o que um mês de alimentação saudável me ensinou sobre cuidado

você lembra quando eu contei sobre começar a tomar proteína – foi um choque e eu ainda acho engraçado ter me tornado esse tipo de pessoa, que leva a garrafinha cheia para a academia e toma de bom grado a misturada de pó doce dom água (dica: evitem a de baunilha, crianças, é enjoativa demais!). mas pouco mais de um mês de toda essa mudança alimentar, eu fiz o retorno no nutricionista e percebi que essa foi a melhor decisão que eu tive na vida.

ter uma dieta saudável parecia um sacrifício, uma coisa ruim, algo que eu não queria porque era chato comer legumes, e eu preferia mil vezes mais me encher de chocolate no fim de semana. andar com uma garrafinha de chá de hibisco para cima e para baixo também não parecia assim o melhor dos mundos. mas quando veio a necessidade de cuidar do corpo, aquele chamado que eu não pude ignorar, eu dei um passo para trás e topei esquecer tudo o que eu sabia sobre dietas para pensar só numa coisa: como eu poderia cuidar do meu corpo para cumprir a minha função.

a alimentação, claro, foi essencial para isso. mas a questão é além do meu almoço milimetricamente medido em uma balança de comidas que eu pego emprestada da roomie. tem gente que come super bem, mas se ataca, pensa mal de si mesma, a cada garfada de rúcula. tem outras pessoas que fazem a mesma coisa, mas com um bolo de chocolate ao invés de uma porção de quinoa. tem uma galera ainda que se ataca não comendo nada. e tem quem faça todas essas coisas e não se ataca nunca, porque não usa a comida como uma ferramenta pra alimentar a raiva que sente, em maior ou menor grau.

eu já fiquei mais tempo sem comer do que deveria. já comi muito e compulsivamente. só comi besteira e só comi salada. em nenhuma dessas vezes eu me senti cuidando de mim. agora é diferente. colocar a minha comida na balança e comer as porções exatamente como o nutricionista indiciou – além de tomar todos os complementos vitamínicos – me fez olhar para a forma como eu como, como dou cada garfada, como eu vejo a comida e o meu corpo.

assim como um prato de mandioquinha com patinho moído e legumes refogados (alô, amo muito – quem diria) é uma ferramenta, o meu corpo também. é com ele que eu escrevo essas palavras, que eu trabalho, que converso com as pessoas que amo no Whatsapp ou no ônibus. é com os olhos do corpo que olho pra você, pra te lembrar que o corpo é só uma ferramenta e que você não depende dele pra ser feliz.

oras, mas se eu faço isso com você, como não faria isso comigo? cuidando de mim eu cuido de você! e cuidando de você, você cuida de mim também. é assim que as coisas funcionam, sabe?

ficar sem comer doce esse tempo todo não foi um sacrifício. não foi triste, muito menos algo que ficou passando pela minha cabeça! puxa, eu diria até que foi feliz! quando eu comi aquelas sobremesas maravilhosas, comi sabendo que tava tudo bem e que eu não estava cometendo um pecado horrível por sair da dieta. nada de culpa nas minhas garfadas.

quando eu almocei o lámen na Liberdade, foi também pensando em como é gostoso poder usufruir de um prato tão delícia ao lado de pessoas que eu gosto tanto. mesmo que não seja 100% dentro do que o nutricionista passou. levar a garrafinha de chá de hibisco se tornou leve, porque é só mais uma forma de eu entrar nesse plano de cuidado. eu cuido de mim e cuido de você.

cuidado é uma coisa tão bonita, sabe? a gente acha que só um punhado de pessoas sabem fazer isso bem, mas a gente tá ligada em como essa roda gira. hoje, eu me sinto mais disposta, não tenho tanto sono, trabalho mais focada e durmo melhor – tudo porque eu comecei a pensar no cuidado na hora de comer. eu cuidei de mim e, como resultado, cuido mais (e melhor) de você. e assim a gente se cura, entende?

verdade, tiveram algumas mudanças físicas bem impressionantes – os sete centímetros e meio que eu perdi de abdômen e os cinco de quadril não me deixam mentir -, mas por  incrível que isso seja, o mais legal de tudo foi começar a cuidar. a olhar. o que que tem nessa garfada, hein, dona Maki? vish, tá comendo cheia de raiva, isso não vai dar certo.

para, respira fundo, lembra do cuidado. cuidando de você, você cuida dos outros; cuidando dos outros, você cuida de você. come de novo. agora sim. desce redondinho. o corpo fica cheio de energia e amanhã de manhã a gente consegue acordar feliz sem precisar apertar o botão da soneca 52 vezes.

resumaki #6

eu pisquei e já era tempo de fazer o resumaki de novo ♥ (e esse mês tem vídeo!)

um pouquinho sobre junho…

cada mês que passa eu sinto um mix de emoções: parece que demorou muito tempo para acabar e fui do dia 1 ao 30 voando. aconteceu tanta coisa em junho que eu nem sei por onde começar. mas, acho que o mais importante foi perceber que cada dia que passa fica mais fácil encontrar aquele lugar de mim que se sente sempre confortável e feliz no que faz. isso pode não durar o dia inteiro, todos os dias, mas eu subo um degrau por vez, né?

teve uma vez que um colega de curso comentou durante um treino que a nossa maior certeza era que o nosso dia mais feliz era o dia seguinte – isso porque a gente estava treinando para chegar num ponto em que representamos só aquilo que somos, não mais o que a gente pensa sobre a gente. e eu sempre lembro disso com um sorriso no rosto: porque é verdade mesmo e meu dia mais feliz é sempre amanhã.

dito isso, esse mês foi um dia mais feliz que o outro. começou com um café da manhã tipicamente mineiro que me encheu o estômago de amor e pão de queijo quetinho. foi um dia tão delicioso que me deixa com o coração leve só de lembrar.

teve também clube do livro (vou falar mais sobre isso logo mais!) e eu consegui ler um livro inteiro esse mês: a alegria é sem tamanho! aos pouquinhos eu vou retomando o hábito da leitura, que eu perdi totalmente quando comecei a trabalhar de casa e não tinha mais o ônibus pra me incentivar (quem nunca perdeu o ponto porque estava distraída  lendo, que atire a primeira pedra!).

pra variar um pouco, eu fui pra Liberdade almoçar lámen, desa vez junto com a Celle e a Thays, essas fofinhas que alegram os meus dias. o tanto que eu amo esse bairro deveria ser objeto de estudo de TCC (não, sério). mas é sempre uma delícia andar por lá.

foi um mês ainda de muitos cafés e comidas gostosas. de botinha nova e meias chamativas. de festival ao ar livre num domingo, e de fazer um bate e volta até a praia para tirar algumas das fotos mais lindas que eu já vi na vida. e o melhor é que elas eram de mim! acho que nunca me vi tão eu quanto nesse ensaio.

em resumo: junho encheu meu coração de calor, mesmo com os dias frios (e as frases clichês que eu tanto insisto em usar).

… e umas coisinhas que valem a pena compartilhar

um post que amei escrever: carta aberta para a Maki de 15 anos 

um post que amei ler: Do You Take Yourself Seriously? (escrevi até um post sobre ele)

uma música: um hino é um hino, né?

um livro: O Ano em que Disse Sim, da Shonda Rhimes

uma série / dorama: Suspicious Partner (ou: ‘como surtar em cada episódio por causa do Ji Chang Wook)

uma palavra: alegria

uma pessoa: a Jo, que me proporcionou tantos momentos de carinho!

já começo julho com o pé direito, esperando mais (muitos) dias felizes 

 

diário #88 – confiança não é mágica

não sei como esse texto parou no meu feed – ou se eu saí atrás dele no Google depois de ver alguma referência sobre – mas eu li e reli várias vezes Do You Take Yourself Seriously? da Sarah Cooper. fiquei com frases dele na cabeça. guardei o link na minha pasta de inspirações e pensei ‘meu Deus, esse texto sou eu todinha‘.

eu não sei explicar muito bem, mas a identificação foi instantânea. acho que todo mundo já se sentiu assim uma vez ou outra – fora, claro, as pessoas que se levam a sério. eu, no caso, nunca fiz parte desse grupo seleto. chame de síndrome de vítima, de introversão, timidez, baixa autoestima ou o que seja. eu sempre tive muito clara na minha cabeça a ideia de que nada do que eu fazia era bom o suficiente.

se eu tinha uma ideia, a vontade de colocá-la num potinho e esconde-la embaixo de um colchão era automática. deixa ela ali, pra ninguém ver. melhor do que ter que lidar com as críticas depois. e eu já sei que nem é uma ideia tão bom assim. então, fica aí bem quietinha. não solta um pio e vamos fingir que você nunca existiu.

mas ela sempre esteve lá. aquela ideia. ela ficava marinando no fundo do meu cérebro gritando baixinho ‘ei, dá atenção pra mim, eu sou legal!‘ e você continuava ignorando. até que aparecia alguém mais confiante que você e colocava a mesma ideia em prática com metade do esforço que você teria.

maldita. por que ela conseguiu e eu não? onde foi que eu errei? essa ideia é minha! tudo bem, ela tem mais recursos. mais fãs, mais curtidas, mais apoio. mais equipamento. e, vamos combinar, ela fez melhor também. mas ainda assim, essa ideia era minha.

se apenas eu tivesse uma confiança como a dela.

mas não é assim que as coisas funcionam, sabe? confiança não é mágica que aparece de um dia para o outro em pílulas cor-de-rosa para você tomar e sair por aí fazendo a pose da Mulher Maravilha e escrevendo roteiros para grandes séries de televisão (posso ou não ter sido altamente influenciada por Shonda Rhimes nesse parágrafo). é algo construído.

a gente passa tanto tempo pensando mal de si mesma que parece um pecado aprender a confiar no que a gente faz. parece errado, sujo. parece que não pode e que uma hora ou outra vão descobrir que a gente é uma fraude e que não merece os louros pelo nosso trabalho duro.

isso começa muito antes de tirar um projeto do papel e é muito maior do que isso também. é entender que a gente é importante, indispensável (porque é mesmo). que a gente tem uma função no mundo e que tudo o que a gente colocar aqui vai ter um efeito. é lembrar de fazer as coisas com carinho pelos outros e por nós mesmos, porque é bom e é melhor do que ficar soltando raiva em comentários no Facebook. porque é mais próximo do que a gente é de verdade, sabe?

é saber que tudo o que a gente faz importa porque é um lembrete pra quem também se esqueceu. é confiar que a pessoa vai se lembrar. que ela é importante, que ela é boa, que ela não precisa se comparar com ninguém e que tá tudo bem com ela. é um ciclo, sabe?

a gente confia no que é de verdade, faz uma coisa legal que lembra as pessoas disso também e confia mais. e faz mais. e confia mais e faz mais e confia mais e…

… e assim por diante. mas tudo começa com você. lembrando de quem você é. da sua importância e da sua existência. e que ela é muito maior do que qualquer comparação meia boca que você possa fazer com o sucesso dos outros.

como se tornar um freelancer maravilhoso

vou começar esse post dizendo que, sim, eu sou uma freelancer maravilhosa. se me perguntassem isso há dois anos eu diria ‘nunca, sou péssima‘, mas a essa altura do campeonato vocês já sabem que isso teria muito a ver com algumas doses de autoestima baixa e falsa modéstia. eu sou incrível, para ser sincera.

muitas pessoas me perguntam como é a vida de freelancer – ainda mais em uma área como o jornalismo – e eu posso dizer que sou bastante feliz com os trampos que faço. se vocês querem saber, boa parte dessa minha carreira de freela começou com cara de pau: sempre me achei muito tímida, mas nunca tive muito pudor pra soltar um #mandafreelas por e-mail de vez em quando. foi assim que eu comecei nessa rotina.

atualmente. eu tenho um trampo fixo e que funciona no sistema home office e um freela recorrente, além de alguns outros que faço de tempos em tempos. é muito trabalho, tem dias que eu fico maluquinha, mas eu gosto muito – principalmente pela flexibilidade de horário. com isso em mente (e atendendo aos pedidos da Caroline lá no Instagram!) usei a minha experiência pessoal para dar algumas dicas para quem quer começar esse caminho.

1.pense em um nicho

o mais fácil, pra mim, foi saber desde sempre que eu queria trabalhar com jornalismo de moda e/ou comportamento. isso tornou o processo mais fácil porque eu sabia para quem queria escrever, escolhi veículos que gostaria de tentar e saí mandando sugestões de pautas. foi assim que consegui muitos dos meus freelas. saber a área que você quer atuar é meio caminho andado.

2.seja organizada

o tanto que eu já falei isso aqui, né? mas, sim, para ser freelancer você precisa ser organizada, se não se perde nos prazos diferentes, datas de entregas variadas, dias de reuniões… pode acontecer até de não darem uma data certa de entrega (por exemplo: a pessoa precisa de uma matéria sobre um assunto, mas deixa você desenvolver livremente), daí é o seu trabalho se organizar para entregar esse texto em um período de tempo que você acha ok. o bullet journal virou meu melhor amigo porque foi MUITO importante nesse processo (eu comecei o meu pouco depois de virar freela em tempo integral).

3.tenha limites

ser freelancer implica que as pessoas vão achar que você trabalha todos os dias, o dia todo, afinal, você faz home office e não tem um horário fixo. você precisa saber equilibrar momentos de trabalho com outros de descanso, então estabeleça um horário para as suas funções e seja firme com ele! claro que existem exceções (eu já trabalhei até de madrugada, de fim de semana e feriado quando foi preciso), mas tente manter uma rotina que te deixa confortável e te dá espaço para fazer o que você tem vontade.

4.mantenha contato

eu sempre tento manter contato com pessoas com as quais já trabalhei. tanto para agradecer pelos trabalhos que eles me ofereceram quanto para saber se existem outras oportunidades. é importante para as pessoas saberem que você está disponível, entende?

5.cuide do seu dinheiro

vida de freela é assim: um mês você tem 30 trampos diferentes para entregar e no seguinte tem um ou dois. cuidar do dinheiro ajuda a garantir as próximas contas e não ficar no aperto. para mim essa parte foi fácil: eu comecei a freelar quando ainda era contratada e juntei uma grana que me deixou mais tranquila quando eu fiz essa transição.

6.seja disponível!

eu falei de pensar em um nicho e ter horários fixos, e isso é maravilho e muito essencial para esse processo. mas o que vale mesmo é você ficar disponível para as demandas que aparecem. pode ser que nem sempre você consiga escrever para aquela revista incrível, mas te convidem para fazer um trabalho de redes sociais bacanas na área. esteja aberta para o que aparecer e saiba o que aceitar e o que recusar. trabalhando de casa, é fácil a gente achar que consegue fazer absolutamente tudo, só para perceber que também precisa dormir direito e sair com os amigos para ficar bem. é aquela velha história: tenha um propósito e escolha os projetos que melhor se encaixem nele.

7.faça com carinho

quando você é freelancer e as pessoas não gostam do seu trabalho, dificilmente vão te contratar de novo. fazer qualquer entrega com carinho, saber que você está oferecendo o seu máximo é o suficiente para criar uma rede de good vibes: se alguém não te chamarem novamente, com certeza vão te recomendar para alguém. e aí você começa a ficar conhecida na área, sabe? mais importante do que ser super requisitada é fazer um trabalho com carinho e amor, que transmita uma sensação bacana e atenda exatamente as necessidades de quem te contratou. e aí o fluxo não tem fim!

 

eu sinto que ser freela não é para todo mundo – já falei que trabalhar de casa tem os seus altos e baixos, né? para mim, funciona bem e eu não costumo entrar em neuras para conseguir trabalho, até que resolvo bem sem grandes preocupações. mas é assim que funciona: eu faço com carinho, me organizo e mantenho contatos. pronto! receitinha infalível para continuar entregando o meu amor por aí.

você é freela também? me conta como isso funciona pra você?

 

eu virei o tipo de pessoa que toma proteína

acho que eu já comentei em algum momento que eu tinha umas questões com alimentação. se não, lá vai: eu tinha algumas questões com alimentação. basicamente, eu me sentia inchada o tempo inteiro, eu sentia muito sono durante o dia e parecia que o meu corpinho tava sentindo falta de algumas coisas que são importantes pra ele (tipo vitaminas ou algo assim).

não é que eu comia de todo mal – apesar do desejo constante de jantar pizza todas as noites e encher a cara de chocolate depois do almoço dia sim, dia também, eu me alimentava bem ok. nunca fui muito de legumes e verduras, e eu era do tipo que se alimentava com os olhos e colocava muito mais no prato do que precisava de verdade, mas, fora isso, era uma alimentação bem razoável.

mas, de uns tempos pra cá, eu comecei a perceber que o meu corpo tava mais esquisito do que de costume. parece que ele tava fora do lugar e precisava de uma sacudida pra voltar a funcionar direito. tipo quando o computador travava e você precisava dar uns soquinhos na CPU pra ver se ele funcionava de novo (isso ainda existe?).

então, lá fui eu pro nutricionista. já tinha ido tantas outras vezes, e comecei e terminei inúmeras dietas diferentes (por conta própria, claro). mas, dessa vez, senti uma vontade diferente: queria cuidar do  meu corpo porque eu preciso dele pra cumprir a minha missão, pra fazer o que eu preciso fazer. ele tem que estar bem, sabe?

fui. conversamos. eu não como mal, só preciso ajustar algumas coisinhas e perder um pouco de gordura. agora eu tenho que comer exatamente as porções indicadas. toma também todos esses suplementos e vitaminas de manhã, em jejum, vai ajudar. um litro de chá de hibisco por dia e completa com água o que faltar, tá? toma proteína depois de treinar. sim, isso mesmo, proteína. em pó, daquelas que leva na garrafinha. e aprende a jantar, menina! nada de doce ou açúcar por enquanto, viu? esse primeiro mês a gente tem que dar um sacolejo no seu organismo mesmo, pra ele entrar no eixo. depois disso a gente vê.

e é isso. agora eu tomo proteína depois de treinar. quase não como carboidrato e zero açúcar. sigo tudo como ele falou (salvo alguns momentos de descanso aos finais de semana). já vejo uma diferença enorme (o sono sumiu, coisa doida). e a vontade de doce também caiu pra zero (minha TPM agradece). tô me sentindo bem melhor, mas principalmente, tô feliz de aprender a cuidar do corpitcho como ele merece.

quero falar mais sobre esse processo por aqui, mas ainda não sei como – ou o quê, exatamente! mas o mais legal vai ser o comparativo na minha próxima consulta. aí eu compartilho com você também, tá bom?

no mais: tem sido muito divertido pesar minha comida e descobrir que eu amo mamão papaya com canela (sério, você já experimentou essa combinação? é maravilhosa) e que tomar proteína não é tão ruim assim (mas evitem a de baunilha, #realoficial).

me conta: como é a sua relação com a comida?