5 dicas para desapegar das roupas que você não ama mais

desapegar das roupas

desapegar das roupas nunca foi um problema pra mim. pelo contrário, eu sempre tive bastante facilidade em tirar do armário aquilo que não queria mais. o moletom do meu ex-namorado que eu usava pra ficar em casa. aquela blusa tie-dye rosa que minha mãe me deu quando eu tinha 15 anos. o meu vestido de formatura da faculdade. tchau, goodbye, adiós, à bientot. nem pensava duas vezes.

quando comentei que a parte mais fácil do processo de refazer o guarda-roupa era limpar o armário, eu falei sério. para mim, o problema nunca foi tirar dali o que eu tinha que tirar ou o que eu sentia que não funcionava mais pra mim. o mais difícil, o mais complicado sempre foi conseguir repor o que eu tirava de lá.

sim, eu confesso que ainda tenho algumas camisetas de valor sentimental escondidas em uma gaveta intocável (e intocada) no armário. mas elas também estão com os dias contados. acho que já passou do tempo de eu deixar a camiseta que a minha sala do 3º ano fez pra formatura (beijo, 3H3!) juntando pó só porque eu tenho certeza que ‘um dia‘ ela vai ser usada (mentira, não vai). então, //comofaz pra desapegar como você, Maki? assim, ó:

1.eu estabeleço uma meta

e tudo – eu disse escrevi tudo – o que não faz parte dessa meta, vai embora. é mais ou menos assim: pra esse novo guarda-roupa, eu precisava de peças que me representassem de verdade, e queria muito que cada uma dessas roupas combinassem perfeitamente entre si. assim, tudo o que não entrava nesse âmbito, nessa meta, ia embora. eu nem pensava duas vezes. se não combinasse ou se não estivesse de acordo com a meta… tchau.

2.eu agradeço

cada peça teve o seu propósito na minha história. eu comprei por um motivo, eu achava que combinava comigo por um motivo, eu investi nela por um motivo, eu guardei por um motivo. eu consigo ser grata por cada uma das roupas que eu usei ao longo da vida, porque cada uma delas foi importante nesse meu processo – por mais que muitas vezes eu não tivesse noção nenhuma do que estava fazendo com o meu estilo. não é muito mais legal ficar feliz pelo tanto que você usufruiu de uma coisa ao invés de ficar triste de vê-la indo embora? eu acho que sim! falando nisso…

3.eu penso em quem pode usar aquilo também

toda vez que eu limpei o meu armário, eu separei uma penca de roupas pra vender e outra penca pra doar. é óbvio que, para as duas opções, eu só deixei em cada uma das pilhas as roupas que estavam em bom estado (não vale doar roupa manchada ou rasgada, né?) e sempre me deixou feliz saber que outras pessoas poderiam usufruir do que não me servia mais. um dos lenços que eu mais usei por ANOS foi comprado de uma amiga por R$15 – ela não queria mais e me vendeu. a minha jaqueta jeans preferida eu comprei num brechó, e um dos vestidos do meu armário que mais anda sozinho é um que uma outra amiga me doou também. a gente fica triste em tirar um negócio do armário, mas não pensa no quanto isso pode fazer outra pessoa feliz.

4. eu pratico o armário cápsula

é, não mais daquele jeito super engessado de antes, mas eu ainda mantenho o meu armário bem reduzido. o número de roupas que eu tenho é pequeno, então o desgaste de cada uma delas é maior. eu ainda não consegui fazer a transição completa para só comprar roupas de qualidade maior e de marcas que são independentes e bacanas (tá nos planos) ou só em brechós, mas o fato de eu rever o que tenho no armário com frequência tem me ajudado também nesse processo – e aí vai tudo ficando alinhado ainda mais com a meta.

5.eu me dou tempo para pensar

se tem uma peça de roupa que eu gosto bastante, mas que não uso tem um tempo, eu dou uma segunda chance. eu sigo bem à risca aquela regrinha do ‘se você não usa há 6 meses, então não vai usar mais‘ e também a do ‘se você não sente falta, é porque não precisava pra começo de conversa‘. uso muito essas duas filosofias pra me ajudar a desapegar das roupas porque ela é muito simples e verdadeira: não dá pra insistir num negócio que você gosta, mas não usa. no fim das contas, só vai ficar juntando pó no armário.

 

acho que é isso, viu? paciência é uma virtude mesmo, também pra esses momentos. se eu tô em dúvida, deixo a roupa ali no armário um tempinho, marinando, até que eu olho pra ela e me vem um clique: ‘é, não vai dar certo mesmo, hora de você fazer outra pessoa feliz‘. roupa não é descartável, sabe? tirar do guarda-roupa uma blusa que você amou muito um dia não significa jogá-la fora (a não ser que ela esteja toda estragada, né?), mas sim dar um novo propósito para esse tecido. no fim, eu faço o que preciso pra me sentir bem com as roupas que tenho e com a forma como visto – e tenho me sentido cada vez melhor! ♥

você tem algum segredo pra desapegar de roupas? me conta?

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15 coisas que eu gosto de fazer quando me sinto meio estranha

falando sobre dias tristes, eu ainda tenho aqueles momentos que acordo me sentindo toda errada. isso sempre me coloca de frente com uma decisão importante: eu vou continuar me sentindo assim ou vou mudar de ideia e ter um dia bom? às vezes, eu ainda insisto em falar mal de mim mesma e escolho ficar esquisita. mas agora já é mais comum eu optar por ficar bem e feliz, ter um dia gostoso, em que eu compartilho coisas gostosas com as pessoas e que trabalho de coração aberto.

eu já percebi que, nos dias que a gente não acorda bem, é muito fácil ficar assim meio perdida, sem saber o que fazer, sempre esperando que a coisa toda se resolva sozinha. essa é uma escolha muito do coração, sabe? não é que fazer alguma coisa vai melhorar o que você sente, é escolher melhorar que vai tornar essa atividade gostosinha, um incentivo pra manter essa decisão pelo resto do dia. e, se tem uma coisa que eu aprendi, é que sair da nossa caixinha, desse nosso isolamento, é sempre o primeiro passo pra isso, entende?

dito isso, o que eu costumo fazer quando tô em sentindo meio estranha? alguma dessas coisas, ó:

  1. ligo pra alguém que pode me ajudar
  2. eu peço por um abraço
  3. eu converso com alguém próximo sobre o que eu tô sentindo
  4. saio de casa e vou trabalhar em algum outro lugar, com mais gente
  5. revejo um filme que me deixa com uma sensação gostosinha (já viram A Vida Secreta de Walter Mitty?)
  6. ouço uma playlist com músicas animadas (a minha preferida do momento é essa aqui, de kpop)
  7. cozinho alguma coisa gostosa pra alguém que eu amo (ou pra mim mesma)
  8. tomo um café (e faço aquela pausa pra rever o que eu tô sentindo)
  9. passo um tempo no sol
  10. tomo um sorvete!
  11. releio passagens do meu livro preferido (Anna e o Beijo Francês, te amo ♥)
  12. toco um pouco de ukulele
  13. observo o movimento da rua da janela
  14. escrevo no meu bullet journal
  15. me dou tempo pra decidir

não tem uma receita pra gente ficar bem, sabe? é olhar pro nosso coração e buscar aquele lugarzinho de paz. de carinho com a gente mesma, em que a gente fica com a mente tranquila e consegue focar de novo no que é importante. com certeza, parar de dar atenção pra esses pensamentos tristes e meio estranhos é a melhor coisa a fazer pra não dar corda nessa coisa esquisita que fica seguindo a gente o dia inteiro. ah, e lembrar que a gente nunca tá sozinha ajuda também, né?

me conta o que você faz pra sair de um dia esquisito?

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aprendendo a tratar uma coisa que eu odiava com carinho

o meu cabelo… ah, você já sabe que o meu cabelo é uma ~questão~. acho que é impossível encontrar um ser humano que seja que não tenha um problema com alguma parte do corpo que ache errada, inadequada, estranha, feia. pra mim, sempre foi o cabelo.

já comentei um pouco sobre a minha relação com ele por aqui. lembro claramente, quando era mais nova, de ser chamada de ‘carequinha‘ por uma amiga e como isso me marcou. como eu penso nisso todos os dias, nesse barulho mental que me deixa maluca dia sim, dia também. como é sempre a primeira coisa que eu olho quando me vejo no espelho. a primeira coisa que eu reparo nas outras pessoas. como sempre sonhei que eu tinha um cabelão maravilhoso a lá Ariana Grande que eu bateria ~na cara das inimigas~ e que seria a coisa mais incrível do mundo porque teria cinco cores, como na música do McFly. blá blá blá, essa história já tá velha e cansativa.

corta a cena pra 2017 e me vi fazendo uma escolha. eu nunca mais, n u n c a  m a i s, me permitiria ficar mal por causa do meu cabelo. é démodé. é coisa antiga. essa reclamação já não faz parte de mim . é só uma forma de eu me distrair das coisas que importam de verdade, uma forma de eu ficar comprovando pra mim mesma e pros outros que eu sou diferente e que, olha só, que coisa, a gente nunca vai ser igual porque o meu cabelo, ahhhh, o meu cabelo… não. para. corta. rebobina. começa de novo.

entre quedas, mais quedas (não de cabelo, que fique claro) e alguns tabefes na minha própria cara muito bem dados com discursos de ‘ISSO NÃO VALE A PENA‘ e ‘O SEU CABELO NÃO TE DEFINE‘ gritados na frente do espelho, eu tomei uma segunda decisão. talvez seja a hora de olhar pro meu cabelo com tanto carinho quanto pra minha alimentação. talvez. só talvez. ainda não. calma. agora acho que vai. tá. vamos lá.

cuidar de uma coisa dessas era muito mais do que apenas falar: ‘miga, vai num médico, toma o remédio X, passa o produto Y, vai funcionar‘. não. isso era muito pouco. era subestimar o tamanho do meu apego com me sentir mal com o meu cabelo.

sim, é isso mesmo. é um apego. pior que carrapato.

parece insano (e é mesmo) falar que eu tinha um apego em me sentir mal, mas eu tinha. eu passei tanto tempo (vai saber quantas vidas, né?) aprendendo a falar mal de mim, a me colocar pra baixo, a comprovar por a+b que eu não presto mesmo e olha como eu sou horrível e rejeitável, nem cabelo eu tenho.

a gente acostuma com essas coisas. a encontrar motivos pra se sentir mal pra confirmar que não é legal ou bonita ou qualquer outra coisa que seja. o meu maior apego sempre foi o meu cabelo. chegava num ponto que só falar sobre o assunto me dava vontade de vomitar. mas, ainda assim, eu achava um jeito de comentar. de puxar o assunto. de fazer as pessoas comentarem sobre como o meu cabelo tava crescendo. eu olhava e tinha certeza absoluta que eles tavam me encarando por causa disso.

no fim das contas, o crush não me notava por causa do meu cabelo. AH, ENTÃO É ISSO? pronto, achei o motivo. maldito cabelo! e o loop seguia. tudo era sempre sobre mim e o meu cabelo.

me dá um nó no estômago só de escrever essas frases todas.

se eu disser que superei completamente isso, é mentira. mas a promessa foi feita e tem sido cumprida. eu me recuso a ficar mal pelo meu cabelo. me recuso porque isso muda o meu foco. me tira do lugar de cuidado pra me colocar numa posição de mendiga, que fica pedindo a cada três segundos que as pessoas me aceitem apesar desse pequeno defeito. eu esqueço de você, quando fico olhando tanto pra mim.

depois de tantos anos grudada nessa nhaca (por falta de uma palavra melhor), eu decidi que era hora de começar a me desprender. fui no médico. comecei um tratamento. fui num segundo médico, pedi uma segunda opinião. vou começar um novo tratamento na semana que vem. e vou prestar atenção pra que, nesse processo todo, eu lembre de cuidar das pessoas que encontrar no caminho, ao invés de ficar tão preocupada com o meu cabelo.

porque a verdade, minha gente, é que o meu cabelo não é nada comparado a sensação de cuidar de alguém, e de distribuir esse carinho por aí. quem lembra de cabelo, de pele, de pernas e pés quando abraça alguém querido, quando reencontra uma amiga de anos ou quando escreve um post de coração num blog? quem tem tempo pra ficar pensando nisso, quando tem tanta gente precisando que eu me olhe com carinho pra aprender a se olhar também?

a alimentação parece fácil de cuidar, comparado com algo que eu sempre usei tanto pra me sentir mal e no qual me agarrei como se fosse o motivo da minha existência. não é. nunca foi. nunca vai ser. distribuir carinho é a minha função no mundo, lembrar as pessoas da vida que elas já têm é o que eu preciso fazer. é pequeno demais reduzir a minha passagem por aqui ao número de fios que eu tenho na cabeça. é desmerecer a minha importância, é me deixar com 10 centímetros de altura quando a altura é algo que não consegue medir a minha essência.

então, a gente cuida. e se não sabe cuidar, aprende. penteia com carinho. vai onde a resposta tá pra cuidar do que precisa ser cuidado. segue o tratamento à risca (e não tenta inventar moda ou fazer o que você ‘acha melhor‘). treina olhar pro que é e não pras mentiras que você conta sobre você. e cuida. cuida, cuida, cuida, cuida. uma hora você nem vai perceber mais que agora mexe no cabelo com uma delicadeza que nem os melhores ilustradores conseguiriam captar em imagem. e cada fiozinho que você tem na cabeça te ajudam a contar uma história, uma verdade sobre quem você é e sobre quem as pessoas são. no fim, a sua beleza se torna compartilhável.

eu prefiro uma beleza compartilhável a ficar me admirando no espelho, achando que tô bonita com o meu cabelo de Ariana, mas certa de que tá todo mundo encarando a minha barriguinha flácida.

em tempo: eu consigo prever algumas questões a respeito desse assunto (sempre acontece, afinal). então, deixa nos comentários o que você gostaria de saber sobre isso que eu vou juntar tudo num post, tá bom? ♥

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a gente precisa parar de ser tão obcecado com produtividade

dia desses, eu tava lendo os meus emails e percebi que era o segundo ou terceiro dia seguido que recebia do Medium textos sobre produtividade e como produzir mais e melhor. ok, eu entendo que esses textos foram selecionados com base no que eu tenho costume de ler, mas fiquei pensando em como as pessoas são obcecadas por produtividade.

eu tive uma chefe que costumava contar quantas matérias eu escrevia num dia. eu trabalhava num sistema de meio período na época, e se fizesse menos de 10 textos no meu horário, alguma coisa estava errada. como resultado, eu desenvolvi o hábito de escrever muito rápido só para conseguir bater essa expectativa. no fim do expediente, eu sempre me sentia muito cansada e sabia que o nível de foco que eu tinha era muito baixo: eu precisava me colocar num modo automático, se não o conteúdo não saía. pode-se dizer que eu era altamente produtiva (mas a que custo, né?)

dois anos depois, eu levo a rapidez do teclado comigo, e quem me acompanha no Twitter sabe que os problemas de foco não cessaram só porque eu deixei de escrever esse tanto de coisa em tão pouco tempo. parece que eu preciso sempre encontrar formas e métodos de escrever melhor, de produzir mais, de acabar com a procrastinação…

por mais que eu ainda passe muito tempo pesquisando sobre agulhas de crochê na internet, sendo que nem crochê eu faço, eu percebi essa semana que essa falta de foco tem pouquíssimo a ver com a minha organização. tipo, eu sou a rainha do bullet journal, gente, organização é o que não falta por aqui.

é falta de propósito mesmo.

eu percebi que toda vez que não sei porque tô fazendo as coisas que preciso fazer, eu fico confusa, meio perdida, sem saber o que fazer, desmotivada, e assistir pela milésima vez o clipe de Really Really no Youtube parece muito mais interessante do que a minha lista de tarefas.

tá, quando a cabeça tá muito maluca, eu consegui desenvolver alguns truquezinhos para me ajudar a focar de novo. a música tem sido a minha principal ajuda. eu ando tentando dividir o meu dia em blocos de horário também, mas não sei até que ponto isso está funcionando. mas acho que, o principal, é saber se eu estou seguindo o meu propósito ou  não.

é tipo quando a gente fica tentando usar milhares de aplicativos de organização diferentes e nenhum funciona. daí a gente tenta mais um e não dá certo. daí a gente pesquisa sobre bullet journal e também não se adapta muito bem. daí volta para os aplicativos. e a gente fica obcecada em pesquisar sobre produtividade e como se organizar e esquece da parte mais importante, que é produzir.

na hora que eu percebi isso, foi como uma tijolada na cara. mas, gente, é claro! eu só preciso parar de me preocupar em ser produtiva e produzir. o ‘como‘, tanto faz. é mais a questão de colocar a mão na massa que me incomodava tanto. e eu não colocava. e achava desculpas do porquê eu não cumpria as minhas tarefas. quando, na real, eu só precisava me fazer duas perguntas:

1.o que diabos eu tô fazendo?

2. por que diabos eu tô fazendo isso?

essa semana, essas duas perguntinhas foram tipo as minhas âncoras. tava lá bem de boa pesquisando sobre as ações russas durante a Segunda Guerra Mundial… OPA, que que eu tô fazendo? por que eu tô fazendo isso? e minha mente voltava automaticamente pra minha meta e pra minha função. e o trabalho fluiu mais fácil. é um exercício, né? e você se sente meio maluca das ideias tendo essa conversa com você mesma. não ajuda muito o fato de que eu sou altamente expressiva quando tô no computador e gesticulo como se ele fosse me responder a qualquer instante (imagine as conversas que eu já tive com as impressoras…). nessas horas, todas essas dicas de organização e produtividade entram apenas como uma ferramenta para eu cumprir a minha meta, mas não são o meu foco.

eu percebi também que fui diretamente afetada pelo flood de informação que a internet grita na nossa cara todos os dias e senti, mais uma vez, a  necessidade de dar um passo pra trás e selecionar melhor o que eu consumo e quando consumo (ainda mais em mês de BEDA, com tanto texto incrível pra ler, né?).

cada um desenvolve o seu próprio método de ser mais produtivo, mas nenhum vai ser tão eficiente quanto o propósito. fazer as coisas com amor, lembrar do porquê e pensar em quem recebe o nosso trabalho (qualquer que seja ele, em maior ou menos escala) é e sempre será a maior motivação que eu tenho.

você sente que é produtiva? o que te motiva a fazer o que faz?

como eu cuido da minha pele

você sabe que eu tenho pensado muito em cuidado, né? tem mais ou menos dois anos que eu parei de tomar a pílula anticoncepcional, e a minha pele anda meio maluca desde que isso aconteceu. primeiro, ela ficou muito oleosa e com uma propensão maior às espinhas. depois, ela foi regulando e ficou mais ‘normal‘.

o problema é que essas mudanças acontecem meio do nada e, desde a minha última visita ao dermatologista, os produtos que eu estava usando não funcionavam mais. quer dizer, funcionavam, claro, mas eles estavam deixando a minha pele muito ressecada. quando o inverno chegou, ela começou a ‘reclamar‘ muito: repuxava demais depois do banho e de cada lavada, descascava na região do queixo / ao redor da boca e ficava cheia de bolinhas. isso já aconteceu muito comigo, quando o inverno era pesadão, mas piorou quando eu parei com a pílula.

agora eu acho que é seguro dizer que o meu corpo se recuperou depois de tantos anos desse remédio, e a minha pele estabilizou. então, essa semana eu fui no dermatologista de novo (costumo ir a cada seis meses, mais ou menos) para falar sobre o que estava acontecendo e como eu poderia cuidar melhor da minha pele. aproveitei também para checar todas as pintas do corpo (como sou muito branquinha, fico sempre atenta à essas bichinhas).

tudo bem com as pintinhas (ainda bem) e com a pele também, só precisaria trocar os produtos que estava usando, porque a questão do ressecamento era 100% por conta da função anti-acne desses cremes e sabonetes. uma dica importante que ele me deu é que todo sabonete em barra resseca mais o rosto do que os líquidos, e me recomendou que eu sempre use a opção líquida pra evitar desconfortos maiores.

então, vamos aos finalmentes. o que o médico me recomendou:

produtos pele

1.glycare (mantecorp)

é um sabonete líquido para peles mistas a oleosas. a recomendação é que eu use duas vezes ao dia: uma de manhã e outra de noite. ah, um hábito que eu adquiri há muito tempo e que sempre confirmo com o meu dermato é nunca lavar a pele do rosto com água quente (por causa do efeito rebote: ela pode ficar ou muito oleosa ou muito ressecada). banho só de costas e com o rosto longe da água quente. ♥

2.epidrat mat (mantecorp)

é um hidratante com fator de proteção solar 30. esse é para pele oleosa e/ou acneia e o médico me explicou que serve muito bem para quem passou pelo mesmo processo que eu e que tem períodos de pele com espinhas (tipo durante a menstruação – euzinha de novo) e outros de pele mais ressecada. tô bem animada para experimentar.

e complementei esses dois com os outros produtinhos que já uso sempre e que tem o aval dele:

3.bepantol (bayer)

vivo de bepantol, gente. eu passo todos os dias na região das olheiras, antes de dormir, e também na boca. é o melhor hidratante/creme para olhos que eu já usei na vida. não abro mão por nada.

4.produtor labial med (nivea)

adoro os protetores labiais da nivea. eu costumava usar um de uma linha chamada Puro & Natural, de mel, mas acho que pararam de distribuir por aqui. nunca mais achei. perguntei na farmácia e me falaram que esse era sem parabenos (confirmei nos ingredientes) e ainda tem proteção FPS. eu deixo um do lado do computador, pra usar durante o dia, e um na bolsa também.

5.mask of magnaminty (lush)

pode cair de amores por essa máscara? eu sou muito apaixonada por ela. tem hortelã-pimenta pra estimular, prímula e feijão azuki pra fazer a esfoliação. ela é super fresquinha (confesso que no frio dá um pouco de ~medinho~ de passar) e deixa a pele uma delícia! eu uso uma vez por semana. passo no rosto todo, deixo dez minutos e aí tiro com um pouco de água morna, fazendo massagenzinha. o legal é que ela também pode ser usada no corpo!

 

ufa! bastante coisa, né? tem mais um creminho da La Roche-Posay, que eu esqueci de colocar na foto, e que uso às vezes, quando tô perto da menstruação e as espinhas começam a aparecer: é o Effaclair Duo, especificamente pra ajudar a secar bolotinhas no rosto.

aprendi desde cedo a cuidar muito bem da pele, mas ultimamente tô tentando prestar mais atenção pra não fazer essa rotina no automático. ficar presente na hora de lavar o rosto, colocar vida em cada movimento, enxaguar com cuidado e secar direitinho. daí passa uma camada de protetor (agora vou usar o Epidrat, mas também tenho aqui o Anthelios FPS 70, da La Roche – ele é bem sequinho, amo!) e, pronto!

ah, eu sei que não precisa, mas lá vai: os produtinhos que eu uso são todos recomendados e/ou aprovados por um dermatologista, tá? só porque funcionam pra mim, não significa que vão funcionar pra você também. não esquece de ir no médico de vez em quando pra ter certeza do que é melhor!

me conta como você cuida da sua pele? quero saber!