Beleza: bob hair, o queridinho da vez

Quando eu era mais nova, morria de inveja das amiguinhas do colégio porque o que reinava naquela época era o cabelo compridão. Mas compridão meeeesmo, super lindo e volumoso, tipo modelo da Victoria’s Secret. Por motivos de genética, nunca consegui ter esse cabelo e acho que essa é uma das minhas maiores frustrações de beleza da adolescência.

bob-hair-1Foto: Instagram Lauren Conrad

Problemas do passado resolvidos, decidi cortar o cabelo, curtinho mesmo, no ano passado por questões de saúde (que serão explicadas mais para frente), e desde então, tenho visto um milhão de referências desses cortes por aí! É aquela coisa: você compra um carro prata e, de repente, só vê carro prata para tudo quanto é lado! Parece que atrai!

Eu trabalho muito em contato com o ramo das celebridades, então é de se esperar que a maioria das minhas referências venha de lá, e o tal do bob hair, como tem sido chamado esse corte, meio que na metade do caminho entre o queixo e os ombros, está fazendo a cabeça das famosas (e a minha também, já que apaixonada por ele!).

bob-hair-2Foto: Google Images

O meu preferido, com certeza, é o original mesmo, mais curtinho, quase na altura do queixo e que pode ser  usado mais bagunçadinho, tipo a Karlie Kloss, ou lisão, como a Keira Knightley. Eu, particularmente, estou usando o meu cabelo mais bagunçado, meio natural, porque a escova acabou com o bichinho! penando para fazer ele voltar à antiga glória!

bob-hair-3Foto: Google Images

Outro corte que tem feito muito sucesso é a versão mais longa do bob, o long bob (duh!), que, basicamente, é um corte mais na altura do ombro. O que, querendo ou não, também parece um meio do caminho para o cabelão das meninas do meu colégio (#sdds escola!). O meu preferido, nessa categoria, com certeza é o da Alexa Chung, meu maior sonho capilar do momento.

bob-hair-4Foto: Google Images

Claro que tenho que entender que meu cabelo talvez nunca fique tão lindão assim pelo simples motivo de que não tenho cabelo o suficiente para esse tanto de volume (obrigada, de novo, genética!). Mas tudo bem, tenho amado bem o meu cabelo curtinho (dá para ver no post sobre o batom vermelho!).

O que vocês acham desse corte? Tenho visto cada vez mais e amando os diferentes looks! Querendo muito, aliás, ver o corte da Lauren Conrad de frente. Pelo o que eu vi, ela ainda não mostrou direito!

 

Diário #04

Tinha um outro tema para o Diário de hoje, mas levando em conta a notícia do dia – que diz que 48% dos jovens acham errado mulher sair sem o namorado – pensei em uma nova rota para o texto do dia.

Eu estou solteira há algum tempo e, de verdade, já tive momentos em que achei isso um saco e outros em que adorei. Estou num desses momentos em que adoro estar solteira porque sei que tenho muitas coisas, em um nível emocional e pessoal, para trabalhar no momento, e não sei se seria melhor companhia. É algo pelo qual eu preciso passar e superar sozinha. Isso, claro, não desmerece o fato de que eu sou não obrigada a ter alguém só porque, na cabeça dos outros, é ‘errado‘ eu sair de casa sem namorado. Mesmo se tivesse um nunca, jamais, deixaria de fazer programas sem ele só porque ele não pode ou não quer ir.

feminismoFoto: Hello Giggles

Mas, dito isso, eu fico pensando: estamos em pleno 2015 (dezembro já pode ser considerado 2015, ?), e ainda existem pessoas, jovens além do mais, que acreditam que mulheres precisam de um guarda. Porque, basicamente, é isso: um guarda para proteger a jovem mulher dos perigos do mundo; ó, o sexo frágil.

E mais, desses pesquisados (2.046, no total), 68% acreditam que é errado a mulher ir para a cama no primeiro encontro. Ao mesmo tempo, 96% dessas pessoas acham que o Brasil é um país machista, porém, obviamente, não veem o machismo incrustado nas próprias opiniões.

Eu, há muito tempo, aprendi que cada um é dono do próprio corpo e faz com ele o que quiser. Cada um sabe de si. A minha amiga pode não gostar de dormir com um cara num primeiro encontro e eu sim ou vice-versa. A escolha não é de ninguém a não ser da mulher. Opiniões diferentes existirão sempre, mas a igualdade de escolhas, de gêneros, não. O que isso significa? Que tudo bem o cara transar no primeiro encontro, mas deusolivre a mulher fazer o mesmo.

Isso quer dizer também que tudo bem o cara sair com os amigos, ir pra balada, pro boteco ou pra qualquer lugar sem a namorada. Agora se for a mulher… Tá aprontando, com certeza. Por isso o feminismo é tão importante: ele defende que homens e mulheres são iguais e não devem ser tratados de forma diferente por conta do seu gênero.

Até quando vamos ter essa visão absurda de que as mulheres são inferiores aos homens e, por isso, precisam seguir uma certa cartilha de regras para ser uma ‘mulher respeitável‘. Gente, estamos no século XXI, não no XVIII. Deixem os pensamentos machistas, misóginos e sexistas para trás.

Ando pensando e lendo muito sobre o assunto, e cada vez mais acredito na luta pela igualdade de gênero. Mais do que isso, acredito demais na ideia da sororidade, e que as mulheres têm que se unir – no sentido de mostrar apoio umas às outras – ao invés de julgar a coleguinha do lado porque ela não seguiu o padrão tão disseminado pelos homens e por elas mesmas.

Levando em conta que mais da metade das pessoas da pesquisa acima citada são do sexo feminino (1.029 mulheres e 1.017 homens) essa noção de união é cada vez mais urgente. E, verdade, os homens também tem que se juntar a essa causa, não é exclusividade nossa! Empatia é palavra chave aqui, e, claro, ela serve para muitas outras causas que são igualmente importantes.

Eu, como mulher, tenho o direito de sair com quem eu quiser, quando quiser, beber o quanto quiser na balada, usar saia curta, blusa decotada, sem que isso acarrete em qualquer tipo de assédio. O meu corpo não é domínio público, assim como as minhas escolhas.

Bora mudar esse pensamento aí, pessoal, tá ficando feio.

Dois filmes que me ensinaram sobre moda

Há alguns dias, a do Hey Cute! (beijos, amiga linda!) publicou um post muito legal sobre tudo o que precisamos aprender com o filme O Diabo Veste Prada, que é um dos meus preferidos. Revi o filme no final de semana, além de alguns outros que, curiosamente, também são mais ligados à moda, e separei dois que, eu acredito, me mostraram muito sobre esse mercado que eu gosto tanto.

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O documentário The September Issue é praticamente indispensável para quem pensa em trabalhar com jornalismo de moda. Isso porque, na minha humilde opinião, acaba com vários clichês a respeito da área, além de reforçar alguns outros que nós já conhecemos muito bem. O filme segue a produção da edição de setembro, a mais importante do ano para as revistas de moda – por conta do grande número de anunciantes -, da Vogue norte-americana, comandada por Anna Wintour. Ela é uma das mulheres mais poderosas do ramo e apesar de, sim, ter seus momentos de glamour, com festas badaladíssimas, primeiras filas de desfiles e encontros com estilistas, ela trabalha muito para fazer a revista sair do jeitinho que ela quer. Verdade, ela é conhecida como a mulher de gelo do ramo, mas vamos combinar que ela não chegaria a lugar nenhum se não tivesse um certo padrão de exigência? E ela não é a única que trabalha muito, viu? Entre editoriais que precisam ser refeitos porque não ficaram bons, até fotos que contaram com uma produção mega complicada e são tiradas da revista na última hora, além do estresse do fechamento de uma publicação tão importante, é impressionante ver como esse pessoal trabalha – muito mesmo! – para que você receba a revista lindinha em casa. Na hora de ler, parece que foi muito fácil, mas o número de profissionais, viagens, reuniões e discussões que aconteceram até ela ser impressa é mil vezes maior do que a gente imagina. Realmente, o glamour é muito menor do que se pensa, e a quantidade de trabalho mil vezes maior.

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Sim, eu sei, As Patricinhas de Beverly Hills não é exatamente um filme sobre moda ou uma revista de moda, porém foi um dos meus primeiros contatos mais conscientes com essa área e me mostrou como a imagem é importante. Verdade, as personagens do filme se preocupam com a aparência para manter o lugar como populares no colégio, mas isso, gente, é uma coisa que se leva para a vida: cuidar da aparência é importantíssimo, porque, querendo ou não, é o seu cartão de visitas mais visível. Isso não quer dizer que você tem que ser uma pessoa louca com moda, que usa todas as últimas tendências e todos os produtos de beleza do mundo, mas, sim, que é importante você pensar no estilo que mais combina com você e com a profissão que você quer seguir.
Outra coisa que o filme me mostrou é que você pode ter quantas roupas quiser no armário, de quaisquer estampas ou cores, mas um bom e velho vestidinho básico, monocromático, nunca falha. É o caso do Calvin Klein que Cher usa e que é famosos até hoje e também do pretinho básico de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (outro filme maravilhoso!).

Esses dois filmes também fazem parte da minha lista de preferidos e que, de verdade, revejo de tempos em tempos não só porque gosto, mas também porque é muito fácil esquecer o que uma vez eles me ensinaram (afinal, é tanta informação o tempo inteiro que não tem como guardar tudo para sempre). Para quem quer trabalhar em uma revista de moda (como eu!) entender um pouco melhor o seu funcionamento é muito legal, até porque, a maior parte da minha experiência é com web.
E, verdade, me identifico bem com o estilo da Cher de As Patricinhas. Não a parte dos conjuntinhos xadrez (pelo menos, não mais e não tanto assim), mas adoro uma peça mais basiquinha e clássica. Aliás, tô percebendo cada vez mais que sou bem normcore nesse aspecto.

Tem alguns filmes que vocês se identificam como esses dois?

Descobrindo o melhor tipo de viagem para você

Uma coisa que eu descobri com o Manias de Moça (meu antigo blog) é que eu gosto muito de falar sobre viagens. Talvez isso seja, justamente, porque eu AMO viajar e não consigo pensar em uma maneira de adquirir conhecimento maior do que quando você visita um lugar novo. Seja no interior do próprio estado, do outro lado do país ou mundo afora.

viagemFoto: Google Images

Viagem é o único gasto que te deixa mais rico, diz a cultura popular, e eu acredito muito nisso. Tanto que, eu mesma, gosto de trabalhar para poder viajar depois. E não são viagens curtas, não! Eu gosto muito de vivenciar o lugar, conhecer o máximo possível sobre ele, aprender sobre a vida local. Por isso, acredito que as viagens de longo prazo são as que mais combinam comigo, gosto de vivenciar ao máximo um lugar novo.

Isso não quer dizer que eu vou abrir mão de viagens mais curtas, seja para a praia em um final de semana ou para passar uma semana em Belo Horizonte, terrinha deliciosa que eu amo tanto. Mas eu, particularmente, gosto de uma viagem de imersão, entender bem como aquele lugar tão diferente do meu funciona, entendem? Ainda mais se for um país diferente.

Eu imagino o mundo das viagens divido em três categorias principais:

Viagens de longo prazo: mochilões e intercâmbios, por exemplo, quando você passa bastante tempo em outro lugar ou conhecendo outros lugares, seja pulando de cidade em cidade, seja vivendo em alguma cidade por bastante tempo.

Viagens recreativas: aquelas que você faz de férias, uma semana visitando um lugar novo, relaxando e aproveitando o momento longe da loucura do dia a dia.

Viagens de compras: aquelas cujo intuito é – obviamente – fazer compras (como normalmente os brasileiros fazem para Miami, nos Estados Unidos).

Essa escolha de tipo de viagem, claro, pode mudar ao longo da vida, assim como tudo, praticamente, e vai muito do gosto de cada um e do que cada pessoa busca com uma viagem. Para mim, independente do objetivo final – seja estudar, visitar, descansar ou comprar – uma viagem só tem a acrescentar. Tenho para mim que é a melhor forma de autoconhecimento do mundo e que todo mundo – todo mundo – deveria, pelo uma vez na vez fazer uma viagem maior, de um mês por exemplo, para sentir na pele como é sair totalmente da zona de conforto e aprender a se virar em outro lugar.

Com qual tipo de viagem vocês combinam mais? Já tô coçando para ir para algum outro lugar do mundo de novo!

Diário #03

Tenho pensado muito sobre confiança ultimamente. Vi ontem um post muito bacana no Fashionismo explicando que a Kim Kardashian, apesar de ser quem é e de ninguém saber exatamente (ainda!) o que ela faz da vida, é um exemplo de confiança.

Isso é verdade. Falem mal, mas falem dela, e sempre – sempre – tem alguém falando de Kim Kardashian. Ela usa vestidos que podem ser considerados justos demais, outros que não ‘valorizam o seu corpo‘ (o que quer que isso signifique), pode engordar demais durante a gravidez e ter um quadril bem mais largo que a cinturinha de pilão. Eu me identifico com a Kim, me vejo representada ali, naquele biotipo e nos erros e acertos da moda.

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E, mesmo com tudo isso, Kim mantém a pose, o nariz para cima e a confiança intacta. Verdade, às vezes ela pode chorar, mostrar sinais de fraqueza, de dúvida sobre si mesma. Mas até aí… Quem nunca passou por isso?

O que eu posso dizer, com toda certeza do mundo é que são pouquíssimas as pessoas que estiveram do outro lado da moeda, que sentiram uma confiança tão inabalável como ela sente, diariamente. Eu sou uma dessas.

Dizem que a confiança é a característica mais importante que uma pessoa precisa ter. Sabe, aquela coisa de amor-próprio mesmo? Eu acredito que nunca me senti verdadeiramente confiante. Uma pessoa segura de si, que saiba exatamente o que quer e que tem a força de vontade necessária para ir atrás disso. Eu sempre me senti… Pequena.

Com o tempo, claro, as coisas mudam um pouco e você aprende mais sobre como é importante, de verdade, amar a si mesma e, principalmente, acreditar na própria capacidade.  Confesso que é um dos aprendizados mais difíceis pelo qual tenho passado. Mas é necessário.

É também um exercício diário. Se Kim Kardashian faz isso ou não, eu não sei, mas aprendi um mantra que tem me ajudado a pouco a pouco, deixar de duvidar da minha competência e, consequentemente, ajudar com a minha confiança: ‘eu tenho o poder de mover o mundo ao meu redor‘.

Enquanto não chego lá (onde quer que seja), caminho seguindo exemplos como o da Kim, que posa completamente nua para a capa de uma revista e – quase literalmente – quebra a internet.