Na Web #17

YAY! Domingo é dia de mais um Na Web, e vocês não tem ideia de como eu gosto desse tipo de post. De verdade, passo a semana inteira pensando em quais links vou separar para colocar aqui!

Mas, enfim, como foi a semana de vocês? A minha foi maravilhosa, cheias de surpresas deliciosas e conversas reveladoras. Tenho certeza que, por conta do curso que eu fiz, eu mudei muito, e num espaço tão curto de tempo. Estou muito surpresa com a forma como as coisas evoluíram.

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Sem mais delongas, os links de hoje:

1. Reflexão: a beleza e a preguiça

2. A triste geração que virou escrava da própria carreira

3. Como organizar: feriado em casa

4. 7 coisas da SPFW que levaria para a vida

5. A transição de Bruce Jenner

E, aí? Curtiram? Têm alguma sugestão para a próxima semana?

Blogs, inspiração e o hábito

Semana passada eu estava pensando em como queria voltar a criar um hábito de postar com mais frequência no blog. Eu, curiosamente, acompanho muitos blogs sobre o assunto (em uma leitura bastante metalinguística), e uma coisa que todos dizem é que o melhor para quem quer crescer com um blog é manter um hábito de postagens.

Isso quer dizer que é mais vantajoso eu postar todos os dias às 8h da manhã pontualmente do que postar duas vezes na semana em horários aleatórios. Isso não só me ajuda a ser mais organizada com as postagens, como também cria o hábito do leitor, que aprende que todos dos dias, nesse horário, tem texto novo.

escrever

Eu escrevo em blogs desde que me conheço por gente, e não consigo imaginar minha vida sem esse meu espaço virtual. No começo do ano, comentei como queria investir muito aqui, mas a vida (mais especificamente, o trabalho) e todos os meus tratamentos entraram um pouco no caminho.

Explico: O fato de eu postar todos os dias estava se tornando uma obrigação, e não algo que eu fazia porque queria fazer de verdade. Tanto que, se vocês prestarem atenção, não só os temas ficaram um pouco mais semelhantes (basicamente falando sobre a vida, o meu tratamento e as mudanças que eu estou vendo em mim), como também as publicações ficaram beeeem mais esporádicas. Confesso que estava apenas sentando para postar quando eu sentia vontade de dividir alguma coisa com vocês por aqui.

A tal da inspiração estava difícil de encontrar porque eu me forçava a escrever aqui. Me deixar escrever apenas quanto tinha uma vontade genuína de publicar alguma coisa melhorou bastante o meu processo e também tirou a pressão de escrever obrigatoriamente no blog. Eu parei de me culpar em não postar e isso foi o mais importante. Porque esse espaço é a minha casa, se eu não for eu mesma aqui, onde vou ser? Então, de fato, eu não poderia fazer as coisas por pressão ou obrigação. Não tornaria o blog diferente do meu trabalho.

Engraçado que, com esse tempo de posts esporádicos, eu comecei a redescobrir também a minha criatividade. Comentei aqui que sentia como uma pessoa sem ideias, mas a real é que não só a depressão afeta – e muito! – esse processo, como eu também não parava para prestar atenção no que a minha mente me dizia. Estou recuperando esse lado criativo perdido e o curso que eu fiz no último final de semana, me ajudou a ver com clareza a minha missão.

Então, quero tentar voltar a blogar com uma periodicidade maior, mas, ainda sem qualquer tipo de pressão. Acho que três dias por semana é um bom começo, pelo menos para retomar o hábito. Não vou prometer tags fixas semanais (apesar de algumas, como a Diário e a Na Web serem mais fáceis de fazer), mas deixar que os temas apareçam naturalmente.

Quero também voltar a fazer vídeos (que eu parei MESMO desde que todo o processo de recuperação começou), mas também não vou prometer nada. Quero que vocês entendam como esse primeiro passo já é enorme para mim, essa vontade de fazer, de criar, algo que até um mês me parecia um verdadeiro sacrifício.

A vida tem me mostrado coisas maravilhosas ultimamente, e eu descobri que é isso que eu quero fazer, mostrar toda essa maravilhosidade de volta, ajudando, da maneira que seja, vocês a encontrarem a vontade de viver. Confesso que foi realmente emocionante descobrir isso em mim.

Enfim, precisava externalizar esses pensamentos e tentar ao máximo colocar em prática os planos que eu tenho. Mais importante que tudo isso, é manter a minha missão em mente, que o resto vem! :)

Tem alguma coisa em especial que vocês gostariam de ver por aqui? Planejo fazer uma pesquisa de público mais para frente, mas por enquanto, vocês podem pedir nos comentários! Ah, eu posso adiantar também que os posts vão entrar sempre às 10h!

Diário #16 – Sobre a grandiosidade da vida

Eu nunca tinha parado para pensar que existia outra coisa além daquilo que eu conhecia. Acordar, ir para a escola, depois faculdade, depois trabalho. Almoçar no meio do dia, jantar à noite, ir ao cinema nos finais de semana, na balada às sextas e na missa no domingo.

Quando era mais nova, costumava pensar que eu era muito maior do que aquilo tudo. Tenho a memória, muito viva na minha cabeça, de achar que eu devia, com o perdão da palavra, ‘ser muito foda‘ para Deus ter me colocado no mundo. Me sentia muito maior do que eu era de verdade, lá do alto dos meus 10 anos.

vida

Com o passar do tempo e com a evolução (ou seria deterioração?) de algumas relações interpessoais, eu coloquei na minha cabeça que, ao contrário do que eu pensava, eu não era foda coisa nenhuma e que tudo aquilo não passava de um grande castigo cósmico. A minha vidinha medíocre e sem paixão era o que eu merecia por ser assim tão errada. Eu ‘nunca seria‘ essas pessoas incríveis que enriquecem cedo, nunca teria um relacionamento bom de verdade, que não fosse abusivo de qualquer maneira, nunca seria uma profissional respeitada no meio… Nunca, nunca, nunca.

E aí eu senti o amor. E aquela foi a primeira vez que eu senti como se fosse muito maior do que esse mundinho minúsculo, essa caixinha de Pandora que eu criei para mim mesma. Foi como se eu tivesse uma engrenagem totalmente enferrujada no coração, que tinha parado de funcionar à força há muito tempo, e eu ouvisse o TRECK enferrujado avisando que ela voltaria a rodar.

Depois disso, e com uma grande ajuda (que apareceu na forma de um dos cursos mais incríveis que eu já fiz na vida) eu entendi que aquilo que eu sentia não era só o amor que lutava para ser sentido, mas também a energia da minha própria vida, aquela coisa inexplicável que faz com que o mundo seja o mundo tal como o criamos e vemos.

Poucas experiências são tão maravilhosas quanto sentir uma força vital tão grande como essa depois de passar tanto tempo em um estado oco. Eu virei uma chave, naquele momento, junto com outras pessoas que estavam tão ligadas à mim que éramos todos um só, como a vida de verdade simplesmente É.

Tenho certeza que essa chave nunca mais vai ‘desvirar’, isso é simplesmente impossível. E tenho certeza também que muitas outras serão viradas no futuro. Enquanto isso, eu espero, de coração, que esse post possa levar um pouquinho do amor que eu senti para cada um de vocês e que possamos, juntos, nos tornar um só novamente.

Na Web #16

Dá para acreditar que abril já está acabando? Incrível como março pareceu durar uns três meses e aí esse mês (cheio de feriados maravilhosos, diga-se de passagem), passou super rápido.

Como foi a semana de vocês? Semana passava não tiveram os links da semana por um motivo muito simples: eu estava acabada! Teve SPFW na semana anterior e aí eu trabalhei no sábado AND no domingo, então vocês já viram, né? Só conseguia pensar em dormir.

Fora isso, essa foi uma das semanas mais incríveis da minha vida. A começar porque eu tive ‘alta’ do psiquiatra, que me pediu um retorno só em dois meses por conta da evolução do meu quadro depressivo. E em seguindo porque eu fiz um workshop num lugar incrível, a Coexiste, que me colocou de volta em contato com quem eu sou de verdade. E essa sensação, gente, eu vou levar comigo para sempre.

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Mas, sem mais delongas, vamos aos links dessa semana!

110 conselhos de empreendedores de sucesso

2. A Geração Z: fim da linha e recomeço

3. A ciência explica porque se deve gastar dinheiro em experiências e não coisas

4. Se vestir é um exercício de autoconhecimento

5. O que acontece depois que você chuta o balde

Curtiram? Domingo que vem tem mais! <3

Diário#15- A vez que senti o amor

Eu achava que continuava sentindo as coisas como sempre. Todos os sentimentos: alegria, tristeza, amor. Mas a verdade é que, quando tudo o que você é o tal do cachorro preto, os sentimentos bons meio que se perdem no meio dos ruins, e fica difícil de perceber o que realmente é alegria e o que é desespero disfarçado de ‘tá tudo bem’.

Há algumas semanas, eu fui a um programa que frequento, e perguntei para o fundador da escola como eu fazia para viver sem medo. Ele me explicou que isso leva tempo e treino, mas que querer já era meio caminho andado. Querer ver com clareza. O que, claro, é o que eu quero, tanto que até já dei adeus para o tal medo, apesar de ele ainda aparecer de tempos em tempos tentando saber como eu estou.

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Outra coisa que eu falei, naquela ocasião, é que, às vezes, eu sentia como se não soubesse que o amor que eles tanto falam na escola existia dentro de mim. E aí, minha gente, a coisa mais maravilhosa do mundo aconteceu: ele pegou na minha mão, olhou bem fundo nos meus olhos e me disse ‘está tudo bem‘. E eu senti.

Eu senti o amor. Não se enganem, não é o tipo de amor romântico que vocês estão pensando. É o amor mais puro que eu já senti na vida, e pareceu como se fosse a primeira vez que eu sentia qualquer coisa. Naquele momento, não existiam dúvidas, não existia medo, não existia tristeza, depressão, desespero. Não existia nada além daquele sentimento maravilhoso que ocupou cada centímetro do meu corpo, lembrando que eu estou viva e que, sim, o amor existe dentro de mim, eu só preciso acreditar.

No dia seguinte, acordei num estado de êxtase tão grande que não consigo nem explicar. Foi como seu eu ainda estivesse meio sonolenta, lutando contra a dormência e o sono, e, naquela hora, eu estava, de verdade, acordada. Sentir aquilo me lembrou o quão maravilhoso é acordar todos os dias e me sentir bem comigo mesma e me amar, coisa que eu nunca tinha experienciado antes, eu acho.

Agora mesmo, enquanto escrevo estas palavras, sinto o sentimento crescer no meu peito, uma dorzinha boa me avisando que ele está ali, querendo ser sentido, e eu deixo ele tomar conta de mim e trazer lágrimas aos meus olhos, me lembrando que ele esteve aqui o tempo todo, eu só estava muito distraída com ideias sem sentido para prestar atenção.

Que alegria que é sentir esse amor, por mim, pelo próximo, por tudo! Não sentir medo, não ter dúvidas, não questionar cada passo que eu dou sem ficar paralisada de medo pelo o que os outros vão pensar de mim.

Aquela noite de abril, com certeza, foi uma das mais bonitas da minha existência, porque me fez acordar para o fato de que eu estou viva e que eu amo e sou amada.