Por que você deve fazer da viagem uma prioridade?

Já comentei aqui, pelo menos uma vez, como viajar é importante para mim. E acredito muito que viajar é uma das necessidades básicas da vida.

Explico: fazer uma viagem abre os horizontes, nos tira da zona de conforto, nos faz ver as coisas por uma perspectiva diferente, nos ensina muito. Seja uma viagem menor, com a família, ou um intercâmbio de longa duração, você sempre, sempre, volta diferente de uma viagem.

aventura

Quando paro para pensar o que eu quero para o meu futuro, tudo o que me vem na cabeça é viajar. Eu quero conhecer o máximo possível do mundo, visitar lugares diferentes, conhecer culturas variadas, fazer amizades globais… É uma das poucas certezas que eu tenho na vida, que eu quero viajar.

E eu desejo essa certeza para todo mundo. Viajar é, sim, uma forma de fuga, de fugir dos problemas e das ideias com as quais a gente lida todo santo dia. Um pouco de espaço e distância às vezes é muito bom para colocar a cabeça no lugar e até perceber e agradecer por tudo aquilo que a gente já tem. Quando estamos imersos nessa realidade de todo o dia, é difícil dar valor para qualquer coisa.

Então, faça da viagem uma prioridade. Escolha um lugar novo para conhecer todo ano, todo mês, todo dia! Não precisa ser tão longe, pode ser na sua própria cidade. Tem dias que a gente esquece de ser turista na própria vida e o quanto conhecer um lugar novo pode nos fazer bem. Não perca a curiosidade, a vontade de conhecer coisas, pessoas e lugares novos. Busque sempre viajar.

Viva uma grande aventura. Mesmo que seja experimentar escargot pela primeira vez na França ou fazer um bungee jump na Nova Zelândia. Mesmo que seja experimentar aquele restaurante indiano na esquina da sua casa ou conhecer um museu minúsculo em algum outro lugar do mundo que você nem sabia que existia.

Viaje através de um filme maravilhoso ou de um livro espetacular, mas que eles sirvam de inspiração para que você viaje de verdade. Vá e esqueça que tem que voltar. Porém, se você lembrar em algum momento, que seja para planejar a próxima e a próxima e a próxima. Viaje.

 

 

Diário #13 – A lei da atração

Engraçado que quando você ouve falar de alguma coisa – qualquer coisa – ela parece te perseguir o resto do dia, da semana ou do mês. Tipo quando você quer comprar um carro, um Uno, digamos, e vê um de cada cor em cada esquina da cidade.

Tem sido assim comigo em relação à lei da atração. Enrolei muito para ver o filme The Secret (para quem quiser, tem no Netflix!), mas quando assisti foi como um tapa na cara. Claro que com a depressão é muito complicado mudar uma forma de pensamento de um dia para o outro (é difícil até para quem não está em depressão!), mas aquilo me impactou de uma forma que enquanto assistia já colocava em prática.

Imaginem vocês que eu estava louca por um doce enquanto via o filme. E toda vez que eles falavam ‘lei da atração’ me vinha na cabeça a vontade de comer um doce, cheguei até a visualizar um brigadeiro. E qual foi a minha surpresa ao ver minha mãe chegando no quarto com um potinho de brigadeiro de colher? Quase tive uma síncope. E antes que vocês digam que estou dando um exemplo surreal, aconteceu DE VERDADE. Eu tomei um baita susto.

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E isso me fez pensar que, poxa, se deu certo com um simples brigadeiro, imagina com o resto das coisas na minha vida? Verdade, não acredito que você tem que simplesmente esperar as coisas acontecerem sozinhas, se você não se mexer de alguma forma, nada acontece!, mas fez muito sentido para mim a ideia de que pedir o que você quer para o universo vai, sim, te mostrar o caminho para como chegar lá.

A lei da atração funciona mais ou menos assim: a ideia é que o Universo é um grande cardápio, você pede o que você quiser e ele te dá. Mais simples só fazendo pedido no McDonald’s. Claro, você precisa acreditar – e muito – no que você está pedindo. E todos os dias mentalizar o que você quer. Além disso, você precisa ser grato por aquilo que você já tem, controlar os seus sentimentos bons em relação ao que você já possui e ao que você deseja.

O brilhante dessa ideia é que é muito simples. A gente passa tanto tempo fritando sobre o que não tem, no que o outro tem, no que falta, que esquece de sentir uma gratidão verdadeira por aquilo que a gente já possui – família, saúde, trabalho, amigos, casa, etc. É uma onda de energia negativa que jogamos para o mundo e que, consequentemente, atraímos de volta. Lei da atração: o que você pensa, o que você deseja para o mundo, volta para você. Pode até ser entendido um pouco como karma.

É um trabalho diário, de hora em hora, de minuto em minuto. É incrível a facilidade com que os pensamentos negativos invadem a mente da gente, mas é possível reverter a situação. Basta querer, de verdade, e acreditar, de verdade também!

A quem se interessou, recomendo assistir ao filme e voltar aqui para discutirmos o que ele diz! Ou tentar praticar desde já! :)

Era uma vez um cachorro preto…

Dizem que o primeiro passo para a recuperação é você aceitar que alguma coisa não vai bem. Os alcoólatras precisam entender que têm um problema com a bebida, assim como os viciados em drogas. Não sei se a mesma coisa acontece com a depressão, mas eu tenho pra mim que sim.

Por muito tempo, achei que estava bem, que era uma pessoa bem resolvida, que não tinha muitos problemas, mas muitas responsabilidades, e que minha vida era boa. Engraçado que a gente sempre tem essa sensação até que tudo cai por terra e você percebe que nunca esteve bem de verdade.

Igualmente por muito tempo, eu tentei resolver sozinha os meus problemas, lidar com os meus demônios, tentar sair da ‘fossa’ e ‘parar de mimimi’, como muitas vezes ouvi. Realmente, é mais fácil falar do que fazer de verdade, porque a mente vive pregando peças na gente.

Eu tentei escrever posts de incetivo (mais para mim mesma do qualquer outra coisa), estabelecer projetos de vida, fazer resoluções de ano novo, mas tem momentos que nem mesmo toda a influência positiva do mundo consegue superar os pensamentos negativos.

Verdade, é tudo uma questão de mudar a cabeça, mas, como disse, não é fácil. E quando eu cheguei no fundo do poço, percebi que talvez fosse melhor pedir ajuda do que tentar resolver sozinha uma coisa que poderia acabar muito mal pra mim. Então, eu pedi ajuda. Algumas pessoas me estenderam a mão de bom grado e fizeram questão de me ouvir quando eu precisava. Amigos de verdade que se mostram sempre a postos.

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Mas, tão importante quanto isso, talvez, foi a força que eu achei em mim para buscar ajuda profissional. Comecei a terapia e sei que, pouco a pouco, ela tem feito sua mágica em mim. Parte disso também porque eu quero aprender a viver a minha vida, eu quero mudar.

Junto com a terapia vem o ‘diagnóstico‘: depressão. A gente nunca acha que as coisas estão tão ruins assim até que você entende que a tristeza e falta de ânimo que você sente o tempo todo não é normal, não é só uma fase. Isso não quer dizer também que você está doente e que depressão tem uma ‘cura‘. É uma batalha diária em busca de uma vida melhor.

Vocês podem estar se perguntando porque eu decidi falar disso aqui tão abertamente, me expor desse jeito na internet. Gosto de pensar que o fato de eu colocar isso aqui é um passo a mais para a minha recuperação, e também pode ser uma forma de ajudar outras pessoas. Não é um sinal de fraqueza procurar ajuda.

Confesso que senti certo preconceito quando ouvi que estava depressiva. Parece besteira, um tipo de ‘doença de gente rica‘, que encontra problema onde não tem. Senti mais preconceito ainda quando ouvi que talvez tivesse que contar com a ajuda de algum remédio, porque isso dá ainda mais o ar de ‘doença‘ pra coisa toda.

Mas agora entendo que a forma como eu penso, como eu me vejo refletida no espelho, como eu me porto profissional e pessoalmente, as coisas que eu faço e, muitas vezes, que eu falo, são um reflexo da minha depressão. A falta de foco, de concentração, a vontade de sempre ficar em casa sozinha, dormindo, os altos e baixos do humor que nunca param, o ‘agora eu tô ótima‘ versus o ‘hoje eu só quero chorar‘, não são normais, muito menos um reflexo do que eu sou de verdade.

Então, eu busquei ajuda. Ainda busco. Quando me sinto triste demais, eu falo com quem sei que não vai se importar em ouvir. Eu faço terapia. Eu tento fazer coisas que gosto e me cercar de influências positivas. Ainda tenho dias muito ruins (a última semana, por exemplo, tem sido bem complicada), mas sei que eles vão ficar cada vez mais escassos.

Sei que posso fazer mais e que isso depende de mim. Minha cabeça me diz que não consigo e eu acredito. Minha dificuldade em fazer exercícios físicos é, na verdade, uma relutância interna em fazer algo que me faça bem.

Tem dias que encontrar forças para levantar da cama é uma tarefa hercúlea, e em alguns eu não levanto mesmo. Me deixo ficar deitada o dia todo vendo filmes que amo ou séries que gosto, tentando transformar algo ruim em uma coisa proveitosa.

É uma batalha diária. E eu decidi que quero dividir essa batalha com vocês. Pode ser que isso seja apenas o meu ego em busca de atenção de novo (ele faz isso com frequência), mas pode ser também uma forma de conversar com outras pessoas que passam pelo mesmo e, quem sabe assim, a gente não se ajuda.

Cansei de fazer promessas vazias a mim mesma, de não ter comprometimento com o que eu quero e não ter a capacidade de ver um futuro pra mim. É hora de lutar de verdade. Talvez eu tenha perdido algumas (muitas) batalhas, mas decidi que quero vencer a guerra.

Diário #12 – Sobre encontrar o caminho

Desde que eu comecei a escrever essa tag, tenho prestado muita atenção no que eu penso e no que eu sinto. Estranho, porque acho que, no geral, era isso que eu precisava fazer, nesse momento da minha vida. Às vezes, ficamos tão perdidos na boa e velha rotina – café-trabalho-cama – que esquecemos de parar e olhar em volta, de perceber o que está acontecendo ao nosso redor.

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Nas duas últimas semanas, mais ou menos, tenho me sentido muito inquieta, tentando entender esse momento, ao mesmo tempo que tento desapegar da noção de que eu tenho que estar no controle de tudo. Engraçado que, quando eu larguei um osso, ele apareceu naturalmente de volta pra mim, e essa foi uma das coisas mais maravilhosas que (já) aconteceu nesse breve 2015.

Tem horas que a gente fica desesperada tentando encontrar um caminho, buscar um lugar para ir, quando o que a gente precisa mesmo é sentar e deixar as coisas aparecerem naturalmente. ‘O que é seu está guardado’, sempre me disseram, e eu achava isso besteira até ver acontecer com os próprios olhos.

E digo tudo isso porque, mesmo assim, ainda tento entender o caminho que estou seguindo, onde ele vai me levar e o que eu posso aprender com isso. Cheguei a conclusão que, qualquer que seja, eu quero inspirar as pessoas a fazerem o mesmo, a encontrarem o seu caminho. Eu quero inspirar. Se no fim da vida, tiver inspirado pelo menos uma pessoa, já será uma vitória imensa. E, eu penso, talvez essa seja a minha missão no mundo, inspirar alguém. Seja um alguém só ou um estádio inteiro.

Dizem que todo mundo tem uma missão na Terra e, realmente, é estranho pensar que nós viemos pra cá sem motivo algum. Talvez essa seja a minha missão, inspirar as pessoas de alguma maneira a encontrarem os seus caminhos. Eu tô cada vez mais acreditando nisso.

E, verdade, enquanto eu escrevo continuo tentando encontrar o meu, se bem que, agora eu estou esperando ele se mostrar sozinho e torcendo pra que me leve para um lugar bom!

Diário #11 – Sobre a mente (e bolos!)

Daí que eu estabeleci esse projeto de pequenas mudanças de vida que quero fazer – como eu contei aqui -, mas percebi mais uma vez que às vezes é muito mais fácil do falar.

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Mudar hábitos pode parecer tranquilo na teoria, mas treinar a mente para mudar uma coisa que faz no automático todo santo dia é realmente um tanto quanto complicado. Por isso que dizem também que cair de novo em hábitos antigos é tão fácil. Eles, na verdade, nunca são verdadeiramente esquecidos.

Digo isso por conta de um assunto específico: alimentação. Comecei, no ano passado, uma dieta com acompanhamento médico porque queria, realmente, ser uma pessoa mais saudável. No meio tempo descobri duas coisas: 1. sou alérgica a proteína do leite, e 2. sou alérgica a glúten. Sim, você adivinhou, eu vivo de luz solar e faço fotossíntese na primavera.

Verdade seja dita, quando minha médica me disse tudo isso, fiquei muito focada em melhorar. Porque via isso tudo como uma doença, algo do qual eu pudesse, de verdade, melhorar. Mas a verdade é bem diferente. Ter essas alergias não significa que eu estou doente, apenas que o meu corpo não processa algumas coisas como processa outras e isso tem algumas consequências – muita enxaqueca, crises de rinite e sinusite, etc.

Por dois meses, segui a dieta à risca e NOSSA me senti mil vezes melhor. Acordava bem, eu tinha energia para  o dia, dormia muito bem, descansava de verdade…. Aí veio um trabalho extra e ficou difícil conciliar mais horas trabalhando com a rotina de fazer almoço todos os dias. Daí eu me dei um chocolate mesmo porque o dia merecia. Daí, quando eu percebi, estava tomando cappuccinos no Starbucks de novo. Quer dizer, bem fácil cair em hábitos antigos MESMO.

Desde que o ano virou, eu estou tentando (até agora sem muito sucesso) voltar para a minha dieta. Nem preciso dizer que minha médica me deu um (merecido!) puxão de orelha e eu brigo comigo mesma todos os dias para não cair em tentação. Curioso que a mente cria um monte de armadilhas para fazer com que a gente burle as regras. É um ‘só hoje‘, um ‘hoje o dia foi fogo, eu mereço‘, um ‘eu já comi tudo errado mesmo, que diferença vai fazer?‘. Fora que eu tenho a péssima mania de adiar tudo pra segunda-feira, o dia internacional ‘de hoje todos os planos saem do papel‘.

Aos poucos, eu acho, estou encontrando o caminho de volta e os benefícios aparecem um por vez apesar de a vontade de doce ainda ser maior que o prédio Empire State. Mas eu preciso encontrar em mim a vontade de querer mesmo essa mudança, esse novo hábito, caso contrário as desculpas vão se empilhar na minha frente no formato de um bolo de chocolate com cobertura (NHAMI!). Fora isso, também preciso perder – enfim – o medo e a preguiça da cozinha. Cozinhar dá um trabaaaaalho!