4 blogs que são fontes de inspiração

Sabe aqueles dias em que você precisa fazer um monte de coisa, escrever mil textos, mas simplesmente não consegue encontrar a inspiração pra colocar as ideias que estão na sua cabeça no papel? Então…

Eu, como jornalista e ~blogueira~, tenho muitos desses dias. Eu escrevo o dia inteiro, todos os dias, mas tem horas que nem por um decreto eu consigo começar a escrever coisa alguma. E aí, quando eu vejo, eu tô atualizando o feed do Twitter (melhor rede social, beijos!) pela milionésima vez ao invés de fazer o que eu preciso. Ou começo todos os textos usando as mesmas palavras. Argh.

4 blogs que são minhas fontes de inspiração

O que eu aprendi com o tempo é que, nessas horas, a gente precisa dar um passo para trás e respirar fundo. Tudo bem se naquele momento o que você tem que fazer/escrever simplesmente não está saindo. A questão é como contornar essa situação.

Eu gosto de fazer muitas coisas nesse momento que tiram a minha cabeça da obrigatoriedade de escrever e me levam pra um lugar de inspiração mesmo. E, dentre essas coisas está visitar alguns dos meus blogs preferidos. Visitar páginas que me inspiram de alguma forma é um jeito de eu mudar o foco e deixar a cabeça ‘descansar’ um pouco, digamos assim. É uma forma bem palpável para mim de ir atrás de inspiração.

Os meus blogs preferidos pra isso são esses ó:
blog-1Eu sou muito fã do blog da Gabi. Muito mesmo. Os textos são tão bem escritos que é impossível eu não me apaixonar por um texto dela. Sabe aquela coisa que dá muito gosto de ler? Então. E é tudo tão bem explicadinhos, os textos tão bem amarrados que você sente que não ficou nada sem ser dito num post. E isso é incrível! Normalmente, quando estou presa em texto mesmo, vou no blog dela ler um pouquinho, pra ver se entrar em contato com essa escrita me anima a sair do bloqueio. Costuma funcionar!

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Gente, o blog da Melina é a coisa mais amorzinho desse mundo. Eu sou encantada com as fotos que ela faz, é tudo criado com muito carinho sabe? Cada foto é super bem pensada, com elementos que conversam entre si e que criam uma vibe – toda foto dela transmite uma sensação que vai muito além do que está ali na foto, materialmente falando. O feed do Instagram dela é um dos meus favoritos da vida e eu sempre corro pra lá quando quero me inspirar para fazer fotos para o blog ou só pra ver coisas bonitas mesmo! Rsrs

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O blog da Lominha é incrível! Eu acompanho tem tanto tempo que eu nem sei mais quando foi que eu comecei a ler. Mas a Lominha fala sobre duas coisas que eu gosto muito: a cultura coreana e blogs! Como ela tem um material incrível de forte para blogueiras, eu sempre corro lá quando estou um pouco travada em relação ao Desancorando. Seja porque não tenho ideias para posts, como divulgar os que eu faço (alô, preguiça!), como fazer uma newsletter bacana. Enfim, tudo isso sabe?

 

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Esse blog não é brasileiro, mas britânico. A página da Rebecca é incrível e eu descobri sem querer nessas minhas andanças pela internet. O que eu mais gosto é o conjunto da obra do blog dela: as fotos incríveis e os textos muito bem feitos. Ela faz muito conteúdo com esse viés de inspiração também, o que eu gosto muito. Corro muito pra lá quanto estou sem ideias para posts, por exemplo.

Pode ter certeza que quando qualquer um desses blogs tem um post novo, eu leio. São páginas que me ajudam muito em muita coisa, mas, principalmente, a olhar de uma forma diferente e a fazer as coisas de um outro jeito. E isso é o mais legal.

E, verdade, quando a gente tem um propósito certo, tudo fica muito mais fácil, mas isso não significa que a gente não precisa de uma ajudinha de tempos em tempos, né? Um empurrãozinho não faz mal nenhum.

Você lê algum desses blogs? Quais você usa de inspiração?

Porque eu amo os haters

Eu já comentei muitas algumas vezes que eu sou muito fã de internet. Eu acompanho blogs desde que me conheço por gente e já vi de tudo. Posts legais, posts péssimos, blogs legais acabando, blogs legais começando, blogs não tão legais assim fazendo sucesso e outros incríveis ficando escondidos nos cantinhos obscuros da internet.

Eu já vi muito comentário ruim. Muito mesmo. Os haters não têm cara nem coração e aparecem quando a gente menos espera. Eu, confesso, nunca tive muitos desses (acho que um ou dois, no meu blog antigo – e nenhum até agora no Desancorando), mas eu entendi uma coisa nos últimos anos, que me fez olhar para eles (os haters) de uma forma diferente.

Porque eu amo os haters

Desde que eu conversei com a Lominha sobre o porquê da internet ser tipo um poço que tem um alçapão depois do fundo e depois que eu mesma comecei a mudar a minha percepção de tudo, eu entendi que só existem duas coisas que as pessoas fazem no mundo: ou elas entregam amor ou elas pedem amor.

Se alguém entrega amor (e eu gosto de pensar que faço isso cada vez mais por aqui), a gente recebe, aceita e agradece muito. Se a pessoa está pedindo amor, o que a gente faz? Devolve a patada do mesmo jeito ou dá o que ela está pedindo?

Sabe, nem sempre as pessoas vão ser objetivas a ponto de falarem ‘oi, me dá amor, peloamordedeus’. Às vezes, elas brigam, outras xingam, outras vezes ainda elas saem falando mal de você pra internet inteira ouvir ou até mesmo roubam o seu conteúdo sem dar os devidos créditos. Não estou falando que nada disso é certo ou errado, que fique bem claro, mas a gente nunca sabe como – e quando – alguém vai pedir amor.

Por isso, quando aparece alguém fazendo comentários maldosos no nosso blog, Instagram ou o que quer que seja, a gente só tem duas coisas a fazer:

  1. Entender que o que a pessoa está falando não tem nada a ver com a gente e tudo a ver com o que ela pensa dela própria;
  2. Dar a ela o amor que ela está pedindo.

Isso não significa que você tem que ficar feliz quando aparece um hater na sua timeline, quando alguém te xinga ou fala mal de você. E dar amor não quer dizer que você vai passar a mão na cabeça da pessoa, falar um ‘eu te amo’ e mandar muitos-beijos-e-abraços-queridinha. Eu já falei mais de uma vez que amor não tem nada a ver com isso.

Dar amor é reconhecer a vida que existe do outro lado da tela. É perceber que tem alguém ali que pensa tão mal de si mesmo que precisa externalizar isso de alguma maneira e só porque ela usou o seu blog como desculpa pra isso, não significa que você tem que comprar o que ela está jogando na sua cara.

Sabe quando aparecem aquelas pessoas na rua que ficam insistindo muito pra você comprar a balinha? Ou a tia do telemarketing que tem um script pronto pra te vender um milhão de serviços diferentes quando tudo o que você quer é só cancelar o serviço da Net? Então, só porque essas pessoas estão azucrinando o seu ouvido com opções, não significa que você tem que comprar coisa alguma.

Você não é obrigada a comprar o serviço que estão te oferecendo. Com os haters é a mesma coisa. A única diferença é que ao invés de um pacote com 150 canais que você nunca vai assistir eles te vendem uma sensação.

Aí, você fica puta, nervosa, tremendo na frente do computador. Mas você não precisa comprar o que essa pessoa tá te oferecendo, sabe? É tipo quando você vai numa festa e tá tocando uma música incrível, mas tem uma pessoa que esqueceu tirar o tampão que usa pra dormir e não tá ouvindo nada. Você vai ficar puta porque ela tá gritando que você tá maluca? Dançando feito doida sem música? Ou vai falar pra ela tirar os malditos tampões do ouvido?

Já diria Taylor Swift: haters gonna hate (hate hate hate). Não significa que a gente tenha que odiar também, pelo contrário. A gente tem mais é mostrar pra pessoa que tá tudo bem com ela, e que nada do que ela falar muda quem a gente é. Se ela não quiser ouvir, se quiser continuar batendo na mesma tecla, tudo bem também, é uma escolha dela. Mas pelo menos ela sai da sua página se odiando menos do que quando entrou. Pra mim, isso já é vantagem.

Agora eu quero saber de você: como você lida com os haters?

Por que desistir dos blogs é tão tentador?

Quando eu penso em internet, só me vem na mente coisas legais. Os fóruns que eu participei, as comunidades do Orkut que eu amava (‘Deve ser chato ser uma árvore’ – nunca mais esqueci dessa!), o Fotolog que eu já tive, os sites de fanfictions onde eu passei 99% da minha adolescência… Enfim, eu tenho muito carinho por essa tal internet.

Por que desistir dos blogs é tão tentador?

Acontece que eu sei também que o mundo online tem um lado obscuro que eu, ainda bem, consegui ficar longe por boa parte da minha vida na internê – salvo os eventuais comentários em páginas de notícias, que a gente sabe que não deve ler, mas lê mesmo assim. Recentemente, a Lominha, do Sernaiotto, que é uma referência em blogs – e principalmente, em conteúdo sobre blogs para blogs – fez um post falando que estava pensando em desistir desse mundo por causa dessa onda ~bad vibes~. E não à toa.

“As pessoas estão desaprendendo a ser gentis. É muito ódio gratuito, muita gente que acredita que você deve estar disponível, gente que critica sem conhecer as causas. Tá tudo muito frio entre os monitores, sabe? Atitudes que ninguém tomaria se estivesse ali, cara a cara, tomando um café”. A Lominha também acha que isso aconteceu porque a ideia de ganhar um ‘dinheiro fácil’ com a internet ganhou muito espaço na cabeça das pessoas e isso tirou um pouco a ‘humanidade’ das coisas.

“Tá tudo muito frio entre os monitores, sabe? Atitudes que ninguém tomaria se estivesse ali, cara a cara, tomando um café” – Loma, do Sernaiotto

Também, pudera. Não é de hoje que a gente vê blogs estourando da noite para o dia, Youtubers virando celebridades e aparecendo em outdoors de uma hora para a outra e muito dinheiro envolvido nessa brincadeira toda. Nesses casos, eu acho que a comparação é quase inevitável.

A Lominha me falou também uma coisa que eu achei muito interessante: a internet justa é uma ideia utópica. “Tudo que envolve pessoas e distintas opiniões tem conflitos”. E, realmente, isso é verdade. Opinião sempre vai gerar conflitos, e é impossível a gente impedir as pessoas de darem uma opinião sobre qualquer coisa (nem ditadura consegue). Mas, então, qual seria a saída desse mundinho obscuro?

Propósito.

Lembram quando eu falei que tudo o que você precisa pra fazer qualquer coisa é um propósito verdadeiro? Então. A Lominha também acha que os blogs mantêm o seu propósito: “Alguns blogs podem ter perdido o foco, ou foram o pontapé inicial para grandes projetos ou novas profissões. Mas o blog continua sendo aquele lugar que a gente compartilha experiências e faz amigos, mesmo que nem todo mundo o veja mais dessa forma”.

Quando eu comecei o Desancorando, saída de uma experiência não tão legal assim com um outro blog, que eu mantive por 5 anos, a ideia era justamente essa: fazer amigos. Criar um ambiente acolhedor pras pessoas conversarem sobre o que elas quisessem e que eu apenas levantaria a bola.

E, pensando assim, ficou muito mais fácil olhar para as coisas com um olhas mais carinhoso, porque era isso que eu procurava, e isso que eu queria – e ainda quero, todos os dias – proporcionar pra quem entra no blog.

É muito fácil a gente olhar pra uma tela que pisca e achar que não tem ninguém ali do outro lado, lendo o que a gente escreve. Mas isso é mentira. Tão mentira que não dá nem pra levar isso a sério quando a gente lê uma matéria num Uol da vida, por exemplo. Sempre tem alguém do outro lado da tela, seja escrevendo, editando, tirando fotos ou revisando um texto. E essa pessoa tem que ser levada em consideração.

Se a gente esquece que tem alguém do outro lado, trabalhando pra entregar uma coisa (qualquer coisa) que seja, então a gente está travando o fluxo natural das coisas. Entende?

Então, com tudo isso em mente, o que fazer com um blog em pleno 2016?

“Não busque seguidores, faça amigos. Não busque dinheiro, busque contatos. Não procure a perfeição, procure aprimorar o que você sabe. Com o tempo – e se o seu blog acabar – ficam os amigos, ficam as oportunidades e também ficam as suas habilidades bem aprimoradas em fotografia, texto, vídeo. Faça por você, compartilhe o que gosta e o resto, é lucro.”

Pronto, tá feito.

#ancoraemmim

Quem me acompanha no Instagram percebeu que, de uns tempos pra cá, eu comecei a postar umas fotos diferentes: eu de mãos dadas com várias pessoas queridas. A ideia começou meio sem querer: no final de março eu reciclei um workshop na Coexiste e uma das participantes levou esses balões incríveis com frases bem legais.

#ancoraemmim

Esses balões são parte do trabalho do artista e fotógrafo Felipe Morozini (@felipemorozini) e eu achei a ideia incrível. O balão que eu mais gostei dizia assim: ‘pega na minha mão e não solta’.

Gostei tanto, aliás, que logo em seguida tirei foto com um amigo, de mãos dadas, falando que ele tinha aceitado a sugestão, e achei a brincadeira tão legal que continuei. Foi o que me inspirou a fazer um dos meus posts preferidos do blog: 30 coisas que todo adulto pode fazer. Há algumas semanas, conversando sobre isso com outra pessoa querida, cheguei numa hashtag que eu poderia usar que tivesse a ver com o blog e também com a ideia: #ancoraemmim.

Não solta não, tá? Segura bem forte.

Uma foto publicada por Maki De Mingo (@desancorando) em

Sabe, tem horas que a gente fica tão perdida na nossa própria cabeça, que a gente esquece mesmo que quando a gente se relaciona, quando olha pro outro, quando recebe e demonstra um carinho, a gente volta a ficar mais em contato com a gente. Pra mim, é isso que esse ‘projeto’ (acho estranho falar isso, mas ok) representa pra mim. É uma forma de eu me lembrar quem eu sou, de mostrar como esse contato é importante. E, mais do que isso, é uma forma de mostrar que assim como eu confio a minha vida à essas pessoas, elas podem fazer o mesmo comigo.

Eu me comprometo a ser verdade sobre elas (e sobre vocês também) e de lembrá-las o tempo todo quem elas são. Publicar fotos assim é só uma forma de eu compartilhar esse sentimento com vocês que acompanham o blog. (e o Insta! Já tem mais de 800 pessoinhas lá! ♥)

Num mundo em que o ódio parece sempre ganhar, é importante a gente lembrar que a nossa natureza é o amor, e que compartilhar esse amor com todos, de forma que todo mundo lembre de quem é, é a nossa meta. Nada mais além disso importa, entende?

#ancoraemmim e me ensina tudo sobre a tal disponibilidade

Uma foto publicada por Maki De Mingo (@desancorando) em

Demorei pra fazer esse post (já são quase dois meses desde que eu postei a primeira foto) porque queria entender melhor o que era isso que eu tava fazendo, e a sensação que eu tô colocando em cada uma das fotos. E também pra estender o convite. Se você quiser participar também, é só usar a hashtag #ancoraemmim. Assim eu posso ver o que você postou também (e se quiser garantir que eu vou ver mesmo, me marca na foto, que aí não tem erro!). Tá bom?

O minimalismo está matando a sua espontaneidade

Já dizia minha avó (e continua dizendo, por sinal), que tudo em excesso faz mal. Eu já gosto de ir além: tudo o que limita faz mal. E quando falamos de limitação, a gente bem sabe que essa espécie peculiar chamada ser humano sabe muito bem como se limitar mais e mais.

Essa semana eu vi vários posts e vídeos falando sobre como deixar o Instagram com um feed mais harmônico, como criar um tema pro seu Instagram, como editar fotos pro seu Instagram. Se isso não é prova de que o Instagram está dominando o inconsciente coletivo, eu não sei o que é. Até comentei no Twitter que fiquei surpresa com a quantidade de posts sobre esse tema blogosfera/Youtube afora.

o minimalismo está matando a sua espontaneidade

Junto com isso, vi outros dois posts incríveis que me fizeram pensar sobre minimalismo: um da Babbee, que começou a conversa falando sobre o minimalismo nos layouts, e outro da Bessie, que ampliou a discussão levando o tema também para a decoração.

Você pode me perguntar: ‘mas qual a relação de Instagram e minimalismo?‘ Toda! Quantos tutoriais e textos sobre essa rede você já viu por aí que falam que menos é mais, pra apostar em fundo branco, em pontos de cor, em decoração minimal, em sei-lá-mais-o-quê, em 3 passos para ter fotos mais bonitas e afins.

Enquanto eu acho super legal você postar fotos bacanas, se isso, claro, servir a um propósito (de novo essa palavra que persegue quem lê o blog), não tem porque você se virar nos 30 pra tentar passar uma coisa que não é prática e que não representa a sua essência.

No Instagram do blog eu tento seguir um padrão das postagens porque ele foi criado com o intuito de ser uma extensão do blog. Ali eu coloco o mesmo carinho e cuidado que eu coloco por aqui. Como o blog é uma extensão da minha vida e eu já falei que aqui não existem segredos, eu percebi que esse Instagram tinha que virar o meu mesmo, se não eu estaria fazendo uma distinção entre o que é o blog e o que sou eu. E essa diferença não existe.

Sendo assim, eu gosto de seguir um certo padrão pra manter essa imagem e esse propósito. Mas isso não significa que eu fico obcecada em postar fotos só no estilo X ou Y. Se eu tirei uma foto que foge desse padrão e que passa a mensagem que eu quero passar eu vou postar independente de estar ‘de acordo‘ ou não.

Até comentei com a Gabi, em um post que ela fez sobre o assunto no Facebook (e acabei de ver que ela fez um post no Teoria sobre isso também!), que eu comecei a usar só um filtro no Instagram pra todas as fotos por preguiça de ficar pesquisando entre os mil que tem ali. Era mais fácil, entende?

E por mais que ter uma vida minimalista seja bacana, isso não significa que ela seja assim na prática. Meu quarto só é minimalista agora porque vocês não conseguem ver o armário abarrotado de livros e bugigangas que eu ainda não desencaixotei porque não comprei prateleiras (alô, enrolação!).

Ser minimalista é legal, mas ser espontâneo é muito mais! Quando a gente faz qualquer coisa na espontaneidade (e não confunda espontaneidade com imprudência ou com impulsos), quando a gente se permite um ato sincero, a resposta é muito mais incrível do que quando gente tenta passar uma coisa que não é.

Bem no basicão, sabe como surge uma tendência? Uma pessoa vê uma coisa legal, começa a usar/fazer, aí outras pessoas acham isso legal e começam a reproduzir esse comportamento/roupa/estilo/whatever. O problema é quando essa ~tendência~ (quem mais tem aversão à essa palavra?) vira uma regra: e aí todo mundo tem que fazer tal coisa PORQUE É ASSIM E PONTO.

Não, gente. Você não precisa ter um feed de Instagram harmônico. Você não precisa ter um feed só com fotos minimalistas com cabeças de Bambi metálicas e cruzinha na parede. Você não precisa ter um layout preto e branco com um header de aquarela e você, com certeza, não precisa comprar ou se desfazer de coisas que gosta pra adquirir um estilo de vida ‘minimalista‘. Eu, por exemplo, só tiro foto praticamente das mesmas canecas porque são as maiores que eu tenho e eu amo tomar um balde de chá logo de manhã. #truestorybro

Você é livre pra fazer o que você quiser. Não deixe que uma coisa que parece bonita tire a espontaneidade que vibra dentro de você. Se quiser ter um quarto bagunçado, tá tudo bem! Se quiser ter um quarto de Pinterest, tá tudo bem também! Se você quiser um Instagram perfeito-harmônico-só-tiro-fotos-com-fundo-branco ou se preferir um samba do crioulo doido, tá tudo ótimo. Isso não muda quem você é.

A gente tem que parar com essa mania de encontrar mais fatores pra limitar a nossa vida e esquecer que a real felicidade está em ser espontâneo (de novo, não tem nada a ver com impulso, ok?). Se eu tirar uma foto linda com as minhas amigas vou deixar de postar só porque ela não tá assim ou assado? Garanto que não!

Vamos parar de falar como as coisas ~tem que ser~ e aceitar que quando a gente faz qualquer coisa de um lugar verdadeiro, com uma sensação bacana, é muito mais gostoso. Porque ter um feed do Insta impecável ou um quarto minimalista digno de Casa Vogue não faz você feliz (nem hoje, nem nunca!).

O que faz você feliz é estar em contato com quem você é de verdade e usar de todas as ferramentas (seja um quarto bagunçado ou um feed do Insta, ou um layout P&B) pra ajudar as outras pessoas a entrarem em contato com isso também! Entendeu?

Você acha que o minimalismo está passando dos limites?