3 filmes para repensar a vida

Eu ando nessa vibe de ler e ver só coisas que me inspiram de alguma forma, que me façam pensar ou repensar a minha vida (mais do que eu já estou fazendo normalmente!), e os filmes me ajudam muito com isso. Sou dessas que vê um filme três vezes seguidas se ele me tocou de alguma maneira ou se tem uma mensagem com a qual eu me identifico demais.

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Com essa ideia em mente, pensei em três filmes que eu gosto muito e que sempre, SEMPRE, me fazem pensar na vida e na forma como eu tenho levado a minha.

filmes-para-pensar-1Descobri esse filme meio sem querer, por pesquisas na internet, e revejo de tempos em tempos por um motivo muito simples: é lindo. O longa conta a história de Tim, um jovem que descobre que pode viajar no tempo e tenta usar os seus ‘poderes‘ para encontrar um namorada. Nessa, ele conhece a Mary, o amor da sua vida, e entre voltar no tempo para fazer o possível para conhecê-la de verdade e começar o trabalho em Londres, na Inglaterra, ele recebe uma lição muito importante do pai: viver cada dia duas vezes; uma da maneira normal, como todo mundo, e a segunda tentando prestar atenção nos pequenos detalhes. O mais bonito é quando ele percebe que talvez não precise desse poder para ser feliz. É lindo demais, e eu recomendo.

filmes-para-pensar-2Se você conseguir assistir esse filme sem se debulhar em lágrimas, você é uma verdadeira guerreira. Mas o motivo pelo qual eu amo esse longa (e o livro, diga-se de passagem), é porque ele mostra muito bem que mesmo frente à morte, a gente não pode ter medo de se entregar para o amor. De amar e ser amado, de ter experiências diferentes na vida, de enfrentar o medo. Quer lição mais bonita que essa?

filmes-para-pensar-3Falando em medo, A Vida Secreta de Walter Mitty é um filme muito subestimado, na minha opinião. Não sou fã do Ben Stiller, mas adoro ele nesse filme e adoro o personagem dele, o Walter. Até onde você iria para salvar o seu emprego? E para impressionar uma pessoa que você gosta? E os dois? O Walter é o tipo de pessoa controladora e comedida que fez tudo ‘certinho‘ na vida, controla os gastos, cuida da mãe e tenta lidar com a irmã meio porra louca. Ele sempre fez tudo nos conformes, até que o trabalho que ele tem há décadas é ameaçado, e entre perder o pouco que tem, ele prefere arriscar absolutamente tudo para viver uma verdadeira aventura e conseguir o que precisa. Enfrentar medos? Sim, ele enfrentou todos. E sobreviveu para contar a história.

Vocês já viram alguns desses filmes? Confesso que já vi os três tantas vezes que até sei algumas das falas de cor. Se vocês ainda não viram, vejam e depois venham me contar o que acham, sim?

Sobre Victoria Beckham e o poder da mudança

Vou contar uma coisa para vocês: eu sempre fui muito, MUITO, fã de Spice Girls. Sabia todas as músicas de cor, as coreografias, e meu maior sonho de vida era ser Baby Spice. Mas, depois de um tempo, deixei de acompanhar um pouco a vida das cantoras, principalmente porque entrei numa fase punk rock muito forte que não permitia esse tipo de música no meu discman.

Por isso, qual foi a minha surpresa ao descobrir, anos depois, que Victoria Beckham, a Posh Spice, se tornou um grande nome no mundo da moda? Para mim, esse tipo de mudança era impossível, onde estava a mulher das coreografias ensaiadas?

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Mudou, simples assim. Victoria Beckham é uma das pessoas que eu mais admiro ultimamente porque mostrou o poder da mudança, da dedicação e do trabalho duro. Muito marcada pela sua fama como parte de uma girl band nos anos 1990, com uma imagem até que bastante sexualizada, como ela poderia entrar em um ramo conhecido pelo glamour e pelas panelinhas? Aos poucos é claro.

Depois do fim das Spice, Victoria fez alguns trabalhos como modelo, enquanto tentava manter a carreira de cantora, antes de assinar sua primeira parceria no mundo da moda, com a marca Rock & Republic. Depois disso, e contando com a ajuda de muitos contatos que ela fez no mundo fashion ao longo do tempo, ela passou a migrar do entretenimento para a moda de alto luxo, sendo conhecida, pouco a pouco, como uma das mulheres mais elegantes do mundo atual.

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Victoria lançou sua marca homônima em 2008, tendo antes lançado uma linha de jeans e um perfume sob o seu nome. Como parte do sucesso e do seu trabalho duro, Victoria foi chamada para fazer uma série de campanhas de moda e desfilar para mais algumas marcas, antes de deixar o lado modelo um pouco de lado para se dedicar à sua marca. Nem por isso, ela deixou de estampar capas de revistas e ganhar (apesar de eu não gostar desse termo) o título de uma verdadeira it-girl.

Acho muito admirável a forma como a Victoria conseguiu mudar completamente a sua imagem. Tem horas que é difícil pensar na estilista como aquela mulher que cantava Wannabe e Spice Up Your Life. Na minha visão das coisas, acho que a música nunca foi uma paixão dela, mas a moda, sim.

Hoje, confesso que sou apaixonada pelas roupas que a Victoria faz, ainda mais pelas peças da linha Victoria by Victoria Beckham, muito feminina, cheia de vestidos rodados e algumas estampas mais divertidas. Gosto muito das peças dela por conta da vibe mais normcore, simples, minimalistas, normalmente monocromáticas e com um corte impecável.

Peças da coleção de primavera/verão 2015 da linha Victoria Beckham
Peças da coleção de primavera/verão 2015 da linha Victoria Beckham

Mas, principalmente, admiro essa mudança de vida, de imagem, em como ela se encontrou no mundo mesmo quando as pessoas ainda a viam como uma cantora pop ícone de uma década só. Ela, realmente, criou e recriou a própria vida, aproveitando ao máximo as oportunidades que apareceram no caminho. Porque sim, ser uma Spice Girl foi uma verdadeira oportunidade, que ela agarrou com unhas e dentes,

 

Na Web #10

Toda vez que eu percebo que já é domingo, tomo um susto enorme! Gente, como está passando rápido! Minha vida no último mês tomou uma guinada muito grande e eu nem estou percebendo o tempo passar, de tão envolvida que estou com algumas coisas, em especial, o meu trabalho.

Ao mesmo tempo que isso pode ser um pouco ruim (gente, não paro de trabalhar um diazinho sequer!) é bom porque na fase em que eu estou, eu preciso ocupar a cabeça o máximo possível. mente vazia, oficina do diabo, já dizia minha avó.

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Mas, sem mais delongas, vamos aos links desta semana!

1. Como a minha relação  com a moda afeta a minha felicidade

2. Queria me costurar no mundo

3. 5 Sinais de que você precisa recalcular a sua rota

4. Como buscar pelo sucesso na sua vida profissional

5. Divagações: Sobre a importância de transmitir boas energias

Curtiram?

Na Web #09

Êee! De volta com o Na Web, depois de uma semana de contemplação (vulgo, trabalhei demais e não conseguia nem dormir direito). Vou tentar voltar com a programação normal do blog essa semana. Confesso que depois do post em que falei sobre a minha depressão, reencontrei a vontade de blogar (tava meio difícil, verdade…).

Como foi a semana de vocês? A minha passou beeeeeem devagarinho e foi bem trabalhosa (o que não necessariamente é algo ruim!). Mas nem acredito que já é domingo DE NOVO e amanhã começa tudo outra vez. Ufi!

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Mas vamos aos links de hoje!

1. É preciso ir embora

2. Viva as pequenas bênçãos

3. Precisamos falar sobre ’50 Tons de Cinza’ (e sexo)

4. E o medo de correr atrás dos nossos sonhos?

5. Uma questão de perspectiva

6. Anitta e a grande lição do seu vestido Versace para a Riachuelo

Curtiram? Se tiverem alguma sugestão, deixem nos comentários!

 

Era uma vez um cachorro preto…

Dizem que o primeiro passo para a recuperação é você aceitar que alguma coisa não vai bem. Os alcoólatras precisam entender que têm um problema com a bebida, assim como os viciados em drogas. Não sei se a mesma coisa acontece com a depressão, mas eu tenho pra mim que sim.

Por muito tempo, achei que estava bem, que era uma pessoa bem resolvida, que não tinha muitos problemas, mas muitas responsabilidades, e que minha vida era boa. Engraçado que a gente sempre tem essa sensação até que tudo cai por terra e você percebe que nunca esteve bem de verdade.

Igualmente por muito tempo, eu tentei resolver sozinha os meus problemas, lidar com os meus demônios, tentar sair da ‘fossa’ e ‘parar de mimimi’, como muitas vezes ouvi. Realmente, é mais fácil falar do que fazer de verdade, porque a mente vive pregando peças na gente.

Eu tentei escrever posts de incetivo (mais para mim mesma do qualquer outra coisa), estabelecer projetos de vida, fazer resoluções de ano novo, mas tem momentos que nem mesmo toda a influência positiva do mundo consegue superar os pensamentos negativos.

Verdade, é tudo uma questão de mudar a cabeça, mas, como disse, não é fácil. E quando eu cheguei no fundo do poço, percebi que talvez fosse melhor pedir ajuda do que tentar resolver sozinha uma coisa que poderia acabar muito mal pra mim. Então, eu pedi ajuda. Algumas pessoas me estenderam a mão de bom grado e fizeram questão de me ouvir quando eu precisava. Amigos de verdade que se mostram sempre a postos.

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Mas, tão importante quanto isso, talvez, foi a força que eu achei em mim para buscar ajuda profissional. Comecei a terapia e sei que, pouco a pouco, ela tem feito sua mágica em mim. Parte disso também porque eu quero aprender a viver a minha vida, eu quero mudar.

Junto com a terapia vem o ‘diagnóstico‘: depressão. A gente nunca acha que as coisas estão tão ruins assim até que você entende que a tristeza e falta de ânimo que você sente o tempo todo não é normal, não é só uma fase. Isso não quer dizer também que você está doente e que depressão tem uma ‘cura‘. É uma batalha diária em busca de uma vida melhor.

Vocês podem estar se perguntando porque eu decidi falar disso aqui tão abertamente, me expor desse jeito na internet. Gosto de pensar que o fato de eu colocar isso aqui é um passo a mais para a minha recuperação, e também pode ser uma forma de ajudar outras pessoas. Não é um sinal de fraqueza procurar ajuda.

Confesso que senti certo preconceito quando ouvi que estava depressiva. Parece besteira, um tipo de ‘doença de gente rica‘, que encontra problema onde não tem. Senti mais preconceito ainda quando ouvi que talvez tivesse que contar com a ajuda de algum remédio, porque isso dá ainda mais o ar de ‘doença‘ pra coisa toda.

Mas agora entendo que a forma como eu penso, como eu me vejo refletida no espelho, como eu me porto profissional e pessoalmente, as coisas que eu faço e, muitas vezes, que eu falo, são um reflexo da minha depressão. A falta de foco, de concentração, a vontade de sempre ficar em casa sozinha, dormindo, os altos e baixos do humor que nunca param, o ‘agora eu tô ótima‘ versus o ‘hoje eu só quero chorar‘, não são normais, muito menos um reflexo do que eu sou de verdade.

Então, eu busquei ajuda. Ainda busco. Quando me sinto triste demais, eu falo com quem sei que não vai se importar em ouvir. Eu faço terapia. Eu tento fazer coisas que gosto e me cercar de influências positivas. Ainda tenho dias muito ruins (a última semana, por exemplo, tem sido bem complicada), mas sei que eles vão ficar cada vez mais escassos.

Sei que posso fazer mais e que isso depende de mim. Minha cabeça me diz que não consigo e eu acredito. Minha dificuldade em fazer exercícios físicos é, na verdade, uma relutância interna em fazer algo que me faça bem.

Tem dias que encontrar forças para levantar da cama é uma tarefa hercúlea, e em alguns eu não levanto mesmo. Me deixo ficar deitada o dia todo vendo filmes que amo ou séries que gosto, tentando transformar algo ruim em uma coisa proveitosa.

É uma batalha diária. E eu decidi que quero dividir essa batalha com vocês. Pode ser que isso seja apenas o meu ego em busca de atenção de novo (ele faz isso com frequência), mas pode ser também uma forma de conversar com outras pessoas que passam pelo mesmo e, quem sabe assim, a gente não se ajuda.

Cansei de fazer promessas vazias a mim mesma, de não ter comprometimento com o que eu quero e não ter a capacidade de ver um futuro pra mim. É hora de lutar de verdade. Talvez eu tenha perdido algumas (muitas) batalhas, mas decidi que quero vencer a guerra.