diário #87 – uma conversa com meu eu lírico

eu lírico

o que a gente diz quando fala consigo mesmo? ‘oi?’ ‘bom dia?’ ‘como vai você?’ essa última é bem redundante. eu mesma deveria saber como as coisas estão indo. conversaria mais vezes com você se não fosse uma perda de tempo, 90% das vezes. os outros 10% a gente até consegue ter uma conversa amigável e se entender. mas só de vez em quando, nos poucos encontros em que você decidiu ser bonzinho.

eu andei pensando muito em você. quer dizer, em mim mesma. ah, sei lá. andei pensando muito. não que isso seja novidade, eu sempre penso demais. mas andei pensando sobre essa nossa relação e que talvez eu esteja cansada disso tudo. afinal, pra quê? pra que a gente gasta tanto tempo tentando entender você quando a gente bem sabe que você não quer ser entendido?

eu lembro que quando era mais nova, vinham uns pensamentos loucos na minha cabeça. do tipo ‘eu sou incrível’, ‘eu sei que eu consigo’ e ‘eu sou livre’. fiquei horas acordada no domingo pensando onde esses pensamentos foram parar e em que momento da minha puberdade eles sumiram por completo para serem substituídos por outros de autodepreciação. ‘você não merece’, ‘você não vale nada’, ‘você não é bonita’.

quando foi que eu achei pela primeira vez que deveria ficar sozinha pra sempre e que o mundo não valia a pena? por que eu pensei nisso? quando foi que a gente se desentendeu ao ponto de eu dar mais atenção pra você do que pra mim mesma e ficar focada nas milhares de palavras maldosas que você me dizia diariamente? não sei. também não sei se faz sentido querer saber disso agora. são águas passas que, querendo ou não, me ajudaram a chegar onde cheguei.

ainda assim… você me fez pensar. me perguntar por que. por que a gente faz o que faz? qual o propósito disso tudo? pra quê eu quero ficar mais 40, 50 anos num mundo cruel e hostil matando um leão por dia e esperando que as coisas ‘deem certo’? por que eu preciso aprender coisas e me especializar e saber cada dia mais e trabalhar e ganhar e dinheiro… pra quê? qual o sentido disso tudo?

você não sabe a resposta, é claro. mais do que qualquer coisa, acho que você quer manter esse loop de perguntas eterno até que eu desista de encontrar uma resposta e stick to the status quo. pronto, agora eu lavo as minhas mãos, acabou por aqui, você venceu. eu me entrego.

é isso que você quer, né? você quer que eu desista, que eu deixe tudo no seu devido lugar, que eu ouça os seus gritos e sinta pena. que eu chore com você. que eu sofra junto e me identifique com os seus medos e inseguranças. você quer que eu não tenha propósito, que eu continue perdida. pra você é mais negócio do que se eu achar uma saída pra essa bagunça.

então, não. eu não vou parar de perguntar. eu preciso saber o porquê. por que eu vim pra cá? o que que eu tô fazendo aqui? qual a minha função? se não é você quem vai me responder, não tem problema. eu espero uma força maior me mandar um sinal. eu juro de pé junto que vou ficar de olhos abertos, atenta, só esperando. eu sei que a resposta vem uma hora ou outra, ela tem que vir.

se não… se não você ganha. e eu me afundo de novo nas dúvidas, nas inseguranças, nos ‘eu não consigo‘ e ‘não aguento mais ficar sozinha‘. nos dias trancados no meu quarto, deitada na cama sem saber pra onde ir, pra quem correr. sem saber que eu posso pedir ajuda.  sem nem achar que a ajuda vai vir. assim você corre livre, e eu fico presa nessa jaula que você criou, mudando a corrente de um pé para o outro só pra parecer que eu tô seguindo em frente.

não, obrigada. eu dispenso. passei anos dando ouvidos pra você. e onde é que isso me levou? onde me levaria? será que eu ainda estaria aqui se tivesse seguido os seus conselhos? algo me diz que não. pode esquecer, não adianta implorar. eu não te quero mais.

por um lado, eu sei que a gente é a mesma coisa, e não tem nada que me separe de você – nem é isso que eu quero. eu só… cansei. cansei de você e das suas mentiras. cansei da sua manipulação, do seu controle. do seu desejo inato de machucar e tentar fazer melhor que todo mundo. de me usar pra se defender.

cansei. cansei mesmo. chega. eu tô exausta desse joguinho manipulador que não dá em nada. cansada de não conseguir ouvir outra coisa a não ser as suas reclamações. você é a melhor definição de disco quebrado que o mundo já viu.

você não sabe o que é amor. nem tente me ensinar. por você eu passei tantos anos longe disso que a minha garganta fica travada só de lembrar. eu sei, pode ser que tenha um pouco de raiva nesse discurso, mas se eu não colocar isso pra fora, eu explodo. mas você precisa saber. precisa mesmo. às vezes, a gente só percebe que tá fazendo alguma coisa errada quando alguém conta. aí fica escancarado. fica na cara, aí não dá pra evitar mais.

talvez você queria ignorar isso tudo e continuar gritando na minha cabeça. talvez você comece a planejar a sua vingança silenciosamente. talvez, se eu treinar bastante e se não der brecha, você desapareça. só talvez. eu espero que sim. e eu espero que seja logo. porque eu cansei de você me dizendo o que fazer, sem me contar qual vai ser o resultado final. agora eu vou tomar as minhas decisões sem você, mas nunca sozinha. esse relacionamento abusivo acabou.

passar bem. esse é o meu último contato com aquilo que não me acrescenta, e o meu primeiro vislumbre do que é ser livre de verdade. felizmente, eu vou seguir esse caminho sem você.

o que a depressão significa para mim

depressão

foi no dia 24 de fevereiro do ano passado que eu tomei a última dose de antidepressivo e terminava uma jornada de um ano de tratamento para depressão. eu recebi alta. eu comemorei no Twitter. eu ri muito. eu fechei um capítulo, virei a página e segui em frente.

hoje, pouco mais de um ano depois disso tudo, eu olho para trás e penso ‘meu Deus, como é possível eu ter pensado tão mal de mim algum dia?’. na verdade, eu sei bem que é possível, eu sei que é comum e sei que tantas outras milhares de pessoas tão fortes quanto eu já passaram por isso algum dia ou ainda vão passar. para muitas, a depressão é uma nuvem cinza que fica pairando sobre a sua cabeça e nunca vai embora. para mim, essa nuvem virou chuva, evaporou e deixou só o sol e o céu azul para que eu admirasse ao meu bel-prazer.

pensei muito sobre isso essa semana, porque algumas pessoas comentaram que gostariam que eu falasse mais sobre depressão no blog. foi incrível olhar para trás e ver como essa fase, apesar de passageira, foi tão importante para me colocar no caminho que eu estou hoje e só o que eu consigo sentir por tudo o que eu passei é a mais profunda gratidão.

de lá para cá eu me tornei outra pessoa. hoje, eu sinto que jamais conseguiria voltar para o mesmo ponto que há dois anos e nunca conseguiria pensar novamente as mesmas coisas sobre quem eu sou. eu já sei o suficiente para entender (e praticar) que o que eu sou não muda e que pensamentos são apenas pensamentos.

a depressão não significa nada para mim.

a gratidão que eu sinto pelos momentos em que me vi perdida é a mesma que sinto agora que me encontrei. e a mesma que eu treino ver toda vez que encontro com as pessoas que eu amo, quando trabalho, quando durmo e quando acordo. talvez a diferença mais marcante de todas é que hoje eu amo acordar e antes eu preferia dormir para sempre.

lembro de pensar que morrer era a melhor solução (e esses pensamentos de vez em quando tentam chamar a minha atenção, sem sucesso). que eu não era importante. que não era amada. que não era digna de receber ou dar amor. que não merecia coisas bonitas ou ser feliz. que não merecia a alegria.

lembro vagamente de sentir um buraco no peito que não tinha fundo, de não enxergar as cores, de chorar sem motivo e de não saber o que estava acontecendo. lembro de me sentir vítima, de achar que o mundo inteiro estava contra mim e de ficar muitas horas trancada no meu quarto. lembro de não conversar com ninguém nos finais de semana, de dormir chorando e de despertar desejando não ter despertado nunca.

dizer que essa foi uma fase triste seria óbvio. dizer que ela foi ruim seria mentira. ela foi de extrema importância para o meu processo de autodescobrimento, de retorno ao lar, mas não foi mais importante que todas as outras coisas que me aconteceram ao longo desses meus aninhos na terra.

sigo acreditando que não estava doente e que o remédio não era a salvação da minha vida, mas uma ferramenta essencial para me ajudar a sair do ponto mais fundo em que eu me lembro de já ter estado. sigo acreditando, também, que essa fase só existiu porque eu fiz escolhas que me levaram até ela. e que tá tudo bem, foram escolhas perfeitas que me trouxeram até aqui. os meus pés seguiram o caminho que precisaram seguir para que eu lembrasse que só o amor salva e que eu não sou errada. nunca fui, nunca serei. nunca errei, nunca errarei.

é isso mesmo. a depressão não significa nada mais. para mim, no meu coração, eu consigo perceber com alegria que eu não vou levar mais esse assunto como um trunfo da minha vitimização e que essa fase ficou para trás tanto quanto qualquer outra.

hoje, ainda bem, eu me lembro desses momentos apenas como uma ferramenta, uma forma de mostrar para você que passa por isso agora que tem saída. porque tem. é só a gente querer ver. eu jurava que não passaria dos 27 anos, e dizia aos quatro ventos que as pessoas precisam ‘cuidar de mim’ porque a minha depressão me incapacitava. hoje eu já sei que não é assim (e, de novo, ainda bem).

eu olho para quem sente as mesmas coisas que eu sentia com esperança: você consegue sair dessa também. no fundo, tá tudo bem com você. a gente se confunde com as ideias às vezes e precisa de um lembrete que nos leve de volta para o lugar que conta quem a gente é de verdade. eu espero, sempre, ser essa lembrança para você.

quando eu mais precisei, eu pedi ajuda. e pedi de novo. e de novo. e chorei. e pedi de novo. até que me senti forte o suficiente para não pedir ajuda achando que isso era um pecado, mas só pensando em como é bom poder contar com outras pessoas quando eu preciso lembrar que eu sou, eu existo e eu sou boa. pode contar comigo, viu? prometo não falhar e ensinar o que um dia me ensinaram também.

você é. você existe. você é boa. e tá tudo bem.

5 lições que eu aprendi sobre amor e internet

internet e amor

eu criei um hábito muito traiçoeiro, tempos atrás, de entrar nas redes sociais a cada cinco minutos, no intervalo entre uma tarefa e outro no trabalho. hábito esse que por lado era importante e, por outro, muito exagerado: eu preciso ficar de olho no que está rolando no mundo, mas também não tem necessidade de ficar colada no Twitter 24 horas por dia. como a minha carga de trabalho diminuiu, e eu fiquei meio ‘ociosa’ (mentira, porque não tenho nada que achar que tô sem coisa pra fazer), e achando que é ok perder mil horas nas redes.

daí, olhando pra toda a bagunça que tá rolando nos últimos dias e levando em conta a experiência que eu tive quando um texto meu viralizou, eu me peguei pensando (bem Carrie Bradshaw mesmo) como é fácil a gente sentir raiva do que tá lendo. eu vejo as mensagens em caps no Facebook e já imagino as pessoas gritando, cheias de raiva, falando a torto e a direito as suas opiniões, pra todo mundo ouvir (quer dizer, ler). no Twitter, em momentos de crise, o riso rola solto, mas a raivinha tá lá também, meio escondida, a tal da indignação.

longe de mim dizer que todo mundo tem que ser  um poço de positividade online – a gente já sabe muito que as coisas não funcionam assim nesse mundão. mas, ao mesmo tempo, eu precisei olhar para o que eu estava sentindo e tomar uma decisão: ou eu continuava alimentando esse hábito e, de quebra, essa raiva, ou então eu desistia desse sentimento e passava a adotar uma postura de observadora. eu comecei a olhar mais e falar menos e, quando falo, penso muito bem antes de escrever.

eu comento o tempo todo sobre como a gente tem que colocar mais amor e compreensão na internet e isso não muda em momentos assim. na verdade, foi bem um lembrete de como eu estava me deixando influenciar por essa sensação e aprendendo a alimentar essa raiva basal que a gente sente toda vez que vê uma notícia de política no jornal. isso tudo não significa que a gente tem que deixar de prestar atenção no que está rolando, mas não deixar essa vibe virar uma norma (o que é muito comum, né?). dito isso, toda essa experiência me fez aprender algumas coisinhas:

1.comentários são combustível de raiva

não tô falando de comentários como os que eu recebo no blog (muito amorzinho ♥) ou então aqueles dos nossos amigos e pessoas com quem conversamos online. tô falando dos comentários de portais de notícia mesmo. eu já falei um pouquinho sobre isso no texto sobre a minha matéria de 13 Reasons Why (clica aqui pra ler), mas é sempre bom lembrar o quanto ler os comentários automaticamente coloca a gente numa posição de ataque e defesa (que, no fundo, são a mesma coisa): a gente briga para defender o nosso lado, o outro briga para defender o dele.

2.positividade atrai positividade

eu sempre ri daquela história d’O Segredo até o dia que estava assistindo o documentário sobre e pensei ‘nossa, queria muito um doce‘ – e lá veio minha mãe com uma panela de brigadeiro cinco minutos depois. é um exemplo bem tosco e muito superficial, mas é assim que a coisa funciona: se você despeja raiva, a raiva vem atrás de você. positividade atrai positividade, amor atrai amor e assim vai.

3.a internet legal é a gente que faz

não tem como eu só querer ver coisa linda e incrível na internet o tempo inteiro. eu posso fazer o máximo para não me expor a coisas que me façam mal, mas a real é que é a maneira como eu vou lidar com as coisas ‘ruins’ que importam. ok aparecer uma notícia polêmica na timeline, mas eu vou engajar numa briga, numa raiva ao ler o texto ou eu vou observar o que tá rolando, entender os fatos e seguir em frente? pois é.

4.a gente tem que lembrar que tem alguém do outro lado da tela

o foda da internet é que a gente esquece mesmo que tá falando com outras pessoas, sem vê-las. por isso parece que todo mundo tá gritando no escuro, sem saber exatamente com quem tá falando ou então quem tá lendo o que você escreve. dizem por aí que palavras doem mais que armas e a gente sai distribuindo coisas ruins o tempo inteiro, achando que não tem ninguém lendo e ninguém absorvendo o que a gente tá falando. é muita ingenuidade nossa achar que ninguém observa o que gente faz.

5.a gente tem que se olhar com mais carinho

a gente é crente que as pessoas se enxergam, se veem, mas na real não é isso o que acontece. cada um tá lutando contra os próprios demônios, tentando entender as próprias loucuras e isso fica muito claro quando você começa a perceber o tanto que coisa triste e nociva que tem online. quando a gente se interessa em entender porque o outro pensa como pensa, como ele pensa e porquê pensa, fica mais fácil de sacar que tudo tem um motivo, uma história por trás. e aí a gente sente compaixão. e quer ajudar e não atacar, entende?

a gente é e sempre vai ser livre para pensar e dizer o que bem entende, onde quer que seja, mas que que custa a gente fazer isso com um pouco mais de carinho, com um pouco mais de amor? por que insistir em reclamar e brigar quando a gente pode tentar fazer diferente e mostrar pros outros que o mundo não é um lugar tão horrível quanto a gente imagina?

me conta uma coisa: como você faria para colocar mais amor na internet?

um domingo preguiçoso

domingo preguiçoso

já que eu trabalho em casa, eu tento sempre fugir daqui no fim de semana – ou pelo menos passar a maior parte do tempo vendo esse mundão (e as pessoas maravilhosas dele). acontece que vez ou outra eu até curto ficar em casa e aproveitar para colocar o sono em dia. no caso, ontem foi um domingo preguiçoso, aquele dia que choveu horrores e eu fiquei igual um casulo enrolada nas cobertas.

esse vai ser um post um pouco diferente do que eu faço normalmente. estou tentando variar um pouco, trazer um pouco mais de mim pro blog e investir cada vez mais em conteúdos que me deixem mais perto de você, que tá aí do outro lado lendo. e a ideia é mostrar, em fotos, o que eu faço num domingo preguiçoso. me conta nos comentários se você gostou e se gostaria de ver mais posts assim?

domingo preguiçoso

domingo preguiçoso

domingo preguiçoso

domingo preguiçoso

domingo preguiçoso

domingo preguiçoso

um pouco sobre as fotos:

  1. amo demais as minhas cobertas e colchas e quero passar o inverno inteiro enrolada nelas;
  2. tô assistindo Suspicious Partner agora e amando – Ji Chang Wook é muito amor ♥;
  3. O almoço do dia foi macarrão integral com frango, cenoura e tomatinho cereja;
  4. meias felpudinhas e tricôs são a melhor coisa do inverno;
  5. chá segue sendo meu amor eterno e verdadeiro.

me conta o que você faz num domingo preguiçoso? 

 

‘eu não sei fazer igual’ não é desculpa (ou: a saga do bullet journal)

bujo antes e depois

todas as vezes que eu comentei com alguém sobre o bullet journal ou então que fiz posts sobre o assunto, tinha gente que comentava dizendo que não daria uma chance pra esse método de organização porque não tinha o ‘talento’ que a gente via tão bem nas fotos do Pinterest.

o que a gente (eu inclusa) insiste em ignorar – e que eu até comentei no Twitter hoje – é a nossa capacidade de melhorar com o tempo e o treino. parece que a gente tem que nascer fazendo tudo brilhantemente e se tiver uma linha fora do lugar, o trabalho é uma merda e não merece ser reconhecido.

bujo antes e depois

assim como eu escrevi muito nessa vida para escrever bem, as minhas técnicas com o bullet journal foram melhorando com o passar dos meses. em pouco mais de um ano e meio usando esse método, a mudança do meu primeiro bujo para o mais recente (o quarto) é gritante! parece que era uma outra pessoa que fazia aqueles quadradinhos grandes e escrevia de um jeito meio torno com canetas que manchavam a página.

vocês conseguem identificar qual é qual? quem me acompanha no Instagram já deve saber que o caderno que está à direita é o meu bujo atual – logo o que está à esquerda é o primeiro, que eu comecei em novembro de 2015. as fotos foram feitas das primeiras páginas principais, o calendário do mês e o daily log, para vocês terem uma ideia de comparação.

bujo antes e depois

antes eu consigo ver que os traços saiam meio duros e sem fluidez, vindos de uma mão bem insegura. hoje não. eu já consigo fazer letterings (essas brincadeiras com fontes e letras cursivas) com facilidade e sinto que já desenvolvi o meu estilo. hoje em dia é bem gostoso fazer isso, como uma terapia. eu coloco palavras que estão na minha mente no papel e brinco com cores e formatos. é divertido e muito gostoso de fazer.

é mais ou menos a mesma coisa que dizer que você ‘não tem recursos‘ pra fazer alguma coisa. é uma das piores coisas de ser perfeccionista: se você não tem o material perfeito ou o traço mais incrível de todos, não adianta nem tentar. tudo besteira da nossa cabeça, claro.

bujo antes e depois

acho que o meu bullet journal é a melhor prova de que a gente melhora com o tempo – a mão fica mais firme, os traços mais claros, o propósito mais certo na mente, e as coisas perdem essa pressão toda que a gente acha que elas precisam ter. dá pra ser leve, sabe?

se você alguma vez achou que não conseguiria fazer um bujo porque não sabe fazer essas coisas ‘bonitas’, para com isso, menina! é treino e meta: lembra do que você quer fazer com o seu faça! a prática leva à perfeição e tals.