diário #88 – confiança não é mágica

não sei como esse texto parou no meu feed – ou se eu saí atrás dele no Google depois de ver alguma referência sobre – mas eu li e reli várias vezes Do You Take Yourself Seriously? da Sarah Cooper. fiquei com frases dele na cabeça. guardei o link na minha pasta de inspirações e pensei ‘meu Deus, esse texto sou eu todinha‘.

eu não sei explicar muito bem, mas a identificação foi instantânea. acho que todo mundo já se sentiu assim uma vez ou outra – fora, claro, as pessoas que se levam a sério. eu, no caso, nunca fiz parte desse grupo seleto. chame de síndrome de vítima, de introversão, timidez, baixa autoestima ou o que seja. eu sempre tive muito clara na minha cabeça a ideia de que nada do que eu fazia era bom o suficiente.

se eu tinha uma ideia, a vontade de colocá-la num potinho e esconde-la embaixo de um colchão era automática. deixa ela ali, pra ninguém ver. melhor do que ter que lidar com as críticas depois. e eu já sei que nem é uma ideia tão bom assim. então, fica aí bem quietinha. não solta um pio e vamos fingir que você nunca existiu.

mas ela sempre esteve lá. aquela ideia. ela ficava marinando no fundo do meu cérebro gritando baixinho ‘ei, dá atenção pra mim, eu sou legal!‘ e você continuava ignorando. até que aparecia alguém mais confiante que você e colocava a mesma ideia em prática com metade do esforço que você teria.

maldita. por que ela conseguiu e eu não? onde foi que eu errei? essa ideia é minha! tudo bem, ela tem mais recursos. mais fãs, mais curtidas, mais apoio. mais equipamento. e, vamos combinar, ela fez melhor também. mas ainda assim, essa ideia era minha.

se apenas eu tivesse uma confiança como a dela.

mas não é assim que as coisas funcionam, sabe? confiança não é mágica que aparece de um dia para o outro em pílulas cor-de-rosa para você tomar e sair por aí fazendo a pose da Mulher Maravilha e escrevendo roteiros para grandes séries de televisão (posso ou não ter sido altamente influenciada por Shonda Rhimes nesse parágrafo). é algo construído.

a gente passa tanto tempo pensando mal de si mesma que parece um pecado aprender a confiar no que a gente faz. parece errado, sujo. parece que não pode e que uma hora ou outra vão descobrir que a gente é uma fraude e que não merece os louros pelo nosso trabalho duro.

isso começa muito antes de tirar um projeto do papel e é muito maior do que isso também. é entender que a gente é importante, indispensável (porque é mesmo). que a gente tem uma função no mundo e que tudo o que a gente colocar aqui vai ter um efeito. é lembrar de fazer as coisas com carinho pelos outros e por nós mesmos, porque é bom e é melhor do que ficar soltando raiva em comentários no Facebook. porque é mais próximo do que a gente é de verdade, sabe?

é saber que tudo o que a gente faz importa porque é um lembrete pra quem também se esqueceu. é confiar que a pessoa vai se lembrar. que ela é importante, que ela é boa, que ela não precisa se comparar com ninguém e que tá tudo bem com ela. é um ciclo, sabe?

a gente confia no que é de verdade, faz uma coisa legal que lembra as pessoas disso também e confia mais. e faz mais. e confia mais e faz mais e confia mais e…

… e assim por diante. mas tudo começa com você. lembrando de quem você é. da sua importância e da sua existência. e que ela é muito maior do que qualquer comparação meia boca que você possa fazer com o sucesso dos outros.

como se tornar um freelancer maravilhoso

vou começar esse post dizendo que, sim, eu sou uma freelancer maravilhosa. se me perguntassem isso há dois anos eu diria ‘nunca, sou péssima‘, mas a essa altura do campeonato vocês já sabem que isso teria muito a ver com algumas doses de autoestima baixa e falsa modéstia. eu sou incrível, para ser sincera.

muitas pessoas me perguntam como é a vida de freelancer – ainda mais em uma área como o jornalismo – e eu posso dizer que sou bastante feliz com os trampos que faço. se vocês querem saber, boa parte dessa minha carreira de freela começou com cara de pau: sempre me achei muito tímida, mas nunca tive muito pudor pra soltar um #mandafreelas por e-mail de vez em quando. foi assim que eu comecei nessa rotina.

atualmente. eu tenho um trampo fixo e que funciona no sistema home office e um freela recorrente, além de alguns outros que faço de tempos em tempos. é muito trabalho, tem dias que eu fico maluquinha, mas eu gosto muito – principalmente pela flexibilidade de horário. com isso em mente (e atendendo aos pedidos da Caroline lá no Instagram!) usei a minha experiência pessoal para dar algumas dicas para quem quer começar esse caminho.

1.pense em um nicho

o mais fácil, pra mim, foi saber desde sempre que eu queria trabalhar com jornalismo de moda e/ou comportamento. isso tornou o processo mais fácil porque eu sabia para quem queria escrever, escolhi veículos que gostaria de tentar e saí mandando sugestões de pautas. foi assim que consegui muitos dos meus freelas. saber a área que você quer atuar é meio caminho andado.

2.seja organizada

o tanto que eu já falei isso aqui, né? mas, sim, para ser freelancer você precisa ser organizada, se não se perde nos prazos diferentes, datas de entregas variadas, dias de reuniões… pode acontecer até de não darem uma data certa de entrega (por exemplo: a pessoa precisa de uma matéria sobre um assunto, mas deixa você desenvolver livremente), daí é o seu trabalho se organizar para entregar esse texto em um período de tempo que você acha ok. o bullet journal virou meu melhor amigo porque foi MUITO importante nesse processo (eu comecei o meu pouco depois de virar freela em tempo integral).

3.tenha limites

ser freelancer implica que as pessoas vão achar que você trabalha todos os dias, o dia todo, afinal, você faz home office e não tem um horário fixo. você precisa saber equilibrar momentos de trabalho com outros de descanso, então estabeleça um horário para as suas funções e seja firme com ele! claro que existem exceções (eu já trabalhei até de madrugada, de fim de semana e feriado quando foi preciso), mas tente manter uma rotina que te deixa confortável e te dá espaço para fazer o que você tem vontade.

4.mantenha contato

eu sempre tento manter contato com pessoas com as quais já trabalhei. tanto para agradecer pelos trabalhos que eles me ofereceram quanto para saber se existem outras oportunidades. é importante para as pessoas saberem que você está disponível, entende?

5.cuide do seu dinheiro

vida de freela é assim: um mês você tem 30 trampos diferentes para entregar e no seguinte tem um ou dois. cuidar do dinheiro ajuda a garantir as próximas contas e não ficar no aperto. para mim essa parte foi fácil: eu comecei a freelar quando ainda era contratada e juntei uma grana que me deixou mais tranquila quando eu fiz essa transição.

6.seja disponível!

eu falei de pensar em um nicho e ter horários fixos, e isso é maravilho e muito essencial para esse processo. mas o que vale mesmo é você ficar disponível para as demandas que aparecem. pode ser que nem sempre você consiga escrever para aquela revista incrível, mas te convidem para fazer um trabalho de redes sociais bacanas na área. esteja aberta para o que aparecer e saiba o que aceitar e o que recusar. trabalhando de casa, é fácil a gente achar que consegue fazer absolutamente tudo, só para perceber que também precisa dormir direito e sair com os amigos para ficar bem. é aquela velha história: tenha um propósito e escolha os projetos que melhor se encaixem nele.

7.faça com carinho

quando você é freelancer e as pessoas não gostam do seu trabalho, dificilmente vão te contratar de novo. fazer qualquer entrega com carinho, saber que você está oferecendo o seu máximo é o suficiente para criar uma rede de good vibes: se alguém não te chamarem novamente, com certeza vão te recomendar para alguém. e aí você começa a ficar conhecida na área, sabe? mais importante do que ser super requisitada é fazer um trabalho com carinho e amor, que transmita uma sensação bacana e atenda exatamente as necessidades de quem te contratou. e aí o fluxo não tem fim!

 

eu sinto que ser freela não é para todo mundo – já falei que trabalhar de casa tem os seus altos e baixos, né? para mim, funciona bem e eu não costumo entrar em neuras para conseguir trabalho, até que resolvo bem sem grandes preocupações. mas é assim que funciona: eu faço com carinho, me organizo e mantenho contatos. pronto! receitinha infalível para continuar entregando o meu amor por aí.

você é freela também? me conta como isso funciona pra você?

 

eu virei o tipo de pessoa que toma proteína

acho que eu já comentei em algum momento que eu tinha umas questões com alimentação. se não, lá vai: eu tinha algumas questões com alimentação. basicamente, eu me sentia inchada o tempo inteiro, eu sentia muito sono durante o dia e parecia que o meu corpinho tava sentindo falta de algumas coisas que são importantes pra ele (tipo vitaminas ou algo assim).

não é que eu comia de todo mal – apesar do desejo constante de jantar pizza todas as noites e encher a cara de chocolate depois do almoço dia sim, dia também, eu me alimentava bem ok. nunca fui muito de legumes e verduras, e eu era do tipo que se alimentava com os olhos e colocava muito mais no prato do que precisava de verdade, mas, fora isso, era uma alimentação bem razoável.

mas, de uns tempos pra cá, eu comecei a perceber que o meu corpo tava mais esquisito do que de costume. parece que ele tava fora do lugar e precisava de uma sacudida pra voltar a funcionar direito. tipo quando o computador travava e você precisava dar uns soquinhos na CPU pra ver se ele funcionava de novo (isso ainda existe?).

então, lá fui eu pro nutricionista. já tinha ido tantas outras vezes, e comecei e terminei inúmeras dietas diferentes (por conta própria, claro). mas, dessa vez, senti uma vontade diferente: queria cuidar do  meu corpo porque eu preciso dele pra cumprir a minha missão, pra fazer o que eu preciso fazer. ele tem que estar bem, sabe?

fui. conversamos. eu não como mal, só preciso ajustar algumas coisinhas e perder um pouco de gordura. agora eu tenho que comer exatamente as porções indicadas. toma também todos esses suplementos e vitaminas de manhã, em jejum, vai ajudar. um litro de chá de hibisco por dia e completa com água o que faltar, tá? toma proteína depois de treinar. sim, isso mesmo, proteína. em pó, daquelas que leva na garrafinha. e aprende a jantar, menina! nada de doce ou açúcar por enquanto, viu? esse primeiro mês a gente tem que dar um sacolejo no seu organismo mesmo, pra ele entrar no eixo. depois disso a gente vê.

e é isso. agora eu tomo proteína depois de treinar. quase não como carboidrato e zero açúcar. sigo tudo como ele falou (salvo alguns momentos de descanso aos finais de semana). já vejo uma diferença enorme (o sono sumiu, coisa doida). e a vontade de doce também caiu pra zero (minha TPM agradece). tô me sentindo bem melhor, mas principalmente, tô feliz de aprender a cuidar do corpitcho como ele merece.

quero falar mais sobre esse processo por aqui, mas ainda não sei como – ou o quê, exatamente! mas o mais legal vai ser o comparativo na minha próxima consulta. aí eu compartilho com você também, tá bom?

no mais: tem sido muito divertido pesar minha comida e descobrir que eu amo mamão papaya com canela (sério, você já experimentou essa combinação? é maravilhosa) e que tomar proteína não é tão ruim assim (mas evitem a de baunilha, #realoficial).

me conta: como é a sua relação com a comida? 

como se recuperar de uma semana difícil

as pessoas sofrem muito no mundo. e tem semanas que nada parece fazer sentido, é um 7×1 diferente todos os dias. você ouve de longe os locutores gritando ‘goooool da alemanha‘ e a espinha fica toda arrepiada só pensando no tanto de coisa pesada que você vai ter que lidar nas próximas horas. tem semanas que parece não ser fácil viver.

mas a gente precisa lembrar de não desistir e que tudo isso tem um motivo. quando parece que o universo inteiro tá contra a gente, lembrar que a gente tem uma vida muito maior do que os nossos problemas no trabalho é uma saída pras coisas estranhas que a gente sente.

em uma semana tudo pode mudar, e o mundo é impiedoso. ele não espera a gente se sentir pronta o suficiente para lidar com as coisas. ele só as apresenta. e aí a gente tem que fazer um malabarismo pra conseguir equilibrar tudo e (tentar) não perder a cabeça. na maior parte das vezes, essa é a real missão impossível.

eu escrevo esse texto, então, pensando em você: você que precisa de um abraço depois de uma semana difícil e um pouco de esperança de que as coisas vão ser melhores na semana que vem (ou, quem sabe, amanhã).

1.se dê tempo para respirar

sabe sexta à noite quando você chega exausta do trabalho e só quer se jogar na cama por tempo o suficiente até a sua barriga começar a doer de fome e você precisar levantar pra comer? se dê esse tempo. respire. relaxe. tire uns minutinhos pra ficar deitada em posição fetal se você acha que precisa. abrace o seu cachorro. tente abraçar o seu gato (a gente sabe que às vezes eles não querem, né?). abrace a sua mãe. abrace qualquer pessoa ou coisa, vale até o seu travesseiro preferido ou aquele bichinho de pelúcia que você disse pra todo mundo que jogou fora, mas que continua em cima da cama.

2.faça um plano

cada pessoa lida com uma semana ruim de um jeito, mas acho que usar o papel e a caneta para colocar as ideias em ordem é uma das melhores coisas que eu aprendi nesse caminho. faça um plano. pense no que você precisa resolver e qual a melhor maneira de fazer isso, faça uma lista de tarefas que você possa cumprir. nem tudo pode ser planejado assim, mas colocar as coisas em perspectiva já ajuda –  muito – a lidar com momentos complicados. é uma das alegrias que o bullet journal me trouxe. ♥

semana difícil

3.faça algo que você ama

se você acompanha o blog, então sabe que eu nunca digo ‘não’ para uma boa xícara de chá. toda vez que sinto que o dia está complicado ou que a semana está puxada, eu paro tudo, faço um chá e tomo uma xícara aconchegada na cama, assisto um pouco dos meus doramas preferidos ou ouvindo uma música que amo. é tipo um momento de ‘desconecte-se’ pra eu lembrar do porquê estou fazendo as coisas, sabe? uma lembrança do meu propósito.

4.desabafe

uma coisa que eu aprendi nos últimos tempos é que falar sobre o que você sente é uma forma de aliviar o seu coração. quando a gente fica com esse monte de barulho mental rodando na cabeça, a sensação de que você está completamente perdida (e sozinha) é inevitável. mas se você conversa com alguém sobre o que está acontecendo, vai perceber que muito provavelmente o seu problema é mais fácil de ser resolvido do que você imagina. isso ajuda, sabe?

5.saia do seu casulinho

por mais que às vezes seja bom você ficar quietinha no seu canto, um dos melhores remédios pra superar uma semana difícil é saindo de casa e vendo o mundo – encontre com os seus amigos, dê uma volta no seu bairro, pare para tomar um café no Starbucks… saia de casa e aproveite os momentos de folga como eles merecem ser aproveitados! ficar em casa pode ser legal, mas é também o maior convite para você passar dois dias fritando e remoendo sobre o que aconteceu durante a semana. e ninguém precisa disso, né?

 

semanas difíceis podem acontecer mesmo, mas a boa notícia é que elas passam. ao invés da gente ficar alimentando o que rolou de ruim, não é muito mais produtivo a gente agradecer pelas lições aprendidas e olhar pra frente? eu gosto de acreditar que sim ♥.

o que você faz pra se recuperar de uma semana ruim?

um domingo cheio de amor

todo mundo ama aquele domingo chuvoso e friorento em que a gente se enrola nas cobertas, coloca o seu filme preferido pra rodar e fica o dia todo ali naquele casulo, só aproveitando o climinha e tudo de bom que ele pode oferecer (como uma boa xícara de chá). mas a gente também ama aqueles domingos agitados e barulhentos, cheios de gente, de abraços, de beijos, de caminhadas, de solzinho de inverno, de Paulista fechada e comidinhas gostosas. o último domingo foi assim pra mim.

foi um dia em que eu acordei cedo pra tomar um café da manhã com pão de queijo caseiro e mineiro, chá britânico e frutas brasileiras. teve cafézinho, teve cházinho, teve abraçinho, teve aconcheguinho. teve muito riso, me rendeu fotos incríveis e um coração quentinho.

depois eu corri pra Paulista pra encontrar ela mesma, a Déa, essa pessoa que é parte de mim. a gente andou e falou um bocado, mantendo a tradição. no meio do caminho teve um sorvete delicioso, essas capas incríveis de Harry Potter em comemoração aos 20 anos de A Pedra Filosofal (a capa é da Lufa-Lufa, mas eu sou #TeamGrifinória), pôr-do-sol bonito e florzinhas pra completar.

domingo cheio de amor

domingo cheio de amor

domingo cheio de amor

domingo cheio de amor

domingo cheio de amor

domingo cheio de amor

domingo cheio de amor

como é um domingo agitado pra você?