Como usar o seu bullet journal para cuidar da sua saúde mental

Eu poderia contar mais um milhão de vezes a minha história com a depressão, mas eu acho que não tem necessidade nenhuma, você já tá careca de saber (mas, se for realmente oportuno, eu conto de novo). Também poderia falar muito sobre como o bullet journal tem me ajudado horrores, mas isso você também já sabe (e se não sabe, pode ler sobre aqui).

A questão é que o BuJo é um método tão legal que você pode usá-lo para o que quiser, até mesmo pra cuidar da sua saúde mental. Sim, é isso mesmo. Como o buller journal é altamente personalizável, você pode, de verdade, usar para qualquer coisa, inclusive para ajudar no seu processo, qualquer que seja ele.

Como usar o seu bullet journal para cuidar da sua saúde mental

Claro, o caderninho não vai JAMAIS substituir a ajuda profissional que você precisa num momento complicado (eu mesma fiz um bom tempo de terapia e tomei medicamentos, como você bem sabe), mas ele pode ajudar você a ver as coisas de uma forma diferente.

1.Habit Tracker

Eu já comentei algumas vezes sobre o tracker aqui, mas ele é realmente uma ferramenta muito legal. Ele pode ajudar você a prestar atenção no dia, você anota ali o que faz, sente, o seu humor – o que você quiser! – e você ainda tem uma visão geral do mês, de quebra. Ou seja, é um jeito de você medir o que você fez que fez você se sentir bem e o contrário e ir ajustando as coisas a partir daí.

Você pode dividir o seu tracker em sensações físicas (dor de cabeça, apetite, insônia, etc), outra seção em comportamentos bons e ruins que você costuma ter (horas de sono, bebi álcool, tomei os remédios, passei mais de 1 hora na Netflix, etc) e uma outra ainda para o seu humor.

Ah, e o tracker não precisa ser do jeito tradicional, em que você pinta os quadradinhos. Pode ser da melhor forma para você. Às vezes, o melhor jeito é descrevendo o que você sente no daily log, outras é fazendo uma lista das coisas que te incomodaram num dia.

2.Gratitude Log

Esse é um velho conhecido do BuJo. O gratitude log, ou log da gratidão, é uma página onde você escreve tudo as coisas pelas quais é grata todos os dias. É uma forma simples de você perceber que existe algo de bom todos os dias. Você pode montá-lo como o monthly log: escreva os dias do mês um abaixo do outro e a sua ‘gratidão do dia’ ao lado da respectiva data.

3.Anotações pós-terapia

Se você já fez terapia alguma vez na vida sabe que tem dias que você pode sair dela completamente desnorteada. Para esses momentos, é legal você escrever o que aconteceu durante a sua sessão, os pontos que foram mais difíceis, coisas que você gostaria de lembrar que o seu terapeuta falou e outras que você gostaria de levar para a próxima sessão.

4.Separe uma página (ou meia) para coisas que te incomodam

Tem dias que as coisas parecem muito difíceis mesmo e você só queria que o meteoro chegasse logo e acabasse de uma vez com a terra. Enquanto desabafar é bom, desabafar demais pode fazer mais mal do que bem, então separe um espaço limitado para você escrever sobre o que você está sentindo naquele momento. Tire tudo da cabeça!

Ah, e se você precisa de inspiração pra essas páginas todas, pode dar uma olhada lá no painel que eu fiz no Pinterest, tem um monte de referências incríveis.

 

No mais, o que eu posso falar sobre esse assunto é: o BuJo é como um diário e você pode usá-lo sim para melhorar. É só uma questão de querer. Usa o caderno com carinho, cuida dele com amor e você vai vendo, aos poucos, que pode cuidar de você da mesma maneira. E, ó, já falei isso mil vezes também (alô, tô repetitiva hoje!) mas eu confio muito na sua capacidade de superar qualquer coisa. Então, força! Tá bom?

Como você usa o bullet journal para se sentir bem? Me conta?

Internet > por

Manual real oficial para espalhar amor na internet

Essa semana que eu passei meio afastadinha do blog (por pura falta de organização, preciso ressaltar), me veio na cabeça como a gente tem que lidar com algumas coisas que são quase que desnecessárias na internet.

Isso tudo começou porque eu fiz um texto pra um dos meus freelas sobre a Paris Jackson, e como ela disse que a internet criava um peso na cabeça dela com todas as críticas e comentários maldosos. Eu, ainda bem, não sei o que é isso – nunca tive haters em nenhum dos meus blogs –, mas não consigo nem imaginar o que é ver coisas horríveis ditas sobre você o dia inteiro.

Manual real oficial para espalhar amor na internet

Eu já comentei aqui que a gente tem mais é que incentivar as pessoas no mundo online, essa galera incrível da qual eu faço parte e que tem um trabalhão pra criar conteúdo legal. Mas vai além disso, acho que a gente podia começar uma política de espalhar amor na net mesmo, sabe? Quanto mais amor a gente espalha, mais a gente recebe, e quem sabe assim a gente não muda uma coisa que é tão comum, né?

Foi assim que eu pensei nesse manual para espalhar amor na internet (patente pendente, já diria Barney Stinson)! Ele tá mais pra mandamentos, se você reparar bem, mas a base da ideia é a mesma: disseminar só coisas boas por aí e não deixar que as ruins nos afetem – até mesmo por isso, eu prefiro sempre tratar qualquer manifestação de ódio com amor.

1.Não escreverás aquilo que não gostarias de ler

Sabe quando você vai na foto de alguém e fala ‘nossa, que roupa horrível!’. Então. Vamos parar para pensar um minutinho. Se a foto fosse sua e alguém comentasse isso, você se sentiria bem? Ficaria feliz? Provavelmente não, né? Então não escreva na foto dos outros aquilo que você não gostaria de ler nas suas próprias fotos/posts

1.1.‘Ai, mas ela famosa, tem que saber lidar com isso’

Não tem não, miga. Para de achar que gente ‘famosa’ é imune à baixa autoestima. Não é. Essas pessoas também têm sentimentos, também se acham feias de vez em quando, também acham que poderiam ter feito uma foto melhor. Elas têm tantas inseguranças quanto você. Mas você acredita que a vida no Instagram reflete a realidade e não olha o que está por trás de tudo isso. Leave as pessoas famosas do Instagram alone, ok? (E isso vale para todas as outras redes, sociais #fikdik)

2.Farás críticas construtivas

Qual a diferença entre ‘esse post ficou péssimo’ e ‘o tema do post é ótimo, por que você não aborda pela visão X ou Y da próxima vez?’? Um é ódio jogado na cara, o outro é uma crítica construtiva. Você não é obrigada a gostar de tudo no mundo (diria que isso é impossível), mas você pode lidar com as coisas com mais leveza, pensando em quem está do outro lado da tela. Aquela pessoa pode não saber como escrever bem ainda, como fazer um post como as grandes blogueiras ou sei lá mais o quê. Use o espaço de comentários para agregar e não para fazer a pessoa se sentir mal consigo mesma, para criar briga, sabe?

Falando nisso…

3.Não disseminarás a discórdia online

Sabe por que as coisas ruins sempre parecem ter uma proporção muito maior do que elas têm? Por que a gente fica alimentando essa sensação de discórdia. É aquela coisa, você sabe que alguém cometeu uma gafe e aí você pega a pipoca e fica lendo os comentários, vendo o circo pegar fogo. Só de ler você já tá alimentando a coisa toda.

O que fazer nesse caso, então? Simples. Não comprar a briga alheia. Aliás, não comprar briga e ponto. É fácil reconhecer quando uma pessoa tá a fim de brigar, de causar intriga. O que você pode fazer nesses casos é reconhecer que a pessoa está sentindo coisas não tão legais e que ela quer encontrar uma válvula de escape pra isso. Não seja essa válvula. Reconheça, abençoe e bola pra frente.

4.Não xingarás ninguém, nem a mãe de ninguém

Autoexplicativo, né? Apenas que ninguém é obrigada.

5.Lerás tudo duas vezes antes de tirar conclusões precipitadas

Lembra quando eu falei ali em cima que é fácil a gente reconhecer quando alguém quer briga? Então, olhar isso no outro pode ser fácil mesmo, mas na gente… A gente não tem o costume de olhar pro que sente, sabe? Por isso é importante a gente sempre ler duas vezes as coisas todas. No calor do momento, a gente lê uma palavra errada, assume coisas que não são verdade e aí o circo tá armado, de fato.

Por isso, calma. Se você leu um comentário que te causou uma coisa ruim, para, lê de novo e pensa com calma antes de responder.

5.1. ‘Ah, mas a pessoa me xingou mesmo, falou merda de mim!’

Nesse caso, o procedimento é o mesmo. Reconheça que ela tá passando muito mal, abençoa e bola pra frente. Se você quiser responder, faça isso de forma que o seu coração fique em paz e não que te deixe agitada, nervosa. Existe uma diferença bem perceptível.

6.Não dirás nada, se não tens nada bom a dizer

Acho que isso também é meio autoexplicativo, mas vamos lá. Se você sente que não tem absolutamente nada de positivo, de construtivo para falar, é melhor então seguir o velho ditado: ‘guarda pra você’.

7.Pensarás na vida do outro lado da tela

A internet é maravilhosa, mas criou um hábito horrível: a gente esquece que tem vida do outro lado da tela. A gente pegou essa mania de escrever as coisas sem pensar que tem alguém lendo (porque, às vezes, parece que é assim mesmo) e faz o que dá na telha sem achar que alguém vai se importar com isso. Mas vai gente. Não seja essa pessoa que esquece da vida, que fala as coisas sem pensar no outro. Tudo o que todo mundo quer é ser amado. Lembra disso sempre que for escrever qualquer coisa, tá?

8.Buscarás e darás o carinho, sempre

Usar os dedinhos frenéticos pra brigar com alguém parece tão mais fácil, mas tenta fazer a mesma coisa pra dar carinho pra alguém. Te garanto que vai ser a sensação mais incrível de todas. E é tão viciante quanto arranjar briga online.

8.1.Não usarás o carinho para ganhar seguidores

Uma coisa é você ser sincera no que está escrevendo, outra é usar de um sentimento falso para conseguir fama na internet. O primeiro é mais do que ok. O segundo é um grande ‘NOT TODAY,SATAN’.

9.Pensarás no propósito

Qual o seu propósito escrevendo esse comentário? É só mostrar que você existe? É deixar um carinho? É falar algo que a pessoa pode levar pra vida? O que é que você quer com isso? Ter o seu propósito em mente é sempre bom pra guiar o que você vai dizer. Dificilmente você vai ficar ~de boas~ se perceber que o seu propósito é só causar, né?

10.Pensarás com o coração, sempre

Pode parecer a mesma coisa do propósito e, na verdade, eu acho que as duas tão meio que ligadas mesmo. Pensa com o coração, sabe? Ele sabe o que é melhor. A nossa cabeça tá cheia de porcaria, não para de fritar um segundo sequer, mas ele sabe como fazer tudo isso ficar em silêncio. Escuta o que ele tem a dizer e segue o caminho que deixa ele em paz.

Eu sei que tudo isso pode parecer meio GOOSFRABA (e é mesmo), mas quando mais a gente adotar essa postura no dia a dia, mais fácil ficar de desviar do que é ruim e focar no que é bom e que deixa a gente com uma sensação gostosinha sabe?

Manual real oficial para espalhar amor na internet

Gooosfraba

TOO LONG DIDN’T READ. Se você é o tipo que achou esse post longo demais e ficou com preguiça de ler (te entendo, miga), segue anexo o resumo:

  1. Não escreve o que você não quer ler
  2. Não compre brigas (sua ou dos outros)
  3. Pense sempre em quem está do outro lado da telinha
  4. Não tire conclusões precipitadas
  5. Pense com o coração, sempre.

É isso. Bora disseminar o amor, tá bom? Então tá bom.

Você acrescentaria alguma coisa ao manual? Me conta nos comentários!

 

Diário > por

Diário #70 – Snape, a meta e o amor

Severus Snape é, provavelmente, o personagem literário mais incrível que eu já tive o prazer de conhecer. Acho que, de todos os livros que eu já li, ele é o mais marcante também. É capaz de todo fã de Harry Potter se sentir da mesma maneira, mas só ontem eu me toquei de uma coisa, olhando pro meu quadro que diz ‘After All This Time? Always’: o Snape é muito fiel.

Diário #70 – Snape, a meta e o amor

Fiel num sentido que vai muito além do que a gente imagina, sabe? A gente passa os seis primeiros livros e metade do sétimo crente que ele é o maior vira casaca de todos os tempos, que ele é malvado mesmo, que na verdade sempre esteve do lado do Voldemort e que, na real, não existe saída pra ele além da morte. Vai em paz, cara. Que você encontre o que procurou a vida inteira no inferno e tudo mais.

Só que não. No fundo, ele tinha um norte muito claro no coração e fazia tudo seguindo essa bússola interna. Essa bússola tinha um nome, claro: Lily Potter. Para o Snape, a Lily era a melhor coisa do mundo. E ele (o mundo) perdeu completamente o sentido quando ela morreu.

Ainda assim, o coração dele só respondia a ela, a ponto dele fazer de tudo pra tentar protege-la (mas ele falhou, infelizmente). A ponto de virar agente duplo e ir além, protegendo o filho dela, o único elo que ele teria com ela no mundo, agora que ela se foi.

O Snape é incrível, porque ele sempre teve uma meta: manter o amor pela Lily intacto. Manter a memória dela viva. No caso, essa memória também tinha um nome: Harry. Então, ele fez o que tinha que fazer. Mesmo que aquilo parecesse ‘errado’ aos olhos do mundo. Mesmo que, em algum ponto, doesse nele. A meta era muito maior e ele não podia traí-la.

Eu gosto muito do Snape. Porque ele é fiel de verdade. Fiel ao coração dele. Ao que ele sente. Ele faz o que for preciso pra manter esse sentimento bem guardado lá dentro. Até o patrono dele era igual o dela, só pra mostrar como o que ele sentia era poderoso.

O amor é mesmo o sentimento mais poderoso de todos. Manteve o Snape vivo por muitos anos, com um propósito. Manteve o Harry vivo também. No fim das contas, foi o que enfraqueceu Aquele-que-não-deve-ser-nomeado. No fim, o amor sempre vence. Só ele é forte o bastante pra continuar em frente.

O que não é a gente simplesmente esquece. Como o ódio pelo Snape. Tem horas que a gente relê os primeiros livros e fica pensando em como ele conseguiu ser tão frio com o Harry, tão ardiloso. Mas aí a gente lembra da meta que ele tinha, do amor que ele sentia e a raivinha vira simpatia, vira empatia. Vira um ‘quero sentir isso por alguém um dia também’. Vira um ‘eu espero que alguém me ame assim’.

No fundo, no fundo. Tudo o que a gente mais deseja é amar como o Snape amou. E sonhar em ser amado assim de volta. Mal sabe a gente que esse amor já existe dentro de cada um. A gente só esqueceu de olhar, cegos por um sentimento que não é. Mas logo mais a gente esquece, porque a meta fica mais clara a cada dia. E se você não entendeu ainda, a meta é amar.

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Diário #69 – Os dias estão cheios de amor

Não existe sentimento mais poderoso que o amor. Nem a raiva, nem a tristeza, nem a pena, nem mesmo a depressão consegue ser mais forte do que ele. Há quem duvide, que brade pelos quatro cantos do mundo que não existe amor em SP no mundo e que tá todo mundo louco.

Diário #69 - Os dias estão cheios de amor

Que todo mundo tá louco, eu concordo. Agora que o amor não existe mais… Isso é mentira. Quem acha que nunca sentiu amor na vida, com certeza tá mentindo também. Todo mundo já sentiu amor, nem que por segundo, nem que fosse uma vezinha só.

A questão (e eu digo questão porque não quero ver isso como um ‘problema’) é que a gente se esquece. A gente se distrai. Coloca um monte de coisa na frente. Diz que só fica com um cara se ele estiver de acordo com os pré-requisitos X, Y e Z. Topa receber um abraço da mãe, mas só se for por meio segundo, porque ela sabe pisar no meu calo como ninguém e eu não tenho paciência. Amar o chefe? Cê tá é louca. Impossível amar o chefe. Isso não tem cabimento.

Tem um tempo que eu percebo que os meus dias estão cada vez mais cheios de amor. São coisas pequenas, sabe? Eu me permito sorrir quando antes queria chorar. Eu como as coisas com mais gosto. Os dias parecem mais gostosos, mesmo que esteja frio e chovendo (amo/sou). Os chás estão mais quentinhos (e não tem nada a ver com a minha mente avoada que esquece a leiteira com água no fogo). Tá tudo mais confortável.

Mesmo quando acontece alguma coisa que eu não esperava, o que a gente chamaria de ‘ruim’, eu não reajo mais da mesma forma. Eu nem consigo. Bate um desespero e já vem uma voz falando ‘ei, calma, cara’ na minha mente, me lembrando que as coisas não são assim. Que dá pra resolver até as picuinhas com amor.

Meus dias estão ficando cheios de amor. O tanto que eu permito, claro, porque eu também ainda tenho um monte de mentirinhas que anuviam a minha cabeça e cegam os meus olhos, não me deixando ver as coisas como elas são. Mas o amor tá lá, em algum lugar. Ele sempre tá lá.

Eu lembro que sempre comentava com uma amiga que ‘se tudo der errado, eu ia pra praia vender coco’. Hoje eu prefiro pensar que ‘se tudo der errado, amém’. No mínimo, o amor tá ali no meio, me pedindo pra ser visto. Eu só não olhei direito.

Essa noção de certo e errado, também… O que é certo e errado diante do amor? Por que é ‘certo’ amar algumas pessoas e ‘errado’ amar outras? Por que eu não posso amar todo mundo? Qual o problema de amar incondicionalmente?

Parece que distribuir ódio é mais fácil, mas é um esforço tão grande… Cansa. Dá dor de cabeça e deixa o coração pesado, com uma sensação de que tem alguma coisa (exatamente!) errada. Dá rugas, também, ouvi dizer. Deixa os ombros caídos, o cenho franzido e os olhos sem brilho. Poderia até render uma poesia bonita, mas na raiva parece que nada nunca fica bonito.

Eu quero aprender a me abrir. Pra viver os dias cada vez mais cheios de amor e cada vez mais longe da raiva. Até que ela vire um pontinho sem forma lááááá longe e eu já nem lembre mais o que tava ali pra começo de conversa. Posso até pensar ‘eita, não lembrava daquele pontinho ali na paisagem’, mas tenho certeza que vou dar de ombros e voltar a esquentar as mãos na minha xícara de chá, pensando apenas que, se um dia eu senti raiva, eu vou amar essa lembrança também.

O dia que eu comprei um ukulele

Quem me acompanha no Instagram (segue lá, migs!) viu que eu tenho um novo amigo: o nome dele é Théo e ele é um ukulele. A ideia não surgiu do nada, mas veio depois de marinar a ideia na minha cabeça por muito tempo (pelo menos uns seis meses) e depois de uma aula incrível como uma pessoa mais incrível ainda no Centro Cultural de São Paulo (melhor lugar, visitem! <3)

O dia que eu comprei um ukulele

Eu sempre reclamei de não saber tocar um instrumento musical, mas ao mesmo tempo, eu também nunca tive interesse o suficiente para aprender de verdade. Isso mudou tem um tempinho, quando eu comecei a pensar que seria legal tocar o ukulele. Primeiro porque já ouvi dizer muitas vezes que é bem mais fácil que um violão (e é mesmo) e segundo porque o som é muito gostosinho, e sinto que combinaria mais comigo.

Então, lá fui eu na Rua Teodoro Sampaio comprar o meu ukulele. O meu da Kalani, e eu comprei depois de passar em algumas lojas, pedir indicações pros vendedores e pesquisar um pouco o preço na internet. Comprei o que seria o melhor custo benefício pra mim. Se a marca é boa ou não, eu não sei dizer – nem tenho conhecimento o suficiente pra isso! -, mas tem servido o meu propósito que é aprender a tocar.

No primeiros dias, tenho que confessar que mantive a minha distância do ukulele. O medo de ser ruim era muito grande e a minha crítica musical interior já dizia que eu ia falhar miseravelmente nessa missão. Não sei dizer se tô tocando bem ou mal, mas tenho treinado todos o dias desde quarta passada e parece que a coisa toda tá ficando mais fácil.

Peguei duas músicas (uma que a minha amiga me ensinou no dia que a gente foi no Centro Cultural, e uma outra que achei na internet – músicas fáceis para ukulele pesquisar) e tenho praticado uns 4 acordes diferentes. O mais difícil, até agora, é com certeza o strumming pattern, o dedilhar das cordas, que pra mim parece uma missão impossível. Mas tudo bem.

Duas coisas que tem me ajudado nisso: o YouTube, com milhares de tutoriais incríveis e aulas de grátis (recomendo o canal do The Ukelele Teacher, é em inglês, mas é incrível!) e um aplicativo que descobri tem uns dois dias, chamado Yousician e que tem aulas pra vários instrumentos, inclusive o uke.

Com tudo isso, queria dizer que aprendi duas coisas importantíssimas com o Théo, mesmo a gente se conhecendo tem tão pouco tempo:

  1. Aquela coisa de ‘quem quer arranja um jeito, quem não quer uma desculpa’ tem o seu fundo de verdade (afinal, eu só fui atrás quando quis aprender a tocar um instrumento de verdade)
  2. A gente só consegue ficar bom em alguma coisa depois de praticar muito mesmo.

Eu sei que já falei um bocado sobre essa coisa de a gente só virar uma Céline Dion se treinar o tanto que ela treina diariamente, mas é só colocando a mão na massa e tirando da frente o nosso medo a respeito de qualquer coisa que a gente percebe o quanto isso é verdade. Ninguém vira o Iz Kamakawiwo’ole (saúde!) do dia pra noite.

Enquanto isso, eu vou continuar treinando Sorry até os dedos sangrarem e eu não aguentar mais tocar esses três acordes que eu já sei de cor (detesto sair do Am pro G, gente, é uma desgraça).

Você já aprendeu a tocar algum instrumento? Tem alguma dica?

 

Você toca algum instrumento? Tem alguma dica pra me quem tá começando?