resumaki #9 – setembro

resumaki setembro

tem horas que eu olho pra minha vida e fico em choque com tamanha alegria (por mais bizarro que isso pareça).

um pouquinho sobre setembro…

sabe quando você acorda e fica pensando ‘meu Deus, eu nunca achei que a minha vida poderia ser assim?‘, mas de um jeito bom? acho que todos os dias de setembro foram desse jeitinho pra mim. com certeza, foi um dos meses mais incríveis da minha vida até agora – eu sei que falo isso sempre, mas é verdade – e eu fico muito emocionada só de lembrar de cada um dos momentos que eu passei nos últimos 30 dias.

o mês veio no embalo do SPFW, com muita coisa pra fazer e uma mudança muito grande pra mim – permissão. eu senti que me permiti aproveitar, passar mais tempo com as pessoas, sair do casulinho que eu criei pra mim mesma. isso é, e seguirá sendo, a coisa  mais legal de todas que me aconteceram. teve um dos feriados mais incríveis que eu já vivi na vida, uma sucessão de coisas maravilhosas e rolês inesperados regados à bolo de cenoura com brigadeiro, muitas risadas e looks gostosinhos.

teve brunch com a Mari e o Marcelinho e eu não consigo não ressaltar o tanto que eu adoro esses dois e os momentos que a gente compartilha juntos. aliás, a Mari vive lendo o blog e me mandou um dos emails mais incríveis do mundo uns meses atrás falando que a gente precisava virar migas porque ela tava viciada em doramas e não tinha com quem conversar sobre isso (oi, Mari! ♥). os dois seguem sendo pessoas queridíssimas que eu quero manter por perto pra sempre.

teve, inclusive, um monte de visitas à lugares incríveis, como o Um Coffe Co lá no bom retiro, um café coreano maravilhoso que ganhou meu coração e virou um dos preferidos da vida. eu fui também num lugar que só vende cookies, que chama Kamzu, bem aos 45 do segundo tempo, e que virou a minha nova casa – infelizmente estou mudando pra lá pra comer cookies deliciosos todos os dias.

teve encontros semanais com a Duds e a Celle e a Bee e foi maravilhoso ver essas três pessoas que eu amo tanto, tantas vezes seguidas. já falei mais de uma vez e repito: vocês são a lembrança constante da minha meta e da minha função no mundo, e eu amo vocês.

teve também aquele momento WTF? em que eu passei mais de duas horas conversando com a Lominha, diretamente do país Coreia. foi uma das conversas mais inspiradoras de todas e rendeu um projeto de blogagem coletiva de deixar o coração quentinho e que eu tô doidinha pra começar a fazer.

teve muitas fotos com sorrisos sinceros e eu preciso confessar que teve uma fase da minha vida em que eu achava que nunca mais conseguiria sorrir desse jeito. mas, olha só, que loucura, tô dando sorrisão em tudo quanto é foto – e nem precisa de muito, viu?

teve leituras de livros deliciosos, teve semana em que eu entrei e saí de casa a cada dez minutos pra dar conta de tanto trampo, teve milhares de abraços e beijos e noites dormidas pensando no quanto eu amo as pessoas e teve uma noite específica que me provou por a + b (mais c mais d) que o amor é pra todo mundo mesmo e que tanto faz o que a gente tá fazendo, desde que a gente ame sinceramente. daí, todo mundo sente também, sabe?

enfim, setembro foi um mês cheio de momentos que eu vou levar no meu coração como uma prova de que eu tenho costas quentes e que eu tô fazendo exatamente tudo o que deveria pra ajudar a lembrar as pessoas que tá tudo bem. ♥

… e mais umas coisinhas que valem compartilhar

um post que amei escrever: sobre amores (e dias cheios de permissões)

um post que amei ler: o que eu aprendi sendo famosa na internet por um dia e meio

um livro: Diário em Tópicos, da Rachel Miller

uma música: baby love me lights out 

uma pessoa: a Duds, que tem um monte de alegria pra compartilhar por aí (ela só não sabe disso ainda)

outubro, traz mais um monte de amor pra gente, ok?

tem um livro com as melhores dicas pro seu bullet journal

diário em tópicos

eu contei há um tempo, lá no Instagram, que ganhei da Editora Sextante o livro Diário em Tópicos, da maravilhosa Rachel Miller. foi a primeira vez que eu recebi qualquer coisa de uma editora e fiquei animadíssima, porque esse é um tema que eu amo muito. (mas isso você já sabe, né?)

demorei um pouquinho para ler, mas finalmente consegui, no começo desse mês. esse não é um livro que você precisa ler do começo ao fim do jeito tradicional, mas eu escolhi fazer assim para garantir que ia seguir a linha de pensamento da Rachel e entender direitinho todas as informações que ela passa.

o que eu percebi, logo de cara, é que esse foi um livro feito com muito carinho. a autora explica, logo no começo, que fez cada uma da páginas de bullet journal que aparecem fotografadas no livro. tudo à mão, ela mesma. e conversando com a editora no Brasil, ela me contou que as páginas foram refeitas aqui para  terem o mesmo efeito. diz se isso não é um baita cuidado?

diário em tópicos

eu já fiquei com o coração quentinho aí, porque, para mim, esse é o objetivo de um bullet journal. é fazer um negócio com carinho, que vai te ajudar a ter um dia mais organizado e produtivo. em seguida, a Rachel logo explica outra coisa que eu amo sobre esse método: você é livre para montar o seu caderno como quiser e do jeito que quiser. não tem essa de seguir regras, sabe?

até por isso, um dos pontos positivos do livro são as opções de páginas que ele oferece. ele mostra como você pode fazer o seu daily log, como criar uma página para acompanhar as suas finanças, opções de habit trackers, de calendários mensais… são várias ideias, com opções diferentes para cada uma. o legal disso é que você pode testar e ver qual se adapta melhor ao seu estilo de vida e ao que você precisa.

outro ponto muuuito legal é que a Rachel fala sobre usar o bujo também como um diário, o que ela faz. inclusive, as primeiras opções de páginas diárias que ela passa são todas pensando nisso, deixando um espaço para você escrever o que aconteceu no seu dia. tipo, com a ideia de deixar um registro da sua vida mesmo – porque a gente bem sabe que esse caderninho também é uma memória, né?

diário em tópicos

a Rachel dá umas dicas legais para quem está começando um bujo, tirando algumas dúvidas sobre o que acontece se você errar (inclusive, esse quadrinho do livro me inspirou para esse post aqui), como ter uma letra mais ‘bonita‘ para escrever no caderno (o que não é obrigatório, mas eu sei como tem gente que sofre com isso) e curiosidades sobre o uso de um diário ao longo da história (fala até da Anne Frank!).

ele é um guia prático completinho e muito lindo, visualmente falando. dá vontade de testar tudo o que ela dá de dicas – inclusive, eu já mudei o meu bullet journal de setembro, mas vou mudar mais algumas coisas em outubro, para testar algumas das inspirações dela. tô vendo que esse meu caderno novo vai ser um super caderninho de experimentação! (amo/sou)

a Rachel até mostra todas as canetas que ela usa no bujo dela, as washi tapes, as Tombows e os marcadores e outros acessórios. eu acabei comprando uma das canetas que ela indica no livro, a Pilot Frixon Ball Slim (mas a minha é 0.38 e a dela, 0.40), porque seguia em busca da caneta perfeita e tô completamente apaixonada. acho que finalmente encontrei a caneta pra mim. ♥

enfim, se você quer aprender um pouco mais sobre bujo e ter inspirações bem mais palpáveis desse método, num livro lindão, com tudo bem mastigadinho, eu recomendo DEMAIS o livro da Rachel. ela, aliás, é editora de estilo de vida do Buzzfeed gringo e já fez vários posts sobre o assunto por lá. ela inclusive tem um blog bem mara, que você pode conhecer clicando aqui.

falando em ‘clicar aqui’, você pode comprar Diário em Tópicos neste link maravilhoso (que me ajuda a  ganhar umas moedinhas!). ah!, e obrigada Editora Sextante por esse presente incrível. esse post não é patrocinado, mas isso não significa que eu não possa agradecer o carinho, né? tão bom quando as pessoas veem uma coisa legal e lembram da gente, né?

você já leu Diário em Tópicos? me conta o que achou aí nos comentários!

projeto detalhes: distribuindo carinho pela internet

 

projeto detalhes

vira e mexe a gente tem esses momentos que para e diz ‘meu Deus do céu, o que que tá acontecendo?‘, só que no bom sentindo. do tipo que você não consegue saber como é possível passar por alguma coisa tão incrível. pra mim, um desses momentos aconteceu no último sábado, quando eu fiquei mais de duas horas conversando com a Lominha, do Sernaiotto.com, sobre bullet journal, internet, blogs e motivação.

eu admiro a Loma e o trabalho que ela faz tem muitos anos (já nem lembro quantos), e já comentei por aqui o quanto ela é uma inspiração pra mimnos últimos tempos, eu posso dizer que nos tornamos amigas, e a minha gratidão por isso é do tamanho do universo inteiro. foi um aqueles momentos ‘falei com uma pessoa que eu admiro e ela não saiu correndo de mim‘, eu percebi que ela é igual a mim, e a troca que a gente teve, de inspiração, de motivação, de carinho, foi muito incrível.

essa conversa toda tinha um motivo. fiz o meu primeiro post para o projeto Day by Day e ela não só achou incrível, como disse que estava super interessada em participar de blogagens coletivas – e até perguntou se eu conhecia algum outro. não conheço, mas comentei com ela sobre como a gente poderia criar um, se ela quisesse. e não é que a danada topou a ideia?

foi assim que surgiu o projeto detalhes, uma blogagem coletiva mensal que vai mostrar um poucos dos detalhes que a gente tanto ama. vão ser quatro posts por mês, um pra cada semana, mostrando um pouquinho mais da minha vida em São Paulo e da vida da Lominha lá em Incheon, na Coreia. no começo, esse projeto vai ser nosso, eu e ela e ela e eu, mas a ideia é que a gente consiga estender isso pra quem quiser participar no futuro. a gente que ver se vai conseguir se comprometer com isso direitinho pra manter o objetivo do projeto vivo.

 

projeto detalhes

mas qual é o objetivo desse projeto, Maki?‘ calma, pequeno gafanhoto, eu já vou explicar. é assim, tanto eu quanto a Lominha temos esse desejo de compartilhar uma coisa que a gente tem no coração com as pessoas. ela até contou num post do blog dela essa semana como queria falar mais sobre a vida que ela tá vivendo – fazer meio que uma mudança de linha editorial – e eu tenho muito essa vontade de mostrar mais do que eu vivo pra vocês, fazer mais fotos que vocês gostam, espalhar coisas gostosas que eu vejo e vivo por aí (o resumaki surgiu por causa disso!). então, a gente decidiu unir o útil ao agradável e usar essa oportunidade pra, juntas, criar esse ciclo de compartilhamento e colocar mais amor na internet. todo mundo sabe que o mundo precisa mais disso, né?

o projeto começa a valer já em outubro, e a gente já pensou em três temas + um post fixo que vai mostrar todo mês algum detalhe maravilhoso das nossas vidas no momento. e aí a gente começa a formar essa rede de relacionamento, entre nós duas e com você que tá aí do outro lado da telinha.

então, espera um pouquinho, tá? logo mais a gente já compartilha um monte de coisa incrível, se incentivando e inspirando a fazer coisas maravilhosas (e juntas!) pra você.

o que você gostaria de ver por aqui? deixa a sua sugestão nos comentários!

dá para não errar no bullet journal?

errar no bullet journal

semana passada eu li Diário em Tópicos, o livro da Rachel Miller (e que vai ganhar um post só para ele mais pra frente) sobre bullet journal, e me deparei com uma parte que fala sobre cometer erros no caderno. eu já percebi que as pessoas que começam um bujo tem essa questão: elas ficam desmotivadas se erram um título, uma linha do calendário ou algum detalhe.

eu não tô isenta disso. depois que comecei a fazer o calendário vertical, errei 99% das vezes nos primeiros cinco meses desse formato novo. agora eu acho que peguei o jeito, mas deixava errado mesmo quando não fazia tudo certinho: uma coluna mais larga que as outras ou uma linha mais fina que as demais.

fazendo as coisas à mão, é óbvio que você vai errar algumas vezes. tem horas que a gente escreve rápido demais, outras tenta fazer uma coisa direto à caneta porque calculou mentalmente o espaço e aí na prática não dá certo (euzinha toda). ou você erra uma data ou uma tarefa e precisa corrigir. tem jeitos e jeitos que você pode acertar esses detalhes (não vou chamar de erro porque não precisa), mas o ponto que eu quero chegar com isso é: tudo bem você errar de vez em quando.

bonito é você fazer uma coisa com carinho, mesmo que não tenha saído com todas as linhas retas e todas as cores certinhas. mesmo que a caneta preta tenha borrado um pouquinho. mesmo que o pincel da tonbow tenha manchado a página porque você passou por cima da tinta preta (euzinha, de novo). você não precisa se sentir desmotivada e chateada só porque errou.

eu lembro, na época do colégio, como eu sofria de verdade quando eu cometia um erro. do tipo ‘vou comprar outro caderno e passar tudo a limpo DE NOVO pra ficar perfeito’. mas nunca ficava do jeito que eu tinha na minha cabeça. de certa forma, o bujo foi uma maneira que eu encontrei de sair dessa cilada. fico tão motivada em me organizar, que acabo não ligando pros errinhos. eles viram parte da minha arte também.

errar no bullet journal

se você escreveu alguma coisa numa grafia não-correta, se fez um lettering e comeu uma letra, se trocou as cores ou se errou uma linha, eu pensei em algumas formas de você ‘acertar‘ esses detalhes, ó:

1.transformar o erro num desenho;
2. passar um branquinho e vida que segue (eu uso aqueles em fita, amo!);
3.colar um adesivo por cima;
4.fazer uma segunda arte com um pedaço de papel colorido por baixo (tipo assim ó);
5.colar uma folha por cima da original (um pedaço de cartolina ou folha sulfite ou o que você achar melhor);
6.fazer um ‘X‘ bem grande pra mostrar que tudo bem zoar uma página inteira;
7.fazer uma brincadeirinha (tipo a Boho Berry com os títulos dos dias da semana);
8.colocar um pedaço de washi tape por cima.

nem tudo está perdido se você fez alguma coisa que considera errada no seu bujo. eu já errei todas as datas de um calendário inteirinho, daí tive o trampo de passar corretivo em todas e acertar depois. e tudo bem, eu não refiz o calendário ou desisti do caderno por causa disso (dá um trabalhão fazer essas páginas e ain’t nobody got time for that).

uma diquinha esperta que eu peguei desde o começo do meu bujo é sempre fazer os títulos principais (tipo do calendário do mês ou algum lettering grande de meio de página) em lápis primeiro. faço o traço depois passo as canetas por cima. isso não é 100% de garantia que eu não vá errar no meio do processo (já aconteceu, quando eu tava muito distraída), mas é uma forma de você reduzir esses errinhos em páginas e detalhes importantes do seu caderno.

no mais, relaxaaaa… você tá montando uma agenda inteira à mão e isso é incrível! tudo bem se cometer um errinho aqui e outro ali! eles te ajudam a aprender também, como planejar melhor as páginas, testar canetas antes e até a treinar melhor o seu lettering com a lapiseira primeiro.

me conta: o que você faz com o seu bujo quando erra alguma coisa?

diário #92 – obrigada por ficar

eu fui salva

me peguei observando a felicidade de soslaio e me perguntei mentalmente como é que eu vim parar no meio dessa bagunça alegre. seria mentira dizer que eu não sei o caminho que fiz até aqui, e uma falácia ainda maior ousar falar que eu não gosto disso.

qualquer olhada ao redor me faz chorar copiosamente. logo eu, a Maria Chorona da infância. vamos dizer que não era difícil me fazer cair aos prantos. não que precise muito para isso acontecer hoje também. mas é um choro diferente. se antes era sofrido, dolorido, triste, hoje só choro se for de alegria.

eu tinha uma certeza muito grande no meu coração de que a vida não valia a pena ser vivida. de que desistir de tudo era a solução para os meus problemas e de que morrer era a única saída pro que eu sentia. eu via o mundo tal qual uma fotografia antiga: em tons de preto e branco ou com um filtro sépia que de hipster não tinha nada. a vida não tinha cor. não tinha carinho. não tinha vida.

lembro de um dia olhar pela janela do carro, enquanto minha mãe me levava pra faculdade, e dizer pra mim mesma ‘eu tô só existindo‘. o próprio meme ambulante. mas a pergunta não tinha nada de engraçada. não tinha nada de irônica ou de retórica. tinha uma carga de tristeza que nem eu conseguia carregar mais. tinha uma dúvida de uma vida inteira, dentro de tão poucas palavras.

olhando para as últimas semanas que tive, me peguei sorrindo à toa, querendo ficar junto das pessoa que eu amo, buscando desculpas para ficar perto daqueles que já estão perto (não que desculpas sejam necessárias pra isso, que fique bem claro). e não preciso ir muito longe para perceber que a Maki de alguns anos, que se perguntava o que estava fazendo com a própria vida, sumiu. ela, de fato, morreu. aqui jaz a Maki do Passado™, que um dia acreditou que a morte era a solução e que a vida não tinha sentido.

eu renasci. eu revivi. eu encontrei o amor. e encontrando o amor percebi que precisaria me despir daquela pessoa que eu achava que era pra viver a vida que é minha por direito. a que é feliz, a que é alegre e que é plena, abundante e completa. a que não reconhece a falta, a que não vê o ódio, a que a ama a todos igualmente.

sim, aquela Maki morreu. mas isso não é triste e de perda não tem nada. pelo contrário, eu celebro o seu fim cada dia mais. porque o momento que ela decidiu partir foi o mesmo em que eu decidi ficar. eu me dei uma segunda chance. eu optei pela porta número dois, eu me deixei guiar pelos mágicos que diziam palavras bonitas sobre o amor e que pareciam não sofrer com dias tristes. mal sabia eu que de mágicos eles não tinham nada.

de corpo vivido, sou mais velha do que antes, porém mil anos mais nova. visto o que me deixa com um quentinho no coração. como comidas gostosas. recebo abraços carinhosos. ganhei parceiros de jornada e tenho por todos os lados anjos que me guiam pelo caminho certeiro em direção a meta final: voltar pra casa e enfim descansar o meu coração onde ele surgiu. onde só existe luz e calor e carinho e paz, virando a direita na rua da gratidão, duas quadras depois do perdão.

nossa, a gente é muito feliz, né?‘ hoje digo essas palavras com um coração que ocupa o mundo inteiro e mais um pouco. olho nos olhos e me sinto contente, recebo um beijo e me vejo plena. vejo as pessoas dançando numa pista de dança improvisada e montada com todo o carinho do mundo e tenho vontade de cantar as mais belas músicas já escritas, recitar todos os sonetos de Shakespeare e encarnar a Julieta no seu balcão: ‘aquilo a que chamamos de rosa, com qualquer outro nome teria o mesmo e doce perfume…’

hoje eu existo. eu vivo. eu amo. eu aprendi a ver, e aprendendo a ver reaprendi sobre quem eu sou. eu me lembrei. eu sinto. eu sei. tão claro quanto as vozes que ouço na cozinha, os meus colegas de quarto conversando sobre um filme que assistiram mais cedo. tão alto quanto os latidos do cachorro na esquina. eu sei. o que eu sou não muda. o que eu sou ama. o que eu sou é feliz. portanto, eu sou feliz.

e com esse coração leve, eu só sinto gratidão pela Maki de antigamente, a que desapareceu. porque ela decidiu ficar. e escolheu sair de cena pra eu voltar a ser eu mesma, pra eu poder amar de novo. pra eu olhar pra um dia como esse e ter a plena e feliz certeza da veracidade dessas três palavras que rondam a minha mente diariamente, e que exprimem, tão simplesmente, tudo o que me aconteceu:

eu. fui. salva.