o ponto de partida do meu novo guarda-roupa

paleta de cores

lembra quando eu disse que eu ia recomeçar o meu guarda-roupa, né? então, a parte mais difícil pra mim, depois de fazer a limpa no armário, era saber por onde começar essa nova fase. eu não tinha noção do que fazer e pedi ajuda pra algumas pessoas. a Clarinha foi uma delas, e enquanto a gente batia papo no Messenger, ela comentou que o mais importante, para ela, era pensar na paleta de cores: ela começou a prestar atenção nas referências que separava no Pinterest e no que ela mais gostava em cada foto salva. no fim, o que ela curtia mesmo não eram as peças em si, mas as cores em cada foto.

comecei a pesquisar sobre paletas de cores e como montar uma para mim. claro, esse trabalho foi todo amador e eu fiz essa paleta lendo um pouco sobre os tons de pele frios e quentes, paleta de inverno e outras coisas. o site das meninas do Oficina de Estilo foi uma mão na roda nessa hora e o da Gabriela Ganem também. com essas leituras e pesquisas todas, eu cheguei na seguinte paleta de cores pra mim:

paleta de cores

pronto, só cores que eu adoro, que uso muito e que tem aquela cara de aconchego e outono que eu tanto amo. confesso que fiquei mega animada a hora que vi a paleta pronta, porque era exatamente o que eu queria: cores com as quais eu me relaciono, que combinam entre si e que me deixam confortável. sendo tão branquinha, todo mundo diz que cores fortes ficam bem pra mim, mas a verdade é que eu nunca me senti bem usando um amarelão ou um verde bem chamativo, sabe? gosto das cores mais discretas, eu me sinto mais eu.

inverno e suas roupas delicinhas ❤

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eu percebi que escolher uma paleta de cores foi essencial pra eu começar a ir atrás do que queria no meu armário. sem ela, era muito fácil eu sair comprando peças aleatórias, só para perceber depois que elas não combinavam muito bem ou que não funcionavam juntas. mas sabendo que eu sempre vou trabalhar em cima dessa paleta, tudo ficou muito mais fácil. a partir dela, eu soube o que deixar no meu armário e como complementar o que eu já tinha com o que eu precisava. se você perceber, nas últimas (poucas) fotos de looks que eu coloquei no Instagram, essa paleta predominou 100% e eu nunca me senti tão feliz e confortável com o que eu uso. parece que agora a coisa toda encaixou, sabe?

represente a alegria 😄

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dentre tantas milhares de opções de cor, saber as que eu mais gosto, as que funcionam para mim e que melhor combinam com o meu estilo de vida (e de roupa) foi incrível mesmo – e parece básico pensar nisso primeiro, né? mas eu sempre focava nas peças de roupa que via no Pinterest e queria igual, e nunca nas cores que mais combinavam comigo.

🌞

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é óbvio que eu ficava frustrada assim. eu nunca vou conseguir peças idênticas às das meninas que eu vejo lá na outra rede social, e mesmo que encontre, com certeza elas não vão cair do mesmo jeito no meu corpo. focar numa paleta de cores me deu um ponto de partida para buscar peças de roupas que eu gosto e que me deixam confortável, sabe? daí meus looks tão ficando assim, todos gostosinhos e com a minha carinha mesmo.

você tem uma paleta de cores pro seu armário?

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como colocar mais amor no que você faz

como colocar mais amor

cinco minutos no Facebook são o suficiente pra perceber que as pessoas não colocam muito amor no que escrevem por ali. no Twitter também. e se fica tão claro que as redes sociais são tipo a válvula de escape do dia a dia, já dá para ter uma ideia do que acontece com as outras coisas que a gente faz por aí, né?

tem tempo que eu parei de destilar ódio ~pelas redes~ (e fora delas também) porque percebi que simplesmente não vale a pena. não faz parte de quem eu sou de verdade, não me define e, usando termos bem simples de explicar, é um karma ruim. não no sentido de ‘eu vou pagar por isso na próxima vida‘, mas do tipo ‘eu vou pagar por isso daqui cinco minutos quando bater o joelho na quina da mesa ou derrubar o celular na privada‘. do tipo o que a gente recebe de volta quase que imediatamente os efeitos do que sente. é desse tipo de karma que eu tô falando.

reverter isso é um trampo: eu preciso primeiro entrar em contato com quem eu sou de verdade, pra entender que essa raiva não faz parte de mim. e aí começar a atuar desse lugar ‘novo‘ (que de novo não tem nada). é uma mudança de postura, sabe? de posicionamento. e aí colocar amor nas coisas fica fácil, porque eu só tô expandindo o que eu já sou, colocando pra fora tudo o que tá dentro de mim.

enquanto a gente treina nesse vai e volta constante em busca de viver a verdade sobre quem a gente é, tem algumas coisinhas que podem ajudar a gente a lembrar desse posicionamento de distribuir amor por aí. é um listão cheio de gatilhos do amor pra gente ter sempre à mão, sabe? tipo assim:

1.pensar em quem tá lendo o que a gente escreve;
2.pensar duas vezes antes de clicar no botão enviar no email / comentário /tuíte;
3. olhar no olho da outra pessoa com quem a gente tá falando;
4.parar pra pensar no que a gente tá sentindo na hora de digitar aquele texto / relatório / email;
5.prestar atenção: a gente tá ouvindo mesmo o que o outro tá contando?;
6.tentar não viajar na hora do banho e cuidar do corpo com carinho (e não no automático);
7.ouvir a música de verdade, e não se imaginar cantando – tem uma mensagem em cada acorde;
8.dar um abraço apertado quanto pedirem;
9.pensar nas pessoas que vão usufruir do nosso trabalho (tem um montão de gente, eu aposto);
10.não pensar no que a gente quer, mas tentar entender o que o outro está pedindo;
11.fazer uma pausa quando tudo parecer demais – nada que uma xícara de chá não resolva;
12.acalmar o nosso coração antes de conversar com qualquer pessoa;
13.falando nisso, não assumir que tem alguma coisa errada na hora de falar com alguém;
14.ser gentil (com a gente mesma e com os outros);
15.na dúvida, escolher amar. 

eu falo que o amor é uma escolha e eu sei que isso parece conversa de maluco, filosofia de filme da Disney ou aquelas teorias vazias sobre a vida que a gente insiste em repetir por aí. mas não tem nada disso (mesmo). amar é uma escolha que a gente pode fazer de novo o tempo inteiro – tudo bem se você cair do cavalo de vez em quando, a boa notícia é que a cela continua ali e você pode subir de novo se quiser. é assim. uma escolha entre amar ou continuar colocando raiva no mundo (e no corpo e nos outros). olhando assim, nem fica difícil, né?

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5 dicas para desapegar das roupas que você não ama mais

desapegar das roupas

desapegar das roupas nunca foi um problema pra mim. pelo contrário, eu sempre tive bastante facilidade em tirar do armário aquilo que não queria mais. o moletom do meu ex-namorado que eu usava pra ficar em casa. aquela blusa tie-dye rosa que minha mãe me deu quando eu tinha 15 anos. o meu vestido de formatura da faculdade. tchau, goodbye, adiós, à bientot. nem pensava duas vezes.

quando comentei que a parte mais fácil do processo de refazer o guarda-roupa era limpar o armário, eu falei sério. para mim, o problema nunca foi tirar dali o que eu tinha que tirar ou o que eu sentia que não funcionava mais pra mim. o mais difícil, o mais complicado sempre foi conseguir repor o que eu tirava de lá.

sim, eu confesso que ainda tenho algumas camisetas de valor sentimental escondidas em uma gaveta intocável (e intocada) no armário. mas elas também estão com os dias contados. acho que já passou do tempo de eu deixar a camiseta que a minha sala do 3º ano fez pra formatura (beijo, 3H3!) juntando pó só porque eu tenho certeza que ‘um dia‘ ela vai ser usada (mentira, não vai). então, //comofaz pra desapegar como você, Maki? assim, ó:

1.eu estabeleço uma meta

e tudo – eu disse escrevi tudo – o que não faz parte dessa meta, vai embora. é mais ou menos assim: pra esse novo guarda-roupa, eu precisava de peças que me representassem de verdade, e queria muito que cada uma dessas roupas combinassem perfeitamente entre si. assim, tudo o que não entrava nesse âmbito, nessa meta, ia embora. eu nem pensava duas vezes. se não combinasse ou se não estivesse de acordo com a meta… tchau.

2.eu agradeço

cada peça teve o seu propósito na minha história. eu comprei por um motivo, eu achava que combinava comigo por um motivo, eu investi nela por um motivo, eu guardei por um motivo. eu consigo ser grata por cada uma das roupas que eu usei ao longo da vida, porque cada uma delas foi importante nesse meu processo – por mais que muitas vezes eu não tivesse noção nenhuma do que estava fazendo com o meu estilo. não é muito mais legal ficar feliz pelo tanto que você usufruiu de uma coisa ao invés de ficar triste de vê-la indo embora? eu acho que sim! falando nisso…

3.eu penso em quem pode usar aquilo também

toda vez que eu limpei o meu armário, eu separei uma penca de roupas pra vender e outra penca pra doar. é óbvio que, para as duas opções, eu só deixei em cada uma das pilhas as roupas que estavam em bom estado (não vale doar roupa manchada ou rasgada, né?) e sempre me deixou feliz saber que outras pessoas poderiam usufruir do que não me servia mais. um dos lenços que eu mais usei por ANOS foi comprado de uma amiga por R$15 – ela não queria mais e me vendeu. a minha jaqueta jeans preferida eu comprei num brechó, e um dos vestidos do meu armário que mais anda sozinho é um que uma outra amiga me doou também. a gente fica triste em tirar um negócio do armário, mas não pensa no quanto isso pode fazer outra pessoa feliz.

4. eu pratico o armário cápsula

é, não mais daquele jeito super engessado de antes, mas eu ainda mantenho o meu armário bem reduzido. o número de roupas que eu tenho é pequeno, então o desgaste de cada uma delas é maior. eu ainda não consegui fazer a transição completa para só comprar roupas de qualidade maior e de marcas que são independentes e bacanas (tá nos planos) ou só em brechós, mas o fato de eu rever o que tenho no armário com frequência tem me ajudado também nesse processo – e aí vai tudo ficando alinhado ainda mais com a meta.

5.eu me dou tempo para pensar

se tem uma peça de roupa que eu gosto bastante, mas que não uso tem um tempo, eu dou uma segunda chance. eu sigo bem à risca aquela regrinha do ‘se você não usa há 6 meses, então não vai usar mais‘ e também a do ‘se você não sente falta, é porque não precisava pra começo de conversa‘. uso muito essas duas filosofias pra me ajudar a desapegar das roupas porque ela é muito simples e verdadeira: não dá pra insistir num negócio que você gosta, mas não usa. no fim das contas, só vai ficar juntando pó no armário.

 

acho que é isso, viu? paciência é uma virtude mesmo, também pra esses momentos. se eu tô em dúvida, deixo a roupa ali no armário um tempinho, marinando, até que eu olho pra ela e me vem um clique: ‘é, não vai dar certo mesmo, hora de você fazer outra pessoa feliz‘. roupa não é descartável, sabe? tirar do guarda-roupa uma blusa que você amou muito um dia não significa jogá-la fora (a não ser que ela esteja toda estragada, né?), mas sim dar um novo propósito para esse tecido. no fim, eu faço o que preciso pra me sentir bem com as roupas que tenho e com a forma como visto – e tenho me sentido cada vez melhor! ♥

você tem algum segredo pra desapegar de roupas? me conta?

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15 coisas que eu gosto de fazer quando me sinto meio estranha

falando sobre dias tristes, eu ainda tenho aqueles momentos que acordo me sentindo toda errada. isso sempre me coloca de frente com uma decisão importante: eu vou continuar me sentindo assim ou vou mudar de ideia e ter um dia bom? às vezes, eu ainda insisto em falar mal de mim mesma e escolho ficar esquisita. mas agora já é mais comum eu optar por ficar bem e feliz, ter um dia gostoso, em que eu compartilho coisas gostosas com as pessoas e que trabalho de coração aberto.

eu já percebi que, nos dias que a gente não acorda bem, é muito fácil ficar assim meio perdida, sem saber o que fazer, sempre esperando que a coisa toda se resolva sozinha. essa é uma escolha muito do coração, sabe? não é que fazer alguma coisa vai melhorar o que você sente, é escolher melhorar que vai tornar essa atividade gostosinha, um incentivo pra manter essa decisão pelo resto do dia. e, se tem uma coisa que eu aprendi, é que sair da nossa caixinha, desse nosso isolamento, é sempre o primeiro passo pra isso, entende?

dito isso, o que eu costumo fazer quando tô em sentindo meio estranha? alguma dessas coisas, ó:

  1. ligo pra alguém que pode me ajudar
  2. eu peço por um abraço
  3. eu converso com alguém próximo sobre o que eu tô sentindo
  4. saio de casa e vou trabalhar em algum outro lugar, com mais gente
  5. revejo um filme que me deixa com uma sensação gostosinha (já viram A Vida Secreta de Walter Mitty?)
  6. ouço uma playlist com músicas animadas (a minha preferida do momento é essa aqui, de kpop)
  7. cozinho alguma coisa gostosa pra alguém que eu amo (ou pra mim mesma)
  8. tomo um café (e faço aquela pausa pra rever o que eu tô sentindo)
  9. passo um tempo no sol
  10. tomo um sorvete!
  11. releio passagens do meu livro preferido (Anna e o Beijo Francês, te amo ♥)
  12. toco um pouco de ukulele
  13. observo o movimento da rua da janela
  14. escrevo no meu bullet journal
  15. me dou tempo pra decidir

não tem uma receita pra gente ficar bem, sabe? é olhar pro nosso coração e buscar aquele lugarzinho de paz. de carinho com a gente mesma, em que a gente fica com a mente tranquila e consegue focar de novo no que é importante. com certeza, parar de dar atenção pra esses pensamentos tristes e meio estranhos é a melhor coisa a fazer pra não dar corda nessa coisa esquisita que fica seguindo a gente o dia inteiro. ah, e lembrar que a gente nunca tá sozinha ajuda também, né?

me conta o que você faz pra sair de um dia esquisito?

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aprendendo a tratar uma coisa que eu odiava com carinho

o meu cabelo… ah, você já sabe que o meu cabelo é uma ~questão~. acho que é impossível encontrar um ser humano que seja que não tenha um problema com alguma parte do corpo que ache errada, inadequada, estranha, feia. pra mim, sempre foi o cabelo.

já comentei um pouco sobre a minha relação com ele por aqui. lembro claramente, quando era mais nova, de ser chamada de ‘carequinha‘ por uma amiga e como isso me marcou. como eu penso nisso todos os dias, nesse barulho mental que me deixa maluca dia sim, dia também. como é sempre a primeira coisa que eu olho quando me vejo no espelho. a primeira coisa que eu reparo nas outras pessoas. como sempre sonhei que eu tinha um cabelão maravilhoso a lá Ariana Grande que eu bateria ~na cara das inimigas~ e que seria a coisa mais incrível do mundo porque teria cinco cores, como na música do McFly. blá blá blá, essa história já tá velha e cansativa.

corta a cena pra 2017 e me vi fazendo uma escolha. eu nunca mais, n u n c a  m a i s, me permitiria ficar mal por causa do meu cabelo. é démodé. é coisa antiga. essa reclamação já não faz parte de mim . é só uma forma de eu me distrair das coisas que importam de verdade, uma forma de eu ficar comprovando pra mim mesma e pros outros que eu sou diferente e que, olha só, que coisa, a gente nunca vai ser igual porque o meu cabelo, ahhhh, o meu cabelo… não. para. corta. rebobina. começa de novo.

entre quedas, mais quedas (não de cabelo, que fique claro) e alguns tabefes na minha própria cara muito bem dados com discursos de ‘ISSO NÃO VALE A PENA‘ e ‘O SEU CABELO NÃO TE DEFINE‘ gritados na frente do espelho, eu tomei uma segunda decisão. talvez seja a hora de olhar pro meu cabelo com tanto carinho quanto pra minha alimentação. talvez. só talvez. ainda não. calma. agora acho que vai. tá. vamos lá.

cuidar de uma coisa dessas era muito mais do que apenas falar: ‘miga, vai num médico, toma o remédio X, passa o produto Y, vai funcionar‘. não. isso era muito pouco. era subestimar o tamanho do meu apego com me sentir mal com o meu cabelo.

sim, é isso mesmo. é um apego. pior que carrapato.

parece insano (e é mesmo) falar que eu tinha um apego em me sentir mal, mas eu tinha. eu passei tanto tempo (vai saber quantas vidas, né?) aprendendo a falar mal de mim, a me colocar pra baixo, a comprovar por a+b que eu não presto mesmo e olha como eu sou horrível e rejeitável, nem cabelo eu tenho.

a gente acostuma com essas coisas. a encontrar motivos pra se sentir mal pra confirmar que não é legal ou bonita ou qualquer outra coisa que seja. o meu maior apego sempre foi o meu cabelo. chegava num ponto que só falar sobre o assunto me dava vontade de vomitar. mas, ainda assim, eu achava um jeito de comentar. de puxar o assunto. de fazer as pessoas comentarem sobre como o meu cabelo tava crescendo. eu olhava e tinha certeza absoluta que eles tavam me encarando por causa disso.

no fim das contas, o crush não me notava por causa do meu cabelo. AH, ENTÃO É ISSO? pronto, achei o motivo. maldito cabelo! e o loop seguia. tudo era sempre sobre mim e o meu cabelo.

me dá um nó no estômago só de escrever essas frases todas.

se eu disser que superei completamente isso, é mentira. mas a promessa foi feita e tem sido cumprida. eu me recuso a ficar mal pelo meu cabelo. me recuso porque isso muda o meu foco. me tira do lugar de cuidado pra me colocar numa posição de mendiga, que fica pedindo a cada três segundos que as pessoas me aceitem apesar desse pequeno defeito. eu esqueço de você, quando fico olhando tanto pra mim.

depois de tantos anos grudada nessa nhaca (por falta de uma palavra melhor), eu decidi que era hora de começar a me desprender. fui no médico. comecei um tratamento. fui num segundo médico, pedi uma segunda opinião. vou começar um novo tratamento na semana que vem. e vou prestar atenção pra que, nesse processo todo, eu lembre de cuidar das pessoas que encontrar no caminho, ao invés de ficar tão preocupada com o meu cabelo.

porque a verdade, minha gente, é que o meu cabelo não é nada comparado a sensação de cuidar de alguém, e de distribuir esse carinho por aí. quem lembra de cabelo, de pele, de pernas e pés quando abraça alguém querido, quando reencontra uma amiga de anos ou quando escreve um post de coração num blog? quem tem tempo pra ficar pensando nisso, quando tem tanta gente precisando que eu me olhe com carinho pra aprender a se olhar também?

a alimentação parece fácil de cuidar, comparado com algo que eu sempre usei tanto pra me sentir mal e no qual me agarrei como se fosse o motivo da minha existência. não é. nunca foi. nunca vai ser. distribuir carinho é a minha função no mundo, lembrar as pessoas da vida que elas já têm é o que eu preciso fazer. é pequeno demais reduzir a minha passagem por aqui ao número de fios que eu tenho na cabeça. é desmerecer a minha importância, é me deixar com 10 centímetros de altura quando a altura é algo que não consegue medir a minha essência.

então, a gente cuida. e se não sabe cuidar, aprende. penteia com carinho. vai onde a resposta tá pra cuidar do que precisa ser cuidado. segue o tratamento à risca (e não tenta inventar moda ou fazer o que você ‘acha melhor‘). treina olhar pro que é e não pras mentiras que você conta sobre você. e cuida. cuida, cuida, cuida, cuida. uma hora você nem vai perceber mais que agora mexe no cabelo com uma delicadeza que nem os melhores ilustradores conseguiriam captar em imagem. e cada fiozinho que você tem na cabeça te ajudam a contar uma história, uma verdade sobre quem você é e sobre quem as pessoas são. no fim, a sua beleza se torna compartilhável.

eu prefiro uma beleza compartilhável a ficar me admirando no espelho, achando que tô bonita com o meu cabelo de Ariana, mas certa de que tá todo mundo encarando a minha barriguinha flácida.

em tempo: eu consigo prever algumas questões a respeito desse assunto (sempre acontece, afinal). então, deixa nos comentários o que você gostaria de saber sobre isso que eu vou juntar tudo num post, tá bom? ♥

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