aquele domingo em que entendi que sou gostável

 

domingo evento de tutoria

tem momentos que parece que a gente tá vivendo dentro de um filme. as cenas se movem em câmera lenta, a gente parece viver num universo paralelo, suspenso no tempo-espaço, um mundinho só nosso e que é inquebrantável. invulnerável. feliz.

domingo passado foi como um filme, mas repleto de realidade. eu acordei voluntariamente às 9h15 pra tomar um banho gostoso. colocar uma roupa escolhida com carinho (e que era 50% emprestada, 50% minha). fazer uma maquiagem confortável e tomar uma xícara de café. tava meio frio. tava chovendo também. mas esse foi só um detalhe no dia em que eu lembrei que sou gostável.

domingo evento de tutoria

domingo evento de tutoria

domingo aconteceu o 12º Evento de Tutoria e Integração de Turmas da Coexiste. é um evento para alunos e professores, em que a gente passa o dia inteiro junto relembrando o nosso compromisso uns com os outros e com o mundo. é um dia em que a gente fica mais de 12 horas aproveitando a companhia das pessoas, sorrindo sem motivo, abraçando só porque pode, cantando alto, pulando, dançando, comendo, mas, principalmente, amando.

domingo evento de tutoria
Lu e Eri (os roomies!), Luminha e eu ♥

domingo evento de tutoria

nesse evento, alunos como eu recebem um tutor e um professor que vão acompanhar o nosso processo e evolução nos cursos da Coe pelos próximos meses. são duas pessoas que vão cuidar da gente, ajudar nos momentos de dificuldade, clarear a mente quando ela ficar confusa e, principalmente, ser uma lembrança pra gente de que a vida é leve, é feliz e de que o relacionamento verdadeiro é possível.

domingo evento de tutoria
Clau e Carol ♥
domingo evento de tutoria
Kaw Yin e Yan Yin com os envelopes de tutores e professores

sabe, o evento desse ano rolou num lugar super legal ali perto da Marginal Tietê. tinha um bosque. e flores bonitas. tinha chá e pão de queijo. tinha pudim de leite de sobremesa. tocou Anitta e Black Eyed Peas. a gente cantou as músicas do Kaw Yin também. a gente chorou muito percebendo o carinho em cada detalhe.

a gente tirou muitas fotos. fez muitos Stories. teve gente que fez live. a gente tirou uma selfie com t o d o  m u n d o que eu tenho certeza que é uma das mais alegres que o mundo já viu. a gente ficou conversando sobre a vida deitado no sofá. a gente trocou declarações de amor verdadeiras. agora eu tenho a Clau e a Carol pra me levarem pela mão quando eu me sentir meio perdida. tenho também um copo lindão de lembrança desse dia incrível.

domingo evento de tutoria

domingo evento de tutoria

domingo evento de tutoria

mas o principal é que eu entendi, sabe? entre uma dinâmica e outra. entre uma florzinha e outra, uma selfie e outra. eu entendi que tenho as costas quentes, que tenho uma galera comigo nessa jornada. e que a gente tá indo todo mundo pro mesmo lugar. eu entendi que as pessoas gostam de mim. e que eu gosto delas, sabe? eu gosto mesmo.

domingo evento de tutoria

domingo evento de tutoria

domingo evento de tutoria

a gente fez uma foto da nossa turma. começou AVP 14 – curso A Verdade Presencial, turma 14. agora é Pós 8. e eu amo essas pessoas. amo muito. eu confio nelas. a gente se cuida, se apoia um no outro. se leva junto pelo mesmo caminho. se um tropeça, a gente se dá as mãos pra ajudar a levantar. ou carrega no colo mesmo, o que for mais fácil. mas a gente vai junto. e vai longe. e vai com o coração cheio de amor e a lembrança de um domingo em que cada um de nós entendeu que, acima de tudo, é gostável e gosta. de si mesmo. do outro. da florzinha. do abraço. do pudim. do copo lindão. de todos.

domingo evento de tutoria

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daí que eu tirei a carne vermelha da alimentação

tirei a carne vermelha

teve um dia que eu saí pra comer com uma galera e alguém me perguntou assim ‘Maki não vai comer carne, né? cê é vegetariana, certo?‘ e eu pensei ‘uéééé, de onde veio isso?‘. na verdade, não era tão surpresa assim. desde que eu comecei a minha reeducação alimentar, eu percebi que comer carne vermelha tem uma vibe, uma sensação, que não tava mais combinando comigo. parecia não fazer sentido eu continuar comendo aquilo todos os dias, sabe?

eu nunca pensei em ser vegetariana, mas a ideia veio na minha cabeça várias vezes no último mês, aparentemente sem motivo. o incômodo foi tanto que eu decidi mandar uma mensagem no meio da madrugada pro meu nutricionista (limites: não tenho) sobre o assunto. minha consulta foi na semana passada, e a gente decidiu tirar uma coisa por vez. primeiro a carne vermelha, depois o resto, se essa minha vontade continuar.

o mais importante, pra mim, não era o fato de comer ou não carne, mas pensar no efeito que isso teria no meu corpinho. se a meta é cuidar de mim, é distribuir carinho, isso precisa ser feito com carinho também e eu preciso pensar em como essa mudança afetaria a minha vida e se teria alguma diferença na minha saúde, sabe? por isso é tão importante o poder de uma orientação.

quando eu comecei essa brincadeira de cuidar da alimentação, o maior desafio era acreditar que o nutricionista sabia mais do que eu, e seguir tudo o que ele me disse. tanto que no último mês e meio eu dei uma bela escorregada (alô, aniversário e o brunch de café da manhã mais incrível dos últimos tempos), mas com essa mudança, eu decidi que ia levar a sério a orientação mais uma vez.

tirar a carne vermelha

troca a carne vermelha pelo grão de bico, a lentilha e o feijão branco. continua tomando os complexos vitamínicos. mantém o franguinho à noite, mas vamos deixar o almoço livre de proteínas animais. vai testando, vê se dá certo. coloca mais opções nas outras horas do dia pra você não ter vontade de escapar, come direitinho e não pula nenhuma refeição, tá bom? lembra de tomar bastante água. se quiser muito comer uma carne, deixa pro jantar livre da semana. vai sentindo.

confesso que ontem foi a primeira vez na vida que almocei grão de bico por livre espontânea vontade. com legumes. e com macarrão de arroz. e eu gostei. e tava uma delícia e quero comer isso de novo (e provavelmente vou, porque fiz pro resto da semana).

se eu falar que tem só a ver com a carne e os animaizinhos (por mais que eu ame os animaizinhos), eu estaria mentindo. eu só percebi que comer carne vermelha não tem nada a ver comigo, com a pessoa que eu sou hoje, nesse momento. pode ser que eu volte a comer um dia? pode sim. pode ser que eu não coma nunca mais na vida? pode ser também. pode ser que eu vire vegetariana de verdade? claro, desde que seja muito bem orientada (inclusive, vou num nutrólogo pra ver tudo isso com mais detalhes e não dar brecha pra deixar de consumir coisas que são importantes pro corpo ficar bem).

as possibilidades são infinitas, e nem vale a pena eu ficar pensando em cada uma das variáveis e dos ‘e se’ que eu consigo imaginar com essa história. mas é simples: agora, nesse momento, comer carne não combina. pode combinar depois, pode continuar não combinando, mas agora é isso que eu tô sentindo.

então, eu tomo a decisão cuidando. pensando com carinho, estudando sobre e ouvindo o que o meu coração tem a dizer sobre as coisas. ‘tá comendo esse tanto de bolacha porque, dona Maki?‘ ‘ah, tô  meio ansiosa e preciso ocupar a boca‘. ‘e esse hamburgão aí é por quê?‘ ‘vishi, nem tinha reparado que pedi hambúrguer, puro hábito‘.e assim a gente vai, um dia por vez.

mas quer você coma carne, quer viva de grão de bico (amo ♥), o mais importante é fazer com carinho, é cuidar com carinho, é prestar atenção no que o coraçãozinho tá dizendo é olhar pro prato de comida e falar ‘brigada, comidinha, por me ajudar a ficar no mundo mais algumas horinhas e distribuir amor por aí‘, e segue orientação, e toma a vitamina e confia que tá tudo certo (porque tá mesmo).

como é a sua relação com carne vermelha? me conta nos comentários ♥

diário #94 – ‘eu sou feliz por ter você na minha vida’

parte da minha vida

taí uma frase que eu ouvi muito na última semana: ‘eu sou feliz por ter você na minha vida‘. não foi um ‘eu adoro a sua amizade‘, nem um ‘você é incrível‘. ‘eu sou muito feliz por ter você na minha vida’.

se eu parar pra pensar sobre isso, acho que saio correndo. porque não foi uma vez que escutei essa frase. nem duas. foram várias. foram de muitas pessoas diferentes. foram todas sinceras. eu sei o quanto essas pessoas ficam felizes de me ter na vida delas, porque eu fico igualmente feliz de ter cada uma delas na minha vida também.

a gente não se permite muito isso, sabe? reconhecer que a gente é importante na vida de alguém. que a gente é legal. que a gente é gostável. a gente fica cheia de mimimi, querendo provar por 2 + 2 que a gente nem é tão legal assim e, vamos combinar, que é meio chatona também. ‘olha lá, quase ninguém deixou recado na minha página do Facebook, é porque eu sou irritante e sem graça’. é porque eu não rio das piadas dos outros (porque nunca entendo) e não gosto de beber cerveja no bar.

nããããão. não tem nada disso. você sabia que é muito incrível ter você na minha vida? meu deus, eu sou tão feliz, TÃO FELIZ, toda vez que lembro que a gente tem um encontro marcado por aqui. e é sem falta, viu? mas se eu faltar, você sabe que logo mais eu tô de volta por aqui pra gente se lembrar que o amor é real.

hoje eu li algumas mensagens em que uma pessoa que eu amo muito disse que ia finalmente parar de melindre e aceitar que as pessoas gostam dela. e que ela gosta das pessoas também. isso me deixou tão emocionada, sabe? porque parece fácil a gente ouvir de alguém que é legal, mas a parte mais difícil é a gente aceitar que isso é verdade. e, meu deus do céu, isso é tão, tão, tão, tão verdade. você é tão gostável, tão amável, tão incrível, sabe?

queria eu falar isso pra você todos os dias quando você acorda: brigada por fazer parte da minha vida, eu sou muito feliz de ter você por aqui. e antes de dormir também. e no meio tempo, sempre que você esquecer (mesmo que só por um segundo).

a vida é tipo uma grande colônia de férias, sabe? a gente se diverte o dia inteiro, ri o tempo todo, corre de um lado pro outro e termina o dia junto ao redor de uma fogueira. e o que quer que aconteça, a gente vê como presente, porque o melhor presente que a gente pode ganhar é o presente, né? e você é meu presente. porque, por você, eu fico presente também. sabe como é?

tem horas que eu escrevo esses textos e parece que estou tendo conversas malucas comigo mesma, mas eu sei que você aí do outro lado entende bem do que eu tô falando. porque eu sinto aqui e passo pra um monte de palavras que você lê por aí. e eu sou muito feliz em ter você na minha vida, porque quando eu escrevo as minhas palavras e você lê cada uma delas, a gente fica junto e se aquece na frente da fogueira tomando uma xícara de chá.

no meio tempo, eu aprendo a receber por aqui o carinho que é ouvir um ‘obrigado por fazer parte da minha vida‘ e te dou o passo a passo conforme eu aprendo, porque aí a gente segue esse caminho juntas. e cruzar a linha de chegada junto é muito mais gostoso do que fazer isso sozinha.

eu sou muito feliz em ter você na minha vida. e ponto.

como fazer o fantástico chá de mel com limão da maki

chá de mel com limão

quando eu e a Lominha decidimos os primeiros temas do detalhes, mostrar uma receitinha que a gente ama seria um dos posts. na hora, eu nem pensei muito sobre isso, mas senti a pressão de fazer um post sobre uma receita quando bateu quarta-feira e eu não tinha ideia do que falar.

pra ser bem sincera, eu me viro bem na cozinha, mas não sei fazer nada muito extraordinário. em parte por falta de tempo, em parte por falta de planejamento, eu me mantenho no básico. não fico com fome, mas as pessoas também não pedem pra eu cozinhar pra elas. o que eu posso ensinar, então? a resposta que me veio foi a mais simples: um chá. eu vou ensinar as pessoas a fazer um chá.

o meu chá preferido é de mel com limão. eu não tomo todos os dias, mas sempre que preciso de um afago extra no coração, eu recorro a ele. também é tiro e queda quando eu tô meio resfriada ou gripada e me ajuda a dormir melhor. então, essa é a receita de hoje: como fazer o fantástico chá de mel com limão da maki. o nome foi inventado pra não parecer que a receita é muito mais simplória do que a realidade, mas eu garanto que é bem delicinha. ♥

você vai precisar de:

  1. um limão
  2. mel à gosto
  3. água
  4. uma leiteira
  5. a sua xícara preferida

o truque é cortar algumas rodelas de limão (eu sempre opto por 2 ou 3 porque acho que o gosto de limão fica mais forte) e colocar na leiteira junto com a água para esquentar. eu normalmente coloco o equivalente à uma xícara e meia de água, porque, quando esquenta, ela evapora um pouco e dá a medida certinha pra mim.

chá de mel com limão

 

chá de mel com limão

o segundo truque é não deixar a água ferver completamente. isso ‘queima’ o limão e ele perde as propriedades mágicas e todas as coisas boas que tem dentro dele e que te fazem sentir bem. eu coloco cinco minutos no relógio, com a água no fogo de médio para baixo e desligo quando as bolinhas já estiverem visíveis e subindo.

o terceiro (e último, juro!) truque é colocar o mel no fundo da xícara antes de despejar a água. é bom, porque ele dissolve quando você joga á água por cima e já fica tudo misturadinho e pronto pra tomar. a quantidade vai do gosto, mas eu coloco uma colher de chá de mel.

chá de mel com limão

‘mas, Maki, só chá com limão e mel é bom?’ é, sim! é uma delícia e fica gostosinho pra tomar num dia friorento de frente pra janela, olhando o movimento da rua, ou quando você tá deitada na cama lendo aquele livrinho delicinha antes de dormir.

se você quiser, dá pra complementar com outras coisinhas gostosas: um pouquinho de gengibre (que é ótimo pra garganta e pra quem tem problemas respiratórios) ou um pouco de cravo (eu recomendo uns quatro cravinhos). os dois dão uma mexida no gosto, é só adaptar ao seu paladar, tá bom?

chá de mel com limão chá de mel com limão

e, depois de todo esse processo incrível que leva no máximo 10 minutos (num dia que você tá meio devagar), voilá! tá tudo pronto e você pode passar a sua manhã aproveitando esse cházinho e pensando no quanto é bom começar o dia respirando fundo e que vale a pena a gente desacelerar de vez em quando.

chá de mel com limão

qual o seu chá preferido? me conta nos comentários!

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o meu presente é de todos

aniversário

quão difícil é escrever um post de aniversário? pra mim, foi quase impossível colocar essas palavras no ‘papel’. é meio doido, eu sei: como assim eu não consigo escrever sobre o meu próprio aniversário? mas essa é a dificuldade: é o MEU aniversário. e isso é muito estranho.

há uns 3 anos, o 18 de outubro dia caiu num sábado, e foi um dos dias mais tristes que eu já vivi. porque eu não queria ter acordado, sabe? encontrar a minha mãe feliz no corredor, pronta pra me dar os parabéns com um abraço apertado foi uma facada no coração. eu chorei muito aquele dia.

eu tinha certeza absoluta que o dia 18 de outubro era sobre mim. era meu aniversário, meu dia, as pessoas lembrariam de mim e fariam questão de falar comigo. eu eu eu eu eu. meu Deus, Maki, tira a cabeça do umbigo, o planeta só deu mais uma volta ao redor do sol e esse segue sendo um dia como qualquer outro.

de fato, é um dia como qualquer outro. hoje, enquanto completo os meus 30 anos (é sério isso?) percebo que por mais que seja legal receber ligações com votos de felicidade, é só um dia como qualquer outro. mas não deixa de ser um dia feliz.

o que eu percebi, daquele dia triste pra cá, é que alguma coisa muito profunda mudou dentro de mim. agora, eu não quero mais presentes, eu quero estar presente. porque estar presente é o único presente que posso querer. tá, eu sei que essa frase ficou mega confusa e você provavelmente tá olhando pra tela do computador com uma cara de interrogação, mas eu percebi que a minha dificuldade em escrever sobre esse dia é achar que ele é sobre mim.

e não é, entende? ele é sobre você. é sobre o meu pai, que me liga do Rio pedindo uma visita. é sobre a minha mãe, que me liga antes do trabalho perguntando se vai ter festa. é sobre a Dea, que todo ano faz questão de me mandar uma mensagem à meia noite, só porque ela gosta de ‘queimar a largada’ e cantar a música da Xuxa antes de todo mundo.

mas eu só vou aproveitar cada uma dessas felizes manifestações de carinho se eu estiver presente. se não ficar na minha cabeça pirando com o número de notificações que tem no Facebook ou que a pessoa X ou Y ainda não me ligou. se eu não ficar neurada esperando que alguma coisa incrível aconteça, quando, na verdade, esse é um dia como qualquer outro. mas ainda assim não deixa de ser um dia feliz.

o que caracteriza um dia feliz? é um dia que tem bolo? que tem abraços apertados, mensagens fofinhas na internet, sorrisos quentinhos e comidas gostosas? então, olha só, que loucura, é meu aniversário todo dia (e se você me acompanha no Instagram sabe que a coisa do bolo é real quase 90% do tempo).

não é que eu goste de ficar lembrando dos dias que não estava bem para me gabar hoje do quanto eu tô feliz. isso não seria sincero (nem verdadeiro). mas eu fico tão, tão contente de lembrar desse dia que eu chamo de ‘triste’, porque agora eu percebo que a única coisa que aconteceu no meu aniversário de 27 anos foi que eu não estava presente. eu só não tava lá, pra aproveitar com as pessoas que eu amo, porque eu tava muito ocupada pensando em mim mesma.

e não tem nada a ver com egoísmo, nem com fazer pouco caso da minha depressão. é uma visão muito objetiva e que me deixa com o coração muito em paz. eu me sinto grata, sabe? aqueles momentos foram importantes pra eu chegar no meu aniversário de 30 anos com a certeza de que sempre esteve tudo bem comigo. eu só não tava lá pra perceber.

segundo registros com cara de oficial, hoje eu mudo de dezena. eu entro numa nova década. eu viro balzaquiana (o que quer que isso signifique). mas, curiosamente, me sinto mil vezes mais jovem do que aos 27. e, eu suspeito, acho que a juventude vai me acompanhar pra sempre, porque quem eu sou não tem idade e não precisa de bolo e uma velinha pra se sentir amada.

porque no fim é isso, né? a gente quer ter um dia pra comemorar que é importante. a gente conta as notificações no Facebook pra saber quantas pessoas pensaram na gente. a gente fica esperando que pessoas aleatórias na rua percebam a nossa alegria e perguntem se é nosso aniversário só pra gente dizer que ‘sim’ e ganhar um parabéns a mais. no fundo, o que a gente quer é alguma prova de que é amada.

mas é por isso que o melhor presente que a gente pode ganhar (e que eu compartilho com vocês todos os dias aqui) é ficar presente. porque quando a gente sai da nossa cabeça e para de olhar tanto pro próprio umbigo, a gente sente um quentinho no coração que tá contando pra gente o tempo inteiro que a gente já é amada, que a gente já é aceita e que a gente não precisa de um dia só pra ficar feliz – e dá pra ser assim todo dia, viu?

cada momento que passa eu fico mais perto de viver isso o tempo inteiro. eu me sinto motivada e segura e feliz porque eu tô vendo que isso já é assim, eu só preciso me lembrar disso de novo e de novo, até que lembrar já não seja mais necessário, porque essa é a minha vida. o melhor presente sempre vai ser estar presente (e ficar presente).

enquanto isso, eu escrevo e reescrevo posts de aniversário inúmeras vezes. lembrando que ele é muito mais pra você do que pra mim, e que compartilhando a minha visão sobre esse assunto, a gente começa a olhar juntas pra ele de um jeito diferente.

e tá liberado comer bolo, tá? hoje, amanhã ou só quando der vontade.