A depressão, o antidepressivo e eu

28 de janeiro de 2015 foi o dia que eu, oficialmente, comecei a tomar antidepressivos. Não foi fácil. Quando meu psiquiatra falou que, realmente, o melhor para mim seria começar a tomar um medicamento eu chorei muito. Chorei o dia inteiro. Chorei até dormir.

Para mim, começar a tomar um antidepressivo para controlar o meu humor era um sinal de fracasso. Eu, enfim, tinha falhado por completo. Tinha falhado tanto que nem mais controlar se eu sorria ou chorava era possível e, por isso, eu precisava de remédios.

A depressão, o antidepressivo e eu

Foto tirada logo depois de fazer a promessa, em 31/12/2014

Remédios. Essa palavra sempre foi assustadora para mim. O fato de eu ter que tomar um remédio parecia que eu tinha uma doença, que eu precisava de cura, e eu nunca vi a depressão assim. Oficialmente, eu sei que ela é definida como uma doença, mas eu jamais aceitaria que eu estava doente. E nunca aceitei mesmo.

Aceitar que eu estava doente seria aceitar que o problema era esse bicho malvado e sem rosto que mexia com os hormônios do meu cérebro e me deixava enlouquecida. Pensando nisso agora, eu olhar para a depressão dessa maneira só tirava de mim a responsabilidade pelas minhas escolhas, e, no fundo, eu sabia disso. Por isso a resistência em ser taxada como ‘doente’.

Verdade, no começo eu tinha vergonha do que as pessoas poderiam falar. Ouvi muito que era ‘mimimi’, que eu devia ‘me animar’ e ‘sair dessa‘. Que eu ‘estava sempre triste e isso era um saco‘. As pessoas começaram a me evitar e o assunto virou tabu, como costuma ser. Mas eu decidi não aceitar isso.

Levando em conta como eu estava, muitas pessoas acreditam que as sessões de terapia, os próprios remédios e o tratamento intensivo foram o que me ajudou a sair do buraco. Mas o que pouca gente sabe é que a responsabilidade disso é totalmente minha.

Em 31 de janeiro de 2014, pouco antes do ano virar, eu estava na casa de uma amiga e lembro de parar, durante a contagem regressiva e pensar comigo mesma ‘Esse ano eu vou melhorar. Não importa o que eu tenha que fazer, eu vou sair dessa’. E pronto. Isso é a única coisa que foi realmente necessária para eu começar a, de fato, melhorar.

Sim, eu chorei muito quando o médico me deu a receita com o nome de um remédio controlado quase impronunciável na época e que tinha todo um protocolo para ser comprado. Eu fiquei com medo. Mas para alcançar a minha meta – melhorar – eu sabia que teria que fazer esse sacrifício.

Mas, também desde o começo, eu olhava praquela pílula branca e dizia pra ela, em alto e bom som enquanto tomava café da manhã ‘eu não preciso de você pra melhorar’. Pra mim, aquilo era só ‘um negocinho’ que eu tomava de manhã.

O remédio ajudou? Sim, ajudou. Desanuviou a minha cabeça e eu soube como era, pela primeira vez em muitos anos, pensar com clareza. Me senti dopada? Não. Me senti viciada? Também não. Senti sono? Muito, mas só nos dois primeiros meses. Ganhei peso? Ganhei um pouco sim, mas dentro do indicado pelo médico. Me senti incapaz de fazer o que eu queria ou precisava fazer? De jeito nenhum. Virei dependente desse troço? NÃO.

Posso dizer que o remédio salvou a minha vida? Não. Mas ele foi uma das ferramentas que eu usei para começar a cumprir a promessa que eu me fiz na virada do ano. Foi tão importante quanto qualquer outra, mas nunca foi, nem nunca será, mais importante do que a minha decisão de sair da depressão.

Agora, posso dizer com muito orgulho que já não preciso mesmo do remédio. Fiz a minha última consulta psiquiátrica no sábado passado e – se você me segue no Twitter já sabe – recebi alta. Das consultas e do remédio.

Meu psiquiatra me disse, todas as vezes que a gente se encontrou, que o mais indicado por todo especialista é que o remédio seja tomado sem interrupção por um ano. Isso diminui as chances de recaída em, pelo menos, 50%, segundo ele me informou de novo e de novo. E, verdade, eu completo um ano de tratamento no dia 28, mas hoje, dia 24, eu tomo a minha última (meia) dose de antidepressivo para nunca mais.

Um ano. Foi um ano de dedicação intensa. Um ano que pareceram 50, porque o tanto que eu mudei de lá pra cá não tem como ser encaixado em uma métrica conhecida pelo ser humano. Eu mudei tanto que eu já nem sei mais o que é sentir aquilo que eu sentia é só de tentar lembrar a minha mente já diz ‘Ih, miga, esquece isso. O passado já não existe mais’. E, verdade, ele não existe mais. Ele não me define. Ele não é nada.

Um ano se passou e – graças a Deus – eu não sou mais aquela pessoa sem esperança e tão distante do amor. Hoje eu sei a verdade sobre mim e, apesar de ter certeza de que o meu caminho até estar totalmente alinhada com a minha Real Vontade é longo, eu já sei quem sou e onde estou, e também já sei pra onde eu vou.

Se você alguma vez duvidou da sua própria capacidade de sair dessa, de superar uma depressão… Não duvide. Decida melhorar. Acredite que nenhum pedido sincero fica sem resposta.

Eu sei o que é sentir aquele desespero infindável, a desesperança, a falta de crença em si própria…. Eu sei o que é sentir que não vale mais a pena ficar no mundo e eu sei o que é desejar, todos os dias, por não acordar mais. Eu sei o que é querer morrer. Mas eu sei também que existe uma saída para isso.

Acredite que é possível.

E obrigada. Obrigada por acreditar em mim e por acompanhar toda essa minha jornada até aqui. E vamos juntos. Você, assim como eu, é importante demais pra ser deixado pra trás.

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26 Comments

  1. Responder

    Renata

    maio 26, 2017

    Sera que ainda tem alguem aqui? Rs
    Tem uns dias que me senti obrigada a procurar a ajuda de um psiquiatra. Todo santo dia, eu não sentia alegria em fazer nada, nada me animava, só conseguia ter pensamentos ruins e também comecei a ter crises de choro…( alem de alguns sintomas físicos como: palpitações, insonia, dores de cabeça – todo dia também – muito medo de tudo que pudesse me fazer mal) Pelas vezes que passei mal e fui parar no psiquiatra, a medica identificou que eu estava com síndrome do panico e me receitou sertralina. É muito difícil aceitar que VC precisa de ajuda de uma pilula para se sentir bem, para sorrir e ter vontade de fazer as coisas… É realmente uma sensação de fracasso: Porra Renata, VC não consegue dar conta disso sozinha? Agora, o meu medo é de tomar remédio e me sentir mal com os efeitos colaterais…só quem passa por isso sabe a luta interna e desespero que é viver assim…

    • Responder

      Maki

      maio 29, 2017

      Renata, eu sei que parece redundante dizer isso, mas não tenha medo. o remédio é uma ferramenta para te ajudar a melhorar, acredite que ele vai cumprir a função dele! e é difícil mesmo pedi ajuda e aceitar que você precisa de um remédio para se sentir bem, mas, na verdade, ele é só um detalhe dentro do seu tratamento. você vai conseguir se sentir bem sem ele um dia. acredite que vai dar certo, viu? ♥

  2. Responder

    Brenna

    abril 27, 2016

    Maki 😢

    Estava vagando no pinterest e eis que teu último Lin sobre boulet journal me chamou atenção. Logo o nome do blog me despertou e eis que estou aqui.
    Não li o post do bj, ainda, pois depressiva e com tag esse assunto me chama atenção. E ao ler tuas palavras de superação me questionei se também posso.
    3anos com medicação, trocando sempre. Talvez eu ainda não tenha assumido essa responsabilidade que depende apenas de mim. Continuo perdida. Sem esperanças. Mas fiquei tão feliz de ver que você conseguiu chegar a Roma ao contrário … sucesso garota. Estarei aqui sempre. Agora vou ler os outros posts.

    Xeeeero 😍

    • Responder

      Maki

      abril 28, 2016

      Oi, Brenna!
      Ai, como você é fofa ♥ Muito obrigada pelo seu comentário!
      E, ó, você consegue sim, viu? Eu acredito na sua capacidade de sair dessa. Porque existe uma saída disso, é só a gente querer ver.
      E outra: você nunca está sozinha. Saiba que você não está passando por isso sozinha e que tá tudo bem com você. De verdade.
      Espero te ver aqui mais vezes!

  3. Responder

    Lee

    março 4, 2016

    Maki, eu fico TÃO feliz em ler isso. Muito alegre por ti mesmo. que esse ano continue sendo de mais vitórias pra ti. <3

    • Responder

      Maki

      março 5, 2016

      Oi, Lee!
      Muito, muito, muito obrigada mesmo! Que seja um ano de vitórias pra todas nós ♥

  4. Responder

    Giovanna Bellotto

    março 1, 2016

    Olá, Marcela!

    Em 2014 comecei a tomar meu remédio e decidi parar de tomar. Tive recaída e foi muito pior. Em 2015 foi tudo muito complicado, troquei meu curso na faculdade faltando pouco para concluí-lo, sai do meu estágio por conta disso e outras coisas… Este ano precisei voltar a tomar e agora vou fazer tudo certo. Sei que a mudança começa comigo! Obrigada por me fazer ver as coisas de outra forma! Está me ajudando muito :)
    Beijos

    • Responder

      Maki

      março 2, 2016

      Oi, Giovanna!
      Isso, começa mesmo! Decida melhorar. Eu sei que você é capaz e confio plenamente em você. Não se deixe abater por isso, não desista!
      Você consegue!
      Beijos!

  5. Responder

    BA MORETTI

    fevereiro 29, 2016

    *abraça*

    • Responder

      Maki

      fevereiro 29, 2016

      *abraça de volta*

  6. Responder

    Anonimo

    fevereiro 27, 2016

    Olha, eu vim aqui só pra dizer que esse texto me deixou feliz pra caramba e que eu estou muito, muito, muito agradecida a você! <3

    • Responder

      Maki

      fevereiro 29, 2016

      Poxa, que legal. Muito obrigada mesmo pelo seu comentário! Eu sou muito grata a você também!

  7. Responder

    Babee

    fevereiro 25, 2016

    Depois de te conhecer pessoalmente e agora acompanhando todos os seus passos com a depressão, eu acho que o ato de se aceitar, de que precisa de tratamento, dos remédios, não tem absolutamente nada a ver com mimimi e sim com coragem, porque a maioria das pessoas não entendem ou não querem entender como a depressão e qualquer outro transtorno psicológico pode sim afetar a nossa vida e a nossa saúde. e eu fico muito feliz de ver que você está bem, te vendo agora, jamais imaginaria como você era há um ano atrás, você é super simpática, fofa, divertida, quase fazendo um gif biográfico aqui <333 parabéns por vencer essa luta!

    • Responder

      Maki

      fevereiro 29, 2016

      AHAHAHAHAH quase fazendo um gif biográficooo!! CHOREI!
      Nho, obrigada mesmo, Babee ♥ Eu fico muito feliz em ver como consegui vencer essa etapa e, quem sabe, servir de espelho pra quem acha que não consegue. Somos todos capazes de superar qualquer coisa!

  8. Responder

    Divana

    fevereiro 25, 2016

    Aeee Maki!
    Vamos juntas nessa! E olha, independente do que as pessoas falam, nós podemos sim mudar as coisas e somente nós também sabemos o que é passar pelas situações que aparecem na nossa vida.
    Você é uma guerreira, assim como também as outras pessoas que passaram por coisas semelhantes e muito diferentes.
    Vamos juntas nessa!
    Beijos!

    • Responder

      Maki

      fevereiro 25, 2016

      Oi, Divana!
      Isso, vamos juntas mesmo! Somos todos capazes de superar qualquer coisa e relembrar aquilo que é a nossa Real Vontade.
      Eu acredito em nós ♥

  9. Responder

    Isabele de Paula

    fevereiro 24, 2016

    que coisa boa de ler. acompanho seu blog aqui escondidinha, mas hoje tive que comentar o quanto estou feliz por você, mesmo sem te conhecer.
    parabéns pela força, determinação e dedicação. que venham anos cada vez mais maravilhosos. bjs

    • Responder

      Maki

      fevereiro 24, 2016

      Oi, Isabele!
      Muito obrigada mesmo pelo seu comentário. Te desejo força em dobra para encontrar a verdade sobre a vida ♥ (já adianto que ela é linda!)
      Beijos!

  10. Responder

    KARINE

    fevereiro 24, 2016

    Tô super feliz por você, Maki! Ainda mais por toda essa sua força de ir atrás da mudança e de melhorar, que os dias sejam cada dia mais lindos daqui pra frente :)

    • Responder

      Maki

      fevereiro 24, 2016

      Simm! Que venham muitos dias incríveis pra nós! ♥

  11. Responder

    Henrique Mirai

    fevereiro 24, 2016

    ENGRAÇADO, MINHA HISTÓRIA COM A DEPRESSÃO É MEIO QUE O CONTRÁRIO DA SUA.

    EU RECEBI ALTA HÁ ALGUNS MESES, DEPOIS DE 2 ANOS DE TRATAMENTO. NÃO FIZ ACOMPANHAMENTO COM PSICÓLOGO, SÓ IA NO PSIQUIATRA A CADA DOIS MESES PRA AVALIAR SE O REMÉDIO CONTINUAVA DANDO EFEITO.

    NO MEU CASO EU TOMEI UM DE TARJA VERMELHA, QUE SÓ PODE SER PEGO COM RECEITA MAS AINDA ASSIM É MAIS LEVE QUE OS DE TARJA PRETA.

    E QUANDO EU FUI DIAGNOSTICADO COM DEPRESSÃO, CONFESSO QUE FIQUEI ALIVIADO. ISSO QUERIA DIZER QUE O QUE EU SENTIA, A MINHA VISÃO DO MUNDO, O MEU SENTIMENTO DE FRACASSO E TUDO MAIS NÃO ERAM MINHA CULPA, MAS SIM DA DOENÇA. E UMA DOENÇA COMPLETAMENTE CURÁVEL.

    DAÍ QUANDO EU COMECEI A TOMAR O REMÉDIO, VOLTEI A TER FORÇAS PARA ENCARAR O QUE TAVA ME ABATENDO. pORQUE NO FINAL DO DIA A ÚNICA FUNÇÃO DO REMÉDIO É ESSA: TE DAR FORÇAS, EQUILIBRANDO A SEROTONINA NO CÉREBRO. O QUE FAZER A PARTIR DAÍ EU CONCORDO QUE TEM QUE PARTIR DA PESSOA. ASSIM COMO A DECISÃO DE BUSCAR ESSA AJUDA.

    MESMO QUE O MEU TRATAMENTO JÁ TENHA TERMINADO, EU CONTINUO FALANDO QUE TENHO DEPRESSÃO. PODE PARECER ESTRANHO, MAS É PARA ME LEMBRAR QUE – DA MESMA MANEIRA QUE TEM PESSOAS QUE NÃO PODEM INGERIR LEITE OU AÇÚCAR – EU TENHO TENDÊNCIA depressIVA. E NÃO ESQUECENDO DELA EU SEMPRE FICO ATENTO A MIM MESMO PARA IDENTIFICAR SE O SENTIMENTO É MEU OU É CULPA DO DESEQUILIBRIO HORMONAL. E NÃO VOU MENTIR, ESSA ATENÇÃO TEM ME AJUDADO PRA CARAMBA EM VÁRIAS OUTRAS COISAS.

    cONTINUO TENDO ALTOS E BAIXOS? nÃO NO NÍVEL DE ANTES DO DIAGNÓSTICO, MAS É CLARO QUE SIM. EU CONSIDERO ISSO PARTE DA VIDA. PORÉM, GRAÇAS AO FATO DE EU TER TOMADO O REMÉDIO (E TUDO QUE ME FEZ CHEGAR ATÉ ISSO) E RECUPERADO MINHAS FORÇAS PRA PODER SUPERAR AS COISAS, HOJE EU CONSIGO ENCARAR ESSES SENTIMENTOS E DEIXÁ-LOS IR DA MESMA MANEIRA QUE VIERAM.

    e SE POR ACASO UM DIA EU NÃO CONSEGUIR FAZER ISSO, PELO MENOS JÁ SEI POR ONDE COMEÇAR A BUSCAR AJUDA NOVAMENTE.

    • Responder

      Maki

      fevereiro 24, 2016

      Olha, eu entendo muito o que você falou, e compreendo de onde vem essa sua perspectiva das coisas.
      Mas a Vida – o que ela é de verdade – não tem momentos ruins, nem difíceis, nem mesmo tristes. Ela é feliz, ela é incrível, ela é só amor.
      Por isso eu me recuso a ver o que eu tive como uma doença. E como se eu fosse dependente dela e tivesse que ficar de olho em mim mesma por culpa dela. A depressão é uma invenção da minha cabeça e, como tal, eu posso desistir dela a qualquer momento. Eu desisti mesmo. Não sei mais o que é sentir o que eu sentia. Nem sei mais o que é ficar triste sem motivo ou acordar de mau humor.
      Mas, você tem razão, você já sabe por onde começar se precisar de ajuda de novo e isso é o mais importante de tudo! Você é tão capaz quanto eu de desistir disso de uma vez por todas e aproveitar a Vida como ela é :)

      • Responder

        Henrique Mirai

        fevereiro 25, 2016

        Olha, não vou mentir: eu fico com um baita receio quando eu ouço você falando que “A depressão é uma invenção da minha cabeça e, como tal, eu posso desistir dela a qualquer momento.”. Não por você, mas por quem tiver te lendo.

        Eu entendo, essa é a sua experiência. Mas afirmar tão categoricamente isso é algo perigoso porque dá a entender para aqueles que estão enfrentando ela que se é apenas uma invenção como você diz, então eles não conseguiram se livrar dela ainda porque? Você sabe como é a sensação de impotência. Imagine-se lendo isso antes de você começar a se tratar: o que você sentiria? Esperança? Mesmo?

        Eu concordo: o primeiro passo pra cura é querer. E fico feliz por você ter encontrado a sua verdade. Mas por favor, cuidado na hora de falar sobre isso. Não dê a entender, por mais que você sinta isso, que só basta querer. Não basta só isso. Você não passou por isso sozinha, eu não passei por isso sozinho. Você teve acompanhamento médico, você tem um grupo que te ajudou. Eu tive acompanhamento médico. E tem gente ainda por aí que enfrenta uma depressão bem mais forte do que nós dois passamos, eu tenho certeza.

        Não dê a entender que é algo que dá pra fazer sozinho, por favor. Quem estiver nessa situação, precisa buscar ajuda. Querer melhorar sim, mas acima disso: buscar ajuda.

        • Responder

          Maki

          fevereiro 25, 2016

          Antes de mais nada: eu nunca falei que é possível superar isso sozinho. Nem pretendo. Porque não é. E nada do que eu falo aqui é leviano ou escrito sem pensar. Não é a ‘minha verdade’, é A verdade. Por todo o meu processo, eu VI que tudo o que eu passei foi uma escolha minha. Se eu não tivesse decidido sair dessa, e não teria encontrado as ferramentas mais otimizadas para isso acontecer. É, sim, tudo da minha cabeça. Eu vi que é e que não havia nada errado comigo. Agora eu sei que o que eu sou não muda e tudo aconteceu exatamente como teve que acontecer para eu me relembrar disso. Isso me foi dito nos primeiros dias do meu tratamento e no meu primeiro contato com a Coexiste. Como eu reagi? Não posso dizer. A minha reação foi de acordo com o meu sistema de pensamento naquele momento. Mas isso não é algo que eu falo pela primeira vez aqui. Quando eu digo que não existem vítimas, não é uma utopia. E eu jamais negarei ajuda a quem precisar. Jamais mesmo. Não é possível sair sozinho de um sistema de pensamento, você só encontra mecanismos para cair nele novamente.

  12. Responder

    ketlin

    fevereiro 24, 2016

    Parabéns por sua conquista querida :) eu fico muito feliz por vc!!

    • Responder

      Maki

      fevereiro 24, 2016

      Obrigada ♥

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