Na Web #22

Junho chegou, já estamos na metade do ano e tudo o que eu posso dizer é: ONDE EU TAVA ESSE TEMPO TODO? Gente, o ano passou voando (sem querer ser vó, mas já sendo!), não tô acreditando que daqui a pouco já estaremos mais perto do Natal do que do Carnaval. Doidera.

Enfim, deu para ver que essa semana foi mais fraquinha por aqui, ? Não vou mentir para vocês, passei por dias bem ruinzinhos, bem bad vibes, mas, aos poucos, estou me recuperando. No meu estado atual, isso é bem normal, e eu sei que isso não pode afetar o meu dia a dia como afetou, mas alguns momentos são mais fáceis do que outros. Como foi a semana de vocês? Esses dias eu não achei tantos links legais quanto semana passada, mas mesmo assim tem muita coisa boa para ler!

na-web-22

1. Dicas pro seu cabelo crescer mais rápido

2. O triste fim da revista Capricho

3. Vamos falar sobre o comercial do Boticário

4. Bruna Toni: “O mundo é cheio de coisas incríveis”

5. Esta professora de ioga quer ensinar as mulheres a amarem seus corpos

O que acharam?

Look da Maki: Militar meets Boho

Quando eu dei um fim no meu antigo blog, o Manias de Moça (beijos, Manias de Moça!), eu pensei que queria falar de moda de um jeito diferente no meu novo espaço, e desde então fiquei em busca de uma maneira que me agradasse. Até que, nesse meu processo de auto-descobrimento, eu passei a ter muitas ideias (o que nunca aconteceu antes!) e gostaria de explorar a moda mais para o lado da autoestima, falando de sensações e não tanto de marcas, dando atenção para o que realmente importa: como nós nos vemos diante do espelho e como as pessoas nos percebem como reflexo (!) disso.

look-5

Daí eu tive essa ideia: de eu mesma experimentar looks que de alguma forma saem do meu lugar comum, do meu uniforme do dia a dia, e relatar como essa produção me faz sentir, como afeta o meu dia de alguma maneira. A ideia inicial era escolher alguns estilos, fazer um post introdutório e aí aplicar esse estilo na minha rotina. Mas queria uma coisa mais natural, que usasse muito o meu humor e o que eu tenho no armário como inspiração.

O look de hoje é um que me deixou muito apaixonada! Primeiro, por causa desse vestido. Ele é emprestado de uma amiga linda (e minha fotógrafa também, a Lia!), e eu tinha pensado em escolher um vestido nesse estilo para fazer um look boho. No entanto, quando vi o modelo, logo imaginei outra coisa, e o resultado vocês veem aqui!

look-1

Acho que nunca na história desse país eu usei um vestido tão florido/colorido como esse. E nunca usei tantos acessórios de uma vez só! Foi bem diferente MESMO. Para ter mais embasamento da sensação que ele me passava, usei o mesmo look duas vezes: uma em um sábado e outra durante um dia da semana.

o-que-eu-sentiOlha, a primeira vez que usei esse look, senti como se todo mundo no universo estivesse olhando para mim! Me senti uma verdadeira celebridade. Isso na minha cabeça, é claro, porque na real ninguém estava ligando para o que eu estava usando! Rsrsrsrs. Mas eu me senti sob um verdadeiro holofote. Ainda mais por causa dos acessórios, que eu não estou acostumada a usar (normalmente uso um anel só e já é demais!).

look2

Me senti muito feminina (mesmo com a parka e o coturno, que são mais pesados), bem menininha e muito observada, o que é bem legal. Eu passei muito tempo usando só roupa preta, me escondendo do mundo, então me perceber no centro dele foi uma experiência muito diferente. De verdade, me senti linda.

look-3

Estava muito confortável, apesar de ser uma produção que fugiu do meu ‘estilo normal‘, mas que ainda assim não é tão diferente assim, levando em conta o que eu estou acostumada (principalmente: zero estampas). Eu gostei demais e fiquei muito animada com a produção, tanto que, no dia seguinte, eu fiquei até meio ‘deprê‘ em voltar com os looks de sempre.

look-4

O que vocês acharam? Curtiram a ideia? Já deixo avisado aqui de novo que não vou divulgar as marcas das roupas. O que importa, de verdade, é a sensação que ela me passa, é o que eu senti e como uma roupa pode, sim, influenciar a forma como você se vê e como o mundo te vê também.

Fotos: Lia Oliveira Photography

 

 

Na Web #21

O que fazer quando o tempo está chuvoso e o frio é imenso? Ficar debaixo das cobertas, é claro! Ê delícia! Confesso que foi assim que eu passei o meu sábado (entre uma arrumação do guarda-roupa e outra) e é assim que eu pretendo passar o meu domingo!

Como foi a semana de vocês? Por aqui foi tudo bem! E eu tenho uma novidade bem legal que vocês vão ver aqui no blog amanhã! (isso porque eu não consigo guardar segredo por muito tempo!) Esses últimos dias, aliás, eu encontrei tanto link legal que não consegui manter a média de 4-5 links para o Na Web. Vamos a eles, então!

na-web-21

1. Como discutir com uma feminista sem ser babaca

2. Ser solteira não é defeito

3. Continue sempre lutando

4. Precisamos falar sobre disponibilidade

5. Amor é sobre dividir o mundo, não sobre ser metade

6. 20 coisas que pessoas bem sucedidas ‘se recusam’ a fazer

7. 5 idéias para construir um guarda-roupa ético

8. Como dar o próximo passo quando não se sabe o que quer da vida

9. Terapias de graça: pequenas ações para tranquilizar a sua vida

Ufa! Muita leitura legal essa semana! Espero que vocês gostem!

 

Diário #18 – Vivendo a vida pela metade

Já comentei que a semana passada foi complicada. Mas confesso que, esses dias, estou colocando muito mais pingos nos ‘i’s do que imaginei que faria.

Na terapia, na segunda-feira, eu comentei sobre como não sabia de que maneira me colocar por completo nas coisas que eu fazia. Sabe aquela sensação de se dedicar completamente à alguma coisa, de ter certeza que está fazendo aquilo com todo o coração? Eu não sei ainda como fazer isso. Como estar presente.

vida-pela-metade

É aquela velha história, quando a pessoa passa tanto tempo desconectada de si mesma, é, de verdade, complicadíssimo voltara ter essa ligação com o seu Eu superior, com o que você é de verdade. E eu passei a minha vida inteira até agora me distraindo de mim mesma.

Imagina o baque em perceber isso, ?

Mas eu não sou a única. Todos estamos desconectados de nós mesmos, muito preocupados com o deadline, o curso, os encontros, os amigos, as contas, o salário e a inflação para prestar atenção naquela vozinha que vem lá do fundo pedindo um pouco mais de atenção, de amor, compaixão e, principalmente, de perdão.

Sempre fui uma pessoa que cobra demais de si mesma, e quando percebo que preciso mudar alguma coisa, fico obcecada, a ponto de perceber cada deslize e, claro, usá-lo contra mim. Mas deveria ser o contrário, entendem?Puxa, que bom eu eu percebi que preciso voltar a ser presente, a não me distrair como que quer seja e ter consciência do que eu estou fazendo e como estou fazendo. E não usar os meus ‘não consigo’s como mais uma arma para o constante auto-ataque.

Sinto que a minha maior dificuldade é me fazer presente (de verdade verdadeira, e não apenas no sentido de ‘estou aqui escrevendo‘) é no trabalho. Me distraio tanto, deixo a correria tirar a concentração de mim mesma, do que eu estou escrevendo em prol de uma produtividade que não me diz respeito. Afinal, eu trabalho para os outros ou para mim mesma? (dica: se você respondeu ‘para os outros‘, como eu mesma fiz há um tempo, a resposta está errada).

E olha que loucura! Eu ando tão desconectada que nem mesmo consigo exercer a profissão que eu escolhi para mim com plenitude! E se isso, que é algo que eu ‘tenho que‘ fazer todos os dias por uma questão prática – afinal, eu preciso de dinheiro para comer, por exemplo -, imagina com os projetos que eu tanto quero desenvolver?

Nada sai do papel porque eu vivo uma vida pela metade.

Lembro claramente dessa frase que disse para a minha terapeuta essa semana, enquanto discutíamos o assunto: ‘Mas eu tô pela metade em tudo!‘. Como mudar esse padrão? Como me fazer presente, me colocar de corpo e alma no que quer que seja?

Começando pequeno é claro.

Minha terapeuta me aconselhou a treinar essa minha presença nas seis horas de trabalho, mas achei isso um pouco complicado demais, porque eu tenho outras questões pendentes em relação a isso. Preferi começar com uma coisa mais leve, o café da manhã, e evoluir a partir daí. Tem tudo ver com o ‘prestar mais atenção em mim’, entendem? Perceber o que eu estou fazendo, na hora que estou fazendo e não deixar a minha mente me levar para longe, pensando em outras coisas que não tem nada a ver com o que eu estou vivendo no aqui e agora.

Alguns momentos são mais fáceis que outros. Tem horas que o meu corpo trava uma verdadeira batalha tentando me distrair. É a posição que não tá certa, eu tô sentindo fome (mas acabei de almoçar!), bate aquela dorzinha de cabeça, é a voz de alguém que tá muito aguda hoje, é o ar-condicionado que tá muito frio, é o dia que tá corrido.

E aí, quando eu chego em casa, são outras mil distrações que ele encontra: a TV da minha avó que está alta demais, a inspiração que simplesmente não vem, aqui dentro tá muito gelado, eu tô tão cansada do trabalho, ‘ai, vou ver só um episódio de série para relaxar’. E quando eu vejo são 9 horas da noite e eu não fiz nada do que gostaria de fazer porque deixei a mente me distrair e me levar para longe da minha missão: o amor. Por mim mesma e pelo outros, e que me impediu de levar esse sentimento além. ‘Puxa, que difícil que é viver,não é mesmo?‘, dizem muitos com ironia.

Na verdade, é muito fácil, a gente é que cria um milhão de empecilhos para vivermos pela metade, muito ocupados com coisas que não tem sentido algum para prestar atenção no que vale a pena mesmo. E aí chegamos ao fim da vida (quando quer que isso seja) e só o que passa pela cabeça é o arrependimento de não ter feito mais. Ou talvez ‘fazer mais‘ não seja o correto e, sim, fazer melhor. Melhor no sentido de tirar a cabeça das nuvens e prestar atenção nos mínimos detalhes do dia a dia e a alegria de viver rodeado de coisas maravilhosas que a nossa mente é muito egoísta e mesquinha para perceber.

Três coisas para fazer quando você se sente triste

Semana passada, como eu comentei no Na Web de ontem, eu tive alguns dias bem complicados. E percebi que quando eu me sinto triste, eu sempre recorro à alguns macetes que a minha terapeuta me ensinou e outros que eu desenvolvi sozinha, ao longo do tempo, para dar uma animada.

dia-triste

Nem preciso lembrar que essas dicas não substituem um tratamento de verdade, ? Mas, às vezes, bate aquela tristeza sem motivo algum e você sente que precisa de um pick me up para mudar o humor do dia (e o seu próprio claro!).

dia-triste-1Música, para mim, é um santo remédio. Quando eu me sinto mais para baixo abro o Youtube e começo a escutar todas as músicas animadas que eu consigo lembrar, e na hora já sinto aquele quentinho no coração. Atualmente, Fifth Harmony e Little Mix (girl power!) são as minhas girlbands preferidas para o animar o dia. A música nova de Little Mix, aliás, chamada Black Magic, é MUITO boa e me dá vontade de sair dançando por aí, como se estivesse num clipe dos anos 1980.

dia-triste-2Pode parecer muito clichê, mas escolha qualquer coisa que você goste muito fazer – pode ser pintar um livro de colorir, ler o seu livro preferido, assistir um filme, ver uma série de televisão, tricotar, jogar videogame… Vale qualquer coisa – e faça por um período limitado de tempo. Digo limitado porque fazer aquela coisa o dia inteiro pode piorar o seu humor, ao invés de ter o efeito contrário. Tipo quando você passa um dia inteiro vendo séries e depois se sente meio inútil (been there, done that).

dia-triste-3Acho que é minha tia que sempre fala: cabeça vazia, oficina do diabo. Ficar em casa num dia triste sempre piora a minha sensação de tristeza, então quando nenhuma das opções acima funcionam eu faço duas coisas: 1) pego um caderno, caneta e corro para o Starbucks mais próximo escrever o que está na minha cabeça; ou 2) vou até uma livraria que eu adoro e passo a tarde olhando os títulos novos, folheando revistas, vendo os CDs e DVDs… Me dá uma sensação de bem-estar! É uma coisa pequena, mas que ajuda bastante. Isso claro, quando alguma amiga não pode me acompanhar ou pode sair para fazer qualquer coisa. Companhia também é sempre bem-vinda!

Vocês têm algum macetinho para ajudar um dia triste a ficar mais feliz? Eu, normalmente, sempre misturo as opções um e três. Coloco uma playlist bem animada para tocar no iPod e saio por aí passeando. Ver gente, respirar ar puro (quer dizer… Não tão puro, ?) e sentir um pouco do sol na pele sempre me deixam mais animadinha!