Chá com a Maki #01

Eu nunca pensei que fosse jornalista de TV. Não sei porquê, a ideia de ficar na frente de uma câmera, com aquelas luzes cegantes no rosto, me assusta. Mas, acho que a ideia é sempre enfrentar os seus medos para que eles não sejam mais tão assustadores assim, e esse é o objetivo desse primeiro vídeo para o blog: Chá com a Maki #1.

Como eu explico abaixo, a ideia é criar um canal de conversa mais aberto, em que vocês possam entender melhor como eu sou na vida real, então vou tentar criar um vlog desses por semana, para contar um pouco mais da minha rotina, da minha vida e também para perder a vergonha de falar na frente das câmeras. Espero que vocês gostem!

Ps (1): Eu segurei essa caneca como se fosse a minha própria vida, como vocês podem ver.
Ps (2): MÃOS FRENÉTICAS!
Ps (3): Pode não fazer sentido relacionar a alergia à proteína do leite com café, mas minha nutricionista pediu para que eu aproveitasse o embalo para tirar cafeína da equação, para diminuir as enxaquecas.

Playlist: Best of the Nineties

Quando escrevi o post sobre normecore eu li muito sobre o assunto e o tanto que falavam dos anos 1990 nas matérias a respeito começou a me lembrar daquela época, quando eu era criança, e comecei a aprender mais sobre música, principalmente com o meu pai, que era fã dos clássicos. Depois da moda, acho que a música é a maior paixão que eu tenho na vida e é incrível como ela marcou alguns dos momentos mais memoráveis que eu passei até hoje.

playlist-anos-1990

Comecei a pesquisar também sobre alguns dos singles que fizeram maior sucesso naquele tempo e nem preciso dizer que levei mais de duas horas para montar este post, só porque parei para ouvir de novo cada uma dessas músicas (e talvez – talvez – dançar loucamente no quarto).

Claro que depois de ouvir os discos (!) do meu pai, começando a minha experiência na escola, fiquei mais próxima da música da minha própria geração, e nem preciso dizer que fui uma fã ENORME da Britney Spears, das Spice Girls e dos Backstreet Boys, ? Sabia as músicas e coreografias de cor, tanto que até rolou apresentação de final de ano no colégio (#meupassadomecondena). Fora que, se dependesse de mim, Nick Carter teria sido meu marido.

Acabei criando uma playlist no Deezer com algumas das músicas que eu mais ouvia naquela época (e depois disso também!), e logo se vê que eu era bem eclética, ? Sei que lá por meados de 1997, do alto dos meus dez aninhos de idade, comecei a gostar muito mais de rock do que qualquer outra coisa, e foi aí que Aerosmith, Green Day e Guns N’ Roses começaram a fazer parte da minha rotina musical. Quase da água para o vinho, ?

Vocês curtiram a playlist? Faltou alguma música que vocês adoravam?

Diário #01

Quando eu era mais nova, nunca usava saias e vestidos. Sei porque que não gostava dessas peças, para mim sempre foram ‘muito de menininha‘ e eu só andava com e meninos, então, já viram…

Eu sempre gostei muito de rock e punk, ouvia essas músicas o dia inteiro e o meu guarda-roupa refletia bem esse meu gosto musical. Eu tinha uma calça xadrez, que comprei na Galeria do Rock, aqui no centro de São Paulo, que andava praticamente sozinha de tanto que eu usava, sempre combinada com meu All Star de cano alto e a camiseta de uma das minhas bandas preferidas (a do Blink 182 era praticamente meu uniforme!).

saia
Foto: Google Images

Quando cheguei no final do Ensino Médio, minha mãe achava, por insistência minha, que já era mais do que hora de eu começar a voltar sozinha para casa e ali se deu início minha vida de peregrina: faço o quiser, onde quiser, mas muito provavelmente vou chegar lá a pé. E, vamos combinar, tem horas que no calor da cidade não tem como usar calça o dia inteiro. Então, comecei a jogar uma saia xadrez aqui, outra jeans ali e esperei para ver o que dava.

Anos depois, acabei me apaixonando por saias e vestidos e, hoje em dia, para a alegria da minha mãe, é o que eu mais tenho no guarda-roupa.

Confesso que sempre tive um pouco de vergonha das minhas pernas. Sabe aquela coisa de ‘as meninas magrinhas e populares são mais bonitas do que eu?‘ Pois é, exatamente isso. Mas depois de um tempo eu passei entender que ou eu aceitava as minhas pernas mais grossinhas e branquelonas, ou passaria calor o resto da vida. Preferi encarar o sol refletido nas minhas canelas (sim, branca nesse nível).

E, verdade, apesar da vergonha inicial, usar uma saia me faz sentir… Mulher. Faz sentido isso? É poderoso colocar um vestido bonito, uma saia curtinha que combine com aquela blusa linda que você ganhou de aniversário ou aquele modelo mais longo que faz você sentir mais alta.

Verdade, eu tenho uma preferência bem grande pelas saias mais compridas, acho que alongam a minha silhueta, me deixam confortável sem me expor demais (porque, sim, sei que não deveria, mas me sinto muito exposta com roupas mais curtas) e combinada com aquela camiseta que eu adoro ou uma regata soltinha. E sapatilhas, claro. Para andar o tanto que eu ando, os saltos ficam bem longe.

Isso não quer dizer que eu abri mão das calças completamente – muito pelo contrário -, mas torna uma verdadeira experiência usar um vestido. É como se fosse uma camada a mais de confiança, entendem? Vocês já sentiram algo assim com uma peça de roupa? É libertador e da até um friozinho na barriga, de vez em quando.

Por que gostar de moda?

Tenho pra mim que todo mundo deveria ter, pelo menos, uma leve noção de moda. Não me entendam mal, não quero dizer que todas as pessoas do mundo devam ser apaixonadas por desfiles e marcas de luxo, ou que almejem usar nada além de Chanel e Louis Vuitton. Não, não é isso.

Para mim, moda é um meio de comunicação, tão claro quanto um jornal, uma revista ou os perfis mais bombados nas redes sociais. É uma forma de expressão, como escrever uma carta ou mandar um tweet para outra pessoa. A moda diz muito sobre quem somos e pode dizer mais ainda sobre quem queremos ser.

moda-m

Ela denuncia muitos de nossos gostos e, principalmente, traços da nossa personalidade. É possível pensar na moda como um diário, basicamente, todo dia ela mostra um pouquinho do nosso humor e, se pudesse, contaria todas as histórias que cada peça de roupa viveu com a gente. É uma das formas de expressão mais fortes que eu conheço e  acredito no seu poder de transmissão de ideias.

Por isso, sempre achei que todo mundo deveria ter uma mínima noção do assunto e como a moda pode ser muito poderosa. Pensem só: uma única roupa pode demonstrar todas as suas intenções sobre alguma coisa, como uma entrevista de emprego, uma reunião importante ou o primeiro encontro com aquela pessoa especial. As roupas definem locais de trabalho, festas, marcou décadas inteiras e já foi motivo de reuniões da realeza francesa. A moda é maravilhosa e tem muito a oferecer.

Encontrar seu próprio estilo, no entanto, não é nem um pouco fácil e é preciso muito autoconhecimento para chegar até lá. E, honestamente, a viagem é bem legal. Conhecer o que fica bem no próprio corpo, o que faz você se sentir linda (mesmo que seja aquela camiseta de show podrinha) e o que você quer dizer com aquilo que usa é um processo incrível e que leva bastante tempo. Uma hora ou outra, todas nós usamos uma peça errada, nos tornamos as tais fashion victims. É normal.

Isso significa que precisamos seguir todas as pseudo-regras que inventam por aí? Claro que não! Moda não tem mais regra. Nada na vida é engessado e a moda não é exceção. Cada um inventa as suas próprias ‘regras‘, o que faz cada pessoa se sentir confortável. Porque essa é a palavra chave: conforto. Se você gosta e se sente bem usando saltão todo dia, que use à vontade! Se prefere as rasteirinhas, tem uma infinidade de opções para você!

Pensar na imagem pode, sim, parecer fútil, mas também pode se importante para mostrar o que você quer ser e ajudar a chegar lá. Usar uma roupa que demonstra o que você tem do lado de dentro é a missão mais maravilhosa para quem gosta tanto de moda. Afinal, a verdade é que de nada adianta a roupa mais linda do mundo se ela não representa quem você é. As roupas são o que você vive dentro delas. O importante é o que você sente quando as usa e não o contrário.

Eu gosto de moda por isso. E vocês?

Hora de sair do lugar

Sou da época em que blogs tinham cursor com brilhinho, um milhão de gifs coloridos e os posts costumavam começar com ‘Querido diário‘. Muito tempo passou, fiquei com o mesmo blog por cinco anos (maravilhosos, por sinal), até que não me via mais representada por aquela página. Sabe quando você parece estar parada no mesmo lugar, pregada no chão, mas na verdade quer mais é sair por aí, mostrando mundo afora quem você é? Pois é. Por isso, criei o Desancorando.

Desancorando: v.i. Levantar a âncora de um navio; largar do porto onde estava ancorado (o navio)

É isso. Deixar o lugar em que eu me sinto presa, e ver o que o mundo tem a me oferecer. O que ele tem a me ensinar. Quem, sabe, dessa vez, eu não vejo muito mais do que poderia esperar?