Diário #10 – Sobre o poder da palavra

Dias desses li um livrinho (bem inho mesmo), indicado pela minha terapeuta e chamado Os Quatro Compromissos. Essa leitura, claro, faz parte do meu tratamento, justamente porque fala muito sobre uma forma de viver a vida com a qual eu me identifico cada vez mais.

Um dos quatro compromissos pelos quais temos que viver, segundo o livro, é: usar a palavra de forma impecável. E o impecável aqui é no seu sentido original, isto é, sem pecado. O objetivo é perceber como a palavra é importante não só na construção do caráter, mas também na vida em sociedade e como a utilizamos contra os outros, mas principalmente contra nós mesmos.

talk

Vocês já pararam para pensar nisso? Usamos a palavra – nossa e dos outros – contra nós o tempo inteiro. Pegamos uma única frase e a tornamos uma realidade a nosso respeito. Tipo quando você é pequena e tenta cantar, mas alguém diz ‘Melhor só ouvir a música, você não sabe cantar‘. A partir do momento que a frase foi dita, de certa maneira, a transformamos em uma verdade.

Esse, claro é só um exemplo simples e pontual, mas fazemos isso praticamente todos os dias, o dia inteiro. Uma crítica de um chefe, um comentário do namorado(a), uma bronca da mãe… As palavras são ditas e nós as usamos como armas poderosas contra a nossa própria autoestima, criando a nossa personalidade segundo o que os outros dizem sobre nós.

A verdade é que muito do que é dito diz mais sobre quem fala do que sobre quem ouve. Se você fala mal de alguém, na verdade está falando mais de você mesmo do que do outro. O outro é apenas a desculpa que você encontrou para expor aquela insegurança.

Usar a palavra de maneira impecável é tomar cuidado com o que diz, principalmente porque usamos tanto a fala como uma arma pessoal. Pensar antes de falar pode ser um clichê, mas é um clichê muito válido. Pensando naquilo que vamos falar não só somos mais gentis com o próximo – mesmo que seja para dar uma notícia ruim -, mas, principalmente, somos mais gentis com nós mesmos. E todo mundo sabe que o mundo precisa de mais gentileza, não é mesmo?

Se alguém tiver a oportunidade (ou o interesse!) recomendo a leitura desse livrinho. Dá para comprar na Saraiva e na Livraria Cultura, e tem alguns pontos bem interessantes que me abriram os olhos!

Diário #09 – O look da fulana não é melhor que o seu

O bacana (e às vezes o chato também) de estar em uma fase muito reflexiva é que todo e qualquer assunto vira motivo para – isso mesmo – reflexão. Sou apaixonada por moda, como já comentei por aqui, mas acho que, recentemente, descobri uma paixão muito maior pelo estilo pessoal do que pela moda em si.

Explico: qual a diferença entre uma menina que usa roupas de marcas caríssimas e tem milhões de seguidores nas redes sociais, e da outra que usa combinações super estilosas com peças da Riachuelo e Renner e tem apenas amigos no Instagram? Provavelmente uma delas é considerada ‘bem vestida‘ e a outra não.

look

A verdade, porém, é que o look de ninguém é melhor do que o de outra pessoa. Eu ainda estou em busca do meu estilo pessoal. Não fui uma das sortudas que já nasceu com aquela confiança de saber exatamente o que quer ter no guarda-roupa. E tudo bem, gente, isso é normal. Eu estou me descobrindo ainda. A amiguinha do lado pode estar no mesmo momento que eu e isso é muito bacana.

Não significa que a insta-celeb tenha o estilo certo e o meu seja errado. Muito pelo contrário. O legal de estilo é isso, não tem certo ou errado, cada um usa o que quer, o que combina e reflete a sua personalidade, quem você realmente é. Julgamentos, aqui, não são nem nunca serão válidos.

Marca não quer dizer estilo. Já vi muita gente riquíssima e que tem um mal gosto absurdo, assim como vi pessoas humildes com um estilo de dar inveja. Dinheiro não traz felicidade nem bom gosto, já diz a sabedoria popular.

Acredito cada vez mais que o querer pode ser o filtro que embaça a visão de todo mundo nesse sentido. Querer uma roupa cara dá a entender que ela é melhor do que a roupa mais baratinha que o seu orçamento comporta. Nada disso, gente. Verdade, qualidade é melhor do que quantidade, antes uma peça boa do que trinta de tecidos questionáveis, mas cada um se veste como pode, com o que tem. Isso não quer dizer que o look da amiga do lado é melhor do que o seu.

E o dress code também se encaixa aqui. A adaptação ao meio tem que vir de cada um. Advogada não usa vestido de balada para a corte, assim a madrinha de casamento (ou ninguém, nesse caso) usa calça jeans no dia da cerimônia. No entanto, seja o seu terninho Renner ou Dolce & Gabbana, essa adaptação é a mesma.

O que cada um escolhe usar depende de uma série de fatores que vão muito além da imagem do Instagram e da conta bancária da mocinha do lado de lá. A grama do vizinho sempre parece mais verde e essa é uma armadilha que o nosso ego utiliza – e muito! – para nos auto-sabotar. A gente se compara com a pessoa do lado e não percebe o que tem no próprio prato.

As tais it-girls fazem sucesso porque passam um ideal que, hoje em dia, as pessoas querem muito consumir. E, nessa viagem, quem lembra da moça que se vestiu feito uma idiota para ver se era fotografada durante as semanas de moda? Ideal pode enganar também.

Por isso, talvez o conselho do dia seja: não olhe tanto para o lado e sim para si mesma. Se você se veste como se veste hoje, tem um motivo, e se você acha que isso não combina com quem você é no momento, se comparar com os demais não vai tornar o seu look ‘melhor’. Autoconhecimento ajuda a colocar para fora o que a gente sente por dentro. Para mim, é isso que a moda representa e, provavelmente, vai sempre representar.

Vocês concordam com essa ideia? Tenho certeza que muitas de nós já nos pegamos observando a pessoa do lado e se sentindo ‘diminuída’ por achar aquele look melhor. Mas não é não. Você pode usar um saco de batatas, mas se for com confiança, se ele representar quem você é, vai ser o saco de batatas mais lindo que o mundo da moda já viu.

Quem quer tudo acaba sem nada

Outro dia estava conversando com uma amiga sobre os rumos da vida. Como 2014 foi um ano complicado e difícil para mim e como eu quero fazer 2015 um ano diferente. Sim, porque eu tenho que querer mudar, as coisas não mudam sozinhas.

Adoro aquela releitura do ditado que diz: ‘Coisas boas acontecem para quem trabalha muito!‘ (ao invés de ‘coisas boas acontecem para aqueles que esperam‘ – all good things come to those who wait). E, aqui, não é um trabalho as in carreira, mas sim trabalho no sentido de correr atrás daquilo que você deseja.

Comentei também por aqui sobre a tal da felicidade e como eu estou repensando inúmeros conceitos porque passei muito tempo perdida, sem saber para onde ir. É bem isso: eu queria tudo e acabei sem nada. Eu queria um emprego novo, eu queria me realizar profissionalmente, queria um amor para chamar de meu, queria reformar o quarto, queria isso, aquilo, aquilo outro… E o ano acabou igual começou (figurativamente falando, já que meu 2014 começou em fevereiro, depois que eu voltei da França). Eu fiquei correndo feito louca e acabei morrendo na praia, porque não só é impossível querer tudo ao mesmo tempo e conseguir alguma coisa, como eu também não estava na melhor fase para querer coisa alguma.

Foi um ciclo vicioso, uma coisa puxou a outra e lá fui eu para o fundo do poço.

E aí minha amiga estava comentando como eu precisava ter calma – e talvez essa seja a minha palavra do ano – porque eu estou com a vontade de mudança tão grande dentro de mim, agora que estou melhorando, que a chance de cair no ciclo de novo é grande. Uma coisa de cada vez, ela me disse, porque eu não posso ter tudo ao mesmo tempo.

keep-calm

Ao passo que algumas coisas têm que acontecer naturalmente  – não dá para ficar martelando um ‘não quero ser mais triste‘ na cabeça e esperar que o sentimento vá embora da noite para o dia – outras precisam sim de um certo esforço, mas tem que ser, acima de tudo, um esforço igualmente natural e não forçado.

Eu sou uma pessoa que cobra demais de si mesma, o tempo todo, por tudo, e é difícil aprender a relaxar e colocar um pé na frente do outro na hora de andar. Por isso me embanano inteira. Se eu não consigo fazer alguma coisa que me dispus a fazer (por exemplo, gravar vídeos para o blog todo sábado), eu passo o resto do mês me matrizando por causa disso e uso isso contra mim, para provar que eu nunca faço nada certo. (olha a loucura!)

Claro que, se eu quero manter o canal do Youtube (se inscreve lá!) bem alimentado, eu preciso de uma rotina de gravação/edição/postagem, mas isso tem que ser feito por amor, porque eu quero, porque eu estou no clima e não porque ‘eu-tenho-que-fazer-se-não-o-mundo-acaba‘.

Agora que estou em um momento muito reflexivo, em que tenho pensado e repensado sobre a minha vida, o que quero com ela, eu consigo chegar a uma conclusão: eu preciso evoluir um dia de cada vez. Hoje eu faço isso, amanhã eu faço aquilo e se hoje eu esqueci ou não deu tempo, tudo bem, o planeta não vai implodir porque eu não coloquei dinheiro na poupança esse mês. Mês que vem eu tento de novo. E assim caminha a humanidade…

Quem quer tudo acaba sem nada porque não tem um foco e eu, de verdade, não tinha um foco. Agora acredito que tenho. Posso não saber exatamente o que eu quero ainda, isso é uma questão de aprendizado, mas sei que se continuar no desespero de mudar tudo de uma hora para outra eu vou acabar 2015 da mesma maneira que terminei 2014. E isso é algo que eu não quero mesmo.

Diário #08 – Quando passei a amar shorts

Eu acho que já cheguei a comentar por aqui que nunca fui muito de usar vestidos e saias, até o dia que me apaixonei por um e agora eu tenho mais vestidos no armário do que calças. Confesso que, com os shorts, era mais ou menos a mesma coisa.

Em novembro do ano passado, fui para Belo Horizonte passar alguns dias na casa da minha tia, e ela me ajudou a comprar um shorts daqueles assimétricos, que lembram saia de frente. Confesso que pensei ‘mas a moda disso já não passou?‘, mas tudo bem, porque o tecido era gostoso, ele era bem bonitinho e eu não tinha nenhuma peça como aquela no meu guarda-roupa.

shortsFoto: Lookbook Alyssa

No dia seguinte, saí com algumas amigas e minha tia me disse ‘coloca o shorts novo!‘, e eu coloquei, claro. Me apaixonei por ele ali. Com a chegada do verão (e que verão, , migos?), ele tem saído cada vez mais do meu armário e eu tenho descoberto as mais diferentes maneiras de usá-lo, todas sempre me deixando bem feliz em relação à imagem que aparece no espelho.

Verdade, eu não estou no peso que gostaria de estar, muito menos super em forma, mas aquele shorts me faz sentir linda e tenho certeza que até a chegada das águas de março ele vai andar sozinho daqui até a Berrini, onde eu trabalho, e para onde já fui com ele muitas vezes desde sua feliz aquisição.

De uma mulher que não usava muito shorts, a não ser na praia, peguei amor por eles e agora estou usando e abusando dos que eu tinha em casa, especialmente para trabalhar, já que é bem mais confortável do que um vestido, ainda mais nos dias que ventam muito (oi, meu nome é Maki e eu já fiz a Marilyn Monroe várias vezes na rua!).

Isso me fez pensar em como, de verdade, as pessoas mudam, mesmo Dr. House dizendo tão enfaticamente que isso jamais acontece de verdade. Eu sempre usava calça e tênis, abominava sapatilhas e surtava quando minha mãe me obrigava a usar um vestido. Hoje não só eu amo essas peças, como também só ando de sapatilhas e, vez ou outra, até arrisco um salto alto! Jeans agora é bem raro no meu guarda-roupa e até os shorts e bermudas se tornaram indispensáveis para aguentar esse calor senegalesco. Já diria CPM 22 que o mundo da voltas (fui loooonge, hein?), e eu mordi a língua com todos os ‘eu nunca vou usar isso!‘ que já falei.

Realmente, se encontrasse com a minha eu de 15 anos, não me reconheceria e, provavelmente, me chamaria de ‘patricinha‘, mas, ao mesmo tempo, fico muito feliz com essa evolução porque mostra que as pessoas podem mudar de ideia e que, vejam só, o mundo não acaba por causa disso. Além disso, também me mostrou que não tem problema nenhum se arriscar de vez em quando e fazer (ou usar, no caso!), uma coisa diferente. O resultado pode surpreender.

Como aproveitar um dia livre nas férias

Verdade, parece um pouco bobo pensar em formas de aproveitar um dia livre, mas eu percebi, depois de um tempo, que tenho o costume de ficar bem entediada se passo dias inteiros sem fazer absolutamente nada. Claro, tirar um dia para passar de pijama, na cama, descansando, é sempre bom – e até necessário de tempos em tempos, mas fazer isso todos os dias por um mês, por exemplo, pode ser beeem cansativo (é sério!).

ferias

Então, pensei em algumas ideias que podem ser interessantes para fazer durante esse período de férias, se você é uma das sortudas que ainda está longe do trabalho ou da faculdade em janeiro:

1. Um dia de maratonas: comentei essa semana sobre programas super legais que tem no Netflix e que é uma ideia bem legal tirar um dia (ou dois ou três), só para assistir filmes ou finalmente começar a ver aquela série que você tanto queria;

2. Spa day: outra coisa que eu adoro fazer! Pegar um dia na semana para fazer hidratação no cabelo, esfoliar a pele do rosto e do corpo, passar mil cremes e loções, fazer a unha… Um dia inteiro só paparicando a si mesma!

3. Passar a tarde num café: sabe quando você meio que cansa de olhar para as quatro paredes do quarto, mas não quer exatamente fazer um super programa? Eu amo ir ao café mais próximo e ficar lá, lendo e comendo um muffin de banana com chocolate. Você muda de ares, sabe?

4. Arrumar o quarto: sempre que fico de férias tenho essa inquietação doida de arrumar o meu quarto, colocar as coisas ‘no lugar‘ (não que eu as deixe jogadas por aí, mas mesmo assim…), tirar  o que eu não uso mais e rearranjar algumas coisas. Muda a energia que é uma maravilha!

5. Ir ao parque: uma daquelas coisas que a gente sempre tem vontade de fazer mas nunca faz por mil motivos! Quem mora na cidade de concreto vai concordar que ir ao parque e ver um pouquinho de verde faz um bem danado!

6. Se exercitar: sim, porque a gente também vive arranjando mil desculpas para não fazer isso no dia a dia, não é mesmo? Se você tem um dia livre, pode ir para a academia, caminhar no parque, ou até mesmo sair para bater perna por aí (faço isso o tempo todo!).

7. Ir ao cinema: Sabe quando você tá em plena segunda-feira meio entediada, mas querendo fazer alguma coisa, mesmo assim? Descobri que ir ao cinema nesses dias diferentes, isto é, que não são de pico, é uma maravilha! Cinema vazio e mais pipoca pra mim! (#nhami)

8. Cozinhar: Da última vez que tive férias, prometi a mim mesma que ia aprender a cozinhar pelo menos um pouco e alguns dias na semana ia para a cozinha sem medo! Aprendi a fazer bolo, strogonoff, arroz, carne moída com molho… Passa o tempo e o resultado é sempre delicioso! (ou quase, bolo queimado não é tão bom assim!)

9. Ler, ler e ler: dispensa explicações, ?

10. Se acabar no videogame: confesso, sou uma nerd de videogames. Quando tenho tempo ~de sobra~ (o que quase nunca acontece. Alô, falta de organização!) consigo passar horas me divertido nos joguinhos de RPG!

O que vocês gostam de fazer quando têm dias inteiros de folga? Eu costumo seguir um padrão: spa day, maratonas, leituras, cafés e videogames. Meus dias de folga do trabalho sempre são assim!