10 coisas para dizer a si mesma todos os dias

Eu não sei se você já percebeu isso, mas na maioria das vezes, quando alguma coisa dá errado ou não sai exatamente como a gente queria, a nossa primeira reação é autodepreciativa. ‘Ai, burra, deveria ter feito assim’. ‘Que merda, por que você não fez desse jeito?’. ‘Poxa, nada do que eu faço nunca dá certo’.

10 coisas para dizer a si mesma todos os dias

Eu já pensei muito assim, mas aos poucos estou mudando essa cultura de achar que eu tenho um problema e que eu estou sempre errada. É claro que isso não acontece da noite para o dia, mas existem algumas coisinhas que você pode fazer para ajudar. Pensando nisso, eu separei 10 coisas para dizer a si mesma todos os dias (ou naqueles dias em que ~não está sendo fácil viver~).

  1. Eu estou fazendo o meu melhor
  2. Eu sou capaz
  3. Está tudo bem
  4. As coisas acontecem como elas têm que acontecer
  5. Só porque não saiu como eu queria não significa que está errado
  6. Eu sou importante
  7. Eu sou mais poderosa do que acredito
  8. O meu passado não me define
  9. Esse problema/erro/contratempo/etc. não muda o que eu sou
  10. O que os outros dizem/fazem só me afeta porque eu deixo.

A minha dica é: tente pensar uma dessas coisas pelo menos uma vez ao dia. É incrível como a gente resiste a pensar coisas boas sobre nós mesmos e como a nossa mente faz um trabalho e tanto pra baixar a nossa autoestima. Mas eu acredito na sua capacidade de virar esse jogo e encontrar toda essa maravilhosidade que você deixa escondida a sete chaves!

O que você diria pra você mesma num momento difícil?

20 coisas que eu não sou

Antes de mais nada, queria começar dizendo: que semana maravilhosa essa, migas. De verdade, eu tô embasbacada (amo essa palavra!) com o que tem acontecido nos últimos dias. E tudo isso, tem reforçado muito o quanto eu evoluí, o quanto eu estou mais perto de quem eu sou de verdade e como eu já sei diferenciar o que eu sou e o que eu não sou.

20 coisas que eu não sou

O post de hoje é justamente isso. Com tudo isso que rolou, eu entendi que a gente coloca um monte de coisa na frente de quem a gente é mesmo e chama de ‘eu’. E não para e percebe que essas camadas são só um monte de travas que nos afastam e fazem a gente sentir como se fossemos diferentes dos outros, separados. Então, achei mais do que válido colocar aqui as coisas que eu não sou (e você também não).

  1. Eu não sou o meu cabelo.
  2. Eu não sou o meu peso.
  3. Eu não sou inútil.
  4. Eu não sou incapaz.
  5. Eu não sou feia.
  6. Eu não sou insegura.
  7. Eu não sou rejeitável.
  8. Eu não sou indesejável.
  9. Eu não atrapalho.
  10. Eu não sou errada
  11. Eu não sou preguiçosa.
  12. Eu não sou sozinha.
  13. Eu não sou substituível.
  14. Eu não sou desimportante.
  15. Eu não sou burra.
  16. Eu não sou especial.
  17. Eu não sou o que eu penso de mim.
  18. Eu não sou mulher.
  19. Eu não sou humana.
  20. Eu não sou triste.

Eu imagino que algumas dessas coisas possam parecer estranhas em uma primeira leitura, mas eu garanto que não sou nada disso aí MESMO. No final, vocês podem me perguntas: ‘mas se você não é esse tanto de coisa, o que você é então?’. E eu respondo: eu sou o amor. E só.

Você quer se livrar do que você não é? Me conta nos comentários!

Diário #41 – A minha vida é foda

Há um ano e meio, se você me perguntasse sobre o futuro, eu diria que, para mim, ele não existia. No auge da depressão, eu tinha certeza absoluta que eu não passaria do ano de 2014. Eu jamais chegaria em 2015. Na minha cabeça eu seria como alguns dos grandes artistas e terminaria a minha vida aos 27 anos.

Hoje, se você me perguntar sobre o futuro, eu te digo que, para mim, ele não existe. Mas agora é com uma perspectiva diferente. O futuro não existe porque tudo o que a gente tem é o presente e antes aproveitar ao máximo o que a gente tem do que passar a vida se preocupando com uma coisa que não é real.

a minha vida é foda

Lembro que, desde de muita nova, eu tinha uma ideia de que não servia pra ser adulta. De que eu nunca passaria dos 20 e tantos e que não teria uma família.

Sempre achei que eu nasci pra ser jovem e só. Disso eu não passo. Além disso, a vida para mim não tem sentido. E quando eu estava no meu momento mais depressivo, todos esses pensamentos faziam sentido. Pra que continuar no mundo vivendo uma vida de merda, num lugar em que as pessoas se odeiam e se machucam? Onde quem tem esperança é ingênuo e o valor das pessoas é medido pelos números que elas têm nas contas bancárias?

Não, eu não queria viver num mundo assim.

O mundo não fazia sentido para mim. E eu deixei de encontrar razões para viver. Levantar da cama era um martírio, conversar com qualquer um era um sacrifício e sorrir era uma missão impossível. Na minha cabeça, a vida não valia a pena, e antes eu terminar com ela de uma vez do que dar mais trela para o sofrimento.

Mas, eu – romântica que sou – tomei uma decisão. Decidi, num dos meus piores momentos, que deveria, sim, existir alguma coisa de bom nisso tudo e que eu não poderia continuar vivendo desse jeito. O sofrimento é tipo areia movediça e quanto mais você mexe, mais você afunda. Eu decidi parar de me mexer e buscar uma solução.

E eu encontrei. Com alguns tropeços no meio do caminho – aos quais eu sou muito grata – eu hoje tenho prazer em viver e digo de boca cheia MINHA VIDA É FODA. Eu sou tão feliz que me pego sorrindo de orelha a orelha mesmo quando estou sozinha em casa, só aproveitando aquilo que eu sou de verdade, só sentindo aquele amor verdadeiro que, na real, é quem eu sou.

Nesse caminho, eu entendi que o que tinha que mudar não era o mundo, era eu mesma. Já dizia Gandhi: “Seja você a mudança que quer ver no mundo”. E, por mais clichê que isso seja, eu finalmente entendi o significado dessa frase.

Mudando a minha mente, a forma como eu penso, e ficando mais próxima de quem eu sou de verdade, eu estou mudando o mundo.

Por muito tempo, busquei no próprio mundo uma solução para os meus problemas e quis culpar os outros por todas as coisas ruins que eu senti. Eu me ataquei, eu chorei, eu sofri e eu descontei nos outros tudo o que passava pela minha cabeça.

Mas hoje eu sei. Eu sei que tudo estava na minha mente e que tudo o que eu senti e tudo o que eu passei foram escolhas minhas. Não existem vítimas. Não existem culpados. Não. Existem.

Só o que existe é o amor. E aceitando a verdade sobre mim, aquilo que eu chamava de ‘meu mundo’ mudou. Hoje, onde eu só via conflito, eu passei a ver carinho. Antes, onde eu via rejeição, agora eu vejo cuidado. Antes, onde eu via raiva, agora eu vejo amor.

Hoje a idade não existe mais e eu sei que serei jovem para sempre, inocente, doce, perfeita e imutável. Só o que existe é o amor. Qualquer coisa além disso não existe. E se não existe, não é real.

Eu estou mudando o mundo. E espero ajudar você a mudar também.

Diário #40 – Eu escrevi um roteiro

Outro dia, criei um roteiro na minha cabeça:

– Você não me ama – eu gritava, entre soluços e lágrimas.

– Não do jeito que você espera – ele respondeu, resignado.

– O que diabos isso quer dizer? Eu te amei! Eu ainda te amo. Eu sempre vou te amar – continuei, chorosa.

– Não – ele respondeu, depois de um momento procurando a verdade nos meus olhos. – Você ama a imagem que você criou de mim.

Corta a cena e eu voltei para o momento presente, tentando entender mais uma vez onde foi que eu errei quando o assunto são relacionamentos. A real, é claro, é que não existe certo ou errado, existem apenas as fantasias da minha cabeça que não passam de uma ilusão, mas que eu insisto em dizer que são de verdade.

eu-fiz-um-roteiro

inventei muitos roteiros como esse, chorei com coisas que não aconteceram de verdade, já sonhei com pessoas que eu mal conheço fazendo grandes gestos de amor. Burrice a minha achar que essas ilusões não teriam influência nenhuma na minha vida.

Já esperei por reações que nunca vieram, por mensagens apaixonadas no meio da noite, por toques e beijos secretos. Esperei por gestos para tirar o cabelo do meu rosto, por um abraço na hora de dormir, por um beijo de bom dia ainda na cama.

Uma coisa que eu nunca achei que eu esperava, no entanto, era a rejeição.

Quando foi a última vez que você olhou de verdade para o que você quer? O que você deseja é aquele beijo mesmo ou a sensação de ser rejeitada, contrariada? Eu te garanto que, se foi isso que você sentiu, em algum momento, era exatamente isso que você queria. Ninguém busca aquilo que não quer.

Eu olhei por essa perspectiva e vi o quanto eu queria ser rejeitada. O quanto eu ainda quero. O quanto eu busco esse sentimento mais do que qualquer coisa. Ele é o responsável pela minha vitimização. Se eu sou rejeitado, o problema é o outro e não eu. Ele que não me quis.

Na real, eu mesma é que não quis nada daquilo. Visto por esse prisma, qualquer relacionamento romântico perde a graça. Pra quê ir atrás de uma coisa dessas, só pra me sentir assim? Só pra provar mais uma vez o tanto que eu penso mal de mim mesma?

Mas, não. Eu preferi, por muito tempo, criar imagens e versões próprias dos outros, esperando que elas se encaixassem no molde que eu tinha na cabeça, seguindo os scripts mentais que eu escrevi e esperando que eles seguissem a minha direção à risca. Não à toa eu fiquei frustrada por tanto tempo. Não à toa eu ainda fico.

Pior do que admitir que não viu, é achar que viu e tirar uma conclusão do que você achou que viu. Ele não me quis. Ele não me beijou. Ele brigou comigo. Ela não entendeu o que eu disse. Ela não pegou na minha mão. Ela não me ligou.

É mais fácil olhar para fora do que para dentro? Ou será que estamos apenas condicionados a isso? Eu tenho certeza que esse é um condicionamento que deu origem à essa bagunça toda que a gente chama de mundo.

Que inventou um troço chamado ‘ego’ que acha que manda alguma coisa e que responde a um tal de ‘inconsciente’ que ninguém conhece, mas que faz um monte de coisa que a gente não sabe no que vai dar.

Aí o inconsciente toma uma decisão: ‘Ah, agora você vai sentir isso!’. E o seu ego pensa: ‘Certeza que nessa cena eu vou sentir aquilo’. E quando o inconsciente acerta, seu ego fica sem entender nada, se fazendo de sonso e procurando no mundo uma resposta pra sua vida ser a zona que é.

Não me admira eu nunca ter amado de verdade antes. É realmente muito difícil amar alguém que só existe na sua cabeça. E, mais do que isso, não me admira eu ter procurado nos outros uma coisa que está dentro de mim. Eu sou o amor. E, de hoje em diante, vou entregar esse amor para todo mundo. Eu não quero mais a rejeição.

Eu amo você. E tudo bem se você não aceitar. Eu não preciso da sua permissão pra te amar.

16 lições que aprendi morando sozinha

É claro que eu sabia que mudar de casa – que sair da casa da minha mãe – seria uma grande coisa. E que traria muitas, bem, mudanças. Mas eu não imaginava que ainda tivesse tanta coisa para aprender sobre morar sozinha que eu só aprenderia na marra na vivência.

Apesar de sentir que eu já moro sozinha com uma roomie há milhões de anos, percebi que ainda tenho muito a aprender sobre o assunto, e reparei como eu era inocente quando se fala de coisas de casa.

16 lições que aprendi morando sozinha

Ó um pouco do que eu aprendi morando sozinha nesse meio tempo:

  1. É fato: se você misturar roupa colorida que solta tinta com roupa branca fica tudo colorido (no meu caso, tudo rosa).
  2. Você limpa os móveis num dia e no dia seguinte já tá tudo cheio de pó.
  3. Você vai ficar com a mão ressecada de tanto lavar louça.
  4. Pode parecer besteira, mas você precisa sim de um bom desengordurante (beijos, fogão!).
  5. Esquecer a roupa na máquina deixa tudo com um cheiro ruim.
  6. Lavar roupa branca com Vanish é tipo magia negra, fica tudo lindo! (mas não tira as manchas rosa)
  7. Você tem sempre que ir no mercado por algum motivo.
  8. Você percebe que tem um monte de tralha que não sabe onde por.
  9. Você precisa de prateleiras.
  10. E cortinas. Muitas cortinas.
  11. Você tem que se virar nos 30 pra lembrar de pagar todas as contas nos mil dias diferentes.
  12. Fazer uma planilha de gastos da casa ajuda – e MUITO! (obrigada roomie pela ideia incrível!)
  13. A casa é sua então se você quiser passar o dia inteiro de pijama, tudo bem!
  14. Fazer almoço todo dia cansa…. Mas também é muito bom!
  15. É possível comer coisas super saudáveis e deliciosas! (de novo, thanks roomie!)
  16. Tirar o lixo é um saco, mas é um mal necessário.

Com certeza tem ainda muita coisa que eu aprendi e que eu não lembrei de colocar e mais tantas outras que eu vou aprender no meio do caminho. Mas tem sido uma experiência maravilhosa!

Você tem alguma lição sobre morar sozinha? Me conta!