como fazer o fantástico chá de mel com limão da maki

chá de mel com limão

quando eu e a Lominha decidimos os primeiros temas do detalhes, mostrar uma receitinha que a gente ama seria um dos posts. na hora, eu nem pensei muito sobre isso, mas senti a pressão de fazer um post sobre uma receita quando bateu quarta-feira e eu não tinha ideia do que falar.

pra ser bem sincera, eu me viro bem na cozinha, mas não sei fazer nada muito extraordinário. em parte por falta de tempo, em parte por falta de planejamento, eu me mantenho no básico. não fico com fome, mas as pessoas também não pedem pra eu cozinhar pra elas. o que eu posso ensinar, então? a resposta que me veio foi a mais simples: um chá. eu vou ensinar as pessoas a fazer um chá.

o meu chá preferido é de mel com limão. eu não tomo todos os dias, mas sempre que preciso de um afago extra no coração, eu recorro a ele. também é tiro e queda quando eu tô meio resfriada ou gripada e me ajuda a dormir melhor. então, essa é a receita de hoje: como fazer o fantástico chá de mel com limão da maki. o nome foi inventado pra não parecer que a receita é muito mais simplória do que a realidade, mas eu garanto que é bem delicinha. ♥

você vai precisar de:

  1. um limão
  2. mel à gosto
  3. água
  4. uma leiteira
  5. a sua xícara preferida

o truque é cortar algumas rodelas de limão (eu sempre opto por 2 ou 3 porque acho que o gosto de limão fica mais forte) e colocar na leiteira junto com a água para esquentar. eu normalmente coloco o equivalente à uma xícara e meia de água, porque, quando esquenta, ela evapora um pouco e dá a medida certinha pra mim.

chá de mel com limão

 

chá de mel com limão

o segundo truque é não deixar a água ferver completamente. isso ‘queima’ o limão e ele perde as propriedades mágicas e todas as coisas boas que tem dentro dele e que te fazem sentir bem. eu coloco cinco minutos no relógio, com a água no fogo de médio para baixo e desligo quando as bolinhas já estiverem visíveis e subindo.

o terceiro (e último, juro!) truque é colocar o mel no fundo da xícara antes de despejar a água. é bom, porque ele dissolve quando você joga á água por cima e já fica tudo misturadinho e pronto pra tomar. a quantidade vai do gosto, mas eu coloco uma colher de chá de mel.

chá de mel com limão

‘mas, Maki, só chá com limão e mel é bom?’ é, sim! é uma delícia e fica gostosinho pra tomar num dia friorento de frente pra janela, olhando o movimento da rua, ou quando você tá deitada na cama lendo aquele livrinho delicinha antes de dormir.

se você quiser, dá pra complementar com outras coisinhas gostosas: um pouquinho de gengibre (que é ótimo pra garganta e pra quem tem problemas respiratórios) ou um pouco de cravo (eu recomendo uns quatro cravinhos). os dois dão uma mexida no gosto, é só adaptar ao seu paladar, tá bom?

chá de mel com limão chá de mel com limão

e, depois de todo esse processo incrível que leva no máximo 10 minutos (num dia que você tá meio devagar), voilá! tá tudo pronto e você pode passar a sua manhã aproveitando esse cházinho e pensando no quanto é bom começar o dia respirando fundo e que vale a pena a gente desacelerar de vez em quando.

chá de mel com limão

qual o seu chá preferido? me conta nos comentários!

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o meu presente é de todos

aniversário

quão difícil é escrever um post de aniversário? pra mim, foi quase impossível colocar essas palavras no ‘papel’. é meio doido, eu sei: como assim eu não consigo escrever sobre o meu próprio aniversário? mas essa é a dificuldade: é o MEU aniversário. e isso é muito estranho.

há uns 3 anos, o 18 de outubro dia caiu num sábado, e foi um dos dias mais tristes que eu já vivi. porque eu não queria ter acordado, sabe? encontrar a minha mãe feliz no corredor, pronta pra me dar os parabéns com um abraço apertado foi uma facada no coração. eu chorei muito aquele dia.

eu tinha certeza absoluta que o dia 18 de outubro era sobre mim. era meu aniversário, meu dia, as pessoas lembrariam de mim e fariam questão de falar comigo. eu eu eu eu eu. meu Deus, Maki, tira a cabeça do umbigo, o planeta só deu mais uma volta ao redor do sol e esse segue sendo um dia como qualquer outro.

de fato, é um dia como qualquer outro. hoje, enquanto completo os meus 30 anos (é sério isso?) percebo que por mais que seja legal receber ligações com votos de felicidade, é só um dia como qualquer outro. mas não deixa de ser um dia feliz.

o que eu percebi, daquele dia triste pra cá, é que alguma coisa muito profunda mudou dentro de mim. agora, eu não quero mais presentes, eu quero estar presente. porque estar presente é o único presente que posso querer. tá, eu sei que essa frase ficou mega confusa e você provavelmente tá olhando pra tela do computador com uma cara de interrogação, mas eu percebi que a minha dificuldade em escrever sobre esse dia é achar que ele é sobre mim.

e não é, entende? ele é sobre você. é sobre o meu pai, que me liga do Rio pedindo uma visita. é sobre a minha mãe, que me liga antes do trabalho perguntando se vai ter festa. é sobre a Dea, que todo ano faz questão de me mandar uma mensagem à meia noite, só porque ela gosta de ‘queimar a largada’ e cantar a música da Xuxa antes de todo mundo.

mas eu só vou aproveitar cada uma dessas felizes manifestações de carinho se eu estiver presente. se não ficar na minha cabeça pirando com o número de notificações que tem no Facebook ou que a pessoa X ou Y ainda não me ligou. se eu não ficar neurada esperando que alguma coisa incrível aconteça, quando, na verdade, esse é um dia como qualquer outro. mas ainda assim não deixa de ser um dia feliz.

o que caracteriza um dia feliz? é um dia que tem bolo? que tem abraços apertados, mensagens fofinhas na internet, sorrisos quentinhos e comidas gostosas? então, olha só, que loucura, é meu aniversário todo dia (e se você me acompanha no Instagram sabe que a coisa do bolo é real quase 90% do tempo).

não é que eu goste de ficar lembrando dos dias que não estava bem para me gabar hoje do quanto eu tô feliz. isso não seria sincero (nem verdadeiro). mas eu fico tão, tão contente de lembrar desse dia que eu chamo de ‘triste’, porque agora eu percebo que a única coisa que aconteceu no meu aniversário de 27 anos foi que eu não estava presente. eu só não tava lá, pra aproveitar com as pessoas que eu amo, porque eu tava muito ocupada pensando em mim mesma.

e não tem nada a ver com egoísmo, nem com fazer pouco caso da minha depressão. é uma visão muito objetiva e que me deixa com o coração muito em paz. eu me sinto grata, sabe? aqueles momentos foram importantes pra eu chegar no meu aniversário de 30 anos com a certeza de que sempre esteve tudo bem comigo. eu só não tava lá pra perceber.

segundo registros com cara de oficial, hoje eu mudo de dezena. eu entro numa nova década. eu viro balzaquiana (o que quer que isso signifique). mas, curiosamente, me sinto mil vezes mais jovem do que aos 27. e, eu suspeito, acho que a juventude vai me acompanhar pra sempre, porque quem eu sou não tem idade e não precisa de bolo e uma velinha pra se sentir amada.

porque no fim é isso, né? a gente quer ter um dia pra comemorar que é importante. a gente conta as notificações no Facebook pra saber quantas pessoas pensaram na gente. a gente fica esperando que pessoas aleatórias na rua percebam a nossa alegria e perguntem se é nosso aniversário só pra gente dizer que ‘sim’ e ganhar um parabéns a mais. no fundo, o que a gente quer é alguma prova de que é amada.

mas é por isso que o melhor presente que a gente pode ganhar (e que eu compartilho com vocês todos os dias aqui) é ficar presente. porque quando a gente sai da nossa cabeça e para de olhar tanto pro próprio umbigo, a gente sente um quentinho no coração que tá contando pra gente o tempo inteiro que a gente já é amada, que a gente já é aceita e que a gente não precisa de um dia só pra ficar feliz – e dá pra ser assim todo dia, viu?

cada momento que passa eu fico mais perto de viver isso o tempo inteiro. eu me sinto motivada e segura e feliz porque eu tô vendo que isso já é assim, eu só preciso me lembrar disso de novo e de novo, até que lembrar já não seja mais necessário, porque essa é a minha vida. o melhor presente sempre vai ser estar presente (e ficar presente).

enquanto isso, eu escrevo e reescrevo posts de aniversário inúmeras vezes. lembrando que ele é muito mais pra você do que pra mim, e que compartilhando a minha visão sobre esse assunto, a gente começa a olhar juntas pra ele de um jeito diferente.

e tá liberado comer bolo, tá? hoje, amanhã ou só quando der vontade.

detalhe: a história da caneca mais usada de todos os tempos

caneca alemã

tem uma caneca que eu uso todos os dias, sem falta. curiosamente, pensando sobre ela, acabei de perceber que tem dez anos que faz parte da minha rotina diária, mesmo que só por alguns minutos corridos pela manhã.

a minha relação com essa caneca toda desenhada começou em 2007, na primeira viagem internacional que eu fiz sozinha na vida. eu tinha 20 anos na época e fiz um mochilão para a Europa junto com uma das minhas melhores amigas. foi um mês de viagem e seis países visitados – a Alemanha sendo um deles.

caneca alemã

caneca alemã

confesso também que foi um dos lugares que eu mais gostei de visitar. sempre tive um apreço por história e ver lugares tão marcantes da história mundial de pertinho me deixou meio sem fôlego (tenho uma foto encostando no Portão de Brandenburgo – é sério). foi nessa viagem também que eu criei o hábito de comprar uma caneca diferente para cada lugar que eu visitava e dentre tantas que eu trouxe de volta na mochila (foi um milagre terem chegado inteiras aqui), essa acabou sendo a mais usada, em todo esse tempo.

ela virou queridinha por dois motivos: o primeiro é que eu amo o desenho dessa ovelhinha! acho tão fofa, tão aconchegante. o segundo é o tamanho – ela é bem maior do que uma caneca comum e cabe muito mais chá ali dentro ♥. virou a caneca de todos os dias justamente porque eu tomo um balde de chá de manhã cedo.

caneca alemã

normalmente, quando tomo café da manhã, eu não sou do tipo que fica na mesa com a caneca, olhando o vazio e esperando o corpo acordar de vez (só de vez em quando). eu levo a xícara comigo pro computador, depois de comer, e ela é a minha companhia pras primeiras tarefas do dia. tem vezes que eu me permito sentar na cama mais uns minutos e aproveitar o meu chá de limão com gengibre (amo demais), outros dias eu queimo a língua, porque o chá tá quente demais eu tô muito concentrada no trabalho pra prestar atenção. tem vezes também que eu faço esse mesmo balde de chá a tarde só pra esquentar a mão, se o dia tá frio (ou pra me incentivar a levantar da cadeira por uns minutos, todos os outros dias).

acho que se eu me desfizesse de tudo o que tenho em casa, deixaria só essa caneca pra poder continuar o meu ritual diário de tomar muito mais chá do que o necessário. pra mim, essa caneca virou sinônimo de um carinho diário, uma lembrança que tudo bem eu dar um passo atrás de vez em quando, respirar fundo, e lembrar que tá tudo bem.

caneca alemã

caneca alemã

você tem uma caneca preferida também? 

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diário #93 – eu mereço

eu mereço maki de mingo

Foto: Luísa Chequer Fotografia

a gente tem uma mania maluca de achar que felicidade demais é um problema. não pode sorrir demais porque é estranho, não pode estar sempre bem porque ‘a vida não é assim‘, não pode ficar de boas quando o mundo tá caindo porque a gente tem que se desesperar todo mundo junto ao invés de focar numa solução.

eu tava pensando esses dias sobre como é fácil a gente sentir medo quando as coisas estão bem, porque parece que a felicidade é curta demais e tem hora pra acabar. a gente precisa passar por esse ciclo de altos e baixos, caso contrário não é a vida – ela fica sem graça, sem sentido, precisa ter um pouco de emoção.

eu me peguei com medo. medo que tudo não passasse de um sonho, que eu acordaria um dia no mesmo ponto em que estava dois anos atrás: triste, sem esperança, me sentindo presa no alto de uma torre sem chance de saída. e tudo isso que eu estaria vivendo seria apenas uma criação do meu imaginário, uma alucinação boa, um sonho feliz.

o meu primeiro impulso é correr pra proteger tudo. segurar nas bordas do barquinho salva-vidas pra ele não virar  – e, se virar, que pelo menos me leve junto. é o medo da perda, da solidão, de comprovar que estamos mesmo todos fadados a viver um ciclo monótono de nascer e morrer permeado por alguns momentos de alegria e outros de tristeza.

eu quis chorar também. chorar porque jamais imaginei que poderia ser tão feliz como estou sendo agora. chorar de pavor, com receio de que tudo possa desmoronar de uma hora para a outra, sem justificativa, e eu me vendo de mãos vazias, no meio de uma avenida mais vazia ainda, os joelhos no asfalto, tomando chuva e perguntando ‘o que foi que eu fiz de errado‘.

felizmente, a vida não é um drama hollywoodiano, muito menos uma sucessão de momentos alegres e tristes, porque a alegria de verdade não tem opostos. pelo contrário ela é, hoje e sempre, alegre. felizmente, também, eu sei que tenho um backup dos mais completos, um suporte inteiro me lembrando diariamente de duas palavras que eu vivo esquecendo de novo e de novo: eu mereço.

eu mereço ser feliz. eu mereço viver dias felizes. eu mereço coisas bonitas, e momentos de completa abundância e comidinhas gostosas. mereço também dormir de conchinha, receber abraços carinhosos logo cedo, tomar uma xícara de chá num quartinho espaçoso numa noite chuvosa. mereço roupas confortáveis e passeios de um dia inteiro andando pelos meus lugares preferidos de São Paulo.

mereço viver a verdade sobre a vida e sentir o amor todo os dias. em cada toque, em cada palavra, em cada gesto e cada palavra escrita. mereço também cumprir a minha função no mundo, porque só ela vai me levar pra esse lugar plenamente alegre.

eu mereço. mereço entender que tá tudo bem comigo e com todos e que a gente tá junta nessa caminhada de volta pra casa. enquanto a gente não chega lá, a gente treina essa lembrança, de que merece. por mais absurdo que pareça a gente fazer um treino pra lembrar o tempo inteiro que merece ser feliz.

ainda entre altos e baixos, eu aceito. eu me lembro. eu me sinto feliz e completa. amada. eu choro sem motivos (mas sempre de alegria) e eu passo momentos repletos de amor. e cada um desses momentos, vem o reforço carinhoso, as palavras felizes que ficam repetindo nessa minha cabecinha cheia de caraminholas:

eu mereço.

em #essepê: kamzu cookie shop

kamzu cookie shop

o meu passatempo preferido ultimamente é descobrir lugares novos e gostosos para tomar um cházinho aqui em São Paulo. no último final de semana, eu passei o dia com a Celle e a Duds e, num passeio entre a Liberdade e a Oscar Freire, a gente fez uma pausa no Kamzu Cookie Shop, na Alameda Lorena.

o cafézinho fica entre a rua Pamplona e a Av. Nove de Julho, uma casinha muito simpática, já cheia de detalhes fofinhos na fachada. eu fiquei encantada pela paleta de cores desse lugar – total a minha aesthetic – e o guarda-bicicletas em formato de xícara de café.


kamzu cookie shop

o foco principal do Kamzu são os cookies (dur, tá até no nome!) e tem literalmente uma vitrine com as opções logo que você entra. infelizmente, no dia que a gente foi a maioria já tinha acabado (acho que esse é um bom sinal, né?), mas ainda assim tinham umas opções deliciosas!

eu comprei um combo de Chai Latte (uma mistura de chá preto, especiarias e leite) e um cookie de Oreo (cookieception?), uma das coisas mais deliciosas que eu já comi. os cookies são bem molhadinhos, muuuuuito saborosos e, o melhor, não são doces demais. Celle pediu um de chocolate meio amargo que tinha tanto chocolate que ela sujou a mão inteira! Dudinha foi no de Ninho, e todo mundo fez uma cara de choque quando provou, porque é um pouquinho do céu na Terra, sério!

quanto ao meu Chai Latte: que bebida mais deliciosa, gente! não sei o que me deu de tomar isso nesse dia, mas a última lembrança que eu tinha de chai foi um que eu tomei no Costa Café em Londres, lá em 2014, e tinha amado. com esse não foi diferente. tava quentinho e dava pra sentir o gostinho da canela no meio das especiarias todas. já amei e já quero um desses na minha mesa todos os dias às 08h, obrigada.

o lugar é muito delicinha! no andar de cima tem mesinhas, sofázinhos e uma bancada de frente pra rua, pra você passar a tarde vendo a paisagem. a trilha sonora é maravilhosa, as cadeiras são super confortáveis e a parede tem uns desenhos muuuuito fofinhos, com várias referências geeks. rendeu umas fotos maravilhosas, porque a gente não consegue passar em lugar nenhum sem fazer um book.

entrou oficialmente para o meu ranking de lugares preferidos dessa cidade maluquinha, também porque as pessoas que trabalham lá são muito fofinhas e divertidas!

pra quem quiser conhecer:
Kamzu Cookie Shop
Al. Lorena, 684
(11) 3564-1773

ah, um lembrete: esse foi o primeiro post do detalhes, o projeto que eu criei junto com a Lominha, do Sernaiotto. toda sexta-feira, você vai ver por aqui e no blog dela um texto especial mostrando um pouquinho mais das nossas vidas! (você pode saber mais sobre isso clicando aqui) e os posts do projeto serão identificados com esse banner lindo, ó:

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