carta aberta para a maki de 15 anos

querida Maki,

acho que o melhor que eu posso fazer, ao começar esta carta, é dizer um obrigada de coração cheio. repleto. pleno. transbordando. obrigada porque, olhando de onde eu vejo agora, eu sei que você não desistiu, que você seguiu em frente e que você, acima de tudo, persistiu. lembrando de você, acho que essa é a melhor coisa que eu posso dizer.

vou ser muito sincera e dizer que não me lembro muito de você. não lembro onde a gente estava em 2002. era sétima ou oitava série? a minha memória a respeito do passado me trai mais vezes do que gostaria de admitir. a raiva de mim mesma me cegou tanto que mais de uma vez me peguei pensando que eu não tenho lembranças de quando era mais nova. mentira, claro.

Maki,  do alto dos seus 15 anos, você está pensando em poucas coisas além de ler todos os livros que vê pela frente, ouvir os CDs gravados com músicas do Blink 182, Sum41 e Good Charlotte e estudar o máximo que pode para ir bem nas provas. o primeiro beijo ainda está um ano de distância (mas os crushes já são muitos – se bem que naquela época eles eram chamados apenas de ‘paqueras’).

você tá naquele meio do caminho. entre ser criança e adulta. o que eu posso adiantar é que a sensação de não querer crescer nunca vai embora e o seu lado criança vai com você firme e forte até os (quase) 30, onde me encontro agora. fique tranquila, o seu coração inocente vem junto comigo. você não perdeu a arte de sonhar, mas segue firme na incapacidade de pensar no futuro.

eu sei que você já passou por bastante coisa. a sua vida é confortável. seus pais estão juntos, seu irmão (ainda) é alegre, mas você encontrou demônios para lutar contra com todas as suas forças. conheço bem a nossa mente e sei as coisas ruins que você pensava – apesar da sua veia otimista pulsar tão forte.

você está à beira de uma mudança. no seu futuro – que já é meu passado – você vai passar por momentos difíceis. você vai chorar muito. você vai pensar em desistir muitas vezes – e quase vai ser bem-sucedida em uma delas. você vai sentir as supostas injustiças da vida em cada fio de cabelo, em cada crise nervosa e em cada lágrima. você vai achar que o mundo é cruel e que a melhor saída é você ficar no seu quarto lendo fanfictions de Harry Potter e ouvindo os CDs do McFly. você vai escrever muito para colocar para fora o que sente, vai tentar cortar os pulsos com a tesoura da cozinha (e desistir com a lâmina gelada já tocando a pele). você vai passar muitas e muitas horas chorando, encolhida, sentada no chão do banheiro de casa.

mas tudo bem. acho que essa é a segunda coisa que eu preciso falar: tá tudo bem com você. pode não parecer, levando em consideração o quadro triste e sombrio que eu pintei nos parágrafos acima, mas você tá bem. não tem nada errado. fica tranquila, a vida não é tão cruel quanto você pensa – e essa lição vai chegar em breve.

o meu primeiro impulso escrevendo essa carta seria dizer para você mudar tudo. para não se esconder, para enfrentar cada palavra que cortou esse seu coraçãozinho – e que começou a vida vermelho vibrante e todo redondinho, mas que vai se tornar uma massa sem forma e escura, quase sem vida, até voltar a ser o que era. saiba que isso é necessário e que você precisa passar por isso para chegar até mim. então, mais uma vez, eu agradeço a sua já tão grande coragem, de enfrentar tudo isso e, mais uma vez, não desistir.

eu sei que você se sente sozinha. que sente que é inútil e que as suas poucas amigas parecem não sentir a sua falta. mas isso tudo é invenção da sua cabeça. você é tão importante para elas quanto elas para você. cada uma dessas pessoas maravilhosas vão te ajudar nessa jornada. lembre-se de segurar na mão delas quando elas oferecerem. e só porque você se sentiu assim um dia, não significa que precisa manter isso pra sempre, viu?

eu sei que a superficialidade é algo que te incomoda muito – infelizmente, a gente ainda está aprendendo o que fazer com ela -, mas saiba que ela vai ser essencial para o treino que vai mudar a sua vida. preste atenção nela como eu sei que você vai prestar.

eu sei também que você sonha muito. continue sonhando. sonhe alto. invente histórias na sua cabeça o quanto quiser. eu sei que muitas vezes essas imaginações são a única coisa que te seguram no mundo. tudo bem você se aproveitar delas por agora. ande de um lado para o outro com o Discman na mochila e muitas ideias na cabeça. sonhe com um mundo melhor e uma vida mais divertida. por agora, eu sei que isso é tudo o que você pode fazer para ter certeza que está viva. é a única ligação que você consegue ter com a existência, então sonhe.

ouça as suas músicas tristes e chore lendo as letras no computador. leia todas as fanfics que puder, ande pela cidade com seus mangás de Sakura Card Captor e ouça de novo e de novo os seus álbuns preferidos da Avril Lavigne. acho que a terceira coisa que eu quero dizer com essa carta é: continue fazendo tudo o que faz agora. não mude nada. não seja mais nem menos. seja o que você é agora. tá tudo bem com a forma como a sua vida está caminhando.

as coisas vão complicar. você vai passar por momentos em que a escuridão vai parecer completa e, muitas vezes, esses momentos vão ser uma lembrança feliz, de tempos mais leves, e você vai revisitá-los de novo e de novo quando precisar de conforto. compre todos os All Star que quiser de todas as cores. use as milhares de pulseiras neon que você comprou iguais as da sua prima. sinta medo de ir mal na escola e de conversar com os seus pais. isso vai ser importante no futuro.

eu gostaria de dizer para você não se culpar. mas até isso eu sei que não vale a pena fazer diferente. talvez, se eu pudesse, eu diria apenas pra você lembrar de olhar em volta e agradecer de vez em quando. por estar viva, por ter tudo o que você tem e pelas pessoas que estão na sua vida. mas, sabe, isso você vai fazer naturalmente em algum momento nesse caminho. os dias ensolarados serão uma dádiva aos seus olhos (mesmo você detestando o verão).

que essa carta seja, então, um bálsamo. um lembrete de que você está bem quando a vida no mundo parecer demais e que, mesmo quando tudo parecer perdido, uma luzinha de esperança vai te guiar para onde você precisa ir. confie que você vai chegar lá, mesmo que, aos 15 anos, você não tenha ideia de onde ‘lá’ é. não se esqueça da sua risada, do seu sorriso, das fotos no pátio da escola e da viagem para Angra dos Reis. um dia, você vai olhar para cada um desses momentos e ficar com o coração emocionado, porque finalmente lembrou de quem você é de verdade. cada foto será uma memória presente e você vai se reconhecer em cada uma delas depois de tanto tempo perdida. e vai agradecer, como eu estou fazendo agora.

Maki, obrigada por não desistir e por me trazer até aqui. olhar pra você é a maior prova de que o tempo não existe e que a gente continua a mesma coisa – a gente só se perdeu no meio do caminho, antes de lembrar do porque a gente insistia em olhar pro céu azul e pensar que a vida é perfeita. (spoiler: ela é mesmo)

com carinho,

a Maki de 2017

foto: Luísa Chequer Fotografia

6 dicas para aproveitar o resto do ano (sem se sentir um fracasso)

parece que a gente pisca e chega junho. daí pisca de novo e é outubro. daí pisca mais uma vez e tá se arrumando pra passar o Natal na casa da vó. tanto quanto é relativo, o tempo é muito doido e parece passar cada vez mais rápido (a velocidade aumenta exponencialmente com a idade – true story, bro).

e como faz pra aproveitar o resto do ano se você não fez nada do que se propôs em 1º de janeiro, quando jurou de pé junto que ia cumprir as suas metas? é, eu sei que parece difícil (na verdade, parece impossível) e até meio desmotivador. mas eu sou da teoria de que nunca é tarde demais pra gente fazer qualquer coisa e, já que o tempo é maluco mesmo, a gente pode contornar as regras e ter um ano novo pessoal em pleno junho.

mais ou menos como se recuperar de uma semana ruim, você precisa de um plano de ação. e eu sei que fazer listas e pensar em tarefas e metas outra vez pode ser a coisa mais chata do mundo inteiro (ou o tipo de coisa que nunca vai ajudar), por isso o primeiro item da minha lista é:

1.queira de verdade

olha, eu vou falar a real. eu já fiz muitas listas de resoluções de ano novo que ficaram mofando na minha carteira por um motivo: eu não queria fazer de verdade nada do que tinha me proposto ali. e eu sei disso porque nunca tirava nenhum desses planos do papel. por isso, se você sente que o seu ano tá meio parado e que você não fez o que escreveu na sua agenda no começo do ano, pergunte, de verdade verdadeira, se você quer fazer alguma dessas coisas. se a resposta for ‘não’, não precisa se desesperar. agora é só pensar em coisas que você quer fazer mesmo, que te empolgam, te animam e aí pensar num plano pra colocá-las em prática.

2.agora sim, planeje

eu sou péssima com prazos e datas. mas só quando o assunto são projetos pessoais, porque com trabalho eu sou mega certinha. isso é uma benção e uma maldição. benção porque nunca na vida atrasei a entrega de um trampo, maldição porque todos os meus projetos pessoais (e isso inclui o blog) ficavam em segundo plano. quando eu percebi que queria de verdade verdadeira que o blog fosse incrível, esse planejamento virou quase algo natural: eu passei a encaixar nos meus horários pequenas tarefas – como agendar as redes sociais ou fazer fotos pra posts – que me ajudassem com isso. ficou fácil, sabe?

3.aproveite os pequenos momentos

eu tenho pavor de zumbis, mas, curiosamente, Zumbilândia é um dos meus filmes favoritos. nele tem uma regrinha que diz ‘enjoy the little things‘ (ou ‘aproveite as pequenas coisas’, em português) e eu acho que esse é um dos maiores aprendizados que a gente pode ter. ao invés de reclamar que você só fica no celular quando sai com as suas amigas, preste atenção nelas e largue a telinha! é mais fácil do que a gente imagina, sabe? preste atenção nas coisas que estão acontecendo, aproveite os momentos que você sai de casa (e os que fica enrolada nas cobertas também). você não precisa pular de paraquedas ou abrir o seu próprio negócio para aproveitar o resto do ano. basta reconhecer as coisas incríveis que você já vive e todas as oportunidades de aprendizado que cada dia te oferece, entende? mas, aí, a gente volta pro item 1 dessa lista: tem que querer.

4.comece um projeto novo agora!

você não precisa de 1º de janeiro para mudar alguma coisa que não gosta na sua vida ou começar um novo projeto. tem um professor que me fala de novo e de novo que cada segundo é uma nova oportunidade da gente fazer diferente do que fez até agora. e é verdade! você é capaz de começar aquele blog que tanto quer, a dieta que vai te fazer bem (mas fala com um profissional antes, tá?), o livro que você sempre sonhou em escrever (cof, euzinha, cof) ou aquele curso incrível que você vive adiando.

5.organize as suas finanças já!

você escreveu lá na sua agenda (ou no seu bullet journal lindão) que ia guardar dinheiro esse ano, só pra ver cada um dos seus suados dinheirinhos saírem pela janela. fazer uma poupança é questão de disciplina, mas é o tipo de coisa que você também pode começar a hora que quiser! olhe direitinho onde você gasta mais, em que lugar pode segurar a grana e comece pequeno. 50 reais por mês já vale, viu? não precisa guardar uma fortuna pra construir uma poupança legal. isso leva tempo mesmo. se você quiser uma abordagem mais ‘agressiva’, pode sempre fazer uma meta progressiva. por exemplo: começar guardando 50 reais, depois 100, depois 150 e assim por diante. ah, uma dica de ouro: joga o dinheiro na poupança assim que ele entrar na sua conta, viu? não deixa ele ali, te tentando a gastar em blusinha e chocolates (meu caso, óbvio).

 

acho que todo mundo tem na cabeça essa ideia de que pro ano ser incrível ele tem que ser ÉPICO e você tem que fazer coisas maravilhosas que ninguém mais fez e tudo mais. beleza, pode ser assim, claro, mas pode também ser você aprendendo a olhar com mais atenção pras coisas que acontecem ao seu redor, lembrando que você tá viva e que não tá sozinha, e aprendendo aos pouquinhos a aproveitar o que você tem.

o que você gostaria de fazer esse ano ainda? me conta nos comentários!

 

dá pra colocar mais carinho no que a gente faz?

eu tenho pensado muito em carinho. no dia a dia, eu tenho percebido que, muitas vezes, faço as coisas com raiva: um copo que eu pego com mais força do que deveria, uma porta que eu ao bato invés de fechar, um dedinho do pé que insiste em bater na quina da cama. poderia ser proposital, mas eu só percebo como estou raivosa na hora que o prato escorrega da mão e quase quebra na pia.

então, sim. eu tenho pensado em como colocar mais carinho nas coisas que eu faço, porque a gente passa o dia inteiro em guerra consigo mesmo, criando scripts imaginários que ninguém segue e sem saber exatamente pra onde tá indo.

dia desses me falaram (mais uma vez) que é impossível a gente servir a dois senhores: ou ama ou guerreira. não dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo, nem conciliar uma com a outra. na prática, sabe o que isso significa? que se você escrever um texto com raiva, as pessoas vão sentir uma coisa esquisita também. ao contrário, se você escreve o mesmo texto com carinho, elas vão terminar a leitura se sentindo bem. sabe como é?

fazer com carinho não é só fazer com cuidado, é pensar em quem vai usufruir do que você tá fazendo. se você faz almoço só pra você, tanto faz se faltou sal no arroz ou não. mas se é pra alguém que você gosta, aí são outros 500. parece que a gente dá mais atenção, fica mais presente. parece não, é.

imagina que louco se tudo o que a gente fizesse fosse usufruído por outra pessoa? na real, é assim mesmo. é uma ingenuidade nossa acreditar que as pessoas não tão observando o que a gente faz. elas olham cada detalhe e se tem carinho em cada passo, elas vão querer sentir isso mais de perto também.

talvez, por mim mesma eu jamais encontrasse a força de vontade de fazer tudo com mais carinho (até tirar os copos do escorredor sem correr o risco de quebrar o jogo inteiro). mas pensando em quem pode usufruir disso… a coisa muda e me dá um aperto no coração pensar que as pessoas tão vendo raiva nos meus movimentos.

sentir raiva não é nem nunca vai ser normal, e cada dia vez mais eu vejo como colocar esse sentimento gostosinho nas coisas que eu faço tem mais resultado do que mil textos virais juntos. cada palavra escrita pensando em você aí, do outro lado da tela, me coloca mais perto de mim mesma, de você e de Deus. a gente fica todo mundo junto num bolo só e entende que a confiança entre nós é inabalável e inquebrantável (sempre amei essa palavra). a gente se cuida, entende?

escrever com carinho é bom. fazer um chá assim também. até montar o calendário do bullet journal com esse quentinho no coração me faz mais feliz. quando eu esqueço disso, parece que eu perco o eixo e tudo fica mais confuso: eu fico desengonçada e desastrada, eu perco o equilíbrio e penso em mim mesma muito mais do que deveria (e com muito menos gentileza do que seria aceitável).

o exercício é esse: ficar atenta a cada movimento, ao que você sente, e colocar você em cada palavra, foto, tuíte ou brigadeiro de panela que fizer. em cada olho gatinho, look com meia arrastão, fechar de janela na chuva. em cada dar de mãos, aconchego embaixo das cobertas e maratona de Sense8 num domingo preguiçoso.

como você coloca carinho no que faz?

para o dia que você pensar em desistir

sabe, eu ando pensando muito sobre a desistência, e como ela foi uma parte tão grande de mim por tanto tempo, que criou uma caixinha apertada em volta do meu coração, ao ponto de me fazer acreditar que eu jamais poderia me abrir.

eu sei pontuar exatamente o momento em que eu decidi fazer diferente e começar a quebrar as paredes de concreto dessa caixinha, mas não sem antes lembrar de todas as vezes que eu pensei em desistir. de sorrir, de amar, de sentir o sol na pele. eu quase desisti de viver permanentemente e sou grata todos os dias por não ter ido em frente com esse plano que eu tracei tão perfeitamente na minha cabeça milhares de vezes. ainda bem que eu, mais uma vez, desisti.

a gente desiste de muitas coisas acreditando que está sozinha no mundo e que tem essa obrigação hercúlea de ‘dar um jeito‘ e ‘se virar‘. pedir ajuda é um sinal de fraqueza e ai de mim se alguém me pegar chorando desesperada no banheiro de casa – ali não tem como disfarçar as lágrimas que correm quentes e a mão de ferro que aperta o coração.

desde que eu viralizei e passei por uma experiência que me ensinou tanto, desde que rolaram mudanças na minha carreira e eu precisei aceitar que eu não sei porque as coisas acontecem como acontecem, desde que eu decidi mudar de ideia sobre a forma como eu vivo, eu tenho pensado muito sobre as pessoas que, como eu, pensam ou já pensaram em desistir.

a gente vê tanta desgraça por aí e tanta intolerância que o mundo parece não valer a pena mesmo. a gente tem certeza que ninguém se importa o suficiente com a gente e que a nossa dor não é digna de atenção. a gente mesma se oprime, se fecha, se isola e se ataca, esperando que em algum momento essa zona toda faça algum sentido.

tem horas que não faz, e desistir parece mesmo a única saída aceitável pra quem não consegue ver uma luz no fim do túnel.

tenho pensado tanto nessas pessoas, que a minha vontade era dar um abraço apertado em cada uma delas, fazer um afago no cabelo e falar que tá tudo bem. queria me multiplicar em centenas de milhares e viajar pelas telas dos computadores distribuindo um pouco de esperança, de conforto, de carinho. um pouco mais de gentileza.

conversando com a Lominha hoje (essa maravilhosa), eu me lembrei do porque eu escrevo e do porque vale a pena dedicar o meu tempo para esse espaço, de não desistir dele, desde que ele ajude, de alguma forma, você aí do outro lado e não desistir de você mesma também.

já pensei em desistir de tantas coisas tantas vezes que não teria nem graça listar tudo aqui, porque não caberia em uma postagem de blog. porém, o que mais me surpreende dia após a após dia é que eu nunca, jamais, em hipótese alguma, quis desistir de verdade de viver. lá no fundo eu seguia buscando aquele amor que me lembraria de quem eu sou e que me faria ver as coisas com lentes de Pollyana.

por vezes, pareceu utópico e ineficiente. em outras, desistir continuava sendo mais atrativo do que tentar de novo e correr o risco de ter o coração partido pelo mundo mais uma vez. eram tantos remendos que não existiria cola o suficiente para manter os pedaços no lugar.

por outro lado… não desistir me ensinou que desistir é, sim, a melhor maneira de mudar de ideia. em algum lugar de mim eu precisaria abrir mão do que eu pensava para topar uma nova visão e tentar diferente do que eu (não) tentei tantas outras vezes. desistir me fez sorrir, me fez chorar de alegria, me aqueceu as mãos e me deu vontade de levar da cama todos os dias.

eventualmente, o que eu entendi é que essa desesperança que eu sentia era só um resultado da minha (de novo) desistência em ver as coisas de um jeito que não deixava o meu coração em paz. e que desistir desse jeito para adotar um outro, um caminho amoroso e sempre tão quentinho e aconchegante, foi o que me salvou e continua me salvando.

sobre desistir

ando pensando nas pessoas que já desistiram, nas que querem desistir e nas que ainda desistirão. queria oferecer pra todas vocês uma xícara de chá e um sorriso acolhedor, um carinho nas costas e um ombro pra chorar. tá tudo bem se você pensa assim agora.

a única coisa que eu queria que você entendesse é que, escondido no meio de todas as essas dúvidas, de toda essa tristeza e todo esse ressentimento, tem uma luzinha pulsante que quer crescer, mas que foi esquecida, distraída pela caixinha em que você a colocou, no fundo da sua mente. a chave que a abre não tá tão longe assim. é só você procurar, que vai achar.

não desiste não, meu amor. tá tudo bem. o mundo é assim mesmo, uma loucura sem pé nem cabeça, que não faz sentido 100% do tempo e que muda de direção a cada segundo. você não precisa mais se sentir perdida ou sozinha, a gente tá junto. a gente pode desistir de mãos dadas daquilo que não deixa o coração quentinho, e alimentar a cada hora essa luzinha gostosa que tá lá no fundo, esperando pra ser lembrada.

13 coisas para fazer quando você tiver um dia ruim

sabe quando você acorda meio torta e pensa ‘hoje vai ser um dia ruim‘? quem me conhece da internet pode acreditar que eu tô imune e acordar ‘da pá virada’ (mentira, acontece comigo também), mas eu tenho muito claro na minha cabeça que eu tenho a capacidade e o discernimento suficientes para mudar de ideia e escolher ter um dia bom (sim, é possível).

nos meus eventuais dias tristes eu já tenho uma lista de coisas que amo fazer para me ajudar nessa tarefa de mudar de ideia. fato, eu só vou mudar de humor mesmo se eu quiser (e tem dias que eu não quero), mas, normalmente, dar um passo para trás e fazer atividades que eu gosto, com pessoas que eu gosto, são o suficiente para me fazer bem (e ficar bem) rapidinho. eu sei que já falei um pouco sobre isso nesse post aqui, mas nunca é demais a gente encontrar mais formas de se sentir e de ser gentil com a gente mesma né?

olha só a minha lista de soluções incríveis para superar um dia ruim:

  1. abraçar alguém que eu amo (os roomies são ótimos nisso)
  2. conversar com alguém sobre o que eu tô sentindo
  3. fazer maratona de uma série ou dorama fofinho (recomendo Strong Woman Do Bong Soon ♥)
  4. deitar abraçada com uma pessoa que eu adoro
  5. sair de casa para tomar um chá no Starbucks
  6. ler comentários fofinhos que eu recebi no blog
  7. pedir ajuda para quem eu sei que vai me ajudar
  8. andar no sol
  9. comer chocolate (o Laka com Oreo é o meu preferido!)
  10. ouvir músicas gostosinhas (a minha favorita do momento é essa aqui)
  11. reler livros que me motivam (Roube como um Artista tá no topo dessa lista!)
  12. arrumar o guarda-roupa (é tão catártico quanto arrumar a biblioteca do iTunes)
  13. escrever no bullet journal
  14. ficar de mãos dadas com alguém que eu amo

tem vezes que a gente tá num dia ruim e as coisas vão se acumulando – parece que o mundo inteiro está contra a gente e não tem saída pra essa sensação a não ser voltar para casa, se enfiar embaixo das cobertas e sair de lá só no mês seguinte. a gente acha que é impossível mesmo transformar um dia ruim em um bom, mas dá mesmo. a questão é a gente querer. se parece faltar motivação, quem sabe fazer algumas coisas gostosinhas não é tudo o que você precisa para receber aquele boost de good vibes e mudar de ideia de uma vez por todas. ♥

me conta o que você faz pra sair de um dia ruim?