como manter o foco quando a sua cabeça está maluca

eu trabalho muito. não é o tipo de coisa do qual eu goste de me gabar por aí ou pela qual sinta orgulho. é um fato: eu trabalho muito. mas  nas últimas semanas, trabalhar tem sido uma tarefa meio difícil. parece que a minha cabeça não cala a boca e eu pareço constantemente aquele cachorrinho de UP, que vive se distraindo toda vez que vê um esquilo.

eu sei que já falei sobre isso aqui antes, dando algumas diquinhas pra gente não se perder na internet e cair naquele buraco negro cheio de memes da Gretchen e vídeos de gatinhos. mas vez ou outra é sempre bom a gente aumentar o nosso repertório e buscar novas formas de manter o foco.  eu ainda estou tentando descobrir, confesso, e a boa notícia é que a gente pode se ajudar nessa.

separei algumas coisas que tem me ajudado nos últimos dias, e espero que ajude você também ♥

1.respirar fundo

não é exatamente uma técnica, né? mas me falaram recentemente que quando a gente está com dificuldade de manter o foco, é porque a cabeça está muito cheia de ideias, muito doidinha, tentando sabotar a gente, sabe? respirar fundo, fechar os olhos um minutinho, e lembrar do propósito é um jeito de se reconectar e focar de novo. tem me ajudado demais!

2.colocar uma playlist de músicas que eu não conheço

eu percebi que sempre que coloco uma playlist com músicas que escuto sempre, que gosto muito, eu me distraio cantando, paro para rever um clipe que gosto… enfim, a música me distrai ainda mais e não me ajuda a focar. o meu truque tem sido procurar por playlists no Spotify que sejam de músicas desconhecidas, num estilo que eu curto. foi a melhor coisa. como eu não conheço as letras, consigo focar e trabalhar por mais tempo sem parar para fazer outras coisas. uma dica também é explorar playlists de música clássica! é maravilhoso pra concentração.

3.fechar todos os chats (todos mesmo)

quer distração maior do que ficar com o Messenger, o Whatsapp e o Slack abertos? quando eu preciso focar mesmo para terminar uma matéria ou para editar um texto, a melhor coisa que eu faço é fechar os chats todos. assim não tem desculpas e não me distraio com o barulho das notificações. já teve dias que eu passei uma hora indo de um chat para outro por causa das mensagens. pesado.

4.colocar o celular longe

eu  já falei alguma vez sobre essa dica aqui, mas meio que burlei a minha própria regra nessas semanas mais recentes. o trampo agora é, de novo, colocar o celular bem longe para não ficar olhando as notificações que chegam e me distraindo com o Instagram. colocar a música mais alta no fone me ajuda, porque eu não escuto nem o celular tocar (se você me ligou e eu não atendi, ou se mandou uma mensagem e eu levei muito tempo pra responder, é por isso!)

5.fechar todas as abas que não estou usando

tenho um problema sério com muitas abas abertas no navegador. ficava tudo aberto. emails, redes sociais, textos que eu queria ler, chats, páginas de pesquisa. e eu tenho síndrome do dedo nervoso no teclado, uso vários atalhos para ir de uma página para a outra e isso me causava muito mal-estar. eu pulava de aba para aba o tempo inteiro e ficava até com dor de cabeça. é tipo um tique. agora eu estou tentando lembrar de fechar tudo o que eu não estou usando mesmo. e evitando mudar de página sempre que paro cinco segundos para esperar alguma coisa carregar.

6.fazer uma pausa pro chá

ainda não encontrei remédio melhor para a falta de foco do que fazer uma pausa para o chá. infelizmente, eu não posso fazer isso toda hora que tô desfocada (será, hein?), mas tem horas que só parando mesmo e combinando uma boa xícara de chá com umas belas respiradas fundas para focar de novo. na verdade, tô pensando inclusive em voltar a fazer pausas de meia hora no meu dia de trabalho pra ver se me ajuda a ficar mais focada quando preciso trabalhar mesmo.

 

acho que é um aprendizado, né? a gente vai testando e vendo o que funciona e não funciona, e sugestões são sempre bem-vindas! a dificuldade de focar anda braba por aqui. mas, tudo bem. aos pouquinhos a gente vai entendendo o que acontece e treina manter o foco um pouquinho por vez.

me conta como você faz para se concentrar e manter o foco?

 

eu vou recomeçar o meu guarda-roupa

eu nem sei quantas vezes eu comentei aqui sobre a crise que tenho com o meu guarda-roupa. desde que fiz toda a experiência com o armário cápsula (e que foi super válida!), eu mudei muito e percebi o quanto eu me vestia para me esconder (chegaram até a comentar que eu estava de luto e não percebia). mas acho que, no último mês, eu percebi o quanto as roupas que eu tenho não combinam mais comigo mesmo e que eu preciso de uma repaginada.

isso significa tirar tudo de dentro do armário, tudo tudinho, e começar do zero. tem algumas coisas que eu sei que vou manter, mas certeza que a maior parte vai sair: vou doar, vender o que der e me organizar para comprar o que eu preciso e quero usar de verdade.

uma coisa que eu entendi nesse meio tempo é que eu estava indo atrás de referências de pessoas ao invés de coisas que eu gosto. quero me vestir como fulana, mas sem pensar o que eu gostava do look de fulana e porque eu queria tanto me vestir como ela. a questão é: no fundo, eu não tinha referência nenhuma porque não sabia o que eu me representava.

não estou dizendo que agora eu sei tudo e que ‘encontrei o meu estilo pessoal‘ ou o que quer que isso signifique, mas que eu percebi, mais uma vez, a necessidade de uma mudança de propósito. dessa vez nas roupas.

sou muito grata por todos os movimentos e tentativas que eu fiz de tentar me encontrar nesse aspecto e entendi perfeitamente a minha dificuldade: me vestir para ser aceita ao invés de representar quem eu sou de verdade e o que eu sinto. a treta é essa. é um me vestir pedindo atenção, entende?

dito isso (e levando em conta que tenho me programado financeiramente para isso há um tempo), eu pensei em tópicos para colocar esse plano em prática (de verdade dessa vez):

  1. definir uma paleta de cores que eu gosto e quero usar;
  2. limpar o meu armário e deixar ali só o que eu uso muito e que está em bom estado;
  3. fazer uma lista do que precisa ser comprado;
  4. montar um plano de ação e definir o que é prioridade e o que pode ser comprado depois;
  5. buscar em marcas menores, que priorizem a qualidade, e brechós primeiro;
  6. passar em marcas mais acessíveis só para peças mais ‘atuais’ e que eu não encontrar nas demais.

refazer o guarda-roupa

lembrei também que na pesquisa que eu fiz sobre o blog (se você não respondeu, ainda dá tempo, é só clicar aqui) muitas das pessoas que leem o blog comentaram que sentem falta de posts de ~muóda~ por aqui e queria usar esse gancho para voltar a falar do assunto, mas de um lugar legal, sabe? acho que esse pode ser um bom começo.

sinto que, depois de tanto brigar com a minha imagem, eu finalmente estou no ponto de usar peças que sempre invejei nos outros e tinha medo de colocar em mim, e usar os looks que eu sempre imaginei na minha cabeça. se vestir com carinho é sempre tão gostoso, né? eu tô aprendendo muito a fazer isso.

me conta o que você curtiria saber sobre esse processo? tem alguma dica? fala aí! 

carta aberta para a maki de 15 anos

querida Maki,

acho que o melhor que eu posso fazer, ao começar esta carta, é dizer um obrigada de coração cheio. repleto. pleno. transbordando. obrigada porque, olhando de onde eu vejo agora, eu sei que você não desistiu, que você seguiu em frente e que você, acima de tudo, persistiu. lembrando de você, acho que essa é a melhor coisa que eu posso dizer.

vou ser muito sincera e dizer que não me lembro muito de você. não lembro onde a gente estava em 2002. era sétima ou oitava série? a minha memória a respeito do passado me trai mais vezes do que gostaria de admitir. a raiva de mim mesma me cegou tanto que mais de uma vez me peguei pensando que eu não tenho lembranças de quando era mais nova. mentira, claro.

Maki,  do alto dos seus 15 anos, você está pensando em poucas coisas além de ler todos os livros que vê pela frente, ouvir os CDs gravados com músicas do Blink 182, Sum41 e Good Charlotte e estudar o máximo que pode para ir bem nas provas. o primeiro beijo ainda está um ano de distância (mas os crushes já são muitos – se bem que naquela época eles eram chamados apenas de ‘paqueras’).

você tá naquele meio do caminho. entre ser criança e adulta. o que eu posso adiantar é que a sensação de não querer crescer nunca vai embora e o seu lado criança vai com você firme e forte até os (quase) 30, onde me encontro agora. fique tranquila, o seu coração inocente vem junto comigo. você não perdeu a arte de sonhar, mas segue firme na incapacidade de pensar no futuro.

eu sei que você já passou por bastante coisa. a sua vida é confortável. seus pais estão juntos, seu irmão (ainda) é alegre, mas você encontrou demônios para lutar contra com todas as suas forças. conheço bem a nossa mente e sei as coisas ruins que você pensava – apesar da sua veia otimista pulsar tão forte.

você está à beira de uma mudança. no seu futuro – que já é meu passado – você vai passar por momentos difíceis. você vai chorar muito. você vai pensar em desistir muitas vezes – e quase vai ser bem-sucedida em uma delas. você vai sentir as supostas injustiças da vida em cada fio de cabelo, em cada crise nervosa e em cada lágrima. você vai achar que o mundo é cruel e que a melhor saída é você ficar no seu quarto lendo fanfictions de Harry Potter e ouvindo os CDs do McFly. você vai escrever muito para colocar para fora o que sente, vai tentar cortar os pulsos com a tesoura da cozinha (e desistir com a lâmina gelada já tocando a pele). você vai passar muitas e muitas horas chorando, encolhida, sentada no chão do banheiro de casa.

mas tudo bem. acho que essa é a segunda coisa que eu preciso falar: tá tudo bem com você. pode não parecer, levando em consideração o quadro triste e sombrio que eu pintei nos parágrafos acima, mas você tá bem. não tem nada errado. fica tranquila, a vida não é tão cruel quanto você pensa – e essa lição vai chegar em breve.

o meu primeiro impulso escrevendo essa carta seria dizer para você mudar tudo. para não se esconder, para enfrentar cada palavra que cortou esse seu coraçãozinho – e que começou a vida vermelho vibrante e todo redondinho, mas que vai se tornar uma massa sem forma e escura, quase sem vida, até voltar a ser o que era. saiba que isso é necessário e que você precisa passar por isso para chegar até mim. então, mais uma vez, eu agradeço a sua já tão grande coragem, de enfrentar tudo isso e, mais uma vez, não desistir.

eu sei que você se sente sozinha. que sente que é inútil e que as suas poucas amigas parecem não sentir a sua falta. mas isso tudo é invenção da sua cabeça. você é tão importante para elas quanto elas para você. cada uma dessas pessoas maravilhosas vão te ajudar nessa jornada. lembre-se de segurar na mão delas quando elas oferecerem. e só porque você se sentiu assim um dia, não significa que precisa manter isso pra sempre, viu?

eu sei que a superficialidade é algo que te incomoda muito – infelizmente, a gente ainda está aprendendo o que fazer com ela -, mas saiba que ela vai ser essencial para o treino que vai mudar a sua vida. preste atenção nela como eu sei que você vai prestar.

eu sei também que você sonha muito. continue sonhando. sonhe alto. invente histórias na sua cabeça o quanto quiser. eu sei que muitas vezes essas imaginações são a única coisa que te seguram no mundo. tudo bem você se aproveitar delas por agora. ande de um lado para o outro com o Discman na mochila e muitas ideias na cabeça. sonhe com um mundo melhor e uma vida mais divertida. por agora, eu sei que isso é tudo o que você pode fazer para ter certeza que está viva. é a única ligação que você consegue ter com a existência, então sonhe.

ouça as suas músicas tristes e chore lendo as letras no computador. leia todas as fanfics que puder, ande pela cidade com seus mangás de Sakura Card Captor e ouça de novo e de novo os seus álbuns preferidos da Avril Lavigne. acho que a terceira coisa que eu quero dizer com essa carta é: continue fazendo tudo o que faz agora. não mude nada. não seja mais nem menos. seja o que você é agora. tá tudo bem com a forma como a sua vida está caminhando.

as coisas vão complicar. você vai passar por momentos em que a escuridão vai parecer completa e, muitas vezes, esses momentos vão ser uma lembrança feliz, de tempos mais leves, e você vai revisitá-los de novo e de novo quando precisar de conforto. compre todos os All Star que quiser de todas as cores. use as milhares de pulseiras neon que você comprou iguais as da sua prima. sinta medo de ir mal na escola e de conversar com os seus pais. isso vai ser importante no futuro.

eu gostaria de dizer para você não se culpar. mas até isso eu sei que não vale a pena fazer diferente. talvez, se eu pudesse, eu diria apenas pra você lembrar de olhar em volta e agradecer de vez em quando. por estar viva, por ter tudo o que você tem e pelas pessoas que estão na sua vida. mas, sabe, isso você vai fazer naturalmente em algum momento nesse caminho. os dias ensolarados serão uma dádiva aos seus olhos (mesmo você detestando o verão).

que essa carta seja, então, um bálsamo. um lembrete de que você está bem quando a vida no mundo parecer demais e que, mesmo quando tudo parecer perdido, uma luzinha de esperança vai te guiar para onde você precisa ir. confie que você vai chegar lá, mesmo que, aos 15 anos, você não tenha ideia de onde ‘lá’ é. não se esqueça da sua risada, do seu sorriso, das fotos no pátio da escola e da viagem para Angra dos Reis. um dia, você vai olhar para cada um desses momentos e ficar com o coração emocionado, porque finalmente lembrou de quem você é de verdade. cada foto será uma memória presente e você vai se reconhecer em cada uma delas depois de tanto tempo perdida. e vai agradecer, como eu estou fazendo agora.

Maki, obrigada por não desistir e por me trazer até aqui. olhar pra você é a maior prova de que o tempo não existe e que a gente continua a mesma coisa – a gente só se perdeu no meio do caminho, antes de lembrar do porque a gente insistia em olhar pro céu azul e pensar que a vida é perfeita. (spoiler: ela é mesmo)

com carinho,

a Maki de 2017

foto: Luísa Chequer Fotografia

6 dicas para aproveitar o resto do ano (sem se sentir um fracasso)

parece que a gente pisca e chega junho. daí pisca de novo e é outubro. daí pisca mais uma vez e tá se arrumando pra passar o Natal na casa da vó. tanto quanto é relativo, o tempo é muito doido e parece passar cada vez mais rápido (a velocidade aumenta exponencialmente com a idade – true story, bro).

e como faz pra aproveitar o resto do ano se você não fez nada do que se propôs em 1º de janeiro, quando jurou de pé junto que ia cumprir as suas metas? é, eu sei que parece difícil (na verdade, parece impossível) e até meio desmotivador. mas eu sou da teoria de que nunca é tarde demais pra gente fazer qualquer coisa e, já que o tempo é maluco mesmo, a gente pode contornar as regras e ter um ano novo pessoal em pleno junho.

mais ou menos como se recuperar de uma semana ruim, você precisa de um plano de ação. e eu sei que fazer listas e pensar em tarefas e metas outra vez pode ser a coisa mais chata do mundo inteiro (ou o tipo de coisa que nunca vai ajudar), por isso o primeiro item da minha lista é:

1.queira de verdade

olha, eu vou falar a real. eu já fiz muitas listas de resoluções de ano novo que ficaram mofando na minha carteira por um motivo: eu não queria fazer de verdade nada do que tinha me proposto ali. e eu sei disso porque nunca tirava nenhum desses planos do papel. por isso, se você sente que o seu ano tá meio parado e que você não fez o que escreveu na sua agenda no começo do ano, pergunte, de verdade verdadeira, se você quer fazer alguma dessas coisas. se a resposta for ‘não’, não precisa se desesperar. agora é só pensar em coisas que você quer fazer mesmo, que te empolgam, te animam e aí pensar num plano pra colocá-las em prática.

2.agora sim, planeje

eu sou péssima com prazos e datas. mas só quando o assunto são projetos pessoais, porque com trabalho eu sou mega certinha. isso é uma benção e uma maldição. benção porque nunca na vida atrasei a entrega de um trampo, maldição porque todos os meus projetos pessoais (e isso inclui o blog) ficavam em segundo plano. quando eu percebi que queria de verdade verdadeira que o blog fosse incrível, esse planejamento virou quase algo natural: eu passei a encaixar nos meus horários pequenas tarefas – como agendar as redes sociais ou fazer fotos pra posts – que me ajudassem com isso. ficou fácil, sabe?

3.aproveite os pequenos momentos

eu tenho pavor de zumbis, mas, curiosamente, Zumbilândia é um dos meus filmes favoritos. nele tem uma regrinha que diz ‘enjoy the little things‘ (ou ‘aproveite as pequenas coisas’, em português) e eu acho que esse é um dos maiores aprendizados que a gente pode ter. ao invés de reclamar que você só fica no celular quando sai com as suas amigas, preste atenção nelas e largue a telinha! é mais fácil do que a gente imagina, sabe? preste atenção nas coisas que estão acontecendo, aproveite os momentos que você sai de casa (e os que fica enrolada nas cobertas também). você não precisa pular de paraquedas ou abrir o seu próprio negócio para aproveitar o resto do ano. basta reconhecer as coisas incríveis que você já vive e todas as oportunidades de aprendizado que cada dia te oferece, entende? mas, aí, a gente volta pro item 1 dessa lista: tem que querer.

4.comece um projeto novo agora!

você não precisa de 1º de janeiro para mudar alguma coisa que não gosta na sua vida ou começar um novo projeto. tem um professor que me fala de novo e de novo que cada segundo é uma nova oportunidade da gente fazer diferente do que fez até agora. e é verdade! você é capaz de começar aquele blog que tanto quer, a dieta que vai te fazer bem (mas fala com um profissional antes, tá?), o livro que você sempre sonhou em escrever (cof, euzinha, cof) ou aquele curso incrível que você vive adiando.

5.organize as suas finanças já!

você escreveu lá na sua agenda (ou no seu bullet journal lindão) que ia guardar dinheiro esse ano, só pra ver cada um dos seus suados dinheirinhos saírem pela janela. fazer uma poupança é questão de disciplina, mas é o tipo de coisa que você também pode começar a hora que quiser! olhe direitinho onde você gasta mais, em que lugar pode segurar a grana e comece pequeno. 50 reais por mês já vale, viu? não precisa guardar uma fortuna pra construir uma poupança legal. isso leva tempo mesmo. se você quiser uma abordagem mais ‘agressiva’, pode sempre fazer uma meta progressiva. por exemplo: começar guardando 50 reais, depois 100, depois 150 e assim por diante. ah, uma dica de ouro: joga o dinheiro na poupança assim que ele entrar na sua conta, viu? não deixa ele ali, te tentando a gastar em blusinha e chocolates (meu caso, óbvio).

 

acho que todo mundo tem na cabeça essa ideia de que pro ano ser incrível ele tem que ser ÉPICO e você tem que fazer coisas maravilhosas que ninguém mais fez e tudo mais. beleza, pode ser assim, claro, mas pode também ser você aprendendo a olhar com mais atenção pras coisas que acontecem ao seu redor, lembrando que você tá viva e que não tá sozinha, e aprendendo aos pouquinhos a aproveitar o que você tem.

o que você gostaria de fazer esse ano ainda? me conta nos comentários!

 

dá pra colocar mais carinho no que a gente faz?

eu tenho pensado muito em carinho. no dia a dia, eu tenho percebido que, muitas vezes, faço as coisas com raiva: um copo que eu pego com mais força do que deveria, uma porta que eu ao bato invés de fechar, um dedinho do pé que insiste em bater na quina da cama. poderia ser proposital, mas eu só percebo como estou raivosa na hora que o prato escorrega da mão e quase quebra na pia.

então, sim. eu tenho pensado em como colocar mais carinho nas coisas que eu faço, porque a gente passa o dia inteiro em guerra consigo mesmo, criando scripts imaginários que ninguém segue e sem saber exatamente pra onde tá indo.

dia desses me falaram (mais uma vez) que é impossível a gente servir a dois senhores: ou ama ou guerreira. não dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo, nem conciliar uma com a outra. na prática, sabe o que isso significa? que se você escrever um texto com raiva, as pessoas vão sentir uma coisa esquisita também. ao contrário, se você escreve o mesmo texto com carinho, elas vão terminar a leitura se sentindo bem. sabe como é?

fazer com carinho não é só fazer com cuidado, é pensar em quem vai usufruir do que você tá fazendo. se você faz almoço só pra você, tanto faz se faltou sal no arroz ou não. mas se é pra alguém que você gosta, aí são outros 500. parece que a gente dá mais atenção, fica mais presente. parece não, é.

imagina que louco se tudo o que a gente fizesse fosse usufruído por outra pessoa? na real, é assim mesmo. é uma ingenuidade nossa acreditar que as pessoas não tão observando o que a gente faz. elas olham cada detalhe e se tem carinho em cada passo, elas vão querer sentir isso mais de perto também.

talvez, por mim mesma eu jamais encontrasse a força de vontade de fazer tudo com mais carinho (até tirar os copos do escorredor sem correr o risco de quebrar o jogo inteiro). mas pensando em quem pode usufruir disso… a coisa muda e me dá um aperto no coração pensar que as pessoas tão vendo raiva nos meus movimentos.

sentir raiva não é nem nunca vai ser normal, e cada dia vez mais eu vejo como colocar esse sentimento gostosinho nas coisas que eu faço tem mais resultado do que mil textos virais juntos. cada palavra escrita pensando em você aí, do outro lado da tela, me coloca mais perto de mim mesma, de você e de Deus. a gente fica todo mundo junto num bolo só e entende que a confiança entre nós é inabalável e inquebrantável (sempre amei essa palavra). a gente se cuida, entende?

escrever com carinho é bom. fazer um chá assim também. até montar o calendário do bullet journal com esse quentinho no coração me faz mais feliz. quando eu esqueço disso, parece que eu perco o eixo e tudo fica mais confuso: eu fico desengonçada e desastrada, eu perco o equilíbrio e penso em mim mesma muito mais do que deveria (e com muito menos gentileza do que seria aceitável).

o exercício é esse: ficar atenta a cada movimento, ao que você sente, e colocar você em cada palavra, foto, tuíte ou brigadeiro de panela que fizer. em cada olho gatinho, look com meia arrastão, fechar de janela na chuva. em cada dar de mãos, aconchego embaixo das cobertas e maratona de Sense8 num domingo preguiçoso.

como você coloca carinho no que faz?