detalhe: o chá de toda hora

detalhe chá de toda hora

deve ter uns quatro ou cinco anos que eu comecei a tomar chá todos os dias. na época, eu fui numa nutricionista que pediu pra que eu cortasse o café e o leite da minha dieta. eu tinha crise de enxaquecas horríveis e muito problema com sinusite, e esses dois itens tinham uma influência grande nesse estado. na hora, fiquei meio irritada e até confusa: o que eu faço do meu café da manhã sem o tão amado café com leite?

pois bem, foi aí que comecei a experimentar diferentes chás e caí de amores pela bebida. o chá preto segue sendo um dos preferidos, pau a pau com o de limão e mel. todo dia de manhã, eu tomo uma xícara de chá de limão com gengibre, em jejum, pra acordar o organismo. e gosto de tomar uma xícara do meu chá do momento (normalmente é o Lady Grey) à tarde pra me ajudar a relaxar um pouco do trabalho e clarear a mente.

pra mim, fazer uma xícara de chá é como um ritual. eu acordo, coloco a água na chaleira, entro no banho (ou troco de roupa, nos dias de treino), faço a minha caneca e sento por alguns minutos na sala pra aproveitar um pouco do silêncio da manhã. tem dias que já saio fazendo coisas com a xícara na mão – arrumar a cama, fazer fotos pro blog, trocar de bolsa ou dobrar as roupas que eu joguei em cima da cadeira da escrivaninha.

é tipo um abraço, sabe? um lembrete. é um gatilho pra eu dar um passo pra trás, respirar fundo e colocar a cabeça em ordem. é um momento em que eu cuido de mim.

eu tomava chá só com açúcar ou, pelo menos, com algumas gotas de adoçante. mas depois de um tempo descobri a alegria que é tomar um chá purinho, sem nada que mude o gosto da erva ou de, no máximo, colocar um pouco de mel para adoçar (e me ajudar com uma garganta mal-humorada ou o começo de um resfriado).

aliás, eu amo também descobrir por aí lugares incríveis pra tomar chá, e passar as minhas tardes conversando com pessoas que eu gosto enquanto me esquento com uma xícara. eu já falei que sou extremamente friorenta? pois é, eu sinto muito frio. MUITO. FRIO. então um pouquinho de chá é o suficiente pra me esquentar e me ajudar a manter o calor no corpo (pelo menos por um tempo, né). acho que é por isso que eu amo tanto coisas aconchegantes, porque sinto muito frio e preciso me esquentar de algum jeito.

e é gostoso, sabe? você com a sua xícara, esquentando a mão. ouvindo as pessoas na mesa conversando sobre coisas diferentes, se preparando pro dia que vem por aí. ou sair pela casa colocando as coisas em ordem enquanto você leva a caneca com você, de um lado pro outro, sem parar.

eu já contei aqui sobre a minha caneca preferida, né? pois bem, ela perdeu o posto para a minha nova caneca preferida (calma, eu ainda te amo, tá bom? e ainda te uso pros chás da tarde). essa eu ganhei da Lominha, e veio diretamente do país Coreia do Sul. não é a coisa mais lindinha? ela vem com uma colher muito fofinha e um abafador pra você deixar o chá quentinho por mais tempo (e em infusão também). amo demais, e é a minha nova colega de trabalho. pelo menos, nesses primeiros momentos da manhã.

é por isso que eu desejo xícaras de chá pra todo mundo, porque são como um abraço quentinho. você tá lá meio borocoxô e tira uns minutinhos pra descansar a cabeça, rever as suas prioridades, lembrar da meta, sabe. tudo isso com aquele chá que você ama numa xícara que você adora, olhando os carros passando na rua.

ah, hoje tem até um videozinho pra te ajudar a entrar no clima e ver como eu faço todas as manhãs. me diz o que você achou? você pode se inscrever no meu canal clicando aqui

este post faz parte do projeto detalhes, uma blogagem criativa criada por desancorando + sernaiotto +serendipity  saiba mais sobre o projeto clicando aqui e confira os posts já publicados aqui.

projeto detalhes novo

 

o que eu levo na minha bolsa

detalhes o que tem na bolsa

eu sempre quis ser o tipo de pessoa que leva coisas super interessantes na bolsa, mas qual foi a minha surpresa ao perceber que, no fim das contas, é tudo bem normal? dia a dia tem dessas, né? pois bem, esse é um post bem do normal mostrando as coisas normais que eu levo na minha bolsa dia sim, dia também.

a bolsa preferida do momento é uma da Anacapri, que eu ganhei de presente de Natal da minha mãe. as pessoas dizem que essa é a ‘bolsa de reunião‘, aquela mais bonitona que você leva pros ‘compromissos‘ e pros ‘eventos importantes‘. mas ela é tão bonita que eu acho um desperdício ela ficar guardada só pros ‘dias especiais’.

detalhes o que tem na bolsa

o que nunca falta na minha bolsa (mas curiosamente faltou na primeira bateria de fotos que eu fiz, daí tive que tirar tudo de novo), é o celular e o fone de ouvido. eu amo esse fone rosinha: comprei no aeroporto Santos Dumont, no Rio, quando fui pra lá no ano passado, e virou meu companheiro de aventuras. amo tanto que prefiro usar o adaptador pro iPhone 7 só pra poder sair com ele, do que usar o branquinho da Apple mesmo.

a minha carteira da Kipling é um xodó. você lembra quando eu fui embaixadora da marca? então, acabei pegando essa carteira e uma mochila que é a coisa mais maravilhosa do mundo, as duas combinando. aliás, aquela foto que eu fiz com a Instax (a primeira da vida), e que queimou, anda comigo também, em um dos 40 mil compartimentos dessa carteira.

detalhes o que tem na bolsa

detalhes o que tem na bolsa

o creminho de mão da Nivea, que é o preferido de todos os tempos, e o protetor labial da marca tão sempre junto também. não sei viver sem nenhum dos dois, porque tenho as mãos muito secas e os lábios racham facinho. daí, lembrar de passar sempre ajuda muito. esse batom líquido da Quem Disse Berenice? é um dos que eu mais uso (a cor é Marronli), e saio com ele quase todo dia (se bem que ando meio com preguiça de passar batom e tô preferindo sair sem nada mesmo).

detalhes o que tem na bolsa

o caderninho escrito ‘love‘ eu ganhei no amigo secreto que fiz com o pessoal da Coe (teve vídeo sobre esse mês, lembra?). quem me tirou foi o Cauê, e ele me deu várias coisinhas de papelaria e uma caneca fofa pra acompanhar. muito amorzinho, né?

detalhes o que tem na bolsa

aliás, mais uma foto da instax que tem andado comigo é essa do evento de tutoria do ano passado (outro evento da Coe ♥). o jardim do lugar estava todo enfeitado e tinham essas letras com luzinhas. tão fofinho, né? encontrei a foto de novo quando estava fazendo as imagens pro post da Instax e decidir colocar atrás da capinha.

e… é isso! não tem muita coisa, né? eu costumava levar um nécessaire gigante na bolsa, mas agora deixo só pra quando saio com a mochila e vou passar o dia fora. no dia a dia mesmo, quando não preciso de tanto peso o que eu tenho feito é colocado o essencial nos bolsinhos.

você leva muita coisa na sua bolsa? 

este post faz parte do projeto detalhes, uma blogagem criativa criada por desancorando + sernaiotto +serendipity  saiba mais sobre o projeto clicando aqui e confira os posts já publicados aqui.

projeto detalhes novo

 

a história da mesinha de cabeceira

tour pela cabeceira

daí que eu moro nesse apartamento em que estou agora há quase três anos, mas ainda não tive a motivação o tempo para arrumar o quarto do jeitinho que eu queria. chame de preguiça, procrastinação, ou uma combinação perfeita dos dois – a verdade é que isso simplesmente não aconteceu (ainda).

apesar disso, eu trouxe para a casa nova todas as coisas que tinham no meu quarto, incluindo a minha mesinha de cabeceira amarela. fun fact: eu detesto amarelo. ou, pelo menos, detestava. é uma história engraçada, a dessa mesinha.

na época, eu tinha acabado de ler Roube Como um Artista pela primeira vez, e fiquei obcecada com a ideia de ter um canto do meu quarto reservado para atividades zero tecnologia – ou seja, uma mesa, almofada, poltrona, qualquer lugar da casa onde eu me dedicasse à atividades que não tivessem nenhuma ligação com computadores ou celulares. tipo escrever num caderno à mão, colorir (sim, eu entrei nessa hype) ou mesmo desenhar (eu fazia muito isso quando mais nova). então, decidi mudar o tudo: a decoração do quarto, a disposição dos móveis… e fui com uma amiga na Tok&Stok comprar o que eu precisava pra fazer essa mudança.

olhei por todos os lados, e queria muito uma mesinha de altura razoável e uma almofada pra sentar no chão e colorir os meus livros ‘para adultos‘ até cansar. daí eu vi essa mesinha. ela olhou pra mim. eu pensei ‘detesto amarelo‘. minha amiga falou ‘nossa, vai ficar muito lindo no seu quarto!‘. eu chiei. ela disse que eu tava exagerando. anos depois, cá estou com a mesinha amarela do lado da cama.

hoje, eu tenho um carinho grande por ela. é ali que ficam algumas das coisas que eu mais amo e uso com frequência. a luminária que vive me ajudando a ler de madrugada; o UCEM (Um Curso em Milagres), um dos livros mais tocantes que eu já li e que é material do curso que eu faço na Coexiste (e um salvador pros momentos de loucura); o Bepantol, que eu passo todos os dias na boca e embaixo dos olhos; e esses dois hidratantes, um da Nivea (que tem o cheiro mais gostoso do mundo) e outro da Lush, o Once Upon a Time (que também tem o cheiro mais gostoso do mundo!).

não é muito, mas é um detalhe (!) que tem uma participação gigante no meu dia a dia. sabe aquelas coisas que tão sempre ali, mas você raramente presta tanta atenção quanto deveria? então, é tipo isso. ♥

este post faz parte do projeto detalhes, uma blogagem criativa criada por desancorando + sernaiotto +serendipity  saiba mais sobre o projeto clicando aqui e confira os posts já publicados aqui.

projeto detalhes novo

 

resumaki #12 – janeiro

resumaki janeiro

minha. nossa. 

um pouquinho sobre janeiro…

eu tô escrevendo esse post às 23h29 de quarta-feira, dia 31 de janeiro de 2018, e meio que tinha desistido de fazer esse post porque o dia foi corrido, eu tô cansada e não conseguia parar de pensar que só o que eu queria era dormir cedo – a maior mentira da internet, não é mesmo? mas, mesmo assim, cá estou, revivendo essa tag maravilhosa quase-meia-noite-de-dia-da-semana pra contar um pouco sobre o primeiro mês desse novo ano.

e tudo o que eu consigo dizer é o que eu já escrevi ali em cima: minha. nossa. bem assim, com a pontuação no meio da frase pra dar uma entonação diferente, do tipo ‘eu não acredito que euzinha vivi esse tanto de coisa incrível e quero chorar só de lembrar de cada segundo desse mês‘.

foram milênios que se passaram em 31 dias. que começou com uma festa de ano novo incrível que rendeu milhares de momentos fantásticos, inclusive essa foto minha com a Gabs que eu quero emoldurar de tão linda que é (te amo, Gabs!).

teve o primeiro brunch do ano com uma pessoa que é maravilhosa, a Helena, e por quem eu tenho um carinho imenso. teve sorvetes gostosos, muitos donuts deliciosos que causaram nos comentários do Instagram e teve amigo secreto do pessoal da Coe (o Cauê me tirou ♥ e eu ganhei uma sessão de voz com ele – UMA DAS COISAS MAIS INCRÍVEIS QUE EU JÁ FIZ NA VIDA).

teve tantos abraços e beijos que eu fico com o choro entalado na garganta e o coração saltando forte no peito de tanta emoção. teve colagens no bullet journal. teve um clube do livro, que eu criei junto com duas pessoas que eu admiro tanto que parece sonho a gente ter se tornado tão amigas nos últimos meses. falando nisso, teve também encontro ao vivo e a cores com a Loma, depois de tanto tempo só de amizade pela internet, e teve ainda esse presente maravilhoso que eu ganhei da Mel – e o carinho dela transbordou as barreiras estaduais e me invadiu com tudo.

teve amor. teve muito amor. de você pra mim. de mim pra você. com as pessoas ao meu redor. teve permissão, sabe? e um tanto de coisa incrível que eu nem sei explicar também, só sei que aconteceu e quando eu olho pra trás fico descrente com como eu mudei no último ano, e hoje eu não tenho mais medo de exercer a minha felicidade agora e dizer pra todo mundo em alto e bom som:

meu. Deus. como eu amo vocês. 

… e algumas coisinhas que valem a pena compartilhar

um post que amei escrever: diário #96 – apenas esteja lá (vocês também gostaram, né?)

um post que amei ler: What I Learnt From Taking a Month Off From Blogging, do The Anna Edit

um livro: Tartarugas até lá embaixo, do John Green

uma pessoa: você, que me acompanha e me dá tanto carinho, todos os dias ♥

uma música: alguém me ajuda, eu não consigo parar de ouvir Anavitória

o que dizer de 2018, que mal começou e eu já considero pakas?

diário #96 – apenas esteja lá

diario

há algumas semanas, eu tive uma conversa com a Gabs sobre produção de conteúdo pra internet que foi muito legal. por que a gente se comprometeu com uma meta, sabe? a gente meio que prometeu puxar uma a outra nesse lugar, se ajudar mesmo. e eu tava aqui revendo as anotações que fiz daquela conversa (sim, sou dessas) e me deparei com uma frase que bateu tão fundo na hora que eu ouvi quanto relendo, dias e dias depois:

você não precisa fazer nada grandioso, só precisa estar lá.

vamos parar pra pensar nisso um pouquinho? percebe como a gente se cobra, se machuca, porque fica pensando em formas diferentes de fazer uma coisa grandiosa, gigante, que entre pra história, e no fim acaba mega desmotivada porque acha que jamais vai conseguir chegar nesse fim de caminho ideal? tipo, você quer escrever um livro maravilhoso, que vai ser super aclamado pela crítica, vai virar filme e série na Netflix, mas não consegue nem escrever o primeiro parágrafo da história.

você fica travada, com medo desse resultado.

mas você não precisa fazer algo grandioso, menina, só precisa estar lá. só precisa dar o primeiro passo. escrever uma linha hoje, outra amanhã. outra daqui duas semanas. postar no blog um pouquinho numa semana, depois postar de novo só quando sente vontade, sem pressão sabe. você só precisa estar lá.

só precisa começar de alguma forma. mesmo que seja julgando como péssima cada uma das palavras que você escreve nessa primeira linha.

eu percebi, nas últimas semanas, que a gente faz questão de ignorar o processo. a gente olha pra fulana e pensa ‘meldels, nunca vou chegar no meso patamar que o dela‘, olha pra ciclano e diz que jamais teria o talento que ele tem pra desenhar, escrever, editar vídeos, *insira aqui aquilo que você acha que não consegue fazer*. mas a gente esquece que essa pessoa passou por um processo incrível pra chegar nesse ponto.

você tá aprendendo sobre edição de vídeo agora, mas o ciclano passou 12 anos estudando e mexendo com isso enquanto você fazia outras coisas. e tudo bem, sabe? editar vídeos só não era uma prioridade pra você. fulana faz uns letterings maravilhosos no bullet journal dela e você tem certeza que jamais conseguiria fazer nada remotamente parecido com o que ela faz. mas não vai investigar que ela começou a fazer esses desenhos ainda pequena e fez faculdade de design e faz disso o trabalho dela – e deve treinar isso umas 10 horas por dia ou em cada momento vago que ela tem.

a gente esquece o processo e quer logo o resultado. mas isso de querer o resultado só coloca a gente lá longe, sabe? bem longe da meta, bem longe do que a gente acha que quer. e aí fica frustrado quando percebe que já não nasceu sabendo como editar vídeos de um jeito incrível ou fazer letterings maravilhosos pra escrever no #bujo e postar as fotos no Instagram depois. mas tem todo um contexto que a gente tá ignorando.

eu sei lá. fiquei pensando nisso e observando como eu mesma já pensei isso milhares de vezes e como esses pensamentos machucam. é crueldade, sabe? é tortura com a gente mesma. a gente acha que só é importante quando faz alguma coisa grandiosa, quando viraliza na internet ou quando ganha prêmio em algum lugar. mas a gente não tem ideia do efeito que o nosso primeiro passo tem no caminho e no quanto as pequenas coisas que a gente faz vão influenciar as outras pessoas. a gente tem um caso sério de ignorar o contexto, entende?

e aí acha que tudo é sobre a gente. ‘porque EU não consigo fazer isso’. ‘eu não tenho capacidade de fazer aquilo’. ‘eu nunca vou ser como fulana’. ‘eu queria ser tão talentosa quanto ciclana (mas não sou)’. e usa isso pra falar mal de si mesma. pra se colocar pra baixo, pra ficar triste e desmotivada. e esquece de novo que:

  1. é o mundo que precisa de você, não o contrário;
  2. sempre tem alguém observando a gente.

e quando fica nessa de achar que só vale a pena se for grandioso, o que que a gente ensina? que tem um padrão inalcançável, só pra algumas pessoas especiais e que você não serve de nada.

desculpa acabar com o seu castelinho de areia, mas isso é mentira. e mentir pra si mesma só alimenta esse círculo de maus-tratos autoinfligidos que a gente finge não fazer consigo mesma, jogando o problema lá longe, na meta impossível, sendo que um passinho minúsculo que a gente dá nessa direção já muda o mundo inteiro, inclusive você.