fazem sucesso porque passam um ideal que, hoje em dia, as pessoas querem muito consumir. E, nessa viagem, quem lembra da moça que se vestiu feito uma idiota para ver se era fotografada durante as semanas de moda? Ideal pode enganar também.

Por isso, talvez o conselho do dia seja: não olhe tanto para o lado e sim para si mesma. Se você se veste como se veste hoje, tem um motivo, e se você acha que isso não combina com quem você é no momento, se comparar com os demais não vai tornar o seu look ‘melhor’. Autoconhecimento ajuda a colocar para fora o que a gente sente por dentro. Para mim, é isso que a moda representa e, provavelmente, vai sempre representar.

Vocês concordam com essa ideia? Tenho certeza que muitas de nós já nos pegamos observando a pessoa do lado e se sentindo ‘diminuída’ por achar aquele look melhor. Mas não é não. Você pode usar um saco de batatas, mas se for com confiança, se ele representar quem você é, vai ser o saco de batatas mais lindo que o mundo da moda já viu.

Pulando a cerca no red carpet

Eu amo essa temporada de premiações, quando as famosas usam mil vestidos diferentes para as variadas premiações e a inspiração de moda borbulha. Deixando de lado as escolhas de melhores e piores looks (posso achar essa eleição de ‘piores?), tenho prestado muita atenção nas celebridades que esquecem o tradicional vestido longo para apostar em modelitos que são muito diferentes e levam ideias diferentes para o tal red carpet.

A mais recente delas foi Emma Stone no tapete vermelho do SAG Awards, que aconteceu no último domingo, dia 25. Fiquei en-can-ta-da com o visual Dior que ela usou. A ideia de levar o masculino para o red carpet, que é sempre tão cheio de influências femininas, com frufurs e rendas, é maravilhosa, ainda mais com um modelo tão sexy como o dela! O paletó + saia transparente é lindo de viver e combinou muito com a atriz, mesmo ela própria já  tendo apostado tantas vezes em looks femininos.

emma-stone-1Foto: Just Jared

Aliás, ainda falando da Emma, que acabou sendo a escolhida como inspiração para o post, se os tuxedos não têm aparecido com cada vez mais frequência no guarda-roupa das mulheres, com algumas adaptações, os macacões estão fazendo parte da transição. A própria Emma mais de uma vez já escolheu uma peça dessas para variar  bom e velho vestido longo e acabou sendo super elogiada pela escolha nas mídias internacionais.

Também esse ano, ela usou um macacão maravilhoso da Lanvin no Globo de Ouro que exemplifica bem o que eu estou falando. A peça não precisa ser totalmente masculina para ter elementos masculinos, mas, só de não ser um vestido, já é uma quebra de protocolo beeeem legal, e, confesso, eu adoro nisso!

emma-stone-2Fotos: Google Images

Acho que dress codes devem, sim, ser respeitados, mas alguns looks diferentes, mais ousados ou com uma proposta bacana cabem muito nos red carpets! E é sempre um respiro legal da mesmice, ? O que vocês acham? Vocês gostam dessas mudanças?

Na web #05

As semanas podiam começar a passar mais devagar, hein? Eu pisco e já é domingo! Como foi a semana de vocês? Queria dizer que nos últimos dias fiz muitas maratonas de filmes e séries no meu tempo livre e agora estou com peso na consciência porque procrastinei um monte de coisa que precisava fazer… Mas, é a vida, eu acho. Acontece nas melhores famílias.

De qualquer maneira, minha semana foi bem boa (fora o tempo que eu perdi no Netflix – que também foi bom, vai) e até que bem surpreendente. Engraçado que, quando você menos espera, as coisas acontecem, não é mesmo?

na-webFoto: Savvy Seller

Mas, sem mais delongas, aos links de hoje!

1. O vídeo mais inspirador do dia

2. Uma tattoo por uma vida melhor

3. Livros de budismo que eu tenho e recomendo 

4. Um dia para se desconectar

5. O que usar quando a gente não quer usar nada

Curtiram? Se tiverem dicas, deixem nos comentários! E até semana que vem! :)