15 coisas para fazer sozinha

Sabe quando você sai de férias em maio e todo mundo continua trabalhando, tendo uma vida ‘normal’, e você passa os seus dias em casa, sentindo que vai pirar se continuar olhando pro teto?

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Então, eu já tive muitos desses dias, ainda mais porque trabalho em casa e tem horas que, mesmo quando tenho coisas pra fazer, a mesmice do ambiente me faz querer pular a janela e sair correndo rumo ao horizonte (ao invés disso, eu vou pra um dos meus lugares preferidos em busca de inspiração).

Mas, antes de ter essa mesma sensação, existem muitas coisas que você pode fazer quando está sozinha em casa – mesmo se o seu humor estiver um pouco down –  para aproveitar o tempo e, de verdade, relaxar, e não ficar ainda mais estressada porque está sem fazer nada. (acredite, é mais comum do que você imagina)

Você pode:

1.Tentar cozinhar uma receita do Pinterest;
2.Organizar a sua escrivaninha;
3.Ler os livros que você dizia nunca ter tempo para ler (e que estão empilhados na mesa de cabeceira);
4.Dormir à tarde;
5.Ir à academia num horário em que você não precisa brigar pela última esteira disponível;
6.Visitar uma exposição que ninguém nunca quis ir com você;
7.Andar de bicicleta na Paulista;
8.Ir ao cinema (sim, sozinha!);
9.Observar o movimento no seu café preferido (amo/sou);
10.Montar a playlist mais incrível de todos os tempos (você tem tempo, afinal!);
11.Treinar até fazer um olho gatinho decente;
12.Comprar flores ou uma nova suculenta para casa;
13.Passar tudo o que está na sua cabeça para o papel;
14.Descobrir novos blogs/perfis bacanas no Instagram;
15.Ler todos aqueles links que você salvou nos ‘Preferidos’ do navegador.

Tá vendo? Não é tão difícil assim encontrar coisas legais para fazer (por mais simples que sejam) e tornar um dia minimamente produtivo e diferente. Não que passar o dia inteiro de pijama na cama seja ruim! (eu amo!)

O que você gosta de fazer quando tem um dia só para você?

5 conselhos que eu gostaria de ter recebido aos 15 anos

Pouco a pouco, eu tenho percebido que de nada adianta ficar presa às coisas que aconteceram no passado. Não vale a pena, sabe? O passado está exatamente onde deve ficar… No passado. O que aconteceu lá atrás não tem porque definir a minha vida agora ou limitar as minhas escolhas. Quem lida com o medo o tempo todo sabe muito bem do que eu estou falando.

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Ainda assim, penso que a vida poderia ter sido um pouquinho diferente se eu tivesse recebido alguns conselhos diferentes. Já deu para perceber que esse post é meio uma carta para mim mesma aos 15 anos, ?

O mais legal, é que eu tenho certeza que esses conselhos também servem para mim (e pra você também!) agora, nesse ponto da vida. Então, bora prestar atenção!

1.Não se adapte
Eu sei que você olha no espelho e pensa todos os dias que gostaria de ser igual às meninas populares, com os cabelos compridos e lindos e o corpo magro, as roupas da moda. Mas você é perfeita do jeito que é, e não precisa mudar para ser melhor. Você já é o melhor!

2.Saia de casa
Não adianta você reclamar que não tem nada pra contar na segunda-feira se nem mesmo tenta sair de casa no final de semana. Não tem porque ter medo do mundo. Eu garanto que ele tem muita coisa legal para oferecer.

3.Não tenha vergonha dos seus gostos
Tudo bem que você gosta de mangás, fanfictions, animês e mais um monte de coisas que as pessoas acham que são ‘nerds’ demais. Existem outras pessoas com gostos parecidos com os seus! Vá atrás delas!

4.Tudo bem gostar de estudar
Ok, você gosta de estudar.Tudo bem! Ninguém te odeia por isso, acredite. Faça o que você gosta, sem pressão, tá? Não se cobre demais com isso. Estudar é igual a qualquer outra coisa. Precisa de treino pra aprender e guarde com você o que você acha mais legal.

5.Não tenha medo de ser honesta sobre os seus sentimentos
Quer amar? Ame. Grite aos quatro ventos, conte pra todo mundo, não tenha medo de falar que você ama alguém. Mesmo pra essa pessoa em particular. Ninguém pode te impedir de amar. É o sentimento mais lindo do mundo, não tenha vergonha de senti-lo (e eu sei que você sente muito!). Ame demais, incondicionalmente, conte pro mundo todo e não espere nada em troca. Amar alguém é o suficiente, acredite.

Acho que esses cinco resumem bem algumas das coisas que eu precisava ter escutado quando tinha 15 anos. Acho que, talvez, as coisas teriam sido diferentes. Mas, sabe de uma coisa? Tudo bem se elas não foram, tudo aconteceu como tinha que acontecer. Tomara que esses pequenos conselhos possam ajudar você ou alguém por aí que está passando por um momento difícil (mesmo se não tiver mais 15 anos!).

Você daria algum conselho para o seu ‘eu’ de 15 anos?

3 fatos que provam que o mundo está mudando (e isso inclui a sua carreira!)

Essa semana eu ando pensando demais sobre mudanças. E, quando o assunto é trabalho, eu vi muita coisa que se relacionada com uma mudança muito maior do que a gente imagina.

Alber Elbaz, um dos meus estilistas preferidos foi demitido da Lanvin, Raf Simons saiu da Dior e discute-se muito sobre a sobrecarga dos diretores criativos. O armário cápsula tá ganhando mais espaço. Cada vez mais pessoas estão repensando a sua forma de consumir. O minimalismo virou tendência. O cabelo natural ganha espaço.

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Isso tudo, claro, é só no mundo da moda, mas representa bem essa sensação de virada de mentalidade que eu estou sentindo. O mais legal é que pelo o que eu estou lendo e vivenciando, essa nova visão de mundo vai deixar a ideia do ‘ter’ bem para trás. O que, vamos combinar, não é nem um pouco ruim.

Mas falando mais diretamente de trabalho e carreira, essa transição tem trazido algumas mudanças já bem presentes no discurso que a gente ouve por aí. Olha só:

1.O trabalho está mais flexível
A internet é talvez a grande heroína e vilã da nova era. Sabe aquela coisa de ficar conectado o tempo inteiro? Eu sofro muito com isso (mas tô tentando mudar, juro!). Mas, ao mesmo tempo, abriu um novo caminho no mundo profissional. As pessoas não precisam mais ficar acorrentadas à uma mesa em um escritório para trabalhar, elas podem fazer isso de qualquer lugar no mundo (vide o movimento dos nômades digitais), e podem criar os próprios horários de trabalho.

2.O objetivo mudou
Os seus pais trabalhavam pra quê? Com certeza a resposta mais óbvia é: pra ganhar dinheiro. Hoje em dia as coisas não são mais assim, né? Quanta gente você já ouviu falar que quer trabalhar por amor? Que quer um trabalho que as faça feliz? Eu mesma já usei esse discurso sei lá quantas milhões de vezes (e agora encontrei, finalmente, a minha missão). Esse sistema antigo que vê o dinheiro como o benefício do trabalho está caindo por terra (e já não era sem tempo, né?)

3.O coletivo está ganhando força
Corredor de ônibus, ciclovia, Paulista aberta aos domingos (amo!), espaços de co-working… O indivíduo está perdendo espaço e quão legal é isso? Olha que bacana como cada vez mais está se pensando no coletivo e muitos projetos estão por aí tentando criar uma vida em comunidade muito melhor.

Posso falar? Estou super adepta e amando essas mudanças. Acho que é assim mesmo. Ouvi recentemente que para mudar o mundo você tem que mudar a si mesmo primeiro, e, honestamente, acho que é isso que está acontecendo, aos poucos. As pessoas estão abrindo a mente para um novo tipo de vida, com muito mais propósito.

Vocês estão sentindo isso também?

A moda é uma forma de expressão

Dia desses me peguei pensando em como o meu estilo mudou no último ano. Sim, isso tem muito a ver com as mudanças que rolaram na minha mente, com a minha melhora, com a redescoberta de mim mesma.

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Eu sempre achei que era uma pessoa apaixonada por moda. Mas agora eu vejo que não era bem assim. Eu era apaixonada pela ideia de glamour que a moda trazia. Pela ideia de ser bem vestida e bem-sucedida, pela ideia de causar inveja nas outras pessoas por causa de um look que eu estava usando.

Isso, na real, era só um equívoco da minha cabeça. Tudo o que eu queria mesmo era me sentir aceita, era que as pessoas me admirassem de alguma maneira e que eu, de certa forma, fosse inserida no grupo das meninas cool por conta disso.

Mas eu nunca seria aceita se continuasse fingindo ser algo que eu não sou de verdade. Se eu continuasse mentindo.

Uma coisa que eu sempre insisti em falar é que sempre vi a moda como uma forma de expressão. E ela é mesmo. Talvez a mais clara de todas! É muito fácil entender sobre a pessoa levando em conta o que ela está usando.

É até possível saber sobre a pessoa quando ela está usando roupas que não têm nada a ver com ela. O desconforto é claro. E eu sempre me senti assim, meio desconfortável.

Desde que comecei a fazer o armário-cápsula, percebi como a moda pode expressar muito bem quem a gente é, o tipo de vida que a gente leva, o nosso tipo de trabalho, as nossas influências. Tudo mesmo! É tipo um livro, basta estar disponível o suficiente para lê-lo.

Com o passar do tempo, eu fui limpando da mente essas ideias de que tinha que ser igual às outras pessoas para me adaptar, me vestir igual a elas para conseguir o meu lugar no mundo, e adotei uma postura de amor próprio: vou descobrir quem eu sou para que isso fique claro do ‘lado de fora’ e eu atraia as pessoas que se identifiquem com isso.

A moda é arte. Arte no sentido de que, quando inspirada, possui uma intenção real de comunicar. Você não precisa de palavras para passar uma sensação, entende? O que você veste pode fazer isso por você.

Eu acredito que isso é o que eu mais gosto na moda: ver nas roupas uma forma de comunicação verdadeira e sincera. É possível passar algo para as pessoas através do que você usa.

Então, é isso que eu comecei a fazer. A pensar no que eu quero comunicar quando me visto. No tipo de arte que eu estou fazendo. Comentei que a minha inspiração para o guarda-roupa cápsula foi o movimento grunge, com o qual me identifico demais. Isso, claro, já diz muito sobre mim.

Mas mais do que a inspiração que eu tirei do mundo para criar o meu look do dia, está a minha intenção em comunicar algo diferente: principalmente, que eu sou uma pessoa que está disponível para o que os outros precisarem, que eu sou como todo mundo, que uso roupas confortáveis e básicas, que fala ‘trampo’ e escuta One Direction, Guns’N Roses, Blink 182 e todas as variações que estão entre essas bandas, que detesta salto e que usa os mesmos cinco produtos de maquiagem todos os dias.

E eu posso garantir que a missão tem sido muito bem sucedida. Mais do que eu imaginei que seria.

O que você acha? Também vê a moda como uma forma de expressão?

 

Ter estilo X agradar os outros

Quando eu era mais nova, tinha por volta de uns 13 ou 14 anos, lembro que a minha mãe adorava comprar roupas pra mim. E eu sempre deixava. Não que não deveria, afinal, ela é minha mãe e se eu tinha roupas  para usar, era porque ela e o meu pai trabalhavam pra isso, mas eu nunca dei muita opinião sobre o que gostava mesmo e o que não gostava.

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Eu deixava a minha mãe me vestir como ela quisesse. Eu usava sandálias de salto alto, porque ela achava que ficava bonito. Alisava o meu cabelo porque ela dizia que ficava melhor, usava calças mais justas e blusas cheias de estampa porque ela achava que combinava comigo.

Eu me adaptava ao que ela dizia porque achava que precisava agradá-la. Deixá-la feliz. Se ela estivesse feliz, então tudo bem. Caso contrário, eu estava encrencada. E eu nunca queria estar encrencada.

Com o tempo, e principalmente no último ano, eu percebi como eu me adaptei a um molde a vida inteira para agradar os outros. Mas e eu? Estava feliz com isso?

Vocês já sabem a resposta, né?

Uma das coisas que eu mais curti no armário cápsula é que eu aprendi a deixar de lado o que as outras pessoas querem que eu use e pare para pensar no que eu quero mesmo usar, no que combina comigo.

Mesmo nesse processo, eu percebi mais de uma vez como queria usar alguma coisa que as pessoas gostassem, mas olhar por essa perspectiva é uma verdadeira cilada Bino. Você nunca sabe o que as pessoas estão pensando de verdade e tentar agradar os outros o tempo todo é exaustivo.

E acho que é por isso que eu ando tão feliz com as roupas que eu tenho usado. Eu uso para mim. Porque eu gosto e eu quero. Eu parei de tentar agradar o resto do mundo com o que eu visto. Parei de vez de achar que eu sirvo pra usar salto todo dia e que tenho que estar sempre com as peças da última moda no armário.

Pensa que libertador que é se vestir por você mesma e não pelos outros. É incrível! Eu parei de achar que não estou ‘bem vestida’ ou usando o que deveria estar. Porque eu não ‘deveria’ usar nada além daquilo que eu gosto.

Minha mãe não curte muito mais o que eu uso. Eu vejo a forma como ela me olha às vezes e percebo que o que ela vê não agrada tanto assim. Mas tudo bem. Ela tem o gosto dela e eu o meu. Para me encontrar, eu precisei parar de querer agradá-la 100% do tempo. Porque isso me fazia triste os mesmos 100% do tempo. Ou seja, no fundo, ninguém ganhava coisa alguma.

É um exercício diário, esse desapego com a opinião alheia. É muito fácil a gente deixar de usar uma roupa que ama porque alguém disse que não gostou. Ou colocar um vestido bandagem quando, na verdade, você queria estar de jeans e camiseta o tempo todo. E, acredite quando eu digo, não vale a pena sacrificar o seu bem-estar pela opinião alheia.

Você já passou por uma experiência assim?